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3 METODOLOGIA DE PESQUISA

3.4 Plano de análise e interpretação dos dados

A análise e a interpretação dos dados implicam certa complexidade, visto que envolvem dados e conceitos nem sempre objetivos e de fácil estabelecimento de relação entre descrição e interpretação. Trata-se de importante etapa de uma pesquisa, visto que por meio dela o pesquisador pode identificar temas ou assuntos relacionados à temática principal, auxiliando no entendimento e melhor explicação da problemática declarada a priori (CRESWELL, 2002; FLICK, 2004).

Para Teixeira (2003, p. 197), “a análise e a interpretação são dois processos da pesquisa que estão estreitamente relacionados (...). É recomendável que haja um equilíbrio entre o arcabouço teórico e os dados empiricamente obtidos, a fim de que os resultados da pesquisa sejam reais e significativos”.

Nesse trabalho, os dados das entrevistas foram coletados segundo um roteiro predeterminado, com gravação do áudio, e os resultados processados após a realização de cada entrevista de forma conjunta com a pesquisa bibliográfica e, posteriormente, com a análise documental. Este procedimento viabilizou a técnica de triangulação e, assim,

possibilitou o exame mais consistente das evidências coletadas, com base nos registros realizados e correlacionamento de respostas seguindo determinadas categorias e subcategorias de análise (FLICK, 2004; YIN, 2005).

A Figura 7 representa as categorias e subcategorias de análise definidas para esse trabalho.

Figura 7 – Categorias de análise Fonte: Autor.

Para Gil (2010, p. 122), “essas categorias são conceitos que expressam padrões que emergem dos dados e são utilizadas com o propósito de agrupá-los de acordo com a similitude que apresentam”.

As categorias e subcategorias de análise para esse trabalho foram definidas em função da pergunta de pesquisa e das referências bibliográficas. Assim definidas, foram utilizadas para se responder a pergunta de pesquisa e para a formulação das considerações finais. O Quadro 12 apresenta detalhamento das categorias e subcategorias de análise utilizadas neste trabalho.

Categoria de Análise Descrição

A. Conceito de Cidade Inteligente A.1 - O conceito definido ou adotado pela cidade.

Conhecer o conceito de cidade inteligente adotado pelo poder público, no contexto de suas particularidades, possibilitando comparações entre os casos estudados e os conceitos apresentados no referencial teórico. A.2 – Visão para a inovação e para o

desenvolvimento sustentável.

Dado o conceito de cidade inteligente adotado, como o poder público articula os princípios de inovação e desenvolvimento sustentável de forma a materializar tal conceito.

A.3 - Motivações tangíveis e intangíveis.

Descrever as motivações - tangíveis e/ou intangíveis – que impulsionam o poder público à materialização do conceito de cidade inteligente. B. Estratégias e Abrangência

B.1 - Estratégias adotadas. Quais as estratégias escolhidas pelo poder público para realizar a visão de cidade inteligente, considerando o seu ambiente específico, o cenário

CATEGORIAS DE ANÁLISE

CATEGORIAS DE ANÁLISE

Gestão das Prioridades e Planos

Gestão das Prioridades e Planos

Estratégia e Abrangência

Estratégia e Abrangência

Pergunta de pesquisa:

Como o conceito de cidades inteligentes está sendo aplicado nas cidades brasileiras? Pergunta de pesquisa:

Como o conceito de cidades inteligentes está sendo aplicado nas cidades brasileiras?

Conceito de Cidade Inteligente

Conceito de Cidade Inteligente

• O conceito definido ou adotado pela cidade

• Visão para a inovação e para o desenvolvimento sustentável • Motivações tangíveis e

intangíveis

• O conceito definido ou adotado pela cidade

• Visão para a inovação e para o desenvolvimento sustentável • Motivações tangíveis e intangíveis • Definição de prioridades • Planos de seguimento • Resultados esperados • Definição de prioridades • Planos de seguimento • Resultados esperados • Estratégias adotadas • Alinhamento com o plano de

governo

• Os papéis da iniciativa privada e da academia

• Abrangência da iniciativa • Resultados atuais

• Comunicação com os atores

• Estratégias adotadas • Alinhamento com o plano de

governo

• Os papéis da iniciativa privada e da academia

• Abrangência da iniciativa • Resultados atuais

• Comunicação com os atores

CATEGORIAS DE ANÁLISE

CATEGORIAS DE ANÁLISE

Gestão das Prioridades e Planos

Gestão das Prioridades e Planos

Estratégia e Abrangência

Estratégia e Abrangência

Pergunta de pesquisa:

Como o conceito de cidades inteligentes está sendo aplicado nas cidades brasileiras? Pergunta de pesquisa:

Como o conceito de cidades inteligentes está sendo aplicado nas cidades brasileiras?

Conceito de Cidade Inteligente

Conceito de Cidade Inteligente

• O conceito definido ou adotado pela cidade

• Visão para a inovação e para o desenvolvimento sustentável • Motivações tangíveis e

intangíveis

• O conceito definido ou adotado pela cidade

• Visão para a inovação e para o desenvolvimento sustentável • Motivações tangíveis e intangíveis • Definição de prioridades • Planos de seguimento • Resultados esperados • Definição de prioridades • Planos de seguimento • Resultados esperados • Estratégias adotadas • Alinhamento com o plano de

governo

• Os papéis da iniciativa privada e da academia

• Abrangência da iniciativa • Resultados atuais

• Comunicação com os atores

• Estratégias adotadas • Alinhamento com o plano de

governo

• Os papéis da iniciativa privada e da academia

• Abrangência da iniciativa • Resultados atuais

• Comunicação com os atores

Como o conceito de cidades inteligentes vem sendo aplicado como Como o conceito de cidades inteligentes vem sendo aplicado como Como o conceito de cidades inteligentes vem sendo aplicado como

Como o conceito de cidades inteligentes vem sendo aplicado como uma nova pruma nova pruma nova pruma nova prááática para o ática para o tica para o tica para o gerenciamento dos servi

gerenciamento dos servigerenciamento dos servi

gerenciamento dos serviçççços e infraestrutura urbanos?os e infraestrutura urbanos?os e infraestrutura urbanos?os e infraestrutura urbanos?

CATEGORIAS DE ANÁLISE

CATEGORIAS DE ANÁLISE

Gestão das Prioridades e Planos

Gestão das Prioridades e Planos

Estratégia e Abrangência

Estratégia e Abrangência

Pergunta de pesquisa:

Como o conceito de cidades inteligentes está sendo aplicado nas cidades brasileiras? Pergunta de pesquisa:

Como o conceito de cidades inteligentes está sendo aplicado nas cidades brasileiras?

Conceito de Cidade Inteligente

Conceito de Cidade Inteligente

• O conceito definido ou adotado pela cidade

• Visão para a inovação e para o desenvolvimento sustentável • Motivações tangíveis e

intangíveis

• O conceito definido ou adotado pela cidade

• Visão para a inovação e para o desenvolvimento sustentável • Motivações tangíveis e intangíveis • Definição de prioridades • Planos de seguimento • Resultados esperados • Definição de prioridades • Planos de seguimento • Resultados esperados • Estratégias adotadas • Alinhamento com o plano de

governo

• Os papéis da iniciativa privada e da academia

• Abrangência da iniciativa • Resultados atuais

• Comunicação com os atores

• Estratégias adotadas • Alinhamento com o plano de

governo

• Os papéis da iniciativa privada e da academia

• Abrangência da iniciativa • Resultados atuais

• Comunicação com os atores

CATEGORIAS DE ANÁLISE

CATEGORIAS DE ANÁLISE

Gestão das Prioridades e Planos

Gestão das Prioridades e Planos

Estratégia e Abrangência

Estratégia e Abrangência

Pergunta de pesquisa:

Como o conceito de cidades inteligentes está sendo aplicado nas cidades brasileiras? Pergunta de pesquisa:

Como o conceito de cidades inteligentes está sendo aplicado nas cidades brasileiras?

Conceito de Cidade Inteligente

Conceito de Cidade Inteligente

• O conceito definido ou adotado pela cidade

• Visão para a inovação e para o desenvolvimento sustentável • Motivações tangíveis e

intangíveis

• O conceito definido ou adotado pela cidade

• Visão para a inovação e para o desenvolvimento sustentável • Motivações tangíveis e intangíveis • Definição de prioridades • Planos de seguimento • Resultados esperados • Definição de prioridades • Planos de seguimento • Resultados esperados • Estratégias adotadas • Alinhamento com o plano de

governo

• Os papéis da iniciativa privada e da academia

• Abrangência da iniciativa • Resultados atuais

• Comunicação com os atores

• Estratégias adotadas • Alinhamento com o plano de

governo

• Os papéis da iniciativa privada e da academia

• Abrangência da iniciativa • Resultados atuais

• Comunicação com os atores

Como o conceito de cidades inteligentes vem sendo aplicado como Como o conceito de cidades inteligentes vem sendo aplicado como Como o conceito de cidades inteligentes vem sendo aplicado como

Como o conceito de cidades inteligentes vem sendo aplicado como uma nova pruma nova pruma nova pruma nova prááática para o ática para o tica para o tica para o gerenciamento dos servi

gerenciamento dos servigerenciamento dos servi

gerenciamento dos serviçççços e infraestrutura urbanos?os e infraestrutura urbanos?os e infraestrutura urbanos?os e infraestrutura urbanos?

Categoria de Análise Descrição global e a maximização das oportunidades. B.2 - Alinhamento com o plano de

governo.

Entender e descrever as correlações entre a visão que o poder público declara ter sobre cidade inteligente e seu respectivo plano de governo publicado.

B.3 - Os papeis da iniciativa privada e da academia.

No entendimento do poder público, quais são, ou devem ser, os papéis e as responsabilidades da iniciativa privada e da academia na implementação da cidade inteligente e o que é esperado de contribuição delas.

B.4 - Abrangência da iniciativa. Considerando o framework de gerenciamento de serviços públicos, como

descrito no referencial teórico, como se avalia o atual estágio da iniciativa.

B.5 - Resultados atuais Quais são os resultados atuais conhecidos como decorrência da

realização da visão de cidade inteligente como descrita pelo poder público.

B.6 - Comunicação com os atores. Como o poder público se comunica com os atores que atuam na cidade,

no sentido de congregá-los em suas estratégias, visão, planos e realizações, com especial atenção à comunicação com a população. C. Gestão das Prioridades e Planos

C.1 - Definição de prioridades. Dadas as estratégias, motivações e abrangência, identificar e listar as prioridades definidas para o período de governo e descrever como as prioridades são definidas.

C.2 - Planos de seguimento. Descrever os aspectos objetivos e subjetivos que impulsionam as

iniciativas da cidade, decorrentes ou não das prioridades. Essas iniciativas se caracterizam como motivações para a realização da visão de futuro para a cidade.

C.3 - Resultados esperados. Quais são os resultados esperados como decorrência da realização da visão de cidade inteligente como descrita pelo poder público.

Quadro 12 – Detalhamento das categorias de análise Fonte: Autor.

Estas categorias e subcategorias de análise estão fundamentadas nas proposições e reflexões de autores discutidos no transcurso do trabalho, conforme se pode observar no Quadro 13.

Categoria de Análise Autores Principais

A. Conceito de Cidade Inteligente A.1 - O conceito definido ou adotado pela cidade.

Hall et al., 2000; Toppeta 2010; Washburn, 2010; Kanter; Litow, 2009; Giffinger; Gudrun, 2010; Dutta et al., 2011; Harrison; Donnelly, 2011; Hernández-Muñoz et al., 2011; Nam; Pardo, 2011; Schaffers et al., 2011; Cadena; Dobbs; Remes, 2012; Chourabi et al., 2012.

A.2 - Visão para a inovação e para o desenvolvimento sustentável.

Sobre inovação:

Kline; Rosenberg, 1986; Brown; Brudney, 1998; Hartley, 2005; Boyko, 2006; Davila; Epstein; Shelton, 2007; Johnson, 2008; Tidd; Bessant; Pavit, 2008; Evans, 2009; Figueiredo, 2009; Ekins, 2010; Machiba, 2010; Nam; Pardo, 2011a; Nam; Pardo, 2011b; Dogdson; Gann, 2011; Rasoolimanesh; Badarulzaman; Jaafar, 2011; Ahmad; Colin; Ahmed, 2012; Jaloen, 2012.

Sobre desenvolvimento sustentável:

CMMAD, 1991 ; Pezzoli, 1997; Almeida, 2007; Louette, 2007; Veiga, 2008; Dunn, 2010; Elkington, 2012; Johnson, 2009; Machiba, 2010; Hammer et al., 2011.

continuação

Categoria de Análise Autores Principais A.3 - Motivações tangíveis e

intangíveis.

Boyko, 2006; Johnson, 2008; Quigley, 2009; Barnes, 2010; Scott, 2010; Batagan, 2011.

B. Estratégias e Abrangência

B.1 - Estratégias adotadas. Porter, 1996; Kanter; Litow, 2009; Nam; Pardo, 2011a; Rasoolimanesh;

Badarulzaman; Jaafar, 2011; Ahmad; Colin; Ahmed, 2012. B.2 - Alinhamento com o plano de

governo.

Boschma, 2005; Boyko, 2006; Markusen, 2006; Toppeta, 2010; Nam; Pardo, 2011a; Nam; Pardo, 2011b NAM; Rasoolimanesh; Badarulzaman; Jaafar, 2011

B.3 - Os papeis da iniciativa privada e da academia.

Etzkowitz, 2002; Lombardi et al., 2011; Leydesdorff; Deakin, 2012 B.4 - Abrangência da iniciativa. Eger, 2009; Kanter; Litow, 2009; Lamb; 2009; Webber; Wallace, 2009;

Coelho, 2010; ARUP, 2010; Cromer, 2010; Prattipati, 2010; Toppeta, 2010; Batagan, 2011; Harrison; Donnelly, 2011; Komninos, 2011; Hernández-Muñoz et al., 2011; Meier; Ulferts; Woward, 2011; Schaffers

et.al., 2011; Rasoolimanesh; Badarulzaman; Jaafar, 2011; Chourabi et al., 2012.

B.5 - Resultados atuais Wolfe; Bramwell, 2008; Dogdson; Gann, 2011.

B.6 - Comunicação com os atores. Coelho, 2010; Pallot et al., 2011. C. Gestão das Prioridades e Planos

C.1 - Definição de prioridades. Kanter; Litow, 2009; Harrison; Donnelly, 2011; Rasoolimanesh;

Badarulzaman; Jaafar, 2011; Ahmad; Colin; Ahmed, 2012.

C.2 - Planos de seguimento. Kanter; Litow, 2009; Harrison; Donnelly, 2011; Rasoolimanesh;

Badarulzaman; Jaafar, 2011; Ahmad; Colin; Ahmed, 2012

C.3 - Resultados esperados. Pastor; Lester; Scoggins, 2009

Quadro 13 – Categorias de análise X Principais autores Fonte: Autor