• Nenhum resultado encontrado

Ponto de equilíbrio contábil e financeiro

4 SISTEMA DE CUSTOS E ANÁLISE DE RESULTADOS PARA UM POSTO DE

4.6 ANÁLISE DO CUSTO, VOLUME E RESULTADO

4.6.2 Ponto de equilíbrio contábil e financeiro

O ponto de equilíbrio contábil é aquele que não há lucro nem prejuízo, onde são levados em conta todos os custos e despesas ocorridos no período, auxiliando no gerenciamento das operações e visualização da situação econômica global da empresa.

Observa-se que no ponto de equilíbrio da empresa a quantidade em litros que precisa ser vendida para poder suprir suas despesas; e se ocorrer vendas abaixo do ponto de equilíbrio a empresa enfrentará prejuízos.

Quadro 22 - Cálculo do ponto de equilíbrio contábil praticado e orientativo em litros Produto Ponto de equilíbrio praticado Ponto de equilíbrio orientativo

Gasolina Aditivada 8.394 8.406

Gasolina Comum 13.136 13.153

Alcool 2.944 2.948

Óleo Diesel 13.769 13.788

TOTAL 38.243 38.294

Fonte: Elaborado pela autora (2015)

Pelo preço de venda orientativo o ponto de equilíbrio contábil teve resultado superior, em razão que o preço de venda praticado foi maior do que o preço de venda orientativo em todos os produtos, um deles é o que tem um volume de vendas muito significativo.

Quadro 23 - Ponto de Equilíbrio Contábil praticado e orientativo em R$

Produto Ponto de equilíbrio praticado Ponto de equilíbrio orientativo

Gasolina Aditivada 29.799,99 29.069,80

Gasolina Comum 45.974,88 45.639,77

Alcool 8.007,59 8.183,37

Óleo Diesel 39.104,42 40.134,08

TOTAL 122.886,88 123.027,01

Fonte: Elaborado pela autora (2015)

Observa-se no quadro 22 o ponto de equilíbrio em faturamento da empresa, e pode-se verificar que o preço de venda praticado é maior que o preço orientativo.

Ao analisarmos o preço de venda praticado na empresa, as vendas não podem ter valores inferiores á 38.243 litros de combustível, onde destes 8.394 litros

são de gasolina aditivada, 13.136 litros de gasolina comum, 2.944 litros de álcool e 13.769 litros de óleo diesel, demonstrando uma condição favorável à empresa, pois está com venda dos produtos tanto nos preços praticado quanto orientativo acima do ponto de equilíbrio.

No gráfico 05 pode-se observar o ponto de equilíbrio contábil e orientativo em ambas as situações: litros e R$.

Gráfico 05 - Ponto de equilíbrio contábil orientativo e praticado

Fonte: Elaborado pela autora (2015)

O ponto de equilíbrio financeiro tem como base somente os custos desembolsados pela empresa.

Quadro 24 - Ponto de equilíbrio financeiro total em litros

Ponto de Equilíbrio Financeiro

Produto Orientativo Praticado

Gasolina Aditivada 8.406 8.394

Gasolina Comum 13.153 13.136

Álcool 2.948 2.944

Óleo Diesel 13.788 13.769

TOTAL 38.294 38.243

Fonte: Dados fornecidos pela empresa

Ao analisar o ponto de equilíbrio financeiro pelos preços orientativo e o preço praticado, notamos que o praticado possui um ponto de equilíbrio menor se comparado com o orientativo, isso ocorre, pois a margem de contribuição média é maior que o preço de venda praticado.

4.6.3 Margem de segurança operacional

A margem de segurança operacional representa a quantidade em valores ou unidades do faturamento que a empresa suportaria sem que ocorra alguma perda ou prejuízo para a mesma.

Segundo Santos (2005, p.57) “margem de segurança operacional (MSO) é o diferencial entre o total de vendas planejadas e as vendas no ponto de equilíbrio de uma empresa”.

O quadro a seguir demostra a margem de segurança em litros encontrada com o preço de venda praticado e o preço de venda orientativo da empresa.

Quadro 25 - Margem de segurança operacional em litros e preço de venda orientativo Margem de Segurança Operacional - Preço de venda orientativo em litros Produto Quantidade vendida Quantidade no PE

Margem seg. operacional MSO (%) Gasolina Aditivada 11.185 8.406 2.779 24,85 Gasolina Comum 17.502 13.153 4.349 24,85 Álcool 3.923 2.948 975 24,85 Óleo Diesel 18.346 13.788 4.558 24,85

Fonte: Elaborado pela autora (2015)

Quadro 26 - Margem de segurança operacional em litros e preço de venda praticado Margem de Segurança Operacional - Preço de venda praticado Posto em litros

Produto Quantidade vendida Quantidade no PE

Margem seg. operacional MSO (%) Gasolina Aditivada 11.185 8.394 2.790 24,95 Gasolina Comum 17.502 13.136 4.366 24,95 Álcool 3.923 2.944 979 24,95 Óleo Diesel 18.346 13.769 4.577 24,95

Fonte: Elaborado pela autora (2015)

Ao fazer a analise das duas margens de segurança operacionais, verifica-se que a margem de segurança praticado é superior em relação a todos os produtos comparado ao preço de venda orientativo.

Gráfico 06 - Margem de segurança operacional em litros

Fonte: Elaborado pela autora (2015)

No gráfico 06 pode-se observar a margem de segurança operacional em litros que a empresa possui.

Pode-se observar que a maior diferença foi com o óleo diesel que ficou com 18,42 litros de margem de segurança operacional com o preço orientativo e, superando a margem de segurança com o preço de venda praticado.

A gasolina aditivada, pelo preço de venda orientativo teve uma margem de segurança de 2.779 litros, e com um preço praticado uma margem de 2.790. A diferença entre estes supera o orientativo em 11,23 litros.

A gasolina comum teve uma diferença de 17,58 litros comparando com a margem de segurança operacional orientativa de 4.348 litros e 4.366 litros de margem operacional praticada.

O álcool possui com o preço de venda praticado uma margem de 3,94 litros a mais que o preço orientativo.

No quadro 27 pode-se observar a margem de segurança operacional em R$ do preço de venda orientativo e praticado. Da mesma forma que na margem de segurança em litros, a margem financeira do preço de venda praticado foi superada pelo preço orientativo de todos os produtos comercializados.

Quadro 27 - Margem de segurança operacional em R$: preço orientativo

Margem de Segurança Operacional - Preço de venda orientativo em R$ Produto Quantidade vendida Quantidade no PE

Margem seg. operacional MSO (%) Gasolina Aditivada 39.705,37 29.069,80 10.635,57 26,79 Gasolina Comum 61.256,72 45.639,77 15.616,95 25,49 Álcool 10.669,28 8.183,37 2.485,91 23,30 Óleo Diesel 52.102,55 40.134,08 11.968,47 22,97

Quadro 28 -Margem de segurança operacional em R$: preço praticado

Margem de Segurança Operacional - Preço de venda praticado em R$ Produto Quantidade vendida Quantidade no PE

Margem seg. operacional MSO (%) Gasolina Aditivada 39.705,37 29.799,99 9.905,38 24,95 Gasolina Comum 61.256,72 45.974,88 15.281,84 24,95 Álcool 10.669,28 8.007,59 2.661,69 24,95 Óleo Diesel 52.102,55 40.104,42 12.998,13 24,95

Fonte: Elaborado pela autora (2015)

Analisando os quadros 27 e 28 pode-se observar que nas duas margens de segurança operacional, que dos produtos comercializados o óleo diesel teve a maior diferença entre as margens de segurança operacionais de R$ 1.029,66, já a margem de segurança com o preço de venda orientativo foi de R$ 11.986,47 e R$ 12.998,13 do praticado.

A gasolina aditivada tem preço de venda orientativo com uma margem de 10.635,57e o preço praticado de R$ 9.905,38, desta forma, a margem orientativa superou o praticado em R$ 730,19.

A gasolina comum tem margem de segurança operacional do preço de venda praticado inferior ao preço de venda orientativo, com uma diferença de R$ 335,11.

No álcool, a margem de segurança operacional de R$ 2.485,91 foi superior ao preço de venda praticado em R$ 175,78.

Gráfico 07 - Margem de segurança operacional em R$

Na empresa estudada a análise da margem de segurança, tanto a orientativa, quanto a praticada, prova que as vendas dos produtos em comercialização estão sendo suficientes para custear todos os custos e despesas de aquisição e comercialização, mesmo possuindo produtos com margem um pouco abaixo do percentual ainda está gerando um resultado positivo e com lucratividade.

4.6.4 Índice de rotatividade dos estoques

Por meio do índice de rotatividade dos estoques, os gestores da empresa reconhecem o giro dos produtos comercializados, possibilitando fazer compras bem planejadas e desta forma garantir uma melhor negociação com a distribuidora.

O quadro 29 a seguir demonstra a quantidade em estoque e a quantidade que foi comprada, a qual não é muita grande, pois as compras acontecem normalmente na semana, sendo baseada conforme a saída dos estoques, pois não necessita de uma pré programação, pois a distribuidora encontra-se localizada em uma cidade vizinha.

Quadro 29 - Índice de rotatividade de estoques em litros do período Índice rotatividade estoques em litros Produto Estoque Inicial Quantidade comprada litros/mês Est. Inicial + Compras mês Quantidade vendida litros/mês Rotatividade no mês Rotatividade por dia Gasolina Aditivada 2.000 29.000 31.000 30.198,45 97,41 3,25 Gasolina Comum 3.000 55.000 58.000 52.505,76 90,53 3,02 Álcool 1.000 12.000 13.000 11.767,59 90,52 3,02 Óleo Diesel 5.000 71.000 76.000 55.037,91 72,42 2,41

Fonte: Elaborado pela autora (2015)

A gasolina aditivada, a gasolina comum e o álcool são os produtos que tem maior rotatividade estoque, ficando a óleo diesel com menor índice de rotatividade, de 72,42% no mês.

O gráfico 08, traz o comparativo da média das entradas e saídas no período em estudo.

Gráfico 08 – Comparativo entre entradas e saídas

Fonte: Elaborado pela autora (2015)

As quantidades em estoque e as compras não tem variação em relação á gasolina comum e o óleo diesel já a quantidade em estoque da gasolina aditivada e o álcool são muito baixas ao total de litros vendidos, pois se tem a disponibilidade de compra semanalmente.

CONCLUSÃO

O objetivo geral desejado neste estudo era de demostrar claramente a empresa pesquisada que as informações geradas pela contabilidade de custos são de muita importância para o seu gerenciamento proporcionando informações que qualificam a gestão, possibilitando a tomada de decisões mais confiáveis.

A contabilidade de custos proporciona a geração de informações para os diversos ramos de atividade de uma entidade, objetivando o processo de gerenciamento, dando suporte para a tomada de decisões, controle e planejamento.

Esse estudo, inicialmente teve coma base à literatura referente ao tema foram consultados diversos autores que auxiliaram no entendimento das teorias sobre a contabilidade de custos, sistema de custos, custos na atividade comercial, gestão de custos, análise gerencial de custos, margem de contribuição, ponto de equilíbrio, margem de segurança operacional e rotatividade dos estoques.

Posteriormente foi realizado o estudo de caso, onde foram coletadas as informações necessárias da empresa a qual, não possui um sistema de custos, para que fosse possível a realização dos cálculos.

Inicialmente foi apurado o custo de aquisição dos combustíveis pelas notas fiscais de compra dos meses de Janeiro á Março de 2015. A maioria dos combustíveis comercializados está enquadrada no regime de substituição tributária, tem o valor do ICMS tributado pela refinaria sendo assim repassada no valor da nota fiscal e está incluída no preço de compra.

Após a apuração dos custos de aquisição das mercadorias, foram levantadas as despesas com pessoal, depreciação, gastos gerais, as quais foram calculadas e relacionadas, representando um total de 12,09% do faturamento total da empresa.

Em seguida foi calculado o preço de venda, utilizando-se do mark-up. Foi possível fazer uma comparação entre o preço calculado orientativo com o preço praticado da empresa de cada produto, com isso pode-se observar que o posto opera com preços acima do preço de venda mínimo calculado em todos os combustíveis, mas o álcool e o óleo diesel tem preço de venda orientativo maior que o praticado pelo posto, e na gasolina aditivada e gasolina comum o preço praticado pelo posto é maior que o preço orientativo. Assim nenhum produto está gerando prejuízo, mas no álcool e óleo diesel a margem de lucro é menor do que 4% e na gasolina aditivada e gasolina comum é maior que os 4% de lucro desejado.

Com estas informações, foi constatado que todos os produtos em estudo, têm margem de contribuição positiva. A gasolina aditivada e a gasolina comum estão acima do preço orientativo e o álcool e o óleo diesel tem valor praticado abaixo do orientativo, porém superior ao mínimo. Já quanto ao ponto de equilíbrio, pode-se constatar que todos os produtos permanecem em equilíbrio positivo apesar de possuir algumas diferenças entre os pontos de equilíbrio pelos preços praticado e preço orientativo.

Na margem de segurança operacional em litros e R$ a empresa ficou com uma margem positiva, apesar de operar com índices abaixo do preço orientativo com a gasolina aditivada e a gasolina comum. O óleo diesel teve maior margem de segurança e o álcool teve a menor margem devido as suas vendas serem inferiores.

Com base na análise do custo, volume e resultado deste trabalho a empresa estudada pode tomar decisões, com o auxilio dos conhecimentos compartilhados e adquiridos quanto aos custos e a formação de preço para comercialização dos produtos em estudo.

Ao concluir este estudo, pode-se dizer que a contabilidade de custos é muito importante, sendo que vai além da formação do preço de venda, pois nela encontram-se muitas informações as quais podem ser usadas no dia a dias da organização, desde que calculada de forma correta e também cuidando as margens dos preços, a empresa terá bons resultados com lucratividade. Trabalhar com uma questão real e auxiliar o gestor da empresa foram de grande responsabilidade e conhecimento, além de ajudar nos problemas relatados pelo gerente quanto à comercialização dos produtos e à medida que as atividades foram se realizando podem-se concluir, o quanto é importante as informações da análise de custos, a margem de contribuição e o ponto de equilíbrio de cada produto comercializado na empresa, a margem de segurança gerada, e a rotatividade dos estoques.

Para mim enquanto acadêmica do Curso de Ciências Contábeis a realização deste estudo foi de grande enriquecimento para meus conhecimentos e futuro profissional, em poder constatar e demostrar o quanto a contabilidade de custos é importante na geração de informações para as empresas, e aquelas que possuir estas informações, auxiliam na gestão quanto à tomada de decisão e consequentemente no sucesso da empresa.

REFERÊNCIAS

BASSO, Irani Paulo. Contabilidade Geral Básica. Ijuí: Unijuí, 4º ed. 2011. 376p.

BERTI, Anélio. Contabilidade e análise de custos. Curitiba: Juruá, 2º edição, 2010. 226p.

BERTO, Dalvio José, BEULKE, Rolando. Gestão de Custos. São Paulo: Saraiva, 2006. 211p.

BEUREN, Ilse Maria. Como Elaborar Trabalhos Monográficos em Contabilidade. 2º ed. São Paulo: Editora Atlas, 2004. 195p.

BORNIA, Antonio Cezar. Análise Gerencial de Custos: aplicação em empresas

modernas. São Paulo: Atlas, 3º ed. 2010. 214p.

KOLIVER, Olivio. Contabilidade de Custos. Curitiba: Juruá, 2010. 552p.

LEONE, George Sebastião Guerra. Custos: Planejamento, Implantação e

Controle. São Paulo: Atlas, 5º ed. 2008. 518p

MARCONI, Marina. de Andrade; LAKATOS, Eva. Maria. Fundamentos de

Metodologia Científica. 5º ed. São Paulo: Atlas, 2003. 311p.

OLIVEIRA, Antonio Benedito Silva. Métodos e Técnicas de Pesquisa em

Contabilidade. São Paulo: Saraiva, 2008. 117p.

PEREZ, José Hermandez Junior; OLIVEIRA, Luís Martins de; COSTA, Rogério Guedes. Gestão Estratégica de Custos. São Paulo: Atlas, 4° edição. 2005. 364p

PORTAL DA CONTABILIDADE. Disponível em:

http://www.portaldecontabilidade.com.br/nbc/nbct19_1.htm . Acesso em 08/06/15.

SANTOS, Joel José dos. Analise de Custos: remodelado com ênfase para

sistema de custeio marginal, relatórios e estudos de casos. São Paulo: Atlas, 4º

ed. 2005. 231p.

VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. São Paulo: Atlas, 5º ed. 2004. 93p.

VIEIRA, Eusélia Paveglio. Iniciação a contabilidade de custos. Ijuí: Unijuí, 2012. 55p.

WERNKE, Rodney. Gestão de Custos: uma abordagem prática. São Paulo: Atlas, 2º ed. 2008. 175p.

ZAMBERLAN, Luciano; RASIA, Pedro Carlos; SOUZA, José Dalmo Silva de; GRISON, Antonio José; GAGLIARDI, André de Oliveira; TEIXAIRA, Enise Barth; DREWS, Gustavo Arno; VIEIRA, Eusélia Paveglio; BRIZZILA, Maria Margarete Baccin; ALLEBRANDT, Sérgio Luis. Pesquisa em ciências sociais aplicada. Ijuí: Unijuí, 2014. 208p.

Documentos relacionados