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DEPART./ SETOR 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 TOTAL

5.2 PESQUISA DE CAMPO

A pesquisa de campo se constitui no desenho piloto da modelagem do sistema de gestão para sustentabilidade do conhecimento em universidades, para o Gabinete de Projetos (GAP) do Campus Palmeira das Missões – unidade de ensino da Universidade Federal de Santa Maria.

Para a realização da pesquisa de campo, inicialmente foi construída a modelagem piloto do sistema de gestão para a sustentabilidade do conhecimento, foram definidos alguns autores que abordam a temática da sustentabilidade e da gestão para determinar as dimensões da sustentabilidade do sistema e, para cada dimensão, foram definidos critérios de análise, com base nas características do sistema a ser estudado. Após a construção da modelagem do sistema, dividiu-se a pesquisa de campo em três módulos: o mapeamento das etapas de desenvolvimento de projetos, a identificação dos níveis de divulgação do conhecimento gerado pelos projetos financiados e a sustentabilidade do conhecimento gerado pelos projetos desenvolvidos na UFSM campus Palmeira das Missões, conforme apresentado a seguir.

5.2.1 Base conceitual – estrutura de referência

A base conceitual, ou seja, a estrutura de referência que dá suporte à modelagem do sistema de gestão proposto neste estudo, se constitui de referencial teórico sobre mapeamento de processos de produção, avaliação de níveis de divulgação e sustentabilidade do conhecimento em universidades.

Inicialmente apresenta-se a base conceitual de suporte ao primeiro módulo do sistema, que consiste no mapeamento do processo de produção do conhec imento, conforme pode ser verificado no Quadro 6.

Para a configuração do módulo do sistema referente ao mapeamento do processo de produção do conhecimento na instituição realizou-se uma adaptação com base na legislação que regulamenta o registro de projetos na instituição, a Resolução nº 016/10, que implementa, no âmbito da UFSM, o novo Sistema de Registro da Produção Institucional – módulo Registro, Acompanhamento e Avaliação de Projetos. Após uma análise da resolução UFSM nº 016/10, julgou-se relevante inserir no processo de mapeamento duas etapas que integram o processo de desenvolvimento de projetos: a motivação e a divulgação, as quais dizem respeito aos aspectos que impulsionaram a elaboração do projeto e como o conhecime nto produzido é disseminado.

Quadro 6 – Mapeamento do processo de desenvolvimento de projetos em universidades.

ETAPAS SÍNTESE DA ANÁLIS E

MOTIVAÇÃO Aspectos que incentivam os servidores a desenvolverem projetos, busca-se verificar se

isso estará relacionado à progressão na carreira funcional ou a outros fatores.

ELABORAÇÃO Re laciona-se à etapa inic ia l do projeto, quando o coordenador vislumbra a ide ia e escreve

o projeto.

REGISTRO Corresponde à etapa de formalização do projeto por meio de sua inclusão no sistema da

UFSM.

EXECUÇÃO Refe re-se à etapa de operacionalização do projeto, ou seja, à imple mentação

propriamente dita.

AVALIAÇÃO Corresponde à avaliação dos resultados do projeto, onde são verificados se os objetivos

foram atingidos, as dificuldades encontradas e necessidades de mudanças.

DIVULGAÇÃO Corresponde à etapa final do pro jeto, quan do o conhecimento produzido é disseminado

para os potenciais usuários, comunidade científica e sociedade. Fonte: Elaborado pela autora com base na Resolução UFSM n. 016/2010.

O segundo módulo do sistema consiste na avaliação dos níveis de divulgação do conhecimento, baseado em uma adaptação da sistemática de avaliação proposta por Corrêa (1998). O Quadro 7 apresenta uma síntese da avaliação dos níveis de divulgação do conhecimento gerado pelos projetos.

Quadro 7 – Níveis de divulgação do conhecimento gerado pelos projetos.

(continua)

Níveis de Divulgação: Alto, Médio, Baixo e Muito Baixo

ALTO – o nível de divulgação da produção científica

será classificado como a lto quando atender aos requisitos abaixo:

MÉDIO – o n ível de d ivulgação da produção

científica será classificado co mo méd io quando atender aos requisitos abaixo:

- Pr oje to de Ensino, Pesquisa e Exte nsão: Se r

amp la mente difundida à co munidade científica da área e potenciais beneficiários através de eventos – congressos, seminários, simpósios, reuniões técnicas, palestras e outras reuniões científicas, cursos, encontros com o público-alvo; publicações – livros, capítulos de livros, periódicos científicos indexados, anais de congressos, simpósios, seminários, outras publicações científicas, jornais e revistas sobre assuntos gerais, boletins técnicos, outras publicações científicas, outras publicações técnicas; meios de

comunicação – televisão e rádio; via internet –

facilitando o conhecimento das pesquisas desenvolvidas e o intercâmbio de pesquisadores. Gerar patentes.

- Amplitude da di vulgaç ão: Internacional, Nacional,

Estadual e Regional.

- Pr oje to de Ensino, Pesquisa e Exte nsão: Se r

amp la mente difundida à co munidade científica da área e potenciais beneficiários através de eventos – congressos, seminá rios, simpósios, reuniões técnicas, palestras e outras reuniões científicas, cursos, encontros com o público-alvo; publicações – livros, capítulos de livros, periódicos científicos indexados, anais de congressos , simpósios, seminários, outras publicações científicas, jornais e revistas sobre assuntos gerais, boletins técnicos, outras publicações científicas, outras publicações técnicas; meios de

comunicação – televisão e rádio; via internet –

facilitando o conhecimento das pesquisas desenvolvidas e o intercâmbio de pesquisadores. Gerar patentes.

- Amplitude da di vulgaç ão: Nacional, Estadual e

Quadro 7 – Níveis de divulgação do conhecimento gerado pelos projetos.

(conclusão)

BAIXO – Classifica-se co mo baixo o nível de

divulgação quando:

MUITO B AIXO – Classifica-se como mu ito baixo o

nível de divulgação quando:

- Pr oje to de Extensão: ser difundida somente a

sociedade em geral e não for veiculada entre a comunidade científica da área através de e ventos

científicos (congressos, seminários e simpósios,

outros eventos científicos) e public ações científic as (livros, capítulos de livros, periódicos científicos indexados, outras publicações); Não gerar patentes.

- Projeto de Ensino e Pes quisa: ser propagada

somente à comunidade científica da área (eventos e publicações científicas) e não aos possíveis beneficiários do conhecimento (produtores, emp resas privadas, alunos, dema is interessados e sociedade em geral) através de eve ntos – palestras dirigidas ao público alvo, e mp resas privadas e dema is interessados; meios de c omunic ação – rád io, televisão, internet.

- Amplitude da divulgação: Estadual e Regional.

- Pr oje to de Extensão: difundida somente à

sociedade local através dos me ios de comunicação (televisão, rádio ). Não há divu lgação entre seus pares (comunidade científica da área); Não há publicações.

- Projeto de Ensino e Pes quisa: ve iculada entre seus

pares ao nível interno da instituição; não é difundida aos potenciais beneficiários do conhecimento e de ma is interessados através de palestras, reuniões técnicas e dos meios de comunicação.

- Amplitude da divulgação: Regional

Fonte: Adaptado a partir do modelo proposto por Corrêa (1998).

Corrêa (1998), argui que o conhecimento para ser efetivo, necessita ser amplamente disseminado, entre os pares, na comunidade científica da área e aos potenciais usuários, em âmbitos internacional, nacional, estadual e local. Para tanto, propõe uma sistemática de avaliação da produção científica, com base na atribuição de graus para os seus níveis de divulgação (alto, médio, baixo, muito baixo), a partir das seguintes variáveis inter- relacionadas: Tipo de pesquisa, Forma de divulgação, Público alvo atingido em eventos, Amplitude da veiculação.

A proposta de adaptação à sistemática de avaliação da divulgação da produção científica proposta por Corrêa (1998), tem por finalidade avaliar os níveis de divulgação do conhecimento gerado pelos projetos registrados no GAP do campus de Palmeira das Missões da UFSM.

O terceiro módulo do sistema integra elementos conceituais definidos para fins de avaliação da sustentabilidade do conhecimento em universidades. Maia (2005) explica que quando se realiza qualquer pesquisa que envolva a área de sustentabilidade é importante determinar qual destes princípios e critérios (dimensões) serão a base de sustentação do estudo.

Para tanto, foram escolhidas as dimensões da sustentabilidade, de acordo com o sistema a ser analisado. Conforme Maia (2005), nos estudos sobre sustentabilidade,

dependendo do caráter da atividade ou sistema a ser analisado, algumas dimensões podem não estar ligadas diretamente nas atividades, neste caso, devem ser utilizadas apenas as dimensões que têm uma relação direta, ou seja, que influenciam ou são influenciadas pelo ambiente ou organização.

A partir da definição das dimensões da sustentabilidade fora m estabelecidos critérios de análise para cada dimensão, baseado também nas características do sistema a ser analisado. As dimensões da sustentabilidade e os critérios de análise definidos no estudo podem ser visualizados no Quadro 8.

Nesse sentido, inicialmente adotou-se como conceito base a dimensão Capacidade Institucional, um dos vértices do triângulo da Sustentabilidade Institucional, proposto por Souza Silva (2001). Segundo o referido autor a Capacidade Institucional refere-se à gestão e ação da organização, a qual deve potencializar ou criar capacidades internas que lhe permitam concretizar seu projeto institucional, ou seja, a organização necessita adotar uma cultura de gestão e os profissionais apropriarem-se de ferramentas conceituais, metodológicas e culturais para construir a capacidade gerencial.

Quadro 8 – Dimensões da sustentabilidade da produção e divulgação do conhecimento e seus critérios de análise.

(continua)

DIMENSÕ ES C RITÉRIO S DE ANÁLISE AUTO RES

C O MPETÊNC IA