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ˆhh

£mˆKbµνi

= ˆhh

∇bmˆKbµνi

. (C.72)

Usando a equa¸c˜ao acima, reescrevemos a Eq. (C.69) da forma Rbµν = ˆhh

Rbµνi

−KbµνΘb−ˆhh

£mˆKbµνi

+Dbµˆaν + ˆaµν. (C.73) Expandindo em primeira ordem temos

δRµν = (δhµγhβν+δhβνhµγ) (Rγβ −K˙γβ) +h[δRµν]− KµνδΘ−δKµνΘ

−∂cth[δKµν]−h[£δmKµν] +Dµˆaν, (C.74) e tomando as proje¸c˜oes da equa¸c˜ao acima, temos que δRnn = 0. As proje¸c˜oes cruzadas s˜ao dadas por

h[δRµn] =−vβRµβ, (C.75)

h[δRnν] =−(vγ+Bγ)Rγν, (C.76) onde usamos a Eq. (A.29) para reescrever os termos com derivada temporal da curvatura extr´ınseca. Para calcular a proje¸c˜ao espacial, primeiro note que

h[δKµν] =φKµν+Dµvν +DBγ)hγν + ˙Cµν −2KµγCγν + 2KγνCµγ,

h[£δmKµν] =φK˙µν+ (vγ+Bγ)DγKµν +KγνDµ(vγ+Bγ)− KµγDγ(vν +Bν), reunindo os resultados acima obtemos

h[δRµν] =DγDµCγν +DγDνCµγ−DµDνC−D2Cµν −2RµγCγν +vγ(DνKγµ−2DγKµν)− KµνDγvγ−Dµ(Θvν) +Dγ(Kµγvν) +Dµ(Kγνvγ) +vµDγKγν −vµDνΘ,

=DγDµCγν +DγDνCµγ−DµDνC−D2Cµν −2RµγCγν (C.77) +Sµνγvγ+Sµvν +vµSν −Dγ(Kµνvγ)−ΘDµvν

+KµγDγvν+DµvγKγν −vµDγKγν −DγKµγvν. C.4 PERTURBAC¸ ˜OES NO TENSOR ENERGIA–MOMENTO

Como vimos no Apˆendice B, podemos descrever fluidos em equil´ıbrio t´ermico utilizando um fluido perfeito e as equa¸c˜oes termodinˆamicas usuais. Por´em, esse tratamento ´e bem motivado somente para fluidos de part´ıculas ultra-relativ´ısticas ou para fluidos frios, pois s˜ao casos onde o equil´ıbrio t´ermico ´e poss´ıvel. Nesta se¸c˜ao faremos a descri¸c˜ao de um fluido perfeito perturbado, tal que n˜ao seja necessariamente escrito como fluido perfeito.

No caso do fluido perfeito o campo de velocidades que aparece na sua descri¸c˜ao coincide com o autovetor do tensor energia–momento. Dessa forma, podemos escrever o tensor perturbado usando seu autovetor, i.e.,Tbµνν =−ρˆˆuµ,

Tbµν = ˆρˆuµν + ˆpˆpµν +Πbµν. (C.78)

A diferen¸ca entre essa decomposi¸c˜ao e a feita na Se¸c˜ao B.1 ´e que nessa o fluxo de energia

´

e nulo. Definindo a proje¸c˜ao ˆpµν analogamente ao projetor hµν definido para os campos nµ na Se¸c˜ao A.2, temos

ˆ

pµαTbµνν =−ˆpµαρˆˆuµ= 0.

Vale ressaltar que na decomposi¸c˜ao feita na Se¸c˜ao B.1 temos um total de 13 graus de liberdade, 10 do tensor energia–momento mais 3 do campo nµ normalizado. Na repre-senta¸c˜ao acima, temos somente os 10 graus do tensor energia–momento. Representaremos as vari´aveis cinem´aticas associadas ao campo ˆuµcomo acelera¸c˜ao ˆaµ ≡∇buˆµ e tensor cur-vatura extr´ınseca

bEµν ≡ˆph

∇bµνi , suas contra¸c˜oes Gb≡Ebµµ e

Cbµν =Ebµν− pˆµν 3 G,b onde usamos o s´ımbolo

Dbµ· ≡ˆph

∇bµ·i

para representar a derivada espacial associada.1 Existe ainda um campo vetorialNbµ, que representa o fluxo do n´umero de part´ıculas,2 como discutido no Apˆendice B. Vamos nos restringir ao caso onde o fluxo de n´umero tem a mesma dire¸c˜ao de ˆuµ, assim Nbµ =−εˆuˆµ, onde ˆε ≡ Nbµµ representa a densidade de n´umero medida pelos observadores definidos pelo fluido.

Impomos que δuµ = ˆuµ−nµ, δρ = ˆρ−ρ, δε = ˆε−ε e δp = ˆp−p s˜ao da mesma ordem que as perturba¸c˜oes na m´etrica δgµν. O campo ˆuµ representa a quadrivelocidade do fluido e como ´e normalizado, pode ser decomposto como na Eq. (C.10)

δuµ=−nµφ+Vµ, (C.79)

onde Vµ≡h[δuµ]. Lembre que todas as equa¸c˜oes deduzidas nas Se¸c˜oes C.1 e C.3 valem para a quadrivelocidade do fluido, substituindo vµ por Vµ. Dada essas defini¸c˜oes temos que a perturba¸c˜ao no tensor energia–momento ´e dada por

δTµν = (δρ−2φ)nµnν+ 2(ρ+p)nVν)+δphµν+ 2p(nBν)+Cµν) +δΠµν, (C.80) δTµν =δρnµnν + (ρ+p)(Vµnν +nµ(Vν+Bν)) +δphµν +δΠµν, (C.81) δTµν = (δρ+ 2φ)nµnν + 2(ρ+p)Vnν)+ 2ρnBν)+δphµν −2pCµν +δΠµν, (C.82) e a perturba¸c˜ao no tra¸co,

δT =−δρ+ 3δp. (C.83)

1Lembrando que esse operador e os tensores respectivos somente ser˜ao definidos como curvatura extr´ınseca e derivada covariante nas hipersuperf´ıcies quando esse campo for irrotacional.

2Em geral, representa qualquer contagem conservada, como n´umero bariˆonico, n´umero total de carga, entre outras.

C.4 PERTURBAC¸ ˜OES NO TENSOR ENERGIA–MOMENTO 149 A conserva¸c˜ao do tensor energia–momento imp˜oe que ∇bµTbµν = 0. Usando a forma de Tbµν, temos as duas proje¸c˜oes

ˆp

h∇bαTbαµ i

=Dbµpˆ+ ( ˆρ+ ˆp)ˆaµ+DbαΠbαµ = 0, (C.84)

−uˆν∇bµTbµν =∇buˆρˆ+G( ˆb ρ+ ˆp) +bCµνΠbµν = 0. (C.85) Em termo das perturba¸c˜oes temos, da primeira equa¸c˜ao,

(Bν +Vν)Dνp= 0, (C.86)

Vµp˙+Dµδp+ (ρ+p)( ˙Vµ−Dµφ) +DαδΠαµ = 0, (C.87) e da segunda equa¸c˜ao

δρ˙ +φρ˙+ (Bν +Vν)Dνρ+ Θ(δρ+δp) +δG(ρ+p) +σµνδΠµν = 0, (C.88) ondeδG´e dado na Eq. (C.20). A ´ultima equa¸c˜ao relevante para o tensor energia–momento vem da conserva¸c˜ao do n´umero de part´ıculas,

∇bµNbµ=−∇bµ(ˆuµε) =ˆ −

∇bˆuεˆ+Gˆbε

= 0.

Em termos das perturba¸c˜oes, temos

δε˙ +φε˙+ (Bν +Vν)Dνε+ Θδε+δGε= 0. (C.89)

FORMALISMO LAGRANGIANO PARA A GRAVITAC ¸ ˜ AO

As equa¸c˜oes de movimento podem ser obtidas a partir do formalismo de Euler-Lagrange.

Para esse fim, usamos a a¸c˜ao de Einstein-Hilbert, Sbg =

Z

d4xp

−gˆRb= Z

d4xLbg, (D.1)

onde ˆg ´e o determinante da m´etrica ˆgµν eLbg ≡√

−ˆgRb ´e a densidade Lagrangiana. Para obtermos a a¸c˜ao associada `as perturba¸c˜oes em primeira ordem, precisamos calcular a a¸c˜ao at´e os termos quadr´aticos nas perturba¸c˜oes. Neste apˆendice, apresentamos as ferramentas necess´arias para calcular essa a¸c˜ao.

D.1 DETERMINANTE DA M´ETRICA

De forma rigorosa a integra¸c˜ao na variedade ´e definida como Z

U

e≡ Z

U

d4xf,

ondeU´e um subconjunto aberto da variedadeM,e´e uma 4-forma diferencial, que em um sistema de coordenadas ´e dada pore=eµναβdxµ∧dxν∧dxα∧dxβ =fdx0∧dx1∧dx2∧dx3. Dessa forma a integra¸c˜ao na variedade ´e definida como a soma das integrais em cada subconjunto disjunto. Definimos a 4-forma (natural) de integra¸c˜ao compat´ıvel com a m´etrica como sendo aquela que eµναβeµναβ = −4! e ∇γeµναβ = 0. Com essas defini¸c˜oes temos que

eµναβeµναβ =eµναβeσγληgµσgνγgαλgβη = 4!e20123g−1 =−4!,

onde g ´e o determinante de gµν no sistema de coordenadas usado para calcular e0123, e portanto e0123 = √

−g. Para mais detalhes e uma discuss˜ao completa sobre integra¸c˜ao em variedades, veja [36, Apˆendice B].

D.1.1 Expans˜ao do Determinante

Usando as defini¸c˜oes acima, podemos calcular a rela¸c˜ao entre a 4-forma natural da m´etrica perturbada e a de fundo. Para tanto, partimos da defini¸c˜ao da 4-forma natural

ˆ

eµναβˆeσγληˆgµσˆgνγαλβη =−4!,

150

D.1 DETERMINANTE DA M´ETRICA 151 definimos sua rela¸c˜ao com a de fundo como ˆeµναβ = (1 +δf)eµναβ,1 e, consequentemente, ˆ

eµναβ = (1 +δf)−1eµναβ com a qual obtemos

(1 +δf)2 =−eµναβeσγληµσνγαλβη

4! . (D.2)

Expandindo o lado direito em potˆencias do tensor ςµν ≡δgµν (definido no Apˆendice C), temos em segunda ordem

(1 +δf)2 =−−4! + 4eµναβeσναβςµσ + 6eµναβeσγαβςµσςνγ

4! . (D.3)

Note que a quantidadeeµναβeφναβ deve ser proporcional aδµφpela anti-simetria do tensor.

Como o tra¸co da quantidade acima ´eeµναβeµναβ =−4!, pela defini¸c˜ao da 4-forma natural, e δµµ= 4, temos que

eµναβeφναβ =−3!δµφ. (D.4)

Seguindo passos similares podemos mostrar que

eµναβeφθαβ =−2!(δµφδνθ−δµθδνφ). (D.5) Com essas equa¸c˜oes obtemos

(1 +δf)2 = 1 +ς +ς2−ςµνςµν

2 , (D.6)

δf = ς

2 −ςµνςµν 4 + ς2

8, (D.7)

onde ς ≡ ςµνgµν ´e o tra¸co da perturba¸c˜ao na m´etrica. Com isso, para um sistema de coordenadas espec´ıfico, temos a seguinte rela¸c˜ao entre os determinantes da m´etrica perturbada e de fundo,

p−ˆg =√

−g

1 + ς

2− ςµνςµν 4 +ς2

8

. (D.8)

D.1.2 Derivada do Determinante

Al´em da expans˜ao do determinante, ´e necess´ario obter rela¸c˜oes que envolvem suas deri-vadas. Como vimos no come¸co da se¸c˜ao, a 4-forma natural ´e definida de forma que sua derivada covariante ´e nula e, portanto, a derivada espacial (como definido na Eq. A.17) da 4-forma tamb´em ser´a nula, j´a que Dγeµναβ =h[∇γeµναβ] = 0.

A derivada de Lie em rela¸c˜ao a um campo vetorial arbitr´ario vµ ´e calculada como

£veµναβ =vγγeµναβ+eγναβµvγ+eµγαβνvγ+eµνγβαvγ+eµναγβvγ.

Usando o fato que a derivada covariante da 4-forma ´e zero, a Eq. (D.4) e que £veµναβ ∝ eµναβ, obtemos

£veµναβ = (∇µvµ)eµναβ. (D.9)

1Como o espa¸co das 4-formas em uma variedade de quatro dimens˜oes ´e unidimensional, todas as 4-formas s˜ao proporcionais entre si.

Como a derivada de Lie satisfaz a regra de Leibniz, temos que

£v(f eµναβ) = (vγγf+f∇γvγ)eµναβ =∇γ(f vγ)eµναβ. (D.10) Pode-se mostrar que uma 4-forma do tipo (∇µvµ)eµναβ pode ser escrita como uma derivada exterior da 3-forma vµeµναβ. Portanto, pelo teorema de Stokes,2 sua integral ´e dada pela integral da superf´ıcie determinada pelo campo vµ.

Nas se¸c˜oes a seguir, chamaremos de termos de superf´ıcie aqueles da forma£v(f eµναβ) ou (∇µvµ)eµναβ e, por simplicidade, usaremos o s´ımbolo √

−g para representar a 4-forma eµναβ. Vale ressaltar que esses termos n˜ao s˜ao relevantes para o princ´ıpio variacional.