PROCESSO DE ADOÇÃO E DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Ítalo Guedes de Melo Romão 1
2. CONCEITOS E PRINCIPIOS NORTEADORES DO ECA
2.6 PENSÃO ALIMENTICIA
A pensão para filhos é de natureza alimentar, portanto, é uma imposição que busca, acima de tudo, preservar a vida e o bem-estar de quem necessita do sustento. É um valor estipulado judicialmente, como veremos mais adiante, por isso, é o juiz por meio de cálculos que deverá dizer quanto se deve pagar, este valor deve ser depositado mensalmente.
Há diversidade entre a conceituação jurídica e a noção vulgar de alimentos, compreendendo-os em sentido amplo, o direito insere no valor semântico do vocabulário uma abrangência maior, para estendê-lo, além da acepção fisiológica, a tudo mais necessário à manutenção individual: sustento, habitação, vestuário e tratamento.
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Pensão é um conceito que deriva do vocábulo latino pensĭo e que admite várias acepções, pode tratar-se de um montante que o estado paga a uma pessoa quando se reforma, enviúva ou fica incapacitada, esse dinheiro é entregue periodicamente, durante um período de tempo ou de forma permanente, sendo ela fixada pelo juiz e a de ser atendida pelo responsável, para manutenção dos filhos e/ou do outro cônjuge.
A Constituição Federal, bem como o código civil de nosso país rezam que não é exclusiva dos pais a obrigação de pagar, as leis afirmam que, caso haja ausência de um dos pais, a obrigação ou compromisso poderá ser assumida pelo parente mais próximo, como: avós, irmãos, tios, etc.
Em caso de pensão para filhos, deverá ser paga até que esses atinjam a sua maioridade ou finalizem os estudos universitários. No caso de pensão alimentícia relacionada a ex-cônjuge ou ex-companheiro, este benefício será garantido só será garantido em algumas situações, pois isto decorre do dever de mútua assistência.
No entanto, podem existir casos em que o pagamento se estenda e isso é válido para doença, invalidez e outros casos especiais que serão analisados na justiça, transparência, praticidade e segurança para quem mais precisa do suporte.
Uma maneira simples, transparente e prática para garantir o cuidado de quem mais precisam. Os critérios para o pagamento da pensão dependem da legislação de cada nação, bem como o montante a receber.
As ações judiciais movidas relacionadas à pensão alimentícia são conduzidas por um procedimento regulamentado pela Lei de Alimentos (Lei nº 5.478), que entrou em vigor em 1968 e proporciona que os processos tramitem com maior celeridade. A lei afirma que o responsável pelo sustento da família que se afastar do lar, pode ajuizar a ação ofertando um valor que será fixado desde o início do processo.
A lei que regulamenta o pagamento de pensão alimentícia, de acordo com o Novo Código de Processo Civil, sofreu mudanças expressivas, as quais estão em vigor desde 18 de maio de 2019, tais alterações, dizem respeito, ao rigor com que a cobrança das parcelas atrasadas é feita e foram criadas com o objetivo de garantir maior segurança ao pagamento e o direito à pensão do menor.
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Nesse sentido, criou mais punições para que o devedor pague a dívida, pois caso não pague poderá: ter o nome incluído no SPC; Ser preso em regime fechado;
Ter o débito descontado em folha, no caso de execução do assalariado, o desconto do salário líquido aumentou para até 50% (antes eram 30%).
Isto significa que os pagamentos não realizados poderão ser descontados na folha de pagamento do devedor além da parcela atual, no caso de inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentar o juiz poderá decretar a prisão do inadimplente, o objetivo não é a prisão em si, mas sim compelir o devedor a que arque com o débito alimentar. O texto sancionado Lei nº.
13.105/2015 regula o assunto no art. 528, e tem a seguinte redação:
Art.528 No cumprimento de sentença que condene ao pagamento de prestação alimentícia ou de decisão interlocutória que fixe alimentos, o juiz, a requerimento do exequente, mandará intimar o executado pessoalmente para, em 3 (três) dias, pagar o débito, provar que o fez ou justificar a impossibilidade de efetuá-lo.
§ 4º A prisão será cumprida em regime fechado, devendo o preso ficar separado dos presos comuns.
§ 5º O cumprimento da pena não exime o executado do pagamento das prestações vencidas e vincendas.
Assim, agora há quatro possibilidades para se executar os alimentos devidos, a distinção se em relação ao tipo de título: judicial ou extrajudicial e tempo de débito pretérito ou recente; cumprimento de sentença, sob pena de prisão conforme previsto nos artigos 528/533; cumprimento de sentença, sob pena de penhora art. 528, § 8º; execução de alimentos, fundada em título executivo extrajudicial, sob pena de prisão artigos 911/912; execução de alimentos, fundada em título executivo extrajudicial sob pena de penhora artigo. 913.
O assunto débito alimentar recebeu atenção do legislador e está bem regulado, assim, é possível acreditar que o acesso à Justiça do credor de alimentos seja menos árido e árduo, a ação de inclusão será seguida pela prisão civil do inadimplente, que permanecerá preso até conseguir quitar a dívida, o inadimplente ficará em um local separado dos presos comuns junto com outros que tenham a pena semelhante à sua, assim que efetuar o pagamento de imediato já e posto em liberdade.
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A necessidade é denominada pelo suficiente para suprir as necessidades básicas do indivíduo, tais como verba necessária para comer, morar, vestir, estudar, e etc. Já a possibilidade é denominada pela capacidade de suportar determinado custo sem prejudicar o seu sustento e manutenção de vida.