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5.2. Gerenciamento dos Riscos de mercado a que a Companhia está exposta, inclusive em relação a riscos cambiais e a taxa de juros:
Além dos riscos indicados no item 4.1 deste Formulário de Referência, relacionados à indústria em geral, às atividades da Companhia e à regulamentação do setor em que atua, bem como à obtenção das licenças ambientais necessárias para o desenvolvimento de suas atividades, a Companhia está sujeita a riscos de mercado no curso normal de suas atividades. Tais riscos estão relacionados principalmente às alterações adversas em taxas de juros e câmbio, inflação e políticas governamentais e percepção de risco, conforme abaixo descritos..
A instabilidade cambial pode prejudicar a economia brasileira, bem como os negócios da Companhia.
Em decorrência de diversas pressões, a moeda brasileira tem sofrido desvalorizações recorrentes com relação ao Dólar e outras moedas fortes ao longo das últimas quatro décadas. Durante todo esse período, o governo brasileiro implementou diversos planos econômicos e utilizou diversas políticas cambiais, incluindo desvalorizações repentinas, minidesvalorizações periódicas (durante as quais a frequência dos ajustes variou de diária a mensal), sistemas de mercado de câmbio flutuante, controles cambiais e mercado de câmbio duplo.
De tempos em tempos, houve flutuações significativas da taxa de câmbio entre o Real e o Dólar e outras moedas. Por exemplo, o Real desvalorizou 18,7% em 2001 e 52,3% em 2002 frente ao Dólar, embora o Real tenha valorizado 11,8%, 8,7% e 17,2% com relação ao Dólar em 2005, 2006 e 2007, respectivamente. Em 2008, em decorrência do agravamento da crise econômica mundial, o Real se desvalorizou 32% frente ao Dólar, tendo fechado em R$2,336 por US$1,00 em 31 de dezembro. Em 31 de dezembro de 2009, com a recuperação do país frente à crise, observou-se a valorização de 33,8% da moeda brasileira frente ao Dólar, uma vez que a taxa de câmbio entre o Real e o Dólar era de R$1,74 por US$1,00. Em 31 de dezembro de 2010, a cotação do dólar foi de R$ 1,6662 e em 31 de dezembro de 2011, a cotação do dólar foi de R$ 1,8758. Já em 31 de dezembro de 2012, a cotação do dólar foi de R$ 2,043 e em 31 de dezembro de 2013, a cotação do dólar foi de R$ 2,342. Em 31 de dezembro 2014 de, a cotação do dólar foi de R$ 2,656 e desde então a moeda brasileira tem sofrido desvalorizações recorrentes com relação ao Dólar, sendo que em 31 de dezembro de 2015 a cotação do Dólar foi de 3,904. Dessa forma, a Companhia não pode garantir que o Real não sofrerá mais variações frente ao Dólar.
O aumento ou a manutenção de elevadas taxas de juros reais pode causar um efeito adverso à economia brasileira e à Companhia.
As altas taxas de juros têm afetado adversamente a economia brasileira e podem afetar negativamente os negócios da Companhia. Durante o ano de 2002, o Banco Central do Brasil (“BACEN”) aumentou a taxa de juros base do Brasil de 19% para 25%, como resultado da crescente crise econômica da Argentina, um dos maiores parceiros comerciais do Brasil, como também do menor nível de crescimento da economia dos EUA e da incerteza econômica causada pelas eleições presidenciais brasileiras, dentre outros fatores. Durante o ano de 2003, o BACEN reduziu a taxa de juros base do Brasil de 25,5% para 16,5%, refletindo um período favorável e taxas de inflação em linha com a política de metas de inflação do BACEN. De forma geral, a taxa de juros de curto prazo do Brasil, em decorrência da determinação do BACEN, foi mantida em altos
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níveis nos últimos anos. Em 31 de dezembro de 2012 e 2013 as taxas de juros de curto prazo foram 11,00% e 9,77% ao ano, respectivamente. Em 31 de dezembro de 2014 e 21 de janeiro de 2015, data em que a taxa de juros foi revisada pelo Banco Central, a taxa de juros de curto prazo era de 11,57% e 12,09% ao ano, respectivamente. A Companhia ressalta que, atualmente as taxas de juros tiveram um aumento considerável, sendo que em 31 de dezembro de 2015 a taxa de juros de curto prazo era de 14,14% ano.
Taxas de juros reais elevadas, se mantidas por um período relevante de tempo, tendem a inibir o crescimento econômico e, em consequência, a demanda agregada. Uma redução do nível de atividade tende a reduzir o consumo industrial de energia elétrica, podendo afetar, no longo prazo, os preços de venda de energia elétrica. Neste contexto, futuros investimentos em usinas de geração de energia elétrica que, devido ao seu estágio inicial, ainda não tenham tido sua energia futura vendida em contratos de longo prazo poderiam obter preço de venda de sua produção futura inferior ao atualmente esperado, reduzindo o retorno esperado de investimentos futuros.
Os principais riscos atrelados a taxas de juros da Companhia estão relacionados à variação da TJLP para os financiamentos contratados junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES.
O governo brasileiro exerceu e continua a exercer influência significativa sobre a economia brasileira. Essa influência, bem como a conjuntura econômica e política brasileira, pode afetar adversamente a Companhia.
O governo brasileiro poderá intervir na economia nacional e realizar modificações significativas em suas políticas e normas monetárias, fiscais, creditícias e tarifárias. As medidas tomadas no passado pelo governo brasileiro para controlar a inflação, além de outras políticas e normas, implicaram aumento das taxas de juros, mudança das políticas fiscais, controle de salários e preços, bloqueio ao acesso a contas bancárias, desvalorização cambial, controle de capital e limitação às importações, entre outras medidas. A Companhia não tem controle sobre quais medidas ou políticas o governo brasileiro poderá adotar no futuro, e não pode prevê-las. Os negócios da Companhia, sua situação financeira, o resultado de suas operações e suas perspectivas poderão ser prejudicados de maneira significativa por modificações relevantes nas políticas ou normas que envolvam ou afetem fatores, tais como:
● instabilidade social e política;
● expansão ou contração da economia global ou brasileira; ● controles cambiais e restrições a remessas para o exterior; ● flutuações cambiais relevantes;
● alterações no regime fiscal e tributário;
● liquidez dos mercados financeiros e de capitais domésticos; ● taxas de juros;
● inflação;
● política monetária; ● política fiscal;
● racionamento de energia; e
● outros acontecimentos políticos, diplomáticos, sociais e econômicos que venham a ocorrer no Brasil ou que o afetem.
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Ainda, as alegações de corrupção e investigações relacionadas à Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras, ou investigações similares que ocorrerem no futuro, podem afetar de forma negativa a percepção do mercado em relação à economia brasileira que, por sua vez, podem causar impactos negativos às nossas ações.
A incerteza quanto à implementação de mudanças por parte do governo brasileiro nas políticas ou normas que venham a afetar esses ou outros fatores no futuro pode contribuir para a incerteza econômica no Brasil e para o aumento da volatilidade do mercado brasileiro de valores mobiliários e dos valores mobiliários emitidos no exterior por companhias brasileiras. Tais incertezas e outros acontecimentos futuros na economia brasileira poderão afetar adversamente a Companhia.
Em 09 de setembro de 2015, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s publicou ao mercado que havia, naquela data, cortado o rating do Brasil, rebaixando a nota do país de “BBB-” para “BB+”, excluindo, com isso, o grau de investimento do país. Ainda, além do rebaixamento anteriormente mencionado, a agência colocou a perspectiva a nota de crédito do Brasil em perspectiva negativa.
A inflação e os esforços do governo brasileiro de combate à inflação podem contribuir significativamente para a incerteza econômica no Brasil, o que pode afetar adversamente a Companhia.
No passado, o Brasil registrou índices de inflação extremamente altos. A inflação e algumas medidas tomadas pelo governo brasileiro no intuito de controlá-la, combinada com a especulação sobre eventuais medidas governamentais a serem adotadas, tiveram efeito negativo significativo sobre a economia brasileira, contribuindo para a incerteza econômica existente no Brasil e para o aumento da volatilidade do mercado de valores mobiliários brasileiro. Mais recentemente, a taxa anual de inflação medida pelo IGP-M caiu de 20,10% em 1999 para 2,66% em 2014, e o índice anual de preços, por sua vez, conforme medida pelo IPCA caiu de 8,94% em 1999 para 6,40% em 2014. As medidas do governo brasileiro para controle da inflação frequentemente têm incluído a manutenção de política monetária restritiva com altas taxas de juros, restringindo assim a disponibilidade de crédito e reduzindo o crescimento econômico. Como consequência, as taxas de juros têm flutuado de maneira significativa.
Eventuais futuras medidas do governo brasileiro, inclusive redução das taxas de juros, intervenção no mercado de câmbio e ações para ajustar ou fixar o valor do Real poderão desencadear aumento de inflação. O Brasil passa por período de inflação elevada, o que poderá ocasionar um aumento dos custos da Companhia.
Acontecimentos e a percepção de riscos em outros países, sobretudo em países de economia emergente e nos Estados Unidos, podem prejudicar o preço de mercado dos valores mobiliários brasileiros.
O valor de mercado de valores mobiliários de emissão de companhias brasileiras é influenciado, em diferentes graus, pelas condições econômicas e de mercado de outros países, incluindo países da América Latina, outros países de economia emergente e os Estados Unidos. A reação dos investidores aos acontecimentos nesses outros países pode causar um efeito adverso sobre o valor
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de mercado dos valores mobiliários de companhias brasileiras. Crises nesses países podem reduzir o interesse dos investidores nos valores mobiliários das companhias brasileiras, inclusive os valores mobiliários de emissão da Companhia.
No passado, o desenvolvimento de condições econômicas adversas em outros países do mercado emergente resultou, em geral, na saída de investimentos e, consequentemente, na redução de recursos externos investidos no Brasil. A crise financeira originada nos Estados Unidos no terceiro trimestre de 2008 resultou em um cenário recessivo em escala global, com diversos reflexos, que, direta ou indiretamente, afetaram, e afetam, de forma negativa o mercado acionário e a economia do Brasil, tais como oscilações nas cotações de valores mobiliários de companhias abertas, falta de disponibilidade de crédito, redução de gastos, desaceleração generalizada da economia mundial, instabilidade cambial e pressão inflacionária.
Quaisquer dos acontecimentos acima mencionados poderá dificultar o acesso da Companhia ao mercado de capitais e ao financiamento das suas operações no futuro, em termos aceitáveis ou absolutos.
As desvalorizações do Real com relação ao Dólar podem criar pressões inflacionárias adicionais no Brasil e acarretar aumentos das taxas de juros, podendo afetar de modo negativo a economia brasileira como um todo, bem como nos afetar adversamente.
5.2. Política de gerenciamento de riscos de mercado da Companhia, incluindo objetivos, estratégias e instrumentos:
a. Estratégia de proteção patrimonial (hedge);
A Companhia se protege de aumentos inflacionários ocasionados pela situação econômica brasileira atual por meio de seus contratos de comercialização de energia dado que sua receita também está atrelada às taxas de inflação do mercado.
b. Instrumentos utilizados para proteção patrimonial (hedge)
Contratos de comercialização de energia firmados pela empresa.
c. Parâmetros utilizados para o gerenciamento desses riscos A Companhia tem como prática a
análise e monitoramento constante dos riscos aos quais está exposta e que possam impactar de forma adversa seus negócios, situação financeira e resultados operacionais. A Companhia constantemente monitora mudanças no cenário macroeconômico e setorial que possam influenciar suas atividades, por meio de acompanhamento dos principais indicadores de performance. Para gerenciamento dos riscos de mercado a que está sujeita, a Companhia monitora os seguintes dados: (i) fluxo de recebimentos; (ii) taxa de juros; (iii) taxa de câmbio; e (iv) índice de inflação.
d. Se a Companhia opera instrumentos financeiros com objetivos diversos de proteção patrimonial (hedge) e quais são esses objetivos
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A Companhia não faz uso de instrumentos financeiros com objetivos diversos de proteção patrimonial (hedge).