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Plano de Comunicação

No documento Governo do Estado de São Paulo (páginas 65-68)

A comunicação constitui o eixo transversal de todo plano de reassentamento, e não deve ser entendida, simplesmente, como um repasse de informações, mas sim como um processo organizado de interação social entre os diferentes atores que irão participar do PRRU.

O Plano de comunicação se relaciona com todas as ações de informação e motivação a serem desenvolvidas com as famílias e as comunidades diretamente envolvidas com o Programa. Estrategicamente, procura fortalecer a atenção individualizada das famílias com o propósito de gerar vínculos efetivos entre os técnicos sociais e a população.

Deve ser organizado como uma campanha de informação interativa, envolver diretamente a equipe técnica social e contemplar todas as etapas de implantação do PRRU, o funcionamento dos escritórios de apoio técnico e os mecanismos de participação.

O Plano deve ser formulado por um especialista de forma a garantir uma linguagem simples, uniforme, direta e adaptada ao perfil cultural dos diferentes grupos e subgrupos que conformam o público alvo do PRRU. Deverá estar orientado a servir de ferramenta de apoio ao trabalho das equipes de campo. O plano além de definir e implementar as estratégias de comunicação produzirá os materiais de divulgação a serem utilizados durante a execução do Programa, tais como:

Áudios-visuais para serem utilizados como disparadores nas reuniões comunitárias, ilustrando os

principais aspectos do PRRU;

Programas radiofônicos para a transmissão de informações, para serem veiculados por

programas de maior audiência nas áreas de intervenção; e

Materiais de divulgação escrita (cartilhas, cartazes, panfletos etc.)

Esses produtos devem ter um vínculo estratégico com a de comunicação institucional e com as ações de educação ambiental a serem trabalhadas no contexto do Programa. Por outro lado, a comunicação e o acesso a informações são fundamentais para a transparência das ações e para garantir a liberdade de escolha e adesão das famílias e pessoas envolvidas. A função do plano de comunicação é o de facilitar os trabalhos de campo e o entendimento do processo de intervenção (reassentamento e requalificação) por parte da população.

Os objetivos do plano de comunicação são:

Definir o marcos de referências mais importantes para a divulgação do PRRU;

Formular estratégias de comunicação e de participação interativa;

Definir ações de comunicação e informação de acordo com os marcos de referência e estratégias

formuladas;

Desenvolver produtos e ferramentas de comunicação horizontal e vertical adaptadas ao

contexto da intervenção;

Monitorar e ajustar as ações de comunicação;

Organizar a memória do PRRU (arquivo de informações).

O plano de comunicação que se propõem prevê dois canais de comunicação distintos, mas estrategicamente unificados em suas mensagens: Comunicação Social e Comunicação Institucional. Como sugerido para o plano de participação comunitária, para o plano definitivo de reassentamento, as orientações expressas nesse item devem ser desenvolvidas e organizadas em um plano específico de comunicação, que pode ser integrado com o de participação.

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Utilizado como apoio ao trabalho social, deve contemplar uma divulgação paralela de informações e ser adaptada às condições socioeconômicas e culturais de cada comunidade. A comunicação social deve prever uma geração gradual de expectativas de maneira que as comunidades possam se apropriar de cada etapa e criar um sentimento de parte integrante do programa.

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Utilizado para a divulgação dos objetivos e metas do PRSSM e do GESP. Seu conteúdo deve ter uma inter-relação direta com os das comunicações sociais que serão utilizados nas comunidades. O GESP e as Secretarias diretamente envolvidas dispõem de programas de comunicação próprios que deverão incluir as ações específicas do PRSSM.

Vista do Núcleo Cota 200

9. Mecanismos de Monitoramento e Avaliação do PRRU

O documento de antecedentes que acompanha a Política Operacional 710 – Reassentamentos Involuntários -, justifica e define o monitoramento e avaliação dizendo que: “Durante a execução de um plano de reassentamento, as interações entre vários organismos e a complexidade inerente de coordenar muitas tarefas simultâneas podem criar dificuldades. O plano de reassentamento deveria incluir disposições sobre monitoramento e notificação que permitam ao mutuário e ao Banco identificar problemas na medida em que surgirem e dar tempo para que os ajustamentos sejam feitos”. Diz também que “nos programas mais substanciais de reassentamento, o sistema de monitoramento deve incluir disposições sobre monitoramento independente e concentrar-se nas condições sociais e econômicas das pessoas afetadas”.

Nessa linha de raciocínio, o PRRU deverá contar basicamente com dois mecanismos de seguimento e avaliação: Monitoramento e Avaliação Externa. Os termos de referência para a contratação desses serviços devem ter como base a experiência acumulada da CDHU e ser acordados com o BID.

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O monitoramento é periódico e sistemático e tem o objetivo de fornecer informações estratégicas para ajustes da metodologia da intervenção durante o acontecimento das ações de execução. Sua metodologia deve abordar, além do cumprimento das metas traçadas e da identificação dos pontos de estrangulamento, a pertinência e a eficiência das ações em execução. Seus resultados devem ser prontamente disponibilizados e utilizados para a revisão periódica da execução do PRRU.

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O PRRU prevê dois momentos de avaliação: um intermédio, antes de 24 meses do inicio do contrato de

financiamento e outro, ex post, realizado entre o 6º e 8º mês após o termino do período de desembolso

do financiamento.

A avaliação deve ser realizada por instituição ou consultores independentes e medir os resultados concretos do Programa em termos de ganhos sociais e melhoria das condições de vida da população envolvida, sempre tendo em conta a equação custo/benefício das medidas adotadas.

Para possibilitar um trabalho de avaliação consistente, é indispensável contar com uma completa linha de base socioeconômica da população que permita medir efetivamente a variação dos indicadores sociais nas datas de corte estipuladas para a avaliação. Esta linha de base deve ser realizada no período de preparação para a mudança e tem como base a caracterização social realizada na fase de identificação.

No documento Governo do Estado de São Paulo (páginas 65-68)