• Nenhum resultado encontrado

Planejamento com Fator de Longevidade

No documento Download/Open (páginas 112-139)

6 CONCLUSÃO

6.1 Planejamento com Fator de Longevidade

No primeiro momento de qualquer empreendimento, é clara a inquietude dos empresários no sentido de colocar em funcionamento e o desenvolvimento do negócio. Por mais e melhores características de sucesso que o empreendedor possa ter, o que realmente pode ser o divisor de águas entre a longevidade e o fracasso é o planejamento.

Elaborar um bom planejamento antes de iniciar as operações, mesmo que isso possa levar um tempo maior que o esperado, é o que permitirá o empreendedor a guiar seu negócio com sucesso.

O fato de aplicar poucos recursos no planejamento é um aspecto comum entre os ocidentais. No Brasil onde as condições são ainda mais desfavoráveis, devido a instabilidade econômica, falta de crédito, legislação e política, o planejamento deveria ser a etapa com maior aplicação de recursos e atenção por parte dos empreendedores.

Mesmo que o empreendedor tenha feito um ótimo planejamento de seu negócio isso não lhe garantirá a longevidade, pois os ambientes onde a empresa vive se altera constantemente, forçando o empreendedor a se adaptar e superar esses desafios.

Geus, 1999 diz que as empresas se desenvolvem através das lições aprendidas em épocas de crise, pois necessitam realizar mudanças para sua continuidade e continuarem a ser competitivas.

Essas experiências se tornam um diferencial e facilitam o planejamento que permitirá o empreendedor reagir de forma mais rápida em situações de vulnerabilidade do mercado.

Não é tarefa fácil planejar diz Geus (1999, p. 29) “Planejar é um trabalho que visa minimizar as incertezas por meio da previsão de futuro”, uma vez que se faz necessário vislumbrar cenários futuros e trazê-los o mais próximo possível da realidade.

O planejamento não deve se limitar apenas aos departamentos financeiros e de contabilidade, para fazer o efeito desejado ele deve contemplar ações que possam fazer com que a empresa aja e reaja de forma a prevení-la de ameaças advindas do mercado e que possibilite realizar mudanças estratégicas de marketing, de produto e até estruturais.

O planejamento deve ser repensado regularmente, pois de acordo com Hisrich e Peters, 2004, à medida que o negócio se desenvolve, a empresa necessita de novos objetivos e suas metas de curto e longo prazo devem ser revistas.

De acordo com Grzybovski e Tedesco, (2000, p.47), os planejamentos:

...são processos de orientação das atividades e determinam sua natureza, sua localização, seus níveis, suas distribuições temporais, seus componentes operacionais principais, em referência aos princípios de ação coletiva definidos ou simplesmente praticados pelos tomadores de decisão. Os sistemas de planejamento são procedimentos racionais que estabelecem objetivos para a organização e produzem planos (estratégicos e operacionais) coerentes e coordenados entre si para viabilizar o atendimento de tais objetivos. (GRZYBOVSKI; TEDESCO, 2000, p.47).

O desenvolvimento do planejamento estratégico não deve ser visto como uma ferramenta que garantirá melhorias para a organização e sim como uma ferramenta auxiliadora dos gestores na busca da competitividade e do desenvolvimento empresarial.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS E LIMITAÇÕES DA PESQUISA

Foram enviados mais de cento e cinquenta questionários para as transportadoras, porém só vinte foram respondidos, após inúmeros telefonemas e e-mail´s. Essa situação me levou a pensar que a falta de estudos para esse segmento é consequência do desinteresse por parte dos empresários do setor de transportes.

As analises efetuadas foram feitas tendo como base a amostra conseguida de vinte questionários e quatro entrevistas, sendo que a expectativa mínima inicial era de receber cinquenta questionários.

Apenas um dos questionários foi respondido por um diretor que não fazia parte da sociedade, todos os demais eram os fundadores das transportadoras.

As empresas que aceitaram participar da pesquisa tinham mais de 10 anos de fundação. Não foi objetivo dessa pesquisa selecionar as empresas participantes, sendo assim, ressalta-se que por opção as transportadoras com pouco tempo de fundação não responderem ao questionário.

Importante salientar que a dificuldade para a realização dessa pesquisa foi imensa, primeiro pela falta de colaboração do sindicato das empresas transportadoras do ABC – SETRANS, e segundo pela falta de interesse dos empresários do setor. Imaginei em meu projeto inicial que por se tratar de um estudo que poderia contribuir para o desenvolvimento das transportadoras, teria maior facilidade para captação e desenvolvimento dos dados para a pesquisa.

Algumas sugestões para estudos futuros são de verificar se:

• A maturidade das empresas tem alguma relação direta com o desenvolvimento do planejamento estratégico?

• O tamanho das transportadoras tem relação com o desenvolvimento e implantação do planejamento estratégico?

• Um roteiro simplificado para o desenvolvimento e implantação do planejamento estratégico poderia contribuir para o desenvolvimento das micro e pequenas transportadoras?

• O planejamento estratégico contribui para os resultados financeiros e operacionais?

• O índice de mortalidade poderia ser reduzido com a implantação do planejamento estratégico, tático ou operacional?

• O prazo de maturidade das empresas transportadoras de carga é semelhante ao das indústrias e comércios?

Devido aos poucos estudos na área de transporte de cargas no Brasil, acredita-se que se os órgãos responsáveis pelo desenvolvimento desse segmento, buscarem ajuda nas universidades que ministram cursos voltados para a área de Planejamento estratégico, aumentarão significativamente as chances de sucesso em seus projetos, além de capacitar seu público alvo, para uma melhor gestão.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, M. I. R. Desenvolvimento de um modelo de planejamento estratégico

para grupos de pequenas empresas. Tese (Doutorado). São Paulo: FEA-USP, 1994.

ALMEIDA, M. I. R.; TEIXEIRA, M. L. M.; MARTINELLI, D. P. Por que

administrar estrategicamente recursos humanos. Revista de administração de empresas 1995, V. 33, p.12-24, Mar/Abr.

ALMEIDA, M. I. R. Manual de Planejamento Estratégico. São Paulo: Editora Atlas, 2009.

ALMEIDA, M. F.; ÂNGELO DA SILVA, A. M.; RESENDE, G.M. Uma análise dos

Fundos Constitucionais de Financiamento do Nordeste (FNE), do Norte (FNO), e Centro-Oeste (FCO). Brasília: Ipea, 2006. (Texto para Discussão, n. 1.206).

ÁLVARES, A.C.T. Inovações nas organizações empresariais. In: Organizações Inovadoras – estudos e casos brasileiros Cap. 2. FGV. Rio de Janeiro, RJ. P.41-63. 2003

ANSOFF, I. Estratégia empresarial: São Paulo: Atlas, 1977.

ANSOFF, I. A nova estratégia empresarial: São Paulo: Atlas, 1990.

ANSOFF, I.; MCDONNELL, E. J. Implantando a administração estratégia. São Paulo: Atlas, 1993.

ANTP – Associação Nacional de Transportes Públicos. Transporte Humano: Cidades

com Qualidade de Vida. ANTP, São Paulo: 1997.

ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres. Disponível em www.antt.gov.br. Acesso em Fevereiro de 2013.

ANUÁRIO DO TRANSPORTE DE CARGA, 2001.

BAIN e CO. Elementos fundamentais de renovação estratégica. São Paulo: Gazeta Mercantil, 2008.

BANCO CENTRAL DO BRASIL. Política Monetária e Operações de Crédito do

Sistema Financeiro. Nota para Imprensa, 26 fev. 2008. Disponível em:

<www.bcb.gov.br/?ecoimpom>. Acesso em Maio 2013.

BANCO CENTRAL DO BRASIL. 2010. Disponível em http://www.bcb.gov.br/ Acesso em 01/04/2013.

BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL. Apoio

do sistema BNDES às micro, pequenas e médias empresas. Rio de Janeiro:

BNDES/Finame/Derem, 2000.

BARROS, F. J. R.; MODENESI, R. L. Pequenas e médias indústrias: análise dos

problemas, incentivos e sua contribuição ao desenvolvimento. Rio de Janeiro:

IPEA/INPES, 1973.

BERNHOEFT, R. Preparo do acionista na empresa familiar. Gazeta Mercantil, p. A3, 20 jul.1999.

BERNDT, A.; COIMBRA, R. As organizações como sistemas saudáveis. Revista de Administração de Empresa. São Paulo: FGV, V.35, n.4, p.33-41, 1995.

BETHLEM, A. Estratégia empresarial: Conceitos, processos e administração

estratégica. São Paulo: Atlas, 1998.

BRASIL. Decreto-lei n8.955, de 15 de novembro de 1994. Disponível em: <www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8955.htm>. Acesso em fevereiro de 2013.

CAIXETA-FILHO, J. V. e MARTINS, R. S. Gestão logística do transporte

e cargas. São Paulo: Atlas, 2001.

CANCELLIER, E. L. P.; ALMEIDA, M. I. R.; ESTRADA, R. J. S. Monitoramento do

Ambiente Externo na Pequena Empresa: aplicações e limitações dos sistemas

existentes. Anais do II Encontro de Estudos em Estratégia - 3Es, 2005

CÂNDIDO, G. A; ABREU, A. F. Aglomerados industriais de pequenas e médias

empresas como mecanismo para promoção de desenvolvimento regional.

http://read.adm.rfrgs.br/read18artigo/artigo4.htm. acesso em 10 Mai 2013.

CARSON, D.; GILMORE, A. SME marketing management competencies. International Business Review, v. 9, p. 363-382, 2000.

CERTO, S. S. e PETER, J. P. Administração estratégica: planejamento e implantação de estratégia. São Paulo: Makron Books, 1993.

CERTO, S. C.; PETER, J. P. Administração estratégica: planejamento e implantação da estratégia. São Paulo: Pearson, 2005.

CHÉR, R. A. Gerência das pequenas e médias empresas: o que saber para administrá-las. São Paulo: Maltese, 1990.

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DE TRANSPORTES (CNT). Frete, pedágio e

estradas ruins são principais problemas do transporte rodoviário de cargas.

Disponível: http://www.abtc.org.br. Acessado em Janeiro de 2013.

COOPEAD. Transporte de cargas no Brasil: ameaças e oportunidades para o

desenvolvimento do país, diagnóstico e plano de ação. Rio de Janeiro: COOPEAD,

2011. Disponível: <http://www.cel.coppead.ufrj.br> Acessado em Abril de 2013

COPPEAD/UFRJ - Centro de Estudos em logística [on line]. Disponível: http://www.cel.coppead.ufrj.br. Acessado em março de 2013.

DAFT, R.L. Administração. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos. 1999.

DAFT, R. L. Organizações: teorias e projetos. São Paulo: Pioneira, 2003.

DIESTE, J. F. Relações de trabalho nas pequenas e médias empresas. São Paulo: LTR, 1997.

ENDEAVOR, I. E. Como fazer um aempresa dar cento em um país incerto: conselhos e lições dos empreendedores mais bem-sucedidos do Brasil. Rio de Janeiro: Campus, 2005.

FERREIRA, A. A.; REIS, A. C. F.; PEREIRA, M. I. Gestão empresarial: de Taylor aos nossos dias: evolução e tendência da moderna administração de empresas. São Paulo: Pioneira, 1997.

FILION, L. J. Norman m. essentils of small business management. New York: Macmillan College, 2000.

FISCHMANN, A. A. Implementação de estratégias: identificação e análise de problemas. Tese (Livre Docência). São Paulo: FEA-USP, 1987.

FISCHMANN, A. A.; ALMEIDA, M. I. R. Planejamento estratégico na prática. São Paulo: Atlas,1991.

FISCHMANN, A. A.; ALMEIDA, M. I. R. Planejamento estratégico na prática. São Paulo: Atlas, 2009.

FLECK, D. Desafios do crescimento corporativo e suas conseqüências para a

perenidade da empresa. Economia Empresarial. Revista Economia & Conjuntura: Análise da Conjuntura Macroeconômica, Rio de Janeiro, v. 3, n. 39, abr. 2003.

FROST, Frederick A. The use of strategic tools by small and medium-sized

entreprises: an Australian study. Strategic Change, v.12, p. 49-62, Jan-Feb. 2003.

GEIPOT. Disponível em www.geipot.gov.br. Acesso em Março de 2013.

GEUS, A. A empresa viva. Rio de Janeiro: Campus, 1999.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 1999.

GILMORE A.; CARSON D.; O’DONNELL, A. Small business owner-managers and

their attitude to risk: Marketing Intelligence & Planning, v. 22, n. 3, p. 349-360, 2004.

GOLDRATT, E. M. A meta. São Paulo: Nobel, 1999.

GRZYBOVSKI, D.; TEDESCO, J. C. Empresa familiar: tendências e racionalidades em conflito. Passo Fundo: UFP, 2000.

HAMMEL. G.; Pralad, C. K. Competindo pelo futuro: estratégias inovadoras para obter o controle do seu setor e criar os mercados de amanhã. Rio de Janeiro: Campus, 1995.

HAMMER, M. A agenda: o que as empresas devem fazer para dominar esta

década. Rio de Janeiro: Campus, 2002.

HISRICH, R. D.; PETER, M. Empreendedorismo. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2004.

KAPLAN, Robert S e NORTON, D. P. A estratégia em ação: Balanced Scorecard. Rio de Janeiro: Campos, 1997.

KOTLER, P.; ARMSTRONG, G. Princípios de marketing. Rio de Janeiro: Prentice- Hall do Brasil, 1993.

KOTLER, P. Administração de Marketing: análise, planejamento, implementação e controle. São Paulo: Atlas, 1998.

LA ROVERE, R. L. As Pequenas e Médias Empresas na Economia do

Conhecimento: implicações para políticas de inovação In: Lastres, H.M.M., e

Albagli, S., Informação e Globalização na Era do Conhecimento. Rio de Janeiro: Campus, 1999.

LEONE, N.M.C.P.G. As especificidades das pequenas e médias empresas. Revista de Administração, São Paulo, v.34, n.2, p.91-94, abr./jun 1999.

LEZANA A. G. R. Ciclo de vida das pequenas empresas. Florianópolis: In: XVI – Encontro Nacional de Engenheiros de Produção. Piracicaba, 1998.

LIMA, A. A. T. F. C. Meta-modelo de diagnóstico para pequenas empresas. 2001. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2005.

LONGENECKER, J. G; Moore, C. W; Petty, J.W. Administração de pequenas

empresas. São Paulo: Makron Books, 1997.

MARCHESNAY, M. PME Stratégie et Recherche. Revie Française de Gestion, nº95, p.20 - p.75, Set/Out 1993.

MARTINS, P. P. P.; BOAVENTURA, J. M. G.; Costa, B. K.; DONAIRE, D. Um

estudo das tendências e incertezas do setor de transportes rodoviários de cargas no Brasil por meio da stakeholder analysis. Rev. Portuguesa e Brasileira de

Gestão v.8 n.1. Lisboa: mar. 2009.

MEGGINSON, L. C.; MOSLEY, D. C.; PIETRI JR, H. P. Administração: conceito e

aplicações. São Paulo: Harbra Ltda, 1986.

MEYER, C. A. Planejamento formal e seus resultados: um estudo de caso. Caderno de Pesquisas em Administração. FEA-USP, V.2, n°5, p.39-46. São Paulo: 1997.

MINAYO, M. C. S. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes, 2008.

MINTZBERG, H.; LAMPEL, J; AHLSTRAND, B. Todas as partes do elefante. São Paulo: HSM Management, p.100-108, Ed. Jan/Fev, 1999.

MINTZBERG, H.; AHLSTRAND, B.; LAMPEL, J. Safári de estratégia: um roteiro pela selva do planejamento estratégico. Porto Alegre: Bookman Companhia Editora, 2000.

MINTZBERG, H. Ascensão e queda do planejamento estratégico. Porto Alegre: Bookman, 2004.

MONTGOMERY, C.; PORTER, M. E. Estratégia: a busca da vantagem competitiva. Rio de Janeiro: Campus, 1998.

MONTANA, P. J.; CHARNOV. B. H. Administração. São Paulo: Saraiva, 1999.

MORAIS, J. M. Programas especiais de crédito para micro, pequenas e médias

empresas: BNDES, PROGER E Fundos Constitucionais de financiamento. Políticas de

Incentivo à Inovação Tecnológica. Brasília: IPEA, 2008.

MOTTA, P. R. Gestão contemporânea: a ciência e a arte de ser dirigente. São Paulo: Record, 1991.

MOTTA, F.G. Fatores condicionantes na adoção de métodos de custeio em

pequenas empresas. Dissertação de Mestrado, São Paulo: Universidade de São Paulo,

2000.

NAISBITT, J. Paradoxo global: quanto maior a economia mundial, mais poderosos são os seus protagonistas menores. Rio de Janeiro: Campus, 1994.

NTC&LOGÍSTICA. Brasil transportes. Ed. Especial, n.º 4, Anuário 2007/2008.

OLIVEIRA, D. P. R. Uma contribuição ao estudo dos instrumentos facilitadores da

operacionalização do planejamento estratégico nas organizações. Tese (Doutorado).

São Paulo: FEA-USP, 1986.

OLIVEIRA, D. P. R. Uma contribuição ao estudo do desenvolvimento e

implementação do processo estratégico nas organizações. Tese (Livre Docência).

OLIVEIRA, D. P. R. Estratégia empresarial. São Paulo: Atlas, 1991.

OLIVEIRA, D. P. R. Excelência na administração estratégica. São Paulo: Atlas, 1993.

OLIVEIRA, D. P. R. Planejamento estratégico: conceitos, metodologia e práticas. São Paulo: Atlas, 1998.

OLIVEIRA, D. P. R. Planejamento estratégico: conceitos, metodologias e práticas. São Paulo: Atlas, 1999.

ORTIGARA, A. A. Causas que condicionam a mortalidade e/ou o sucesso das

micro e pequenas empresas no estado de Santa Catarina. Tese (Doutorado em

Engenharia da Produção) – Programa de Pós-Graduação em Engenharia da Produção, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2006.

PINHEIRO, M. Gestão e desempenho das empresas de pequeno porte. Tese (Doutorado). São Paulo: FEA-USP. 1996.

POLICASTRO, M. L. Indroduction to strategic planning. US Small Business Administration. Management and Planning Series. 2000

http://www.sbaonline.sba.gov/library/pubs/MP-21.txt

PORTER, M. E. Competição: estratégias competitivas essenciais. 4. ed. Rio de Janeiro: Campus, 1999.

RAIS. Relatório 2004. Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do

Trabalho e Emprego. São Paulo, 2004.

REVISTA EMPRESA FAMILIAR. Entrevista: Empresa Familiar. ISSN: 1808-6349. São Paulo, 2006.

RODRIGUES, P. R. A. Ministério dos Transportes: Introdução aos sistemas de transporte no Brasil e à Logística internacional, Ed. Aduaneiras, 2003. Disponível em www.transportes.gov.br. Acesso em Abril de 2013.

RODRIGUES, S. B. (org.). Competitividade, alianças estratégicas e gerência

SAUSEN, J O. O futuro do planejamento estratégico: análise da pratica e

perspectivas. In: XVIII Encontro Nacional de Engenharia de Produção. Anais, Niterói, Rio de Janeiro, 1998.

SCRAMIM, F. C. L.; BATALHA, M. O. Planejamento estratégico em pequena

indústria: metodologia, aplicação e resultados. In: XVII Encontro Nacional de

Engenharia de Produção. Anais, Niterói, Rio de Janeiro, 1997.

SEBRAE. Estudo da mortalidade das empresas paulistas. http://www.sebrae.org.br.Acessado em Janeiro de 2013.

SILVA, E. L.; MENEZES, E. M. Metodologia da pesquisa e elaboração de

dissertação. Florianópolis: 2000, Laboratório de ensino a distância da UFSC.

<http://www.eps.ufsc.br/ppgep.html>

SOBANSKI, A. R. Implantação de estratégia: estudo exploratório de alguns fatores críticos. Dissertação (Mestrado). São Paulo: FEA-USP, 1995.

SOUZA, C. L.; GUIMARÃES, T. A. Empreendedorismo além do plano de negócio. São Paulo: Atlas, 2005.

SOUZA, M. C. A. F. Pequenas e médias empresas na reestruturação industrial. Brasília: SEBRAE, 2000.

STONER, J. A. F.; FREEMAN, R. E. Administração. Rio de Janeiro: Prentice-Hall do Brasil, 1995.

TACHIZAWA, T.; FARIA, M. S. Criação de novos negócios gestão de micro e

pequenas empresas. Rio de Janeiro: FGV, 2002.

TERENCE, A. C. F. Planejamento estratégico como ferramenta de competitividade

na pequena empresa: desenvolvimento e avaliação de um roteiro prático para o processo de elaboração do planejamento. Dissertação Mestrado. São Carlo - SP,

EESC-USP, 2002.

THOMPSON JR. A. A.; STRICKLAND III, A. J. Planejamento estratégico: elaboração, implementação e execução. São Paulo: Pioneira, 2000.

TIFFANY, P.; PETERSON, S. D. Planejamento estratégico: o melhor roteiro para um planejamento estratégico eficaz. Rio de Janeiro: Campus, 1998.

TORRES FILHO, E.; PUGA, P. F. Empresas apoiadas pelo BNDES geram mais

emprego e pagam mais. Visão do Desenvolvimento n. 17. Rio de Janeiro: BNDES,

out. 2006.

TURNER, K.; KEETELAAR, D. Risk Management Guide for Small Business. NSW Department of State and Regional Development, 2001.

VASCONCELLOS FILHO, P. Planejamento estratégico para a retomada do

desenvolvimento. Rio de Janeiro: ed. SA, 1985.

YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. Porto Alegre: Bookman, 2001.

WACK, P. Cenários: águas desconhecidas à frente. In MONTGOMERY, C.;

PORTER, M. E. Estratégia: a busca da vantagem competitiva. Rio de Janeiro: Campus, 1998.

WARREN, B. IN. Your toes know. Business, v.10, n.3, maio/jun. 1988.

ANEXOS

ANEXO A - Apresentação do questionário

O questionário foi desenvolvido tendo como base os níveis de desenvolvimento do planejamento estratégico. O questionário possui 23 questões, sendo 20 do tipo binária (Sim ou Não) sobre as etapas do planejamento estratégico e 3 questões das características das empresas (regime tributário utilizado, número de funcionários e tamanho segundo o executivo).

As questões 2, 3 e dizem respeito a primeira etapa de desenvolvimento. As questões 7,8 e 9 dizem respeito a segunda etapa. As questões 4 e 6 dizem respeito a terceira etapa. As questões 5 e 12 dizem respeito a quarta etapa. As questões 10, 11 e 17 dizem respeito a quinta etapa. As questões 14, 15 e 16 dizem respeito a sexta etapa. E as questões 13, 18, 19 e 20 dizem respeito a sétima e última etapa. O objetivo é verificar se as empresas transportadoras possuem o planejamento estratégico e quais as etapas mais desenvolvidas.

Grato por sua colaboração

José Roberto Campanele

Mestrando da Universidade Metodista de São Paulo – UMESP

1. Sua empresa possui planejamento estratégico formalizado

( ) Sim ( ) Não

Se sim, por favor, abaixo estão listadas algumas frases referentes a etapas do planejamento estratégico. Indique se você possui ou não possui cada uma das delas.

2. A definição de negócios da empresa é clara.

( ) Sim ( ) Não

3. A definição da missão da empresa é clara.

( ) Sim ( ) Não

4. Há pontos fracos a serem trabalhados pela empresa.

( ) Sim ( ) Não

5. Sua empresa possui uma vantagem competitiva perante seus concorrentes.

( ) Sim ( ) Não

6. A empresa possui pontos fortes em relação a seus concorrentes.

( ) Sim ( ) Não

7. A empresa esta trabalhando em alguma oportunidade de mercado.

( ) Sim ( ) Não

8. A empresa pensa em diversificar seus negócios.

( ) Sim ( ) Não

9. A empresa esta sofrendo com algum tipo de ameaça.

( ) Sim ( ) Não

10. As metas e objetivos da empresa são claros.

11. Os funcionários conhecem suas metas.

( ) Sim ( ) Não

12. A empresa possui estratégias alternativas.

( ) Sim ( ) Não

13. Existe critério rígido em relação as estratégias formuladas e implantadas.

( ) Sim ( ) Não

14. A empresa possui um processo de seleção das estratégia.

( ) Sim ( ) Não

15. A implantação da estratégia é feita pelo mesmo grupo que há desenvolveu.

( ) Sim ( ) Não

16. A execução da estratégia é desenvolvida e comunicada a todos os colaboradores.

( ) Sim ( ) Não

17. Cada departamento desenvolve e implanta o seu Planejamento estratégico.

( ) Sim ( ) Não

18. Existe algum tipo de controle do planejamento estratégico implantado.

( ) Sim ( ) Não

19. Existe algum tipo de avaliação do Planejamento estratégico implantado.

( ) Sim ( ) Não

20. Para o próximo ano existe um planejamento estratégico preparado.

( ) Sim ( ) Não

Qual regime tributário utilizado pela empresa?

Simples ( ) Lucro Presumido ( ) Lucro real ( )

Sua empresa é:

Micro empresa ( ) Pequeno porte ( ) Médio porte ( ) Grande porte ( )

Quantos funcionários possuem sua empresa?

ANEXO B - Transcrição da entrevista transportadora A

Entrevista Realizada em 15/3/2013 e 28/5/2013

José Roberto: Muito obrigado por participar desta pesquisa, que visa verificar se as

empresas de transportes de cargas do grande ABC utilizam o planejamento estratégico formalizado e quais as etapas mais desenvolvidas.

José Roberto: Como o Sr. começou no segmento de transporte de cargas?

A.R.A.: Na realidade quem começou essa empresa foi meu pai, até hoje ele trabalha.

Ele é um dos diretores. O início se deu porque meu pai foi motorista durante muitos anos e quando ele se aposentou ele abriu sua própria transportadora.

José Roberto: Sua empresa possui o planejamento estratégico formalizado? A.R.A.: Não, o planejamento estratégico formalizado não.

José Roberto: Que forma o Sr. Trabalha a questão estratégica e que tipo de

planejamento elabora?

A.R.A.: A empresa trabalha com dois focos de planejamento. O planejamento de

crescimento e o planejamento de oportunidades.

O planejamento de crescimento é o principal, por exemplo, no final do ano passado elaboramos nosso planejamento para este ano com objetivo de crescer 20%. Para que este objetivo seja alcançado esta sendo feito um trabalho de redução de custo e aumento de faturamento, ou seja, estamos planejando de que forma podemos transportar mais carga com o mesmo número de funcionário, desta forma estaríamos crescendo nosso faturamento com o mesmo número de motoristas.

José Roberto: Podemos dizer que o Sr. tem o objetivo de maximização dos

equipamentos utilizando o mesmo número de funcionário.

A.R.A.: Na realidade estamos trocando nossos equipamentos, que em média

transportam 35 toneladas, por equipamentos que transportam 48 toneladas, com isso estaremos aumento nosso faturamento com o mesmo número de funcionário.

Então JR, funciona assim, para esse ano quero transportar X mil toneladas mantendo o quadro de funcionários, ou seja, estamos buscando fazer com que cada motorista leve mais carga e com isso aumente nosso faturamento.

Esse planejamento teve como base reuniões que efetuamos com os empresários, os quais nos disseram que esperam uma safra recorde para 2013, isso porque tivemos um clima favorável para o plantio e colheita da safra e os contratos que estamos fechando desde a virada do ano.

Tudo indica que nosso planejamento vai ter sucesso, pois o transporte da safra já iniciou

No documento Download/Open (páginas 112-139)

Documentos relacionados