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4 HISTÓRIA E MEMÓRIA DA CRIAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DO CURSO DE

4.3 O Curso de Secretariado na UFC

4.3.2 Perfil do Egresso

Encontramos descritos no Projeto do Curso, a pretensão da Universidade em construir um perfil profissional para aquele que seria formado pelo currículo ora proposto, considerando os aspectos indispensáveis para que se pudesse exercer adequadamente com competência, responsabilidade e ética, a função que correspondesse ao que dele a comunidade esperava, nos processos produtivos, tecnológicos e gerenciais. Vejamos:

Os atributos de natureza humana – dizem respeito à formação do profissional como indivíduo a ser aperfeiçoado, na sua excelência humana, devendo o currículo pleno incluir disciplinas de caráter humanístico que o capacitem a ter senso de responsabilidade, condições de julgamento, habilidade para resolver problemas, consideração com as pessoas, sentido de qualidade, capacidade de produção, criatividade, descrição, ética, conhecimento de seus pontos fortes e fracos, espírito de equipe, participação e engajamento, respeito ao próximo, consciência de contribuição individual e condições de fazer crítica construtiva; (UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ, 1994, p. 13).

Listam-se aqui as competências no exercício profissional que a Universidade se propõe a formar

Atributos de natureza profissional – Dizem respeito a aquisição de competência no exercício profissional, obtido pelo conhecimento amplo das técnicas de secretariado: 1) Dominar o idioma pátrio e de língua estrangeira; 20 Conhecer os aspectos pertinentes à região; 3) Capacidade de atender às necessidades dos usuários (compreendendo o público interno e externo); 4) Identificar os objetivos de empresa; 5) Ter consciência da utilidade de aproveitamento de oportunidade de negócio; 6) Fazer a administração do tempo, estabelecendo prioridades, para si e seu executivo; 7) Utilizar tecnologia; 8) Dominar os sistemas de informações contábeis e

estatísticos; 9) usar de uma comunicação simples, correta e objetiva; 10) Buscar feedback;; 11) Flexibilizar o atendimento; 12) Usar arquivo, técnicas de biblioteconomia e documentação de papéis;; 13) Técnicas de automação de escritório; 14) Utilizar O&M; 15) Valorizar o cliente, como prioridade máxima para o sucesso da empresa. (UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ, 1994, p. 13).

Percebemos nas falas da Profa. Criseida que não falta entusiasmo. Sempre se questionando sobre as principais práticas que foram fundamentais para a construção do Projeto e, assim, apresentar uma formação capaz de profissionais críticos e detentor das competências técnicas inerentes aos novos tempos.

Nós fomos bem audaciosos, nós dissemos: não, nós vamos olhar as necessidades nacionais, mas vamos ter um olho também no mercado internacional, a gente quer saber também como é que no mundo... quais são as práticas das secretárias? Como é que essa coisa está? Quais são, qual e a posição e por que, qual é o cenário, como é que está o mercado de trabalho em relação a esses profissionais? (Profa. Criseida). O que ele representava? Ele representava uma ponte, uma ponte de ligação entre o grande líder social e humanística. A gente tem que, o secretário, a secretária tem que ir pro mercado com sensibilidade, com capacidade crítica. (Profa. Criseida).

Então a gente criou um secretário, um curso, um desenho dessa estrutura curricular, que tivesse um profissional com postura crítica, reflexiva, com curso de novas tecnologias e informação e de comunicação. Então o secretário deveria manter uma sintonia fina com os líderes, não só os de primeira linha, donos das empresas, os acionistas, mas também os de segunda linha...Ela vai passa pelo secretário executivo, esse filtro, esse alinhamento das operações organizacionais. Então a gente acha que o secretário naquela época, o grupo achava que o secretário executivo deveria trabalhar com: mudanças, com conflitos, com criatividade, com funções de assessoria, com funções de procedimentos protocolares, com competências linguísticas e comportamentais, um articulador em negociações, um facilitador nas relações interpessoais. Então um bom secretário ele deve manter essas relações interpessoais num bom nível, por isso que a gente acha que também ele tem que ser um negociador. Ele é a sombra dos grandes líderes da organização, o secretário, ou seja, ele é um facilitador e ele deve ter domínio das técnicas de sensibilização e das técnicas de comunicação. Teria que ser uma pessoa ágil, uma pessoa extremamente reflexiva, que pudesse trabalhar o pensamento e trazer resoluções para os problemas. Então o secretário é aquele que imaginamos, não aquele que ficaria esperando, mas ele iria trazer propostas, sugestões de mudanças, ser o facilitador com seu chefe, seu diretor, o grande líder da empresa. Ele é o facilitador, é aquela pessoa que vai criar soluções e trazer soluções, ele vai pensar a organização junto com as grandes lideranças das empresas. É, ser reflexivo, ser crítico, ele vai trabalhar também a busca de sinergia. (Profa. Criseida).

Então ele pode atuar então nas instituições públicas, nas empresas privadas de grande, pequeno e médio porte, microempresas, nos hotéis, é importante a gente dizer a indústria hoteleira ele pode atuar também. Ele pode atuar também em bancos, fundações, na área de turismo, na área de jornalismo, então foram essas as preocupações que nós tivemos. (Profa. Criseida).

O professor Ciro Nogueira também, durante a entrevista que nos concedeu, fez projeções otimistas sobre o perfil do profissional que o curso se propõe a formar.

Olha gente esse pessoal formado aqui, quarenta pessoas, elas vão ser disputadíssimas no mercado, elas não vão ser o secretário, a secretaria... Vão ser o secretario ou a secretaria do dirigente máximo de um órgão e ainda vai faltar gente, pela quantidade de órgãos que existe, tanto privados quanto públicos, nós não vamos conseguir...” Digamos assim. É interessante notar... Também um detalhe que é crucial, que as vezes a gente não valoriza, internamente, dentro da instituição universitária, isso vale pros dois cursos, vale pro Estilismo e Moda e vale pro Secretariado Executivo, é que veio um apoio externo da economia privada. Na época de Estilismo e Moda houve um envolvimento do sindicato das confecções e das industrias têxtil do Ceará, esses dois sindicatos que eram diferentes, eles vieram pra dentro da universidade e disse “olhe nós queremos a criação desse curso” (Prof. Ciro Nogueira).