ISSO MESMO
QUE VOCÊ
QUER PARA
SUA VIDA,
NOS
PRÓXIMOS
MESES?
Estudo teatro, estudo 3D, estudo programação, estudo às vezes eletrônica, estudo música, estudo pintura, estudo a escrita, estudo a mente, e pensei essas coisas não devem ficar separadas, não vejo a tecnologia tão distante da arte, acredito que uma possa ajudar a outra, e a programação, a eletrônica, as técnicas do 3D, o teatro, a pintura, a escrita, todas essas coisas, são apenas ferramentas para que o artista possa criar.
Com essa confusão toda dentro de mim, senti a necessidade de começar a juntar esses assuntos, desejando vê-los todos numa só criação, pegando um pouco de um e dando para o outro, e vice-versa, hoje venho mostrar uma dessas tentativas de misturá-los, será o próximo projeto qual vou me dedicar, uma curtíssima animação em 3D, sobre um lagarto das Américas do sul e central, o lagarto Jesus-cristo, que sabe andar sobre as águas, se nunca o viu, recomendo vê-lo, há alguns vídeos no youtube, é algo admirável de se ver, tanto que me inspirou a querer criar um personagem, mas pensei, não vou já começar modelando ele, não, assim vai acabar saindo alguma réplica de uma foto ou um desenho com pouca carga emocional, me lembrei de um exercício do teatro que fiz no ano passado, onde escolhi um animal, um urubu, e tentei me tornar esse animal, adquirindo seu andar, seus gritos, seu olhar para o mundo, sua respiração, seus gestos, marcando essas pequenas ações em meu corpo, depois humanizando o animal, mantendo a essência do urubu, assim surgiu o personagem Manuel Urubu, que é um homem que trabalha no sinal imitando urubu, com esse exercício em mente, pensei fazer algo semelhante com o lagarto Jesus, antes de modelar e descobrir como animá-lo (será um desafio, faço uma leve ideia, animei um simples caminhar
tentar), porque após fazer o exercício de me transformar num lagarto, senti na pele seu corpo, seu olhar para o mundo, seu modo de ver as coisas, que mesmo que não seja 100% fiel ao animal, é mais sincero do que não fazê-lo.
Gosto de dividir os trabalhos em trabalhinhos menores, decidi primeiro gravar a transformação em animal, sem lidar com a voz, sem humanizá-lo, apenas sentir o lagarto na pele, depois já iniciar a modelagem buscando trazer essa carga para o personagem, qual é inevitável, depois que você se arrasta no chão e o sente com dedos de basilisco, você não irá modelar a mão dele do mesmo jeito que faria se não tivesse passado por essa experiência, você não irá criar o mesmo olhar depois que fica no chão olhando como lagarto, vejo o
teatro como uma ferramenta que ajudará a criar um modelo mais sincero, com uma personalidade mais forte, assim nessa primeira blocagem e modelagem, será o animal no cem por cento, ou quase cem por cento, não sei, não me apego muito, tenho que está aberto para o que vier, contudo, a ideia é não humanizá-lo ainda, depois fazer um novo exercício de teatro, humanizando o lagarto, e mantendo a essência de suas ações, como fiz no urubu, assim levar essa humanização para o modelo em 3D, nesse exercício pretendo já encontrar a voz do lagarto Jesus, pois nessa pequena animação desejo trazer sua voz, culpa de minha professora de teatro, que me incentivou a fazer a redublagens de pedaços de cenas, e acabei gostando, algo que me chama atenção desde novo, são aqueles personagens animados que cantam com todo ardor, quero trazer essa coisa para o lagarto Jesus, mas ainda é só uma epifania na mente, é preciso fazer, e ver o que vai sair.
wikipédia do basilisco para ter alguma referência mais recente de lagarto, escolhi fazer o exercício na praia, pois é onde estou no momento, caminhei até um lugar mais afastado, aproveitando o pique das caminhadas matinais de minha irmã, e também o tripé para colocar o celular dela, deixei a câmera apontada para a areia, pedi a ela para apertar o play, avisei a ela que me tornaria um lagarto, porque é melhor avisar essas coisas (risos), e fiquei lá como um lagarto ao sol, tentando caminhar como um, olhar como um, sentir o sol como um, respirar como um, pensar como um lagarto.
O resultado é esse que você já vem observando nas fotografias, o que mais me marcou foi suas mãos encostando na areia, seus dedos que são meio contorcidos, mas firmes, suas pernas soltas como que largadas para trás, seu olhar de despreocupação e ao mesmo tempo de caçador, sua pele que não reclama do sol, sua respiração que quase se paralisa, suas corridas até um alvo, e depois suas paradas em uma mesma posição alerta, sua maneira de manter a cabeça para frente e olhar para os lados, atento ao que está a seu redor, como para não deixar ninguém o capturar, sua maneira de esticar o corpo em direção ao céu, mostrando o peito ao mundo ao mesmo tempo mantendo-os protegidos com seus braços firmes que o sustenta, seu rabo que se arrasta no chão junto de suas pernas, a leveza de seu corpo em contraste da rigidez de seus dedos.
É diferente ver as marcas de pés e mãos deixadas na areia da praia registrando o trabalho, ao invés do chão rígido de uma sala, é uma experiência que recomendo a todo estudante de teatro físico, ou qualquer um que deseje fazer esse exercício.
Com esses pequenos detalhes agora marcados no corpo, partirei para o próximo passo, da modelagem 3D do animal, veremos o que sairá nas edições seguintes desta revista.
Estava empolgado de doer o estômago dentro daquele ônibus para Guarapari, um impulso no dia anterior foi o culpado de eu estar sentado naquele banco de ônibus, acordei às 5:29 quando o despertador tocou, cozinhei umas batatas doces para comer antes de ir, e logo já faziam 6:15, deveria andar até o ponto de ônibus a um quarteirão de casa, caminhei, apesar de ter dormido muito pouco, não estava sonolento, estava obcecado pelo rasgo da rotina que aquele impulso ocasionou, ia em Guarapari fazer uma compra, negociei ansiosamente no dia anterior um trompete velho com um morador de Santa Mônica, iria encontrá-lo na praia do morro no quiosque 6, onde o homem disse que trabalhava, ele fez questão de dizer que era homem e não furaria comigo; dentro daquele ônibus, nenhuma só vez me lembrei que eu não era um músico, e que não saberia tocar o trompete, também não recordei que nunca me dera bem com nenhum instrumento qual tentei até hoje, e tentei muitos, guitarra, violão, gaita, sintetizador, teclado, baixo, em todos eles eu cheguei em um ponto que não avançava mais, o conhecimento que tinha de música era “incompleto”, quando eu sentia a música querendo sair de dentro de mim, me faltava alguma coisa para conseguir passá-la ao instrumento, então tentava mesmo assim, e as notas se atropelavam, não tinha facilidade em me expressar com os instrumentos musicais, não sei bem qual foi o motivo de ter me levado a querer comprar um trompete, digo “querer comprar”, porque até no momento dentro do ônibus eu ainda não havia comprado o trompete, o cara que me venderia poderia não aparecer, ou então morrer no caminho para o quiosque 6, poderia esquecer de levar o trompete para o trabalho, apesar dele ter dito que estava o levando naquela manhã em uma mensagem de celular, mas poderia estar mentindo, esse era o tipo de pensamento que passava em minha cabeça incitada para encostar em um trompete, eu queria soprar tentando expressar o grito de dentro de mim e barrir como um elefante, um grande e gordo elefante lançando suas trombas para o oceano distante, vociferando com todo ódio que possa ter dentro de um elefante que perdeu seu filhote para um caçador humano de chapéu, a morte de seu filhote assistida passando em sua mente de elefante em um loop, sua raiva aumentando, e agora ele já blasfemava o criador com sua tromba apontada para o céu como uma arma, como a espingarda que viu matar seu filhote, e o barrir eram suas balas que atingem qualquer ser, qualquer coisa, qualquer entidade, qualquer divindade, qualquer porcaria que estivesse lá naquele céu, o elefante não se importava com o que tentava matar parado pisando forte na terra, ele precisava esgoelar-se, precisava mais do que o
que segurava os seus pés grandes e fortes de elefante.
Caminhei da ponte do centro de Guarapari até a praia do morro com meus pés de trompetista, sim eu já era um trompetista, sentia em mim a coisa, caminhava olhando para todas as pessoas que passavam, se me perguntassem o que eu fazia da vida certamente eu diria “sou um trompetista, tiro a coisa de dentro de mim ela querendo sair ou não”, as pessoas não entendendo possivelmente iriam tentar mudar de assunto, mas eu sabia do que estava falando, algumas delas também me alcançaria, Diogo, um trompetista! Eu caminhava com passadas firmes como a de um elefante, começou a chover, e não me importei, podia cair toda água do céu em mim, não me afastaria do trompete, estava quase lá, quiosque 5, começou a chover mais intenso, abri a mochila e desatei uma sombrinha preta e com um dos arames quebrado, depois quisque 8, não percebi passei pelo quiosque 6 sem perceber, perguntei o homem do quiosque 8 onde ficava o 6, só para ter certeza, é claro que ele ficava para trás e eu não havia notado, ele apontou para única posição lógica que o quiosque 6 poderia estar, esperava que fosse lá, logo atrás do quiosque 7, que era gêmeo siamês do quiosque 8, separado por um vão do calçadão sem quiosque, com um ou outro banco para os esportistas de praia descansarem, eu já utilizei muito aqueles bancos para descansar da vida bebendo uma garrafa de vinho barato e fumar alguns cigarros observando o mar balançar, isso na época que morei em Santa Mônica, a uns quatro anos atrás, é passado, não falarei disso aqui, continuei com meus passos leves e violentos por natureza de elefante, esmagando tudo que estivesse embaixo de minhas solas de borracha, calçava um chinelo, uma bermuda tactel e uma blusa desbotada de cor vermelha, prendia meu cabelo com uma buchinha laranja de trompetista.
Chegando no quiosque 6, vejo um rapaz sentado numa cadeira descascando cana, o analiso para ver se era o meu homem, mas não podia ser, era magro demais, tento falar algumas palavras com ele, mas saíram incompreensíveis, estava com uma sensação esquisita de que meu homem não estava naquele quiosque e que nunca trabalhou naquele estabelecimento, havia mentido para mim, não quis acreditar e perguntei ao que parecia o gerente ou dono do quiosque 6 se aproximando, não para falar comigo, mas para pegar alguma coisa no balcão, perguntou se ele era o Igor, responde que não, ele aparenta estar apressado e não me dá muita bola, pergunto se o Igor trabalhava ali, ele diz que nunca nenhum Igor trabalhou naquele lugar e sai acelerado para o outro lado do quiosque, fiquei parado pensando no que fazer por um tempo, mas ainda não acreditei, ele não podia fazer isso comigo, eu gastaria cinquenta reais com as passagens de ônibus para chegar no quiosque 6, não podia ir embora sem meu trompete, liguei para o Igor, ele logo atende, pergunta onde estou, informo que estou no quiosque 6 mas não o encontrei no local, ele diz que está a caminho, e pergunta de que cor é minha camisa, olho para ela, respondo “vermelha”, diz que está me vendo, tento também o ver, olho para todos os lados, até mesmo para dentro do quiosque 6,
a maneira que havia combinado no quiosque 6, dizendo que era onde trabalhava, me fez entender que ele trabalhava no quiosque 6, quase me fez um mal danado omitindo assim as coisas, mas eu estava sadio como um elefante, e não me deixei cair nessa, fiquei uns minutos o esperando, havia parado, segurava a sombrinha enrolada um tanto úmida em minha mão esquerda, cansei de olhar para rua e lojas procurando o lugar onde ele trabalhava, uma hora achei que era ele dentro de uma açaiteria que atravessava a rua, mas me enganei, mandei ele para o inferno, que demore quanto quiser, o sol forte queimava minha pele e eu me virei de costas para a avenida e fiquei observando as ondas esverdeadas estourarem, davam para surfar, e desejei estar dentro d'água, remando, deslizando naquela água que iria me tirar aquele calor comum do verão de Guarapari, essa cidade fazia tanto calor quanto Cachoeiro, apesar de ser uma cidade litorânea, talvez seja os prédios amontoados, esmagando todo ar daquele lugar, eu suava naquele sol, mas não procurei uma sombra, mesmo tendo a tapagem do quiosque a alguns metros de minhas pernas de trompetista, me virei para a rua novamente, e vi um rapaz com braços gorduchos e um andar que reconheci sendo de outro rapaz com a mesma estatura dele, uma barriga semi-grande apontada para frente como fosse seu cão guia, era ele, senti que era, e me aproximei mais, ele parou num carro e apertou um botão, abriu a porta e lá estava ele, estava seguro agora, ele havia lembrado, estava muito próximo de mim, ele abriu o case e mostrou que estava tudo dentro da maleta, um trompete, um tubinho de lubrificante e dois bocais, disse que tudo certo, nem quis testar ou checar o trompete, não precisava, estava tudo certo, não fui até outra cidade a toa, não daria para desistir depois de chegar até ali, passei as notas para ele, três onças e um peixinho, havia separado elas enquanto ligava para ele, fechou o carro e volto para dentro da construção de um prédio novo que estava sendo construído, era onde trabalhava, me entregou o trompete ainda com seu capacete de plástico na cabeça, não gostei daquilo, nenhuma reverência ao mais novo trompetista do Brasil, mas não me apeguei a sua falta de respeito, afinal ele que me vendera o trompete, por isso deixe passar; voltei caminhando, pretendia ir até a rodoviária com meu trompete dentro do case que eu segurava firme nas alças com meus dedos de trompetista; ia rápido como de costume, precisava chegar em segurança na rodoviária, não dava para correr o risco de roubarem meu trompete, esse medo me fazia aumentar sempre um quilômetro a mais na velocidade de minhas passadas.
Encontrava-me no ponto de ônibus em frente a faculdade Pitágoras, já havia passado os dois supermercados, qual um deles eu me lembrava que existia quando eu morei por lá, onde roubava chocolates, perguntei uma senhora se estava muito longe a rodoviária, ela disse dois ou três quilômetros, sem problema disse para mim, eu aguentaria, agradeci a ela e continuei minha caminhada carregando meu trompete com orgulho de ser um trompetista, “o que você tem aí dentro?”, “trompete amigo! um trompete!”,
estava escrito “rodoviária” ou “rodo-shopping”, a senhora afirmou com a cabeça que era meu ônibus, não hesitei, entrei nele com cuidado para meu case rachado e quebrado mostrando partes do isopor para o público, com cuidado para ele não bater nos metais sujos e grudentos daquele ônibus. -Quanto é a passagem? - Pergunto, havia anos que não entrava em um ônibus de linha daquela cidade, lembro que na época era 2:25, e os brasileiros lutavam para que voltasse a ser dois reais, pois naquele mesmo ano haviam aumentado 25 centavos.
- 3,15. - Dei uma tartaruga para ele e procurei umas moedas para completar, não tinha o bastante, então dei uma nota de dez, ele me devolveu a de dois reais e meu troco, levantei meu braço direito de trompetista que segurava o case para ele não esbarrar na roleta, e empurrei com meu corpo girando o metal, sentei no primeiro banco vago, em frente ao trono do cobrador.
-Ele entra na rodoviária?
-O último ponto dele é lá. - Tudo ia bem, iria chegar mais cedo na rodoviária, menos chance de perder a posse de meu trompete, que já sentia fazer parte de mim entre meu colo e o banco da janela, as pessoas me olhavam curiosas querendo saber o que eu carregava, mas deixei que lidasse com suas intromissões sozinhas, fiquei em silêncio até descer no ponto da rodoviária, onde havia vendedores ambulantes com mesinhas com garrafas de café, algo numa cesta para comer, comerciantes de rua vendendo doces industrializados, e um carrinho de pipoca salgada, não comprei nada, fui direto até o guichê tirar minha passagem para chegar em casa e poder soprar meu trompete, andei o mais rápido que pude para não perder qualquer suposto ônibus que aparecesse enquanto eu caminhava até o caixa das passagens.
O ônibus chegaria 10:30, e eram ainda nove e quarenta ou cinquenta, plataforma 18, estava escrito no bilhete, dava tempo de eu tirar o dinheiro que recebi de um serviço que havia feito de programação, mas primeiro precisava mijar, e paguei uma tartaruga para urinar naquele banheiro, fiz o que tinha que fazer, abaixei a tampa do vaso e me sentei, peguei meu tabaco e enrolei um cigarro, lavei as mãos e sai por uma roleta pensando como os seres humanos gostam dessa coisa de catraca, sai para fumar do lado de fora, um pouco a frente da mesinha com a garrafa de café, em frente ao ponto dos taxistas que faziam uma fila indiana, comportados esperando sua vez de pilotar, tragando resolvi abrir o case que estava encostado em meu pé esquerdo, abria e percebi que era o lado errado, o trompete poderia cair, não decidi levar a frente, fechei os trancos me sentindo estúpido por não saber o lado certo do case de meu trompete, “que trompetista é você em! não sabe nem abrir o case do lado certo!”, sorri ao me dizer isso, não estava na hora de vê-lo ainda, espere Diogo! está quase lá! fumei o cigarro até apagar e perguntei onde ficava o caixa eletrônico a um de dois cobradores que conversavam parados em pé, me disse que não havia caixas eletrônicos no shopping rodoviário, apenas no posto, e apontou para ele, olhei para a hora, ainda estava com tempo, fui em direção ao posto, passei por um chão de brita,
centenas de pedrinhas, pensei em jogar minha guimba de cigarro no chão, mas não consegui, fui até o lixo, estava tão próximo de mim, como um bom cidadão lancei a guimba apagada dentro do caixote quadrado da lixeira.
Tirei meus duzentos e cinquenta reais, eu havia gasto todo meu dinheiro no trompete, e estava liso até esse momento, agora tinha dinheiro novamente, e essas notas já tinham um desejo, um possível destino, mas não falarei sobre isso agora, guardei o dinheiro dobrado em minha carteira, sai pela porta de vidro que me lembrou uma catraca pois também era preciso empurrar com certa rigidez como os torniquetes dos ônibus, e retornei a rodoviária, voltei a conferir o bilhete, “plataforma 18”, procurei por ela e não existia, isso era normal, eu não me assustei, é comum o sistema ter números que no local não havia, acontecia muito em nosso estado, não me preocupei, sentei onde imaginei que o ônibus iria estacionar, e só imaginei porque antes havia visto um ônibus da mesma empresa sair daquele lugar, deixei a mochila em um banco ao meu lado, coloquei o case no meu colo e o abri, agora prestei atenção para abrir do lado correto como um trompetista de verdade, o trompete me encarou.
Nota:"Quiosque 6" é o primeiro capítulo do livro incompleto "Comprei um trompete" escrito em 2018 após um impulso que me levou a comprar um trompete. A Imagem é do segundo trompete que adquiri, ele está chorando, brinco dizendo que será, um dia, a capa do primeiro CD, qual irei gravar assim que meu trompete resolver tocar bem, não sei o que ele tem que... (risos).