• Nenhum resultado encontrado

Perfil de saída do aluno

No documento Uma reflexão sobre o ensino profissional (páginas 50-55)

III. Contextualização da Prática Pedagógica

4. Identificação do curso

4.1 Perfil de saída do aluno

Executar o serviço de receção da unidade hoteleira, de modo a garantir um serviço de qualidade e a satisfação dos clientes.

Atividades Principais

Segundo o referencial deste curso, que foi publicado no Despacho n.º13456/2008, de 14 de maio, que aprova a versão inicial do Catálogo Nacional de Qualificações, no final do curso o aluno deverá:

Contextualização da Prática Pedagógica

Olga Ribeiro 40

• Efetuar as operações de reservas da unidade hoteleira. • Efetuar o “check-in” dos clientes;

• Prestar informações e apoio aos clientes sobre a unidade hoteleira e de caráter turístico;

• Efetuar o “check-out” dos clientes;

• Atender reclamações e sugestões, identificando necessidades e expectativas do cliente e assegurando a sua resolução/satisfação e/ou transmitindo-as ao seu superior hierárquico;

• Efetuar os registos de ocupação da unidade hoteleira e da faturação dos alojamentos, com vista a fornecer os dados para o controlo e gestão do serviço, assim como, assegurar o arquivo da documentação utilizada na receção;

• Assegurar o contacto da unidade hoteleira com o exterior;

• Colaborar na definição dos objetivos e regras de funcionamento do serviço de receção e na implementação de programas de promoção da unidade hoteleira;

• Assegurar a conservação e manutenção da receção, pela reposição do material utilizado e pela arrumação e higiene do local;

• Rececionar, quando solicitado, os bens dos clientes e assegurar a sua segurança, guardando-os no cofre da unidade com entrega de recibo comprovativo;

Destinatários

Esta modalidade de cursos é para todos os indivíduos com habilitações mínimas ao nível do 9.º ano de escolaridade e idade igual ou superior a 18 anos e que pretendam uma dupla certificação. No final do processo, o candidato ficará com o diploma escolar e um certificado profissional na área Rececionista de hotel.

Caracterização dos módulos

Como professora de informática, estagiária nesta escola, lecionei módulos da componente tecnológica. É importante referir, que este tipo de curso é composto por duas componentes: formação de base, formação tecnológica e a área de PRA que é transversal ás duas anteriores.

• Formação de Base:

o CLC – Cultura, Língua e Comunicação o STC – Sociedade, tecnologia e ciência o CP – Cidadania e empregabilidade

• Formação Tecnológica – á carga horária da formação tecnológica podem ser acrescidas 210 horas de formação em contexto de trabalho, sendo esta de carácter obrigatória para o adulto que não exerça atividade correspondente à saída profissional do curso frequentado ou uma atividade profissional numa área afim.

• PRA – área de carácter transversal.

FORMAÇÃO DE BASE Área de competência

chaves Código UFCD Horas

Cidadania e Profissionalidade - CP CP_1 Liberdade e responsabilidade democráticas 50 CP_4 Processos identitários
 50

CP_5 Deontologia e princípios éticos 50

Sociedade, Tecnologia e Ciência - STC

STC_5 Redes de informação e comunicação 
 50 STC_6 Modelos de urbanismo e mobilidade 
 50 STC_7 Sociedade, tecnologia e ciência -

fundamentos 


50

Cultura, Língua e Comunicação - CLC

CLC_5 Cultura, comunicação e média 50 CLC_6 Culturas de urbanismo e mobilidade 50 CLC_7 Fundamentos de cultura, língua e

comunicação

50

Tabela 6 - Componentes da formação de base

Área de Caráter Transversal

PORTEFÓLIO REFLEXIVO DE APRENDIZAGEM - PRA 85 h

Contextualização da Prática Pedagógica

Olga Ribeiro 42

FORMAÇÃO TECNOLÓGICA

Código UFCD18 Horas

3375 Serviços de alojamento hoteleiro como área de trabalho 50

3376 Serviços de alojamento hoteleiro como área de trabalho 25

3427 Receção hoteleira – atividades técnico/administrativas, segurança e

serviço de noite

50

3428 Tecnologias de informação e comunicação na receção hoteleira 25

3330 Atendimento de clientes na receção 50

3802 Atendimentos diversos na receção 50

3429 Língua inglesa- serviço de receção, atendimento e informação turística 50

3431 Atendimento de pedidos de reserva 25

3432 Gestão e técnicas de reserva 50

3433 Relações com o exterior e promoção dos serviços da unidade hoteleira 50

3434 Sistemas e equipamentos informáticos em hotelaria 50

3435 Tecnologias de informação e comunicação aplicadas à gestão de

reservas

50

3436 Língua inglesa – serviço de reserva e apoio 50

3438 Acolhimento e check-in de clientes 25

3439 Prestação de serviço técnico(administrativo ao cliente 50

3440 Técnicas de apoio ao cliente durante a estadia, nas deslocações e em

atividades turísticas

50

0704 Atendimento – técnicas de comunicação 25

3442 Acompanhamento das contas dos clientes 50

3443 Realização de check-out dos clientes 50

3444 Língua inglesa – acolhimento e assistência ao cliente 50

3446 Técnicas de aprovisionamento e armazenagem na receção hoteleira 25

3447 Acompanhamento do trabalho no âmbito dos andares, da lavandaria e da

copa

50

3448 Gestão de reclamações - hotelaria 25

Tabela 8 - Componentes da formação tecnológica

Formação Prática em Contexto de Trabalho 210

Tabela 9 - Formação em contexto de trabalho

Durante o período de estágio lecionei as seguintes unidades de formação de curta duração (UFCD):

• UFCD 3428 – Tecnologias de informação e comunicação na receção hoteleira • UFCD 3443 – Realização de check-out de clientes19

Tal como já referi, este tipo de curso assenta em duas vertentes, a formação de base e a formação tecnológica, tendo como área transversal o PRA – Portefólio Reflexivo de Aprendizagens.

Na área de PRA os adultos terão de desenvolver um portefólio digital de aprendizagens. Este assume uma relevância na organização tradicional de portefólio e na forma como permite verificar a evolução do aluno.

Sendo assim, e mais concretamente no final de cada UFCD, o aluno apresenta uma série de instrumentos, que fazem parte do seu portefólio digital. Estes são analisados e validados pela equipa de formadores da escola. No final do curso, o aluno terá de apresentar um portefólio digital, que não é mais do que uma série de competências previamente analisadas e validadas.

Portefólio Reflexivo de Aprendizagens - coleç ão de documentos vários (de natureza textual ou não) que revela o desenvolvimento e progresso na aprendizagem, explicitando os esforços relevantes realizados para alcanç ar os objetivos acordados. É representativo do processo e do produto da aprendizagem. Documenta experiências significativas, fruto de uma seleç ão pessoal (Brookfield & Preskill, 1999).

Contextualização da Prática Pedagógica

Olga Ribeiro 44

Informação entregue aos alunos

É um Portfólio pessoal (uma pasta, uma capa A4, uma caixa, um CD/DVD ou outro formato), que será desenvolvido durante o curso Educação e Formação de Adultos de Nível Secundário (EFA-NS), pelo adulto, com o apoio do responsável pelo curso (mediador) e dos formadores. O Portfólio permitirá recolher e organizar informação sobre as experiências de vida do adulto, bem como das competências adquiridas e desenvolvidas ao longo da vida nos mais variados contextos (escolar, familiar, relacional, profissional, etc.).

O Portfólio vai ter como função a organização de um conjunto de documentos e reflexões que podem servir de prova para as competências pessoais e profissionais demonstradas. O seu principal objetivo é, então, servir como uma prova documental das competências que o adulto refere ter adquirido.

É esperado que, no processo de levantamento de competências, os adultos não se remetam apenas à verbalização, mas que façam um trabalho de exploração e reflexão das competências desenvolvidas ao longo da vida, bem como de “provas físicas” que as comprovem.

Pretende–se o detalhe de experiências de vida e competências desenvolvidas nas mesmas, em diversos contextos (escolar, familiar, relacional, profissional, formativo, doméstico e militar). Esta exploração deve ser acompanhada de uma reflexão pessoal e, posteriormente, associada às áreas, Unidades de Competência-Chave e Temas presentes no Referencial de Competências – Chave.

As atividades desenvolvidas ao longo de todo o curso EFA, dinamizadas pelos formadores, têm como objetivo apoiar o adulto na identificação de competências nos variados contextos de vida.

No documento Uma reflexão sobre o ensino profissional (páginas 50-55)