o petróleo, desde a sua descoberta, tem crescido de importância ao longo do tempo acompanhado pelo desenvolvimento de novas tecnologias de prospecção e exploração. Atualmente, sua utilização vai muito além dos fins energéticos, como é o caso da produção de gasolina, óleo diesel, óleo combustível e querosene, sendo utilizado também na produção de lubrificantes, asfaltos, entre outros produtos, e servindo de insumo para a indústria petroquímica, que transforma o petróleo refinado em produtos base para grande parte da indústria química. tais produtos são utilizados na confecção de roupas, colchões, embalagens, brinquedos, móveis e eletrodomésticos, dentre outras.
no desenho do ppA 2016-2019 a indústria do petróleo e gás e de combustíveis são tratadas em
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diferentes programas temáticos. o programa petróleo e Gás engloba as políticas públicas para o segmento de upstream de petróleo e de gás natural, ou seja, as fases de exploração e produção e, ainda, escoamento da produção, e para o segmento midstream de gás natural, que trata do seu processamento e transporte. o programa temático Combustíveis refere-se ao midstream e ao downstream de derivados de petróleo, que abrangem transporte, refino e distribuição de produtos ao mercado, além de todo o setor de biocombustíveis.
A indústria de petróleo e Gás (p&G) é complexa, rica e diversificada, sendo determinada por estratégias de médio e longo prazo e possuindo forte influência do mercado internacional.
nesse mercado, variáveis que perpassam questões geopolíticas se entrelaçam com aspectos tecnológicos e econômicos, o que torna crítica a função de planejamento do setor.
tais variáveis impactam diretamente os preços internacionais de petróleo que, historicamente, têm apresentado certa volatilidade. por outro lado, as variações nos preços internacionais do petróleo e derivados, a taxa de câmbio e o volume da produção e do consumo internos influenciam o resultado da balança comercial brasileira.
A principal contribuição para o resultado deficitário nos últimos anos foi a importação de diesel, petróleo e gás natural, fomentada pelo aumento da demanda interna por combustíveis, a qual foi alavancada pelo acréscimo na utilização de termelétricas em decorrência da situação hídrica do país.
eventos recentes, como o arrefecimento mundial da demanda por petróleo, em especial devido ao declínio da demanda na China e na união europeia, a decisão dos países da opep em manter a produção dos países do bloco e o aumento da eficiência energética e crescimento da produção interna de petróleo nos euA e Canadá - impulsionada pela exploração de recursos não convencionais, contribuíram para a queda substancial nos preços internacionais, saindo de um patamar de aproximadamente us$ 100,00 em 2013 para cerca de us$ 47,00 no início de 2015. essa redução de preço, configurando-se por um longo período, passa a demandar ajustes internos na programação de investimentos das empresas do setor.
para o setor de petróleo e Gás (p&G), a política nacional está direcionada para a ampliação da oferta de forma a atingir a autossuficiência do país. para os próximos anos, a perspectiva é de crescimento consistente da produção, fruto dos investimentos realizados principalmente na área do pré-sal que, em 2014, representou cerca de 25% da produção nacional de petróleo.
da mesma forma, a produção nacional de gás avançou substancialmente nos últimos anos.
passou-se de uma média de 65,9 milhões de m3/dia, em 2011, para 87,4 milhões de m3/dia em 2014, representando um aumento de aproximadamente 33% em três anos. em paralelo, busca-se, numa perspectiva de médio e longo prazos, ampliar a exportação de excedentes de petróleo de forma a contribuir positivamente para o resultado das contas externas do país.
no ppA 2016-2019, a diretriz estratégica a ser seguida para o setor de energia é a seguinte:
• Promoção de investimentos para ampliação da oferta de energia e da produção de combustíveis, com ênfase em fontes renováveis.
desta forma, o programa temático de petróleo e Gás busca explicitar alguns dos desafios que se apresentam à política pública no momento.
primeiramente, deve-se reforçar a função planejamento do setor, tendo como objetivo a manutenção e o desenvolvimento das atividades de exploração e produção (e&p). tal ação pode ter por base o Zoneamento nacional de recursos de Óleo e Gás, e o planejamento da expansão da infraestrutura de gás natural, que se baseia no plano decenal de expansão da Malha de transporte dutoviário (peMAt). Além da revisão do Zoneamento e do peMAt, para ajustar a política à dinâmica do setor, tem-se como uma das metas a proposição de novas diretrizes estratégicas a serem alcançadas pela política de e&p de petróleo e gás natural, em substituição ao que está hoje determinado na resolução nº 8/2003 do Conselho nacional de política energética (Cnpe).
deve-se buscar uma maior previsibilidade regulatória ao setor com ênfase no planejamento, pesquisas geológicas, rodadas de licitações e planos de expansão da infraestrutura de e&p.
em relação ao planejamento do transporte de gás natural, identifica-se como uma das prioridades a concessão do gasoduto Itaboraí-Guapimirim, primeira proposta de construção de gasoduto de transporte com previsão no peMAt.
A partir do planejamento, em consonância com as diretrizes estabelecidas, serão ofertadas áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural, conforme proposições elaboradas pelo MMe e aprovadas pelo Cnpe.
em segundo lugar, foi definido um conjunto de Iniciativas para viabilizar a expansão da produção de petróleo e gás e o alcance de metas estabelecidas a partir das previsões do pde 2023, que demandam um robusto programa de investimentos em infraestrutura. A questão do financiamento apresenta-se como um desafio adicional, dado o cenário de baixo preço do petróleo e as dificuldades de acesso a crédito que se apresentam.
também se reveste como desafio, incentivar a indústria nacional, com inovação, conteúdo local, capacitação tecnológica, geração de emprego e renda e redução de desigualdades regionais.
Finalmente, a política de p&G deve priorizar a coordenação das atividades do setor com as questões de sustentabilidade, em particular pela implementação de instrumentos do plano nacional de Contingência para Incidentes de poluição por Óleo em Águas sob Jurisdição nacional e aquelas relativas à Avaliação Ambiental de Área sedimentar - AAAs.
objetivos vinculados ao programa temático petróleo e gás
• Planejar a manutenção e o desenvolvimento das atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural, tendo como ferramenta principal o Zoneamento nacional de recursos de Óleo e Gás.
• Produzir Petróleo e Gás Natural por meio da implantação de sistemas coordenados de exploração, produção e processamento, atendendo à política de conteúdo local.
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• Planejar e expandir a infraestrutura de transporte e o mercado de gás natural, tendo por base o plano decenal de expansão da Malha de transporte dutoviário de Gás natural – peMAt.
• Incentivar o desenvolvimento sustentável da indústria do petróleo e gás natural, com ações voltadas à geração de empregos, à qualificação profissional, à competitividade, à pesquisa, desenvolvimento e inovação e ao conteúdo local.
• Promover a sustentabilidade ambiental nos processos de exploração e produção na cadeia produtiva do petróleo e gás.