• Nenhum resultado encontrado

4.2 ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE OS MODAIS

4.2.5 Perdas e Danos

4.2.5.2 Perdas e Danos Rodoviários

Segundo uma matéria publicada no Site Jornal do Comércio, as estradas gaúchas ficaram com R$70 milhões da safra de 2019. O soja que é o produto mais transportado teve-se uma perda de R$55milhões em grãos desperdiçados. Na matéria consta também que são 18,4 milhões de toneladas colhidas, perda média de 2,3 kg/tonelada. Foi então realizado um cálculo para saber quanto em média um caminhão de 32 toneladas perde por transporte.

Se uma tonelada tem 1000kg, então tem-se uma perda de produto de 0,0023% dessa tonelada, então multiplicou-se esse valor pelas 32 toneladas, como pode-se observar na equação 7.

(7)

_____________________________________________________________________________________________

Sendo que 0,0736% de uma tonelada, equivale a 73,6kg de produto perdido por transporte rodoviário. Se levarmos em consideração as 11.520 toneladas em estudo neste trabalho, teria uma perda de aproximadamente 26,50% do produto, como observa-se na equação 8.

(8)

0,0023 ∗ 11.520𝑡𝑜𝑛𝑒𝑙𝑎𝑑𝑎𝑠 = 26,50%

Figura 19: percentual de perda de produto em cada modal.

Fonte: Autoria Própria (2019).

Então, tem-se aproximadamente 16,50% de perda em relação ao transporte ferroviário, na Figura 19 tem-se uma melhor visualização da comparação deste item feita entre os modais.

5 CONCLUSÃO

Nesta capitulo é realizado a retomada das questões principais, para se discutir os resultados desta pesquisa, e sanar as questões abordadas de acordo com os resultados obtidos.

Mesmo com a ajuda disponibilizada pela empresa Rumo, sobre questões do transporte ferroviário, teve-se dificuldade para ter acesso a dados detalhados sobre as ferrovias, pois analisando as bibliografias disponíveis sobre os modais rodoviário e ferroviário, percebeu-se que há uma necessidade de estudar mais os modais como um todo, visto que os materiais disponíveis sobre rodovias é gigantesco se comparado as ferrovias.

Através das análises realizadas neste trabalho, comparando o transporte de 11.520 toneladas de soja entre o percurso de Cruz Alta/RS a Rio Grande/RS, concluiu-se que o modal ferroviário é o mais adequado para este transporte, pois além dos custos no transporte serem maiores no modal rodoviário (em torno de 15,46%), o modal ferroviário também apresenta maior segurança, pois as perdas e danos são menores (aproximadamente 16,50% menor).

Pode-se citar como um dos fatores responsáveis pelo alto preço no transporte rodoviário, a precariedade em que se encontra as rodovias, visto que uma rodovia em más condições, tem-se um maior gasto com diesel e manutenção do caminhão que realiza o transporte.

Além disso o conjunto ferroviário (locomotiva e vagões) não geram tanta poluição e conseguem transportar mais carga em um único trem, enquanto no transporte rodoviário é necessário uma frota de 360 caminhões, no ferroviário com apenas 4 trens se consegue transportar as 11.520 toneladas.

Também conclui-se que o modal rodoviário se sobressai ao ferroviário quando o transporte é para pequenos volumes de carga (ex: 32 toneladas), visto que o transporte nas rodovias é mais rápido e eficaz. Enquanto nas ferrovias o ciclo médio é de 5,9 dias de transporte, nas rodovias no trecho em estudo o tempo calculado necessário é de apenas 7hr09min.

_____________________________________________________________________________________________

Sugestão para trabalhos futuros:

 Estudo sobre o custo de construção de uma nova malha ferroviária e rodoviária;

 Impactos ambientais que as construções podem gerar;

 Impactos econômicos que as construções podem trazer ao estado do Rio Grande do Sul.

REFERÊNCIAS

AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES TERRESTRES, ANTT. Disponível em: <ttp://www.antt.gov.br/>. Acesso em: 19 de novembro de 2019.

BALLOU, Ronald H.. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos: Planejamento, Organização e Logística Empresarial. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001. 532 p.

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE, CNT. Disponível em:

<http://www.cnt.org.br/>. Acesso em: 13 setembro 2018.

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE, CNT: Atlas do Transporte. Disponível em: <http://www.cnt.org.br/paginas/atlas-do-transporte>. Acesso em: 25 outubro 2018.

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE, CNT: Boletim estatístico – Agosto 2018. Disponível em: <http://www.cnt.org.br/Boletim/boletim-estatistico-cnt>. Acesso em: 24 outubro 2018.

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE, CNT: O Sistema Ferroviário Brasileiro. Disponível em: <http://www.cnt.org.br/estudo/transporte-e-economia-o-sistema- ferroviariobrasileiro-cnt>. Acesso em: 25 outubro 2018.

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE, CNT: O transporte move o Brasil - Propostas aos candidatos. Disponível em: <http://www.cnt.org.br/estudo/propostascandidatos>. Acesso em: 24 outubro 2018.

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE, CNT: Plano CNT de transporte e logística 2018. Disponível em: <http://planotransporte.cnt.org.br/#download>. Acesso em: 24 outubro 2018.

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE, CNT: Transporte e Desenvolvimento – Entraves logísticos ao escoamento de soja e milho. Disponível em: <http://www.cnt.org.br/estudo/transporte-desenvolvimento>. Acesso em: 26 outubro 2018.

_____________________________________________________________________________________________

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE, CNT: Transporte Rodoviário – Desempenho do Setor, Infraestrutura e Investimentos. Disponível em: <http://www.cnt.org.br/estudo/transporte-rodoviario-desempenho>. Acesso em: 26 outubro 2018. CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE, CNT: Transporte Rodoviário – Por que os pavimentos das rodovias não duram. Disponível em: <http://www.cnt.org.br/estudo/transporte- rodoviario-pavimento>. Acesso em: 26 outubro 2018.

COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO, CONAB: Acompanhamento da Safra

Brasileira – Boletim grãos outubro 2018. Disponível em:

<https://www.conab.gov.br/infoagro/safras>. Acesso em: 02 novembro 2018.

DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES, DNIT. Disponível em: <http://www.dnit.gov.br/>. Acesso em: 13 setembro 2018.

DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES, DNIT: Histórico. Disponível em: <https://189.9.128.64/ferrovias/historico/historico>. Acesso em: 24 outubro 2018.

GUIA DO TRC. Disponível em: <http://www.guiadotrc.com.br/>. Acesso em: 20 de novembro de 2019.

GUIMARÃES, José Celso de Macedo Soares. Transportes no Brasil: suas grandes metas. Rio de Janeiro: (s. N), 1976. 126 p.

MINISTÉRIO DA INFRAESTRUTURA. Disponível em: <https://www.infraestrutura.gov.br/>. Acesso em: 15 de novembro de 2019.

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES, PORTOS E AVIAÇÃO CIVIL, MTPA. Disponível em: <http://www.transportes.gov.br>. Acesso em: 29 de outubro de 2018.

PADULA, Raphael. INFRA-ESTRUTURA I: TRANSPORTES: Fundamentos e propostas para o Brasil. Brasília: Confea, 2008. 215 p.

POLICIA RODOVIÁRIA FEDERAL, PRF. Disponível em: <https://portal.prf.gov.br/>. Acesso em: 17 de novembro de 2019.

SECRETARIA DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E IRRIGAÇÃO, SEAPI: Aberta a colheita de soja no estado. Disponível em: <http://www.agricultura.rs.gov.br/aberta-a-colheita-de-sojano- estado>. Acesso em: 02 novembro 2018.

RUMO LOGISTICA. Disponível em:

<http://pt.rumolog.com/conteudo_pti.asp?idioma=0&tipo=27307&conta=45>. Acesso em: 10 de novembro de 2019.

TABELAS DE FRETE. Disponível em: https://www.tabelasdefrete.com.br/p/calculo-carreteiro> Acesso em: 22 de novembro de 2019.

TRANSVIDAL TRANSPORTES. Disponível em: <https://www.transvidal.com.br/>. Acesso em: 26 de novembro de 2019.

VALENTE, JosÉ Augusto. Infraestrutura, transportes e mobilidade territorial. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2013. 168 p.

Documentos relacionados