4.1.1 Perfil quanto à escolaridade, idade, estado civil, filhos e mandato
A fim de identificar o perfil das oito entrevistadas, foram sistematizadas no Quadro 10 as informações acerca das entrevistadas.
Quadro 7 - Perfil das entrevistadas
Entrevistada Perfil
E1 A E1 não tem filhos, está concluindo o ensino superior, está cumprindo seu segundo mandato.
E2 A E2 não tem filhos, é pós-graduada, e está cumprindo seu segundo mandato. E3 A E3 tem filhos, concluiu pós-graduação, e está em seu primeiro mandato. E4 A E4 tem filhos, concluiu o ensino superior, está cumprindo seu segundo mandato. E5 A E5 tem filhos, é pós-graduada e está em seu primeiro mandato.
E6 A E6 não tem filhos, possui pós-graduação, está em seu primeiro mandato. E7 A E7 tem filhos, concluiu o ensino fundamental e está em seu primeiro mandato. E8 A E8 tem filhos, concluiu pós-graduação e está em seu segundo mandato. Fonte: Dados da pesquisa (2017)
Com relação a faixa etária, dentre as oito entrevistadas, quatro tem entre 20 a 40 anos, e as outras quatro tem entre 41 a 70 anos. Quanto ao estado civil, três das entrevistas são solteiras, quatro são casadas e uma é divorciada. A idade e estado civil não foram apresentados individualmente no Quadro 9 para garantir a preservação da identidade das entrevistadas. De acordo com o Quadro 9 pode ser observado cinco das oito mulheres concluíram pós-graduação, e apenas uma não possui ensino superior. Quanto a filhos, cinco das entrevistadas afirmaram ter filhos e as outras três não possuem filhos. Classificando desse
modo, o perfil das mulheres participantes da pesquisa quanto à idade, estado civil, escolaridade e mandato.
4.1.2 Motivos que levaram a entrar na política
A partir dos relatos, foi possível observar quais motivos levaram as entrevistadas a entrar na carreira política, além de algumas características de suas personalidades que as levaram a atuar nesse meio. Uma breve descrição desses motivos é elencada a seguir.
A entrevistada E1 nunca teve nenhum familiar na política, entretanto seu pai sempre foi filiado e participante ativo no partido. Ele a incentivou a também ser filiada, e preparou a filha para que um dia se tornasse candidata. Ela recebeu o convite para preencher as cotas do partido, e desde o início, recebeu todo o apoio do pai para entrar na campanha.
A entrevistada E2 tem familiar que já ocupou um cargo político e sempre foi muito ativo na comunidade. Ela relata que desde criança acompanhou toda a trajetória política desse familiar, e ao ver essa atuação, decidiu que queria seguir os mesmos passos.
A entrevistada E3 também foi a primeira da família a ocupar um cargo político, mas sua família sempre foi envolvida e filiada a partidos políticos. Em sua narrativa, ela relata que foi criada em um ambiente confortável financeiramente, frequentou boas escolas, entretanto o fato de ter ido morar em um bairro que tinha uma realidade diferente do qual ela foi criada, a incentivou a assumir o papel de líder, e ela passou a ser uma pessoa chave na atuação para melhorias em sua comunidade. Esta não foi sua primeira candidatura, mas é o seu primeiro mandato. Ela relata que teve dúvidas se deveria aceitar o convite para a candidatura, entretanto, foi a chance de poder ajudar mais as pessoas em uma amplitude maior que a levou a aceitar o convite.
A entrevistada E4 vem de uma família de agricultores, teve uma infância simples e desde cedo teve que trabalhar na roça para ajudar a família. Ela relata que perdeu o pai muito cedo, já teve familiares que ocuparam cargo político, e sua família sempre gostou muito de política. Ela sempre teve o desejo de entrar para a política, e como preparo, desde cedo foi ativa na comunidade por meio de projetos e da atuação profissional, com vistas a ganhar visibilidade dos partidos e da população.
A entrevistada E5 também veio de uma família simples de agricultores. Ela relata que uma das prioridades na vida de seus pais foi prover educação superior para todos os filhos. Em sua narrativa, ela afirma que sempre teve vontade de seguir na carreira política, e que em
um primeiro momento não obteve o apoio da família, devido ao atual cenário político no país, mas conseguiu convence-los após três meses de argumentos.
A entrevistada E6 teve uma infância difícil, pois desde pouca idade teve que trabalhar na roça junto de seus pais para que a família tivesse condições de sobreviver. Em seu relato, é possível ver que ela sempre foi uma pessoa atuante na comunidade, e sempre buscou assumir o papel de líder desde a infância. Ela relata que o fato de ter familiares que já ocuparam cargos políticos, a motivou a seguir a carreira.
A entrevistada E7 também teve uma infância em que teve que trabalhar na roça para ajudar na sobrevivência da família. Seu pai sempre foi fiel a um partido, o que teve forte influência em sua carreira política. Ela relata que essa não foi sua primeira candidatura, e que recebeu o convite do partido para preencher a política de cotas. Em sua narrativa, ela afirma que sua profissão envolve ajudar a comunidade, entretanto, sempre buscou ir além e ajudar as pessoas de seu município, independente do cargo.
A entrevistada E8 perdeu o pai quando era criança, o que levou a numerosa família a ter que buscar o sustento juntamente com sua mãe, que passou a trabalhar da melhor maneira que podia: lavando roupa para as pessoas da comunidade. Ela conta que foi graças a persistência de sua mãe que ela conseguiu concluir o ensino médio, entretanto, concluiu o ensino superior no mesmo ano em que se aposentou. Ela afirma que sempre foi uma pessoa ativa no município, não só porque é algo intrínseco da profissão que exercia antes da política, mas porque ela acredita que é seu papel ajudar os outros e fazer as pessoas felizes e isso lhe traz satisfação e realização. Foi essa atuação que lhe deu visibilidade e a levou a entrar na