CAPITULO 3 – LIMITES E POTENCIALIDADES DO AMBIENTE INSTITUCIONAL PARA O DESENVOLVIMENTO DO TURISMO
3.1 O Turismo e APA de Guapi-Mirim: uma análise regional
3.2.1. O Plano de Manejo da APA de Guapi-Mirim
A Lei 9.985/2000 entende que Plano de Manejo é um “documento técnico mediante o qual, com fundamento nos objetivos gerais de uma unidade de conservação, se estabelece o seu zoneamento e as normas que devem presidir o uso da área e o manejo dos recursos naturais, inclusive a implantação das estruturas físicas necessárias à gestão da unidade”.
O Plano de Manejo é o instrumento de gestão que busca de certa forma remediar as dificuldades encontradas na criação da UC e tem como finalidade apresentar em seu conteúdo as diretrizes e ações estratégicas para a consolidação dos objetivos da unidade de conservação de forma que o Conselho seja capaz de interpretar e implementá-lo.
Podemos considerar que este instrumento representa um dos elementos que compõem o ambiente institucional da APA de Guapi-Mirim, pois nele devem estar definidos normas, valores e organizações que influenciam o arranjo institucional e as possibilidades de desenvolvimento da unidade de conservação.
Em princípio, como vimos no primeiro capítulo, uma área de proteção ambiental não possui como finalidade primordial o desenvolvimento do turismo ou destinação para o lazer.
Todavia, o turismo no Plano de Manejo da APA de Guapi-Mirim possui grande enfoque. Um dos objetivos gerais do presente Plano de Manejo é “estimular o desenvolvimento sustentável na região, oferecendo a APA como ponto central para atração do ecoturismo”(IBG &
IBAMA, 2001, p.8.1).
Recordamos que dois dos princípios das Diretrizes de visitação em UC reforçam a necessidade de estreita relação entre o Plano de Manejo e a proposta de visitação para UC, isto é, o planejamento e a gestão da visitação devem estar em pleno acordo com os objetivos de manejo da UC e neste instrumento de gestão deve estar prevista a infra-estrutura mínima necessária para o desenvolvimento das atividades de visitação, portanto, podemos inferir que as estratégias de desenvolvimento da visitação pública no Plano de Manejo da APA de Guapi-Mirim deveriam receber uma atenção específica.
Apesar das diretrizes de visitação serem um avanço para o desenvolvimento do ecoturismo em UC sua publicação é posterior ao período de elaboração do Plano de Manejo e não podemos tê-las como único parâmetro de análise. Mas, o Roteiro Metodológico para Gestão de Área de Proteção Ambiental (IBAMA, 2001) foi um dos instrumentos de referência para a construção do Plano de Manejo da APA de Guapi-Mirim.
Este Roteiro tem a finalidade de estabelecer procedimentos ao planejamento a partir da adoção de três pressupostos, como condições necessárias para o sucesso do plano, são eles: 1) abordagem sistêmica, 2) abordagem processual39; e, 3) abordagem participativa. O Roteiro apresenta como componentes do Plano de Gestão os seguintes aspectos: Quadro Socio-ambiental/ Diagnóstico; Matriz de Planejamento; Zoneamento Ambiental; Programas de Ação; Sistema de Gestão e Procedimentos de Monitoria e Avaliação.
A fim de simplificar e dar objetividade a nossa análise vamos dar ênfase apenas nos programas de ação, entendidos como um conjunto de atividades definidas no Plano para que os objetivos específicos da APA sejam alcançados, o que significa a leitura do “Encarte de Planejamento” do Plano de Manejo da APA de Guapi-Mirim. Os demais componentes serão relatados ao longo do texto, ou não serão abordados como a matriz de planejamento por sua ausência no Plano de Manejo da APA de Guapi-Mirim.
Segundo o Roteiro Metodológico o programa de ação deve estar estruturado para
“atingir objetivos relevantes no plano do conhecimento, da gestão interinstitucional e da gestão ambiental. A aplicação de programas de ação articulados às zonas ambientais, permite a gestão ambiental específica”. (IBAMA, 2001, p.45)
Ressaltamos que “as temáticas de educação ambiental, capacitação e implantação de infra-estrutura, entre outras, são consideradas temas transversais face à sua relevância para a consecução dos objetivos da APA” (IBAMA, 2001, p.213). Mas considera-se que a articulação dos temas transversais com os objetivos de cada programa específico permite maior objetividade das ações. Inclui-se nesta situação a criação de Centro de referência e de visitantes, organização de trilhas interpretativas, articulação para projetos de EA formal e informal.
Alerta-se que o Plano de Gestão não deve ser uma soma de projetos e programas, mas ao contrário, a sua formulação deve seguir o princípio de "idéias-forças", ou "projetos estruturadores" que reflitam o objetivo maior da APA. Deste modo, projetos complementares,
39 “O enfoque processual para o planejamento de APA pressupõe que a evolução gradual do conhecimento amplia a capacidade de identificação dos problemas. Além disso, possibilita prever as potencialidades e os riscos futuros e cria as condições para se formular as etapas do Plano de Gestão”. (IBAMA, 2001, p.28)
incluindo o ecoturismo, estarão associados ao objetivo maior representado pelo "Projeto Estruturador" através de linhas prospectivas para a formulação de projetos e com indicativos de prioridades em relação ao objetivo maior.
Tomando por base a realidade da APA de Guapi-Mirim, as orientações do Roteiro Metodológico, as diretrizes de visitação anteriormente expostas e o objetivo de entender o ambiente institucional desta unidade, consideramos como categorias de análise os seguintes pontos: (i) a missão e a visão da APA; (ii) posicionamento quanto ao turismo dos sujeitos que participaram das oficinas de planejamento do Plano de Manejo; (iii) a existência de programa de ação voltado para a execução e promoção do turismo; (iv) os usos proibidos e permitidos por zonas para o lazer e o turismo; (v) propostas para descentralização da gestão e operação das atividades relacionadas com a visitação pública; (vi) estratégias para o desenvolvimento da atividade de visitação (Infra-estrutura e serviços); e, (vii) parâmetros ou procedimentos de monitoramento da visitação.
(i) A missão e a visão da APA
De acordo com o Roteiro a missão “revela o objetivo específico da unidade de conservação, os meios para alcançar estes objetivos, e a contribuição destes para a preservação e conservação da biodiversidade e para o desenvolvimento sustentável da região”(IBAMA, 2001,p.71). Ela deve estar fundamentada nos objetivos de sua criação, nas estratégias de desenvolvimento com base sustentáveis que levarão a solução da questão mais relevante e, por esta razão, deve orientar os objetivos do Plano de Gestão e a formulação dos programas e subprogramas de ações para a proteção e conservação da biodiversidade.
A missão de uma unidade é o eixo estruturador de todas as ações que serão desenvolvidas durante a vigência do plano. Apesar da grande importância dada a definição da missão da APA não encontramos referências claras sobre o assunto em seu plano. O encarte de planejamento está pautado no objetivo de criação da APA de Guapi-Mirim, ou seja, proteger os manguezais situados na região ocidental da Baía de Guanabara e a região situada na foz dos rios Iriri, Roncador, Guapimirim e Imboaçu. Consta nos objetivos gerais do Plano de Manejo o estímulo ao “desenvolvimento sustentável na região, oferecendo a APA como ponto central para atração do ecoturismo”. Nos fazendo crer que o turismo apesar de não estar explícito nos objetivos da APA, foi considerado como uma importante estratégia para o cumprimento da finalidade da unidade de conservação.
De acordo com o Roteiro Metodológico a visão de futuro “permite formular [...] o prognóstico das oportunidades e ameaças à consolidação dos objetivos da unidade de
conservação, bem como os riscos (premissas de danos) e potencialidades (premissas de avanços) para a área no futuro”. (IBAMA, 2001, p.71) Determina-se que a visão deve partir da projeção do quadro ambiental interno e externo da APA.
Não diferentemente da falta de clareza encontrada para a missão, identificamos um trabalho de levantamento de uma possível visão da APA durante uma das oficinas de planejamento, mas as respostas dos participantes se confundem entre o ponto de vista do participante sobre a APA e uma perspectiva mais estratégica de desenvolvimento futuro da APA.
(ii) posicionamento quanto ao turismo dos sujeitos que participaram das oficinas de planejamento do Plano de Manejo
O valor turístico da APA de Guapi-Mirim é sinalizado durante as oficinas de planejamento. No Plano de Manejo está expresso a crença do grupo em que as condições ambientais permitiriam o planejamento de um programa de ecoturismo em médio prazo.
Além disso, o turismo foi considerado como um dos itens mais importantes para o alcance dos objetivos de criação tanto pelo potencial de uso sustentável dos recursos para a pesca esportiva quanto pela importância histórico-cultural.
Ao longo do Plano de Manejo é possível encontrarmos algumas considerações sobre o turismo retiradas das atividades interativas entre a entidade executora (IBG) e a população local.
Talvez a principal esperança dessa gente – principalmente os núcleos de moradores ligados às práticas tradicionais – resida no potencial de exploração turística da região, não apenas do turismo ecológico, mas também arqueológico e cultural. As parcerias com instituições especializadas e com sistemas público e privado de educação, em todos os níveis – da escola municipal fundamental à universidade – foram vistas como fundamentais para a implementação dessa fonte de renda para a carente população local de forma a conjugá-la com a preservação do ambiente. (IBG
& IBAMA, 2001, p.6.73)
Contrariando esta expectativa, pudemos observar durante as reuniões do conselho consultivo que a preferência de seus membros não é pelo desenvolvimento de atividades de turismo sustentável e sim, por estudos de viabilidade e meios para estabelecimento de uma outra fonte de renda que possa complementar a pesca e não substituí-la. De todo modo, estas constatações reforçam a idéia da importância de uma proposta de desenvolvimento turístico na APA de Guapi-Mirim e, principalmente, da necessidade urgente de capacitação profissional e do resgate do conhecimento das práticas tradicionais dos residentes através de parcerias.
Na análise do contexto – local, regional e nacional – o turismo também é visto como oportunidade pela proximidade da APA com grandes centros consumidores, pela riqueza da base de recursos arqueológicos pré-históricos e históricos com a possibilidade de transformação da região em pólo cultural e crescente interesse pela pesca esportiva, ao mesmo tempo em que se percebia um aumento do potencial pesqueiro no em torno da APA.
Na contramão dos elementos que favorecem o ecoturismo nota-se na leitura do Relatório da Oficina de planejamento do Plano de Manejo um quadro de crescimento acelerado da população dos municípios da APA; aumento do lixo, chorume, vetores de doenças e aumento da poluição e assoreamento dos rios, bem como a presença de uma história de violência na região - “cultura de violência”. (IBG & IBAMA, 2001)
Estas ameaças desfavorecem o ecoturismo, uma vez que os ecoturistas gostam de ter contato com a natureza e ter a sensação que o ambiente é o menos degradado possível. Além disto à possibilidade da existência de uma “cultura da violência” e da associação social da região como um local violento pode influenciar negativamente no fluxo de turistas ou visitantes. O ecoturista preza sua segurança como qualquer outro turista e embora encontre-se em um ambiente selvagem, a segurança da operação turística deve ser primordial e não se fala apenas de “segurança à integridade física, mas também à saúde e ao bem estar do visitante”.
(SOIFER, 2005, p.20)
(iii) a existência de programa de ação voltado para a execução e promoção do turismo Não existe um programa de ação específico para o desenvolvimento do turismo. No ponto 8.3.4.3 do Plano de Manejo que aborda as atividades de Gestão Interinstitucional estão listados uma série de ações importantes para o desenvolvimento de um programa de ecoturismo, porém, não é possível detectar com clareza quais são as ações estruturadoras deste programa, as ações de infra-estrutura, as ações de operação, comunicação ou relacionamento institucional.
Entre as estratégicas dos rios da APA de Guapi-Mirim é possível detectarmos claramente a menção para verificação da possibilidade de desenvolvimento de um projeto PDA para a implantação de um programa de ecoturismo nos rios da APA, mas nenhuma ação secundária foi relacionada a esta estratégia, reduzindo a percepção quanto à complexidade da atividade.
Nas demais áreas estratégicas apresentam-se como objetivo relacionado à visitação, o estímulo às prefeituras de Magé, Itaboraí e São Gonçalo e aos habitantes da APA para a incorporação de um programa de ecoturismo como estratégia de desenvolvimento. Não existe
referência ao estímulo da prefeitura de Guapimirim para o desenvolvimento do turismo, o que já representa uma ausência importante, pois mesmo que o município de Guapimirim não apresente um núcleo urbano dentro da APA como no caso dos outros municípios, grande extensão da APA está dentro do limite político deste município, além disto, sob sua jurisdição encontram-se alguns sambaquis40.
Algumas temáticas para realização de pesquisas foram consideradas prioritárias para a unidade e dentre elas não foi considerado em nenhum momento a necessidade de realização de estudos de inventário e diagnóstico turístico, para planejamento de trilhas ou levantamento de pontos potenciais para a construção de infra-estrutura turística e de lazer.
Existe o apontamento para o desenvolvimento de projetos de interpretação, de educação e de informação para as diversas áreas de acesso público dentro da APA, inclusive para a elaboração de um projeto de implantação de placas interpretativas em pontos estratégicos dos rios da APA, assim como a orientação para que seja definido com o Conselho e representantes da comunidade científica um programa de turismo científico para a APA.
Este programa deveria mostrar os contrastes da Baía de Guanabara, a biodiversidade de peixes e de aves, bem como as atividades da população local. Todavia, o acervo arqueológico e histórico existente na borda da APA não foi incluído.
As estratégias de desenvolvimento sustentáveis apresentadas para a APA são: a criação de um selo que certifique a origem do produto, associado à produção sustentável pelos moradores da UC; comercialização de produtos em outras UC da região e em pontos adequados dos municípios do em torno da Baía de Guanabara; produção de folhetos informativos sobre os aspectos importantes para os visitantes da APA para serem comercializados na sede e nas embarcações. Orienta-se para o desenvolvimento de outros projetos, tais como: interpretação, de educação e de informação para as diversas áreas de acesso do público dentro da APA, inclusive de trilhas e placas interpretativas. Orienta-se ainda para a elaboração de folheteria e outros recursos informativos e ilustrativos sobre a fauna, flora, recursos históricos e culturais, higiene, limpeza e segurança.
Embora estas ações pareçam adequadas a um programa de ecoturismo, elas não estão organizadas. A leitura das ações por área estratégica nos revela em muitas situações
40 O Sambaqui de Sernambetiba, localizado ás margens da BR 493 talvez seja inclusive um dos sambaquis mais importantes do Estado do Rio de Janeiro por poder representar a faixa mais antiga entre as três faixas de antiguidade classificadas para os depósitos conchiferos artificiais, por ser um depósito estratificado no sentido geológico do termo, logo, de maior interesse para os geólogos. Possui “portanto, um horizonte cultural correlacionado diretamente a um fato geológico” (BELTRÃO, 1978, p.102), o que poderia ser utilizado inclusive como um pequeno laboratório para estudiosos da matéria de todo estado. Contudo, não se sabe quais seriam as potencialidades atuais deste sítio para a visitação pública com fins turísticos e educacionais e nem dos demais sítios existentes em Guapimirim.
duplicidade e paralelismos nas propostas para a região. Existem estratégias repetidas por cada área estratégica de atuação que poderiam ser sinalizadas de forma integrada. As informações embora estejam reunidas em cada área estratégica por aspectos tais como Educação Ambiental, Relações Públicas, Controle Ambiental, entre outros, elas se confundem entre ações operacionais do órgão gestor, ações de envolvimento com a comunidade; normas específicas de determinada atividade ou projeto, entre outros desencontros de informações que podem ser relacionados como causas da baixa implementação das estratégias deste instrumento. Além disto, não existe uma priorização das atividades a serem executadas e nem está estimado o custo das ações.
(iv) os usos proibidos e permitidos por zonas para o lazer e o turismo
Tanto a área estratégica de vida silvestre quanto à área estratégica marinha ou a área estratégica dos rios da APA de Guapi-Mirim possuem como objetivos a implementação de infra-estrutura que permita a utilização do manguezal para fins educativos e de ecoturismo, desde que respeitados os usos permitidos de cada Zona, como podemos observar no Quadro 7.
Quadro 7 – Zoneamento da APA de Guapi-Mirim e os usos relacionados com o lazer e o turismo
ZONA DE PROTEÇÃO DA VIDA MARINHA
USO PROIBIDO USO PERMITIDO
Lavagem de embarcações Pesca não predatória e fora do período de defeso
Despejo ou derramamento de óleo Passeios de barco, desde que não promova poluição de qualquer natureza, inclusive a sonora
Atividades voltadas para o turismo ecológico, desde que não promova poluição de qualquer natureza, inclusive a sonora
Educação ambiental
ZONA DE PROTEÇÃO DA VIDA SILVESTRE
USO PROIBIDO USO PERMITIDO
Construção de edificações, exceto as destinadas à realização de pesquisas, ao monitoramento e controle e à implantação de infra-estrutura para lazer
Construção de edificações destinadas à realização de pesquisas, ao monitoramento, controle ambiental
Atividades degradantes ou potencialmente
causadoras de degradação ambiental Implantação de infra-estrutura para lazer e ecoturismo (pontos de observação de fauna e flora, trilhas e passarelas para caminhada e ancoradouros).
Exercício de atividades capazes de provocar acelerada erosão das terras ou acentuado assoreamento das coleções hídricas
Pesquisa; Educação ambiental
Pesca esportiva e amadora; Observação de aves Atividades de ecoturismo e Caminhadas ZONA DE USO SUSTENTÁVEL
USO PROIBIDO USO PERMITIDO
Abertura de canais e retificação de rios Pesca controlada Construção de pista de pouso Pesquisas científicas Utilização de placas (outdoors) e de qualquer
empreendimento que provoque impacto visual na paisagem
Atividades artesanais com recursos naturais locais
Comércio, indústria e serviços de médio porte e
ou potencialmente poluidoras Implementação de infra-estrutura para o ecoturismo e lazer Caça e pesca predatória Atividades de lazer e ecoturismo
Parque temático de cunho exclusivamente ecológico.
Placas de sinalização Fonte: Julião (2008) baseado em IBG e IBAMA (2001)
Primeiramente, ressaltamos que este quadro é um resumo das normas e não corresponde literalmente ao que consta no Plano, mas seu conteúdo e idéias principais estão preservados41. Entre os pontos expostos acima alguns precisariam de melhor detalhamento e orientação dentro do Plano de Manejo para uma melhor gestão da unidade. São eles: o que consistiria pesca controlada ou predatória; quantos decibéis ou qual o limite tolerável de barulho que a embarcação turística ou qualquer outra embarcação pode produzir dentro dos limites da APA. Para esta última informação seria necessária ao menos à orientação para o
41 Ressaltamos que uma análise de aspectos mais gerais das normas de uso nas três zonas já foi efetuada por Araújo (2004), desta forma, outros detalhes podem ser consultados em sua dissertação. Nosso objetivo foi explicitar apenas alguns tópicos que podem interferir, gerar dúvidas ou dificultar o planejamento de atividades de turismo na área.
estudo dos tipos de embarcações e motores aceitáveis para a navegação na APA, principalmente, agora com a criação de uma área mais restritiva.
Conceitualmente, não se distingue turismo ecológico e ecoturismo, o que pode dar margem à execução de projetos não compatíveis com os objetivos de conservação. Seria mais interessante tratar da permissão de um turismo sustentável, até mesmo porque, existem outros segmentos turísticos que não foram abordados e que poderiam ser promovidos. Coloca-se a caminhada e a observação de aves como uma atividade à parte das atividades de turismo e lazer, o que é extremamente dispensável.
Atividades de hospedagem e alimentação são consideradas serviços dentro da disciplina de turismo. Deste modo, se considerarmos a lógica do zoneamento, nenhum estabelecimento de hospedagem ou alimentação com porte médio ou superior poderia ser construído dentro da APA. Além disto, qualquer empresa prestadora de serviços turísticos, independentemente de seu porte, pode ser um foco potencial de poluição se não for exigido e estabelecido padrões mínimos de gestão ambiental. Por outro lado, parques temáticos e outras infra-estruturas turísticas e de lazer são aceitáveis e não há restrição quanto à taxa de ocupação, ao porte ou ao gabarito máximo de construção do empreendimento, o mesmo acontece para hospedagens.
(v) propostas para descentralização da gestão e operação das atividades relacionadas com a visitação pública
Identificamos que foram delineadas várias estratégias para organização de arranjos
Identificamos que foram delineadas várias estratégias para organização de arranjos