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Sistema de custos e análise de resultados para um posto de combustíveis

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Academic year: 2021

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DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS, CONTÁBEIS, ECONÔMICAS E DA COMUNICAÇÃO

CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

JOICE MARIA BOHN MATTIONI

SISTEMA DE CUSTOS E ANÁLISE DE RESULTADOS PARA UM POSTO DE COMBUSTÍVEIS

IJUÍ (RS) 2015

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SISTEMA DE CUSTOS E ANÁLISE DE RESULTADOS PARA UM POSTO DE COMBUSTÍVEIS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado no Curso de Ciências Contábeis da UNIJUÍ, como requisito parcial para obtenção do titulo de Bacharel em Ciências Contábeis.

Prof ª Orientadora: Msc. Eusélia Paveglio Vieira

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AGRADECIMENTOS

Agradeço a Deus infinitamente, que sempre esteve presente em minha vida, com luz e suas bênçãos.

Agradeço aos meus pais, Jairo e Marlene, que formaram toda a base da minha educação e sempre acreditaram no meu potencial, pela dedicação, carinho incentivo e apoio.

A ao meu Irmão André e meus familiares que sempre me incentivaram.

Ao meu marido Rodrigo e meu filho Eduardo, que sempre estiveram ao meu lado dando-me carinho e amor e principalmente pela compreensão nos momentos em que estive ausente.

A minha orientadora, Professora Euselia Paveglio Vieira pelos incentivos e ensinamentos, orientação para desenvolvimento deste estudo, tornando possível a finalização deste trabalho.

Aos amigos e familiares pela compreensão, ao proprietário e ao gerente da empresa pela paciência, ajuda mútua e experiências compartilhadas quanto ao estudo de caso realizado na empresa.

A todos que, direta e indiretamente, contribuíram para a realização deste trabalho, que me inspiraram durante a conclusão de mais uma etapa em minha vida os meus sinceros agradecimentos.

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Este estudo tem como tema a proposta de um sistema de custos e análise de resultados para um posto de combustíveis, situado na cidade de Chiapetta/RS, dos meses de Janeiro, Fevereiro e Março de 2015. Seu objetivo principal é de atender as necessidades de informações gerenciais da empresa em estudo. Para isso foi é necessário estudar toda a estrutura da empresa; a metodologia baseou-se em um estudo de caso descritivo, teórico-prático de caráter qualitativo, fundamentados na pesquisa bibliográfica especifica sobre o assunto. O levantamento de dados ocorreu por meio de pesquisa documental, entrevistas informais com o gerente e observação, a fim de levantar informações para conhecer melhor a estrutura da empresa e a necessidade das informações para a tomada de decisões. Os resultados apontam que todos os produtos em estudo, tem margem de contribuição e ponto de equilíbrio positivo, apesar de possuir algumas diferenças entre os preços praticados e preço orientativo.

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Quadro 01 – Ponto de equilíbrio contábil em unidades... 22

Quadro 02 – Ponto de equilíbrio contábil em valor... 23

Quadro 03 – Ponto de equilíbrio financeiro... 23

Quadro 04 – Ponto de equilíbrio econômico... 24

Quadro 05 – Margem de segurança operacional em R$... 25

Quadro 06 – Margem de segurança operacional em unidades... 25

Quadro 07 – Margem de segurança operacional em (%)... 25

Quadro 08 – Número de média de vendas três meses... 36

Quadro 09 – Custo médio de aquisição dos combustíveis de janeiro a março... 37

Quadro 10 – Despesas com pessoal... 38

Quadro 11 – Depreciação... 39

Quadro 12 – Despesas mensais... 40

Quadro 13 – Mark-up do preço orientativo... 41

Quadro 14 – Formação do mark-up e preço de venda orientativo... 42

Quadro 15 – Mark-up preço de venda mínimo... 42

Quadro 16 – Formação do mark-up e preço de venda mínimo... 42

Quadro 17 – Comparativo entre o preço orientativo e o preço praticado... 43

Quadro 18 – Comparativo entre preço de venda mínimo e o praticado... 44

Quadro 19 – Margem de contribuição unitária e resultado por produto... 45

Quadro 20 – Margem de contribuição total: preço orientativo... 47

Quadro 21 – Margem de contribuição total: preço praticado... 47

Quadro 22 – Calculo do ponto de equilíbrio contábil praticado e orientativo em litros... 48

Quadro 23 – Ponto de equilíbrio contábil praticado e orientativo em R$... 48

Quadro 24 – Ponto de equilíbrio financeiro total em litros... 49

Quadro 25 – Margem de segurança operacional em litros e preço de venda orientativo... 50

Quadro 26 – Margem de segurança operacional em litros e preço de venda praticado... 50

Quadro 27– Margem de segurança operacional em R$: preço orientativo... 51

Quadro 28 – Margem de segurança operacional em R$: preço praticado... 52

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Gráfico 01 – Faturamento por produto... 35

Gráfico 02 – Custo médio de aquisição dos combustíveis nos meses de janeiro, fevereiro e março... 37

Gráfico 03 – Comparativo preço de venda: praticado, orientativo e mínimo... 44

Gráfico 04 – Margem de contribuição unitária: orientativo e praticado... 46

Gráfico 05 – Ponto de equilíbrio contábil orientativo e praticado... 49

Gráfico 06 – Margem de segurança operacional em litros... 51

Gráfico 07 – Margem de segurança operacional em R$... 52

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RESUMO... 01 LISTA DE QUADROS... 02 LISTA DE GRÁFICOS... 03 INTRODUÇÃO... 06 1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO... 08 1.1 DEFINIÇÃO DO TEMA... 08 1.2 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA... 08 1.3 PROBLEMATIZAÇÃO DO TEMA... 09 1.4 OBJETIVOS... 10 1.4.1 Objetivo geral... 10 1.4.2 Objetivos específicos... 10 1.5 JUSTIFICATIVA... 11 2 REFERENCIAL TEÓRICO... 12 2.1 CONTABILIDADE... 12 2.1.1 Contabilidade de custos... 13

2.1.2 Classificação dos custos... 14

2.1.3 Custos com pessoal... 15

2.1.4 Depreciação... 17

2.1.5 Métodos de custeio por absorção e variável... 18

2.2 ANÁLISE DE CUSTOS, VOLUME E RESULTADO... 19

2.2.1 Margem de contribuição... 20

2.2.2 Vantagens e desvantagens da margem de contribuição... 21

2.2.3 Ponto de equilíbrio... 21

2.2.4 Margem de segurança operacional... 24

2.3 GESTÃO DE CUSTOS NA ATIVIDADE COMERCIAL... 25

3 METODOLOGIA DE ESTUDO... 28

3.1 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA... 28

3.1.1 Quanto sua natureza... 28

3.1.2 Quanto à forma de abordagem do problema... 28

3.1.3 Quanto aos objetivos... 29

3.1.4 Quanto aos procedimentos técnicos... 30

3.2 COLETA DE DADOS... 31

3.2.1 Instrumentos de coleta de dados... 31

3.3 ANÁLISE DE INTERPRETAÇÃO DOS DADOS... 33

4 SISTEMA DE CUSTOS E ANÁLISE DE RESULTADOS PARA UM POSTO DE COMBUSTÍVEIS... 35

4.1 DESCRIÇÃO DA EMPRESA... 35

4.2 APURAÇÃO DO CUSTO E AQUISIÇÃO DAS MERCADORIAS... 36

4.3 APURAÇÃO DAS DESPESAS COM PESSOAL... 37

4.4 DEPRECIAÇÃO... 38

4.4.1 Apuração das despesas mensais... 39

4.5 FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA... 40

4.5.1Análise comparativa entre preço de venda calculado e preço de venda praticado... 42

4.6 ANÁLISE DO CUSTO, VOLUME E RESULTADO... 45

4.6.1 Cálculo da margem de contribuição... 45

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INTRODUÇÃO

O presente trabalho de conclusão de curso foi elaborado na área de contabilidade de custos, a qual tem um vasto campo de atuação ao profissional a contabilidade e inúmeros assuntos que podem ser abordados, sendo que se buscou aprofundar os conhecimentos na área de sistemas de custos e análises de resultados voltados a um posto de combustíveis com o objetivo de abordar a questão quanto aos preços praticados, o preço de venda mínimo e orientativo, a rotatividade estoques, a margem de contribuição, margem de segurança operacional, ponto de equilíbrio, e a análise dos custos, com base nestas informações, terá uma relativa base sobre o gerenciamento da empresa podendo auxiliá-los na tomada de decisões.

As empresas comerciais são fundamentais para o crescimento do mercado capitalista, uma vez que estas conduzem a sociedade a um maior desenvolvimento sócio econômico, junto com as indústrias, serviços, empresas e demais atividades.

A contabilidade de custos atua sobre os serviços e produtos sejam eles operacionais ou administrativos de uma empresa, tendo por finalidade gerar informações úteis para o gerenciamento de custos pois, estas informações são de extrema influência para o resultado econômico da empresa.

Os custos na atividade comercial incidem desde o momento da compra até a revenda das mercadorias, basicamente pode-se dizer que são os serviços produzidos pela empresa aos clientes, as quais geram informações através da margem de lucro e formação de preço que e influenciam diretamente na tomada de decisão relacionada à comercialização das mercadorias.

Neste sentido, o referido estudo tem por objetivo, a elaboração de um sistema de custos, o qual ira apurar os custos da empresa e a formação do preço de venda para uma posterior análise dos resultados, tendo como propósito contribuir com informações ao nível gerencial, possibilitando a empresa melhorar os resultados econômicos e financeiros.

Inicialmente o estudo apresenta sua contextualização, no qual é abordado o tema em estudo, a caracterização da empresa, o problema, os objetivos, e a justificativa. Em seguida o referencial teórico, o qual apresenta os conceitos de contabilidade, contabilidade de custos e sua classificação, depreciação, os métodos

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de custeio (variável e absorção), a margem de contribuição, o ponto de equilíbrio e a margem de segurança operacional.

Apresenta-se também a metodologia de estudo que foi usada e a classificação da pesquisa quanto à natureza; quanto à forma de abordagem do problema; quanto os objetivos; os procedimentos técnicos; coleta, análise e interpretação dos dados.

No quarto capitulo apresenta-se o estudo aplicado, onde todas as informações que foram levantadas na empresa como custos de aquisição, despesas mensais, custos diretos e indiretos, depreciação, formação de preço de venda, margem de contribuição, ponto de equilíbrio e margem de segurança operacional estão demonstradas em cálculos, quadros e gráficos.

Por fim apresentou-se a conclusão e as referências consultadas para a realização deste trabalho de conclusão de curso (TCC).

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1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO

Este estudo aborda a elaboração de um sistema de custos e análise de resultados em um posto de combustíveis. Para isso, no primeiro capitulo deste relatório é abordada a definição do tema, a caracterização da entidade, seguido da definição do problema, dos objetivos e da justificativa.

1.1 DEFINIÇÃO DO TEMA EM ESTUDO

A contabilidade proporciona diversas áreas de atuação enquanto profissional Contador, sendo uma delas a contabilidade de custos, que possibilita uma visão dos fatos contábeis, econômicos e financeiros, garantindo deste modo um melhor gerenciamento da empresa. Neste sentido, a proposta do estudo é a aplicação de um sistema de custos e análise de resultados em um comércio varejista de combustíveis.

1.2 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA

O estudo foi desenvolvido na cidade de Chiapetta na região noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, em uma empresa com atividades no ramo de comércio de combustíveis, tendo como nome fantasia Posto Gargamel.

A empresa iniciou suas atividades no dia 07 de Junho de 2008, tendo como principais produtos comercializados: combustíveis sendo eles gasolina comum, gasolina aditivada, álcool, diesel, óleos lubrificantes, filtros, graxa e, prestação de serviços de troca de óleos e lubrificação. Sendo que o serviço de lavagem e borracharia é terceirizado.

O Posto conta com uma equipe de 04 funcionários, sendo um gerente e três frentistas. O faturamento médio mensal fica em torno de R$ 200.000,00 e está enquadrada fiscalmente como Lucro Presumido. A média de venda mensal em litros de combustíveis a gasolina comum 20.000 litros, gasolina aditivada 15.000 litros, álcool 5.000 litros e diesel 20.000 litros.

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1.3 PROBLEMATIZAÇÃO DO TEMA

A Contabilidade de Custos destina-se a gerar informações para os vários níveis gerenciais de uma empresa, assim como dar auxilio as funções de planejamento, determinação de desempenho e controle das operações, a fim de atender os usuários internos, proporcionando um suporte à empresa no gerenciamento e na tomada de decisão.

Assim, a Contabilidade de Custos possibilita produzir várias informações para os diversos níveis gerenciais de uma determinada empresa, onde essas informações irão suprir principalmente as demandas dos usuários internos e também pode gerar algumas aos usuários externos.

Nesta linha a gestão de custos na atividade comercial tem uma maior eficiência na demanda de informação quanto à área gerencial, pois os custos partem desde a aquisição das mercadorias levantamento das despesas, formação de preço de venda além das informações referente a custo, volume e resultado, possibilitando desta forma maior gerenciamento em busca da lucratividade.

Segundo os autores Berto, Beulke (2006, p.21):

Quando se aborda qualquer tema de custos, o que se pretende em última estância, o que se subjacente á discussão, é a preservação da substância patrimonial. Com efeito, todos os esforços empreendidos para captar dados e estruturá-los, desenvolver modelos, transmitir a conceituação, treinar os usuários e mobilizá-los para que o seu uso adequado no processo decisório têm como objetivo principal possibilitar a manutenção e o crescimento do valor patrimonial.

Com o aumento do ambiente concorrencial e a complexidade do sistema de produção, as informações geradas pela contabilidade e gestão de custos são potencialmente úteis ao gerenciamento da atividade, da mesma forma que o sistema de custos pode ajudar por meio do auxilio ao controle, indicando problemas ou situações não previstas por meio de comparações com padrões e orçamentos, e a tomada de decisão.

Neste sentido, Bornia (2010, p.32) diz o seguinte:

(...) o sistema de custos deve estar em sintonia com o de gestão, para que as informações geradas produzam bons resultados. Em outras palavras, o sistema de custos deve se adaptar ás necessidades do sistema de gestão, a fim de que os gerentes sejam capazes de utilizar plenamente as informações fornecidas. Para enfrentar o atual ambiente competitivo que se

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apresenta a empresa moderna, é necessário que o sistema de gestão adapte-se a essa situação (...).

A análise de um sistema de custos pode ser realizada com base nas informações geradas, as quais podem suprir as necessidades informacionais da gestão da empresa, permitindo deste modo uma melhor visão operacional do método de custeio e das informações originadas pelos dados que foram processados. Deste modo o Posto de Combustíveis busca saber se o preço de venda praticado esta gerando um uma margem de lucro satisfatório sendo que não possui atualmente um sistema de controle de seus custos.

Diante deste contexto questiona-se: Qual a contribuição de um sistema de custos e da análise dos resultados no gerenciamento de um posto de combustíveis?

1.4 OBJETIVOS

A partir do problema apresentado, foram estabelecidos os objetivos para serem alcançados por meio da realização do estudo.

1.4.1 Objetivo geral

O estudo tem como objetivo geral estruturar um sistema de custos e análise de resultados para um posto de combustíveis que contribua com informações para o seu gerenciamento.

1.4.2 Objetivos específicos

. Revisar conceitualmente os conhecimentos ligados à contabilidade de custos; . Apresentar o diagnóstico da empresa;

. Apurar o custo de aquisição dos combustíveis; . Levantar as despesas operacionais;

. Avaliar a formação de preços;

. Analisar a relação custo, volume e resultados;

. Levantar as informações geradas pelo sistema que possam auxiliar os gestores na tomada de decisão.

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1.5 JUSTIFICATIVA

Por meio deste estudo pode-se verificar que os dados apurados na contabilidade de custos podem permitir ao gestor transformar em informações que possam determinar preços mais vantajosos e competitivos, desenvolvendo assim alternativas para subsidiar os gestores na solução de problemas relativos à tomada de decisões.

Para o posto de combustíveis Gargamel foi muito importante à realização deste trabalho, pois é uma maneira de analisar problemas já existentes e tentar buscar soluções que possam servir de suporte para melhorar o resultado econômico e financeiro.

Para a Universidade e para o Curso de Ciências Contábeis, e também para a sociedade, este estudo pode contribuir para ressaltar a importância da contabilidade e gestão de custos nas empresas da atividade comercial, de modo a garantir uma visão mais ampla em relação à análise de custos, volume e resultado.

Na condição de acadêmica, este estudo possibilitou a aplicação dos estudos teóricos e práticos na vida da empresa, de modo que pode buscar informações e seguir alternativas para ajudar na gestão dos problemas, e na tomada de decisões, as quais podem influenciar na busca por uma maior lucratividade.

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2. REFERENCIAL TEÓRICO

O referente estudo é voltado à contribuição da analise de custos e seus indicadores para um melhor gerenciamento da empresa. Sendo assim, o referencial teórico inicia com a conceituação da contabilidade, contabilidade de custos, gestão de custos focada a atividade comercial, relacionadas na sequência.

2.1 CONTABILIDADE

A contabilidade registra todos os fatos de uma empresa; desde suas expressões monetárias, há informações que possam expor situações econômicas, financeiras e patrimoniais da empresa.

De acordo com Franco (1983 apud BASSO, 2011, p.26):

Contabilidade é a ciência que estuda, controla e interpreta os fatos ocorridos no patrimônio das entidades, mediante o registro, a demonstração expositiva e a revelação desses fatos, com o fim de oferecer informações sobre a composição do patrimônio, suas variações e o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial.

A Contabilidade tem como objeto de estudo o patrimônio, o qual é formado por bens, direitos e obrigações; e se baseia em relatórios nos aspectos quantitativos e qualitativos para gerar informações que permitem o planejamento para a previsão de orçamentos e a programação de metas, projetos e atividades que possam vir a influenciar quanto ao processo decisório nas empresas.

Segundo Oliveira (2008, p.52):

A Contabilidade estuda o patrimônio em seus aspectos qualitativos e quantitativos e variações, buscando entender e prever o seu comportamento. Do ponto de vista quantitativo, a Contabilidade analisa o patrimônio como fundo de valores, ou seja, preocupa-se com a quantificação dos diversos elementos que compõem o patrimônio (...).

Contabilidade representa toda a riqueza de um patrimônio, e através das informações geradas, pode-se ter um melhor planejamento e controle, em relação à tomada de decisão e o futuro da organização.

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2.1.1 Contabilidade de custos

A contabilidade de custos procede da contabilidade financeira e da contabilidade geral, tem como objetivo a solução de problemas como a da mensuração monetária dos estoques e do maior resultado das empresas. É capaz de trazer informações que possam ser utilizadas como ferramentas gerenciais a administração.

Segundo Bornia (2010, p.12):

Com o crescimento das empresas e o consequente aumento da complexidade do sistema produtivo, constatou-se que as informações fornecidas pela contabilidade de custos eram potencialmente úteis ao auxilio gerencial, extrapolando a mera determinação contábil do resultado do período.

A Contabilidade de Custos trabalha e organiza, acumula, analisa e interpreta os diversos dados sejam eles operacionais, monetários, físicos e seus indicadores. Ela também fornece informações de custos diferentes para atender a necessidades gerenciais diferentes.

Conforme Vieira (2012, p.04):

Especificamente a Contabilidade de Custos tem como objetivos: - Avaliação de estoques;

- Atendimento das exigências fiscais; - Determinação do resultado;

- Planejamento;

- Formação do preço de venda; - Controle gerencial;

- Avaliação de desempenho; - Controle operacional; - Análise de alternativas;

- Estabelecimento de parâmetros; - Obtenção de dados para orçamentos; - Tomada de decisão.

Após serem identificados e coletados os objetivos, a contabilidade de custos os registra de forma organizada para que em seguida estes dados possam ser avaliados e analisados de modo a gerarem dadas e informações relevantes que possam influenciar quanto à tomada de decisão dentro das empresas e auxiliar as diversas necessidades gerenciais.

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2.1.2 Classificação dos custos

Os custos são classificados quanto a sua identificação em custos e despesas diretas e indiretas e quanto ao volume de produção em custos e despesas fixas e variáveis.

Segundo Wernke (2011, p.36):

Os custos de despesas diretas são os gastos fácil ou diretamente atribuíveis a cada mercadoria comercializada no período. São aqueles custos e despesas que podem ser identificados com facilidade como apropriáveis a este a aquele item vendido. Por suas características próprias e objetividade de identificação, esses gastos são atribuídos ás mercadorias com base nos controles internos (notas fiscais de compra e de venda, principalmente) (...).

De acordo com Berto, Beulke (2006, p.22):

(...) custos e despesas diretas devem ser identificados em cada unidade vendida (...) referem-se ás despesas financeiras decorrentes do financiamento do período de estocagem interna da mercadoria na empresa, mais eventuais prazos concedidos para os recebimentos dos valores vendidos (...).

Os custos e despesas diretas são aqueles gastos que podem ser identificados como elemento de custeio; são também identificados os geradores dos custos que assumirá os valores pelo produto.

Segundo Wernke (2008) os custos e despesas indiretas correspondem aos gastos que não podem ser separados dos produtos ou atividades operacionais de forma direta ou objetiva, e se na ocorrência de alguma atribuição nestes produtos, somente será através do critério de rateio.

Segundo Berto, Beulke (2006) os custos e despesas indiretas mantém o funcionamento das atividades; tendo como particularidade a inviabilidade de serem identificadas, medidas e qualificadas inteiramente nas unidades comercializadas.

Os custos e despesas indiretas envolvem todos os gastos difíceis de serem identificados dentre as mercadorias vendidas os quais só serão percebidos através do critério de rateio.

Para Wernke (2008, p.14):

Custos variáveis são os que estão diretamente relacionados com o volume de produção ou venda. Quanto maior for o volume de produção, maiores serão os custos variáveis totais. São os valores consumidos ou aplicados

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que tem seu crescimento vinculado a quantidade produzida pela empresa (...)

De acordo com Berto, Beulke (2006, p.23) a classificação dos custos e despesas variáveis:

(...) não esta necessariamente relacionada com a identificação em si entre custos/despesas com o produto/mercadoria/serviço. Na realidade, o foco destes custos/despesas esta mais relacionado com o volume vendido. Constituem valores que se modificam em relação direta com o volume vendido (...)

Segundo Koliver (2010) os custos variáveis encontram-se interligados com os custos finais, os quais somente discorrem no momento em que forem produzidos algum produto ou serviço, e no momento de sua comercialização.

Os custos e despesas variáveis estão inteiramente relacionados com as vendas e o volume de produção sendo que quanto maior for à produção maior serão as variáveis do período.

Para Wernke (2011, p.32) os custos e despesas fixas são:

(...) aqueles gastos cujos valores totais tendem a permanecer constantes ("fixos") mesmo havendo alterações no nível de faturamento (vendas) do período. São os gastos que têm seu montante definido independente de oscilações no valor da venda, não possuindo qualquer vinculação como aumento ou redução do número de unidades comercializados no mês (...)

No entendimento de Bertó, Beulke (2006, p.23):

(...) os custos e despesas fixas tem como característica a de se manter inalterados face ao volume de atividades, dentro de certos limites de capacidade, ou seja, não se modificam em razão do crescimento ou da retração do volume vendido.

Os custos e despesas fixas não variam em relação ao volume de produção nem quanto às atividades operacionais, permanecendo os seus valores iguais independente dos custos.

2.1.3 Custos com pessoal

Os custos com pessoal ou mão-de-obra, são utilizados para transformação de diversos materiais em produtos, tendo assim grande influência na formação dos

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custos nas empresas por meio dos cálculos de diversos fatores como horas com pessoal, quantidade de funcionários entre outros que influenciam nos custos por produto.

Koliver (2010, p.174) afirma que:

A mão-de-obra ou, mais precisamente, os custos com pessoal, representa ainda hoje, fator de grande importância na formação dos custos da maioria das empresas em nosso país, apesar das modificação havidas na estrutura dos custos nos últimos anos com o crescimento de outras espécies de custos, com a freqüência na modalidade de custos indiretos (...)

Complementando a ideia Koliver (2010, p.175) relata que:

Nas entidades nas quais há centros de custos de produção com apropriação efetuada com base no custo hora-homem, isto é, tempos-homem diretos por produtor final dos custos, o processamento dos custos com a mão de obra apresenta mais um aspecto relevante: a necessidade da separação entre mão-de-obra direta e indireta (...).

A mão-de-obra direta refere-se à transformação dos materiais diretos em produto, os quais envolvem diretamente o pessoal da empresa de modo que seja mensurado posteriormente.

Para Bornia (2010, p.16) "os custos de mão-de-obra direta são aqueles diretamente relacionados com os trabalhadores em atividade de confecção do produto, isto é, representam os salários dos operários diretamente envolvidos com a produção."

Santos (2005, p.33) assevera que "mão-de-obra direta, bem como os respectivos encargos sociais, podem ser claramente identificada com o volume operacional de atividade (unidades produzidas, hora-máquina ou homens-hora)".

A mão-de-obra indireta é aquela cujo trabalho envolvido não pode ser totalmente identificado na elaboração de determinado produto.

Segundo Bornia (2010, p.16) "os custos indiretos de fabricação são todos os demais custos de produção (materiais de consumo, mão-de-obra indireta, depreciação, energia elétrica, telefone, água, etc)".

Na mesma linha de pensamento Santos (2005, p. 34) relata que custos indiretos de produção são: “Os outros custos que complementam uma atividade e são incorridos de forma indireta ou geral, beneficiando desta maneira, todos os bens ou serviços produzidos ou serviços prestados (...)”

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Os custos com mão-de-obra de uma empresa irão variar conforme a o ramo de atividade e estrutura desempenhada por esta e quanto à empresa esta disposta a aplicar em tecnologia e qualificação profissional.

2.1.4 Depreciação

A depreciação de um modo geral refere-se à perda de valor de um determinado bem, sendo bens físicos, os quais estão sujeitos a desgastes e deterioração, perdendo sua utilidade por ação da natureza ou vida útil.

Segundo Santos (2005, p.123):

O bem é depreciado em função do uso e da ação de elementos da natureza, que poderá torná-lo inadequado, e também absoleto, em razão do aparecimento de tecnologias mais avançadas.

O ideal seria que a maquina, que trabalha para que a receita de venda seja realizada, também recebesse sua remuneração por intermédio da constituição de um fundo bancário de reposição, pelo valor depreciado mensalmente, de modo que essa fosse reposta no final de sua vida útil.

Koliver (2010, p.162) afirma que:

A depreciação representa em termo s econômicos, a perda de valor dos bens materiais integrantes do ativo imobilizado de uma entidade. Já na visão puramente financeira, o processo de transferência de valores do imobilizado para o ativo circulante, até o disponível, desde que a receita gerada pelos produtos ou serviços que a causaram, permita sua recuperação integral. Contabilmente, parte das depreciações, daquela derivada do ato de produzir ou fabricar, faz obrigatoriamente parte dos agregados de custos que são os estoques de produtos ou serviços, em andamento ou prontos.

No entendimento de Basso (2011, p.262) "depreciação corresponde à perda de valor dos direitos que tem por objeto bens físicos, sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência".

Conforme a NBC T 19.5 refere-se à depreciação como uma redução do valor dos bens pelo desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência.

Pode-se ressaltar que havendo depreciação no imobilizado ocorre uma redução do ativo ou perda de valor destes bens, uma vez ocorrida por desgastes naturais ou pelo seu manuseio.

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2.1.5 Métodos de custeio por absorção e variável

O método de custeio variável é empregado para fins de gerenciamento, pois fornece informações que auxiliam na gestão da empresa, onde se considera apenas os custos variáveis que foram comercializados, pois apenas estes variam conforme o volume do período.

Santos (2005, p.88) traz a concepção de que os o custeio variável:

(...) absorve somente os custos que incidem diretamente sobre si mesmo (custos variáveis para produzir e vender), mas a diferença entre o preço líquido de vendas e o custo unitário variável, chamada lucro marginal (LM), deve contribuir tanto para absorver os custos fixos como para a obtenção do lucro total da empresa (...).

De acordo com Bornia (2010, p.35) "o custeio variável esta relacionado principalmente com a utilização de custos para o apoio a decisões a curto prazo, quando os custos variáveis se tornam relevantes e os custos fixos não".

Segundo Wernke (2008) os custos variáveis preveem a apropriação no âmbito gerencial, atendendo somente os custos variáveis das mercadorias comercializadas, sendo que os custos fixos encontram-se separados e são identificados como despesas.

Com base neste método as empresas podem prever um melhor resultado de cada produto, pois estes apresentam os custos que variam em relação ao volume fabricado e vendido, podendo desta forma ressaltar uma maior rentabilidade.

O método de custeio por absorção considera todos os custos de fabricação sejam eles variáveis ou fixos para fins de apuração mediante critério de rateio com o objetivo de determinar a rentabilidade de cada ramo de atividade desempenhada na empresa.

Segundo Berto, Beulke (2006, p.32) o custeio por absorção caracteriza-se:

Pela apropriação de todos os custos ou produtos (tanto variáveis como fixos, ou então tanto diretos como indiretos). A conseqüência é que neste sistema se obtem um custo total do produto/mercadoria ou serviço, que, acrescido de um resultado desejado, aponta um certo preço de venda. (sic)

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O custeio por absorção atribui aos produtos todos os custos da área de fabricação, sejam eles definidos como custos diretos ou indiretos, ou como custos fixos. Utiliza, então, o procedimento de fazer com que cada produto absorva parcela dos custos diretos e indiretos relacionados à fabricação.

Segundo Bornia (2010) esse sistema de custeio por absorção relaciona-se principalmente com a avaliação de estoques, ou seja, com a utilização da contabilidade de custos como sendo uma extensão da contabilidade financeira, a qual fornece informações para os usuários externos da empresa.

Este método representa a absorção de todos os custos de fabricação através do critério de rateio, para fins de formação de custos de produção do produto acabado.

2.2 ANÁLISE DO CUSTO, VOLUME E RESULTADO

A análise de custo/volume/resultado é um instrumento muito usado para as decisões gerenciais, pois envolve informações sobre a margem de contribuição, ponto de equilíbrio e margem de segurança.

Segundo Bornia (2010, p.54) "os fundamentos da análise de custo-volume-lucro estão intimamente relacionados ao uso de sistemas de custos para auxiliar a tomada de decisões de curto prazo (...)”.

Para Wernke (2008, p.41):

As análises de custo/volume/lucro são modelos que visam demonstrar, de forma gráfica ou matemática, a inter-relaçãos existentes entre as vendas, os custos (fixos ou varíaveis), o nível de atividade desenvolvido e o lucro alcançado ou desejado. Seu estudo proporciona respostas a questões relacionadas ao que acontecerá com o lucro da empresa se ocorrer:

a) aumento ou diminuição do custo (variável ou fixo); b) diminuição ou aumento do volume de vendas; e c) redução ou majoração dos preços de venda.

A análise do custo-volume-lucro possibilita o planejamento do lucro da empresa através de alterações possíveis nas quantidades vendidas e nos custos totais.

(23)

2.2.1 Margem de contribuição

A margem de contribuição é importante para o gerenciamento de uma empresa, pois através dela pode-se obter a diferença entre os custos e despesas variáveis e as receitas, facilitando a formação do preço de venda.

Segundo Wernke (2008) a margem de contribuição definida bem como o valor (em $) que cada unidade comercializada, contribuiu para, primeiramente, pagar os gastos fixos mensais e, em seguida, gerar o resultado final do período.

Para Bornia (2010, p.55) a margem de contribuição:

É o montante de receita diminuído dos custos variáveis. A margem de contribuição unitária, analogamente, é o preço de venda menos o custo variáveis unitários do produto (...). A razão da contribuição é a margem de contribuição dividida pela receita, ou margem de contribuição unitária dividida pelo preço de venda (...) está ligada ao lucro do produto e a razão de contribuição relaciona-se com sua rentabilidade (lucratividade/investimento).

Conforme Bertó, Beulke (2006, p.217) a margem de contribuição:

Tende a permanecer constante nos diversos níveis de produção (em termos reais, essa constância não é absoluta, mas pode assim ser admitida para efeitos de raciocínio). Isso permite constatar que praticamente não ocorrendo ingerência do nível de produção na margem de contribuição unitária. Em conseqüência, uma variação da margem, a preço de venda constantes, indica variação efetiva do valor dos insumos. Essa informação é importante para o administrador mercadológico sobre como vai orientar a política de preços dos produtos. Numa conjuntura inflacionária, a redução da margem de contribuição por unidade indica um efetivo aumento no valor dos insumos, o que, em relação aos custos, ao menos, implicaria a necessidade de um reajuste no preço de venda. Isso porque, quando se trata de custos, acréscimos no valor dos insumos sugerem sempre repasses para o preço de venda. Já não se pode afirmar mesma coisa em relação ás variáveis dos níveos de produção, que, o rigor, jamais devem ser repassados ao preço.

É fundamental o estudo sobre a margem de contribuição, pois ela proporciona informações que podem auxiliar a tomada de decisões de curto prazo através de redução de custos presentes nas análises e redução dos preços e linhas de produção.

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2.2.2 Vantagens e desvantagens da margem de contribuição

A margem de contribuição tem por finalidade a avaliação de estoques, análise e tomada de decisão, pois verifica-se os custos de produção e serviços prestados evidenciando como cada produto ou serviço contribui para reduzir os gastos fixos da empresa e a formação do lucro.

De acordo com Wernke (2011, p.85) a Margem de Contribuição:

a) permite viabilidade de aceitação de pedidos em condições especiais (...) b) auxiliam a administração a decidir que mercadorias devem merecer maior prioridade de divulgação ou melhor exposição nas gôndolas ou prateleiras; c) identificam quais mercadorias geram resultado negativo, mas que devem ser toleradas pelos benefícios de vendas que possam trazer a outros produtos (...)

d) facilidade em decisão em qualquer segmento de comercialização devem ser ampliados, restringidos ou até abandonados, pois quanto maior a margem de contribuição total proporcionada, mais interessante se torna a comercialização da mercadoria pela sua capacidade de geração de caixa; e) podem se usadas para avaliar alternativas quanto a reduções de preços, descontos especiais, campanhas publicitárias, especiais e uso de prêmios para aumentar o volume de venda (...)

f) a margem de contribuição auxilia os gestores a entender a relação entre custo, volume, preço e lucro, fundamentado tecnicamente as decisões de venda do comércio varejista.

A Margem de Contribuição é importante, pois leva a tomada de decisão em longo prazo e em curto prazo, mas destaca-se que não se pode desprezar os custos, despesas e gastos fixos, pois a não correta utilização destes dados pode ocasionar em resultados incorretos originando problemas futuros no capital da empresa.

2.2.3 Ponto de equilíbrio

No ponto de equilíbrio não há lucro nem prejuízo, ou seja, todas as receitas e custos totais são iguais, sendo que o lucro é igual à zero. Representando assim um contentamento para a empresa em termos quantitativos, pois significa que esta conseguindo encobrir todos os seus custos, uma vez que a partir deste momento é que a empresa ira começar a dar lucro.

De acordo com Santos (2005, p.46) "o ponto de equilíbrio será obtido quando o total dos lucros marginais, de todos os produtos comercializados, equivalerem ao custo estrutural fixo do mesmo período de tempo objeto de análise".

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Wernke (2008) explica que o ponto de equilíbrio simboliza o nível de vendas que a empresa atua sem nenhum lucro ou prejuízo ou seja, a quantidades de unidades comercializadas no ponto de equilíbrio é o satisfatório para a empresa conseguir pagar seus custos fixos e variáveis, sem gerar receita.

Bornia (2010, p.63) destaca que há três pontos de equilíbrio, sendo que :

A diferença fundamental entre os três pontos de equilíbrio são os custos e despesas fixos a serem considerados em cada caso. No ponte de equilíbrio contábil, são levados em conta todos os custos e despesas contábeis relacionados com funcionamento da empresa. Já para o ponto de equilíbrio econômico, são também imputados nos custos e despesas fixos considerados todos os custos de oportunidade referentes ao capital próprio, ao possível aluguel das edificações (caso a empresa seja a proprietária), e outros do gênero. No caso do ponto de equilíbrio financeiro, os custos considerados são apenas os custos desembolsados, que realmente oneram financeiramente a empresa.

Segundo Wernke (2011, p.113/114):

O ponto de equilíbrio contábil em unidades informa a quantidade de mercadorias (metros, quilos, litros, peças, etc) que devem ser vendidas para que o resultado da loja no período seja nulo (não haja lucro nem prejuízo). O ponto de equilíbrio em valor permite calcular o valor mínimo de vendas (em $) que a loja deve conseguir para que não tenha lucro e nem prejuízo.

Na mesma linha de pensamento Wernke (2008, p.51) relatam que:

O ponto de equilíbrio contábil em unidades pode ser considerado o mais utilizado no cotidiano do analista de custos, tendo em vista sua facilidade de entendimento e obtenção, bem como as muitas aplicações a que pode ser destinado. O ponto de equilíbrio contábil em valor tem maior utilidade aqueles executivos que preferem tomar decisões considerando as informações em moeda corrente. Sua utilização concomitante ao ponto de equilíbrio em unidades é comum e ambos têm o mesmo significado em termos decisóriais.

Segundo o mesmo autor o ponto de equilíbrio contábil em unidades (PEC un) e ponto de equilíbrio contábil em valor (PEC valor) é obtido pelas seguintes fórmulas:

Quadro 1 - Ponto de Equilíbrio Contábil em Unidades

Custos fixos $

PEC un. = --- Margem de contribuição unitária $ Fonte: Wernke (2008, p.50)

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Quadro 2 - Ponto de Equilíbrio Contábil em Valor

Custos fixos $

PEC valor = --- Margem de contribuição unitária (%) Fonte: Wernke (2008, p.51)

O ponto de equilíbrio financeiro segundo Bornia (2010, p.63) "nos informa o quanto a empresa terá de vender para não ficar sem dinheiro para cobrir suas necessidades de desembolso".

Nessa linha Wernke (2008, p.52) que:

(...) o ponto de equilíbrio financeiro, calcula-se o nível de atividade (...) suficiente para pagar os custos e despesas variáveis, os custos fixos (...) e outras dividas que a empresa tenha de saldar no período como empréstimos e financiamentos bancários.

Segundo o autor, a fórmula do ponto de equilíbrio financeiro (PE fin) em quantidades é:

Quadro 3 - Ponto de Equilíbrio Financeiro

Custos fixos ($) - Depreciações ($) + Dívidas do período PE fin = ---

Margem de contribuição unitária ($) Fonte: Wernke (2008, p.52)

No entendimento de Santos (2005, p.52) "o ponto de equilíbrio econômico é aquele em que as receitas totais são iguais aos custos totais acrescidos de um lucro mínimo de retorno no capital investido".

Segundo Bornia (2010, p.63):

O ponto de equilíbrio econômico mostra a rentabilidade real que a atividade escolhida traz, confrontando-a com outras opções de investimento. Naturalmente os custos imputados são um quanto subjetivos e deve-se ter em conta que se trata se um instrumento gerencial, não representando custos realmente incorridos, mas apenas comparando possíveis aplicações alternativas do capital.

De acordo com Wernke (2011, p. 116) "para se calcular o ponto de equilíbrio econômico basta incluir a variável "lucros desejados" na formula, conforme mencionado a baixo".

(27)

Quadro 4 - Ponto de Equilíbrio Econômico

Custos fixos ($) + Lucro desejado ($) PE Econ. (unid.) = ---

Margem de contribuição unitária ($) Fonte: Wernke (2008, p.53)

Pode-se dizer que o fato de uma empresa ter maior rentabilidade no mercado que esta inserida justifica-se pelas informações geradas pela análise dos pontos de equilíbrio das receitas e despesas, os quais possibilitam uma correta tomada de decisão da gestão da empresa proporcionando um maior sucesso financeiro.

2.2.4 Margem de segurança operacional

A margem de segurança operacional consiste nas quantidades de vendas apresentadas no ponto de equilíbrio e o que realmente a empresa pode produzir naquele determinado momento.

Segundo Wernke (2011, p.137) a margem de segurança operacional é considerada:

O terceiro componente da análise custo/volume/lucro e representa o volume de faturamento que supera as vendas calculadas no ponto de equilíbrio. Ou seja, representa o nível de redução no faturamento que a loja suportaria sem que passasse a operar com prejuízo.

Para Santos (2005, p.57) entende-se por "margem de segurança operacional (MSO) o diferencial entre o total de vendas planejadas e as vendas no ponto de equilíbrio de uma empresa".

Segundo Bornia (2010) a margem de segurança é o restante do lucro da empresa sobre o lucro do ponto de equilíbrio. Portanto, simboliza o quanto às vendas podem decrescer sem que ocorra algum perda ou prejuízo para a empresa.

De acordo com Wernke (2008, p.62) "a margem de segurança (MS) pode ser expressa quantitativamente, em unidades físicas ou monetárias, ou sob a forma porcentual. Para a obtenção da margem de segurança pode ser utilizadas as seguintes fórmulas":

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Quadro 5 - Margem de segurança operacional em R$.

MSO valor ($) = vendas efetivas ($) - vendas no ponto de equilíbrio ($) Fonte: Wernke (2008, p.62)

Quadro 6 - Margem de segurança operacional em unidades.

MSO unid = vendas efetivas em unidades – vendas em unidades no ponto de equilibrio Fonte: Wernke (2008, p.62)

Quadro 7 - Margem de segurança operacional em (%). Margem de segurança ($) MSO porcentual (%) = --- Vendas totais ($)

Fonte: Wernke (2008, p.62)

Em termos operacionais a margem de segurança operacional deve ser sempre superior ao ponto de equilíbrio, pois desta forma há maiores possibilidades de comercialização e negociação de preços entre os clientes, sem risco de prejuízos para a empresa.

2.3 GESTÃO DE CUSTOS NA ATIVIDADE COMERCIAL

As empresas comerciais devido ao crescimento da economia mundial nos vários setores de produtos e serviços nos dias de hoje, busca uma maior liderança de mercado por meio do vasto ambiente de negócio o qual está cada vez mais concorrencial devido ás informações geradas pelos gerenciadores de custos a fim de uma maior lucratividade.

Segundo Wernke (2008, p.127) atualmente, a determinação de preço de venda esta cada vez mais influenciada por fatores de mercado e menos por fatores internos (...)

De acordo com Perez Jr, Oliveira; Costa (2005, p.315):

Para adaptar-se ao novo mundo de profundas transformações, as organizações precisam valer-se de sistemas de gestão estratégica de seus custos. Nesse sentido, a gestão baseada em atividades representa uma importante mudança na filosofia de administrar os custos para a produção de bens e prestação de serviços, ao exigir maior detalhamento e contínuo acompanhamento de consumo de recursos, estabelecendo controles

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eficazes e prévio planejamento das modificações necessárias para a otimização dos investimentos estratégicos.

As empresas possuem uma preocupação quanto ao nível de competitividade e gerenciamento de seus custos no mercado e qualidade de seus produtos.

Martin (1999 apud PEREZ Jr. OLIVEIRA; COSTA 2005, p.316) já havia destacado tais aspectos de que toda empresa está submetida aos imperativos da competitividade, em função dos quais se vê forçada a encontrar constantemente novos meios de executar a transformação produtiva para superar seus concorrentes.

Para Wernke (2008, p.126):

A correta formação de preço de venda é questão fundamental para sobrevivência e crescimento das empresas, independente do porte e de área de atuação (...). No cálculo de preço de venda, as empresas devem procurar valores que:

a) Maximizem os lucros;

b) Possibilitem alcançar as metas de vendas com tal preço; c) Permitem otimização do capital investido; e

d) Proporcionem a utilização eficaz da capacidade d produção instalada. (...) entre os fatores que interferem na formação de preço de venda, encontram-se:

a) Qualidade do produto diante das necessidades do mercado consumidor;

b) Existência de produtos similares e preços menores; c) Demanda estimada do produto;

d) Controle de preços por órgãos reguladores;

e) Níveis de produção e de vendas que se pretende ou não se pode operar;

f) Custos e despesas de fábrica, administrar e comercializar o produto; g) Níveis de produção e vendas desejados etc.

Segundo Perez Jr, Oliveira, Costa (2005, p.317):

(...) os custos das atividades devem ser identificados, medidos, localizados e analisados em função de uma essencialidade para os objetivos de médio e longo prazo para as empresas (...) com a disponibilização de tais dados e informações, os gestores passam a contar com as informações necessárias para suas tomadas de decisões, tais como:

. possível redução pretendida de custos;

. eliminação ou redução de produção de bens ou serviços deficitários; . importantes ajustamentos organizacionais que envolvem processos e linhas de negócios;

. injeção de recursos para diversificação estratégica na linha de produção.

A atividade comercial está sofrendo grandes desafios concorrenciais, pois com a globalização a economia está acirrada e as empresas tem que adaptarem-se as

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inclinações das margens de lucros e equilíbrio de preços buscando auxilio junto à gestão de custos e estratégias comerciais.

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3 METODOLOGIA DO ESTUDO

A metodologia define a forma com que foi desenvolvido o estudo, quanto a sua classificação de pesquisa, sua natureza, forma de abordagem do problema, seus objetivos e quanto aos procedimentos técnicos.

3.1 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA

A sua classificação é baseada nas principais características que as pesquisas apresentam, seja ela em relação á sua natureza, aos níveis ou objetivos, seus procedimentos técnicos ou meios e estratégias de pesquisa aplicadas.

3.1.1 Quanto sua natureza

A abordagem no ponto de vista de sua natureza é aplicada, a qual tem por objetivos trazer conhecimentos práticos a fim de gerar soluções dos problemas com inúmeras possibilidades de aplicações nas ciências, sejam elas econômicas ou sociais.

Segundo Zamberlan et al (2014, p.94):

(...) visa a gerar conhecimentos para aplicação pratica voltados á soluções de problemas específicos da realidade (...) a pesquisa aplicada refere-se a discussão de problemas, empregando um referencial teórico de determinada área de saber, e a apresentação de soluções alternativas.

Assim sendo, o estudo é aplicado, pois tentou buscar soluções para os problemas apresentados na empresa por meio do envolvimento prático e motivada por interesses locais e pessoais.

3.1.2 Quanto à forma de abordagem do problema

A forma de abordagem é qualitativa onde esta tem um vínculo indissociável real e o sujeito, o qual não pode ser traduzido em números, pois este não requer o uso de métodos estatísticos. A melhor forma de coletar os dados é o seu ambiente natural onde o pesquisador analisa as informações separadamente.

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De acordo com Beuren et al (2004, p.92):

(...) na pesquisa qualitativa concebem-se análises mais profundas em relação aos fenômenos que está sendo estudado. A abordagem qualitativa visa destacar características não observadas por meio de um estudo quantitativo, haja vista a superficialidade deste ultimo (...) destaca ainda que abordar um problema qualitativamente pode ser uma forma adequada para conhecer a natureza de um fenômeno social.

Segundo Zamberlan et al (2014, p.149):

(...) em estudo qualitativo o jeito certo para analisar dados é fazê-los simultaneamente com a coleta de dados (...) a coleta e análise de dados ocorrem simultaneamente dentro e fora do campo. a análise de dados é o processo de formação de sentido além dos dados, e essa formação se dá consolidando, limitando e interpretando o que as pessoas disseram e o que o pesquisador viu e leu, isto é, processo de formação de significado.

No momento em que se adota a pesquisa qualitativa se busca uma forma mais estruturada, de modo que se possa trabalhar com os fenômenos com mais segurança e realidade dos dados apresentados.

3.1.3 Quanto aos objetivos

Sob o ponto de vista de seus objetivos o estudo será de forma descritiva, a qual busca descrever e identificar os fatos analisados de determinada empresa por meio de questionários, entrevistas, observações, entre outros.

De acordo com Oliveira (1997 apud ZAMBERLAN et al, 2014, p.97):

(...) os estudos descritivos possibilitam identificar as diferentes formas dos fenômenos, sua ordenação, classificação, explicação das relações de causa e de efeito dos mesmos, o que leva a obtenção de uma melhor compreensão do comportamento de diversos fatores e elementos que influenciam determinado fenômeno.

Beuren et al (2004, p.81) destaca que "(...) a pesquisa descritiva preocupa-se em observar os fatos, registrá-los analisá-lo, classificá-los e interpretá-los, e o pesquisador não interfere neles (...) são estudados, mas não são manipulados pelo pesquisador”.

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Por meio desta pesquisa se pode identificar os diferentes elementos que estabelecem relações entre as variáveis e definir suas naturezas, possibilitando assim melhores esclarecimentos dos fenômenos ocorridos na empresa.

3.1.4 Quanto aos procedimentos técnicos

Quanto aos procedimentos técnicos, o estudo é de forma documental (a qual se refere a todo o material consultado, como sendo documentos internos, relatórios e demonstrativos gerenciais entre outros); bibliográfica (a qual tem por referencia materiais elaborados por outros autores disponíveis em livros, periódicos e internet) e estudo de caso (baseado num estudo aprofundado na realidade da empresa).

Segundo Gil (2002 apud ZAMBERLAN et al, 2014, p.99) "a pesquisa documental de modo geral, são documentos e/ou materiais que ainda não foram analisados, mas que, de acordo com a questão e objetivos da pesquisa, podem ter valor científico".

Na mesma linha de pensamento, Vergara (2004, p.48) explica que a pesquisa "documental é realizada em documentos conservados no interior do órgão público e privados de qualquer natureza, ou com pessoas".

A pesquisa documental visa os documentos de trabalho como balancetes, registros, documentos oficiais entre outros, os quais muitas vezes não estão disponíveis ao publico.

Conforme Lakatos; Marconi (2002 apud ZAMBERLAN et al, 2014, p.99):

(...) a pesquisa bibliográfica abrange todo o referencial teórico já tornado público em relação ao tema de estudo, como aplicações avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas, monografias, teses, materiais cartográficos, meios de comunicação orais (rádios e gravações de áudio) e audiovisuais (filmes e televisão).

Beuren et al (2004, p.87) traz a concepção de que "a pesquisa bibliográfica está sempre presente, seja como parte integrante de outro tipo de pesquisa ou exclusivamente enquanto delineamento".

A pesquisa bibliográfica auxilia muito na elaboração do estudo com base em leituras e observações em livros, revistas, artigos e balanços que já foram publicados e que estão disponíveis ao público.

(34)

De acordo com Yin (2001 apud ZAMBERLAN et al, 2014, p. 99):” (...) o estudo de caso é uma pesquisa empírica que investiga um fenômeno contemporâneo

dentro de seu contexto da vida real, especialmente quando os limites entre o fenômeno e o contexto não estão claramente definidos.”

Segundo Gil (1999 apud BEUREN et al, 2004, p.84):

(…) o estudo de caso é caracterizado pelo estudo profundo e exaustivo de um ou de outros objetivos, de maneira a permitir conhecimentos amplos e detalhados do mesmo, tarefa praticamente impossível mediante os outros tipos de delineamentos considerados.

O estudo de caso nos permitir a verificação dos fenômenos que são abordados no estudo, possibilitando reunir várias informações detalhadas que auxiliam na resolução dos problemas apresentados.

Baseado nestes procedimentos técnicos se pode ter uma melhor perspectiva quanto à empresa em relação ao seu pessoal administrativo e organização quanto a documentos internos, os quais serão de muita importância no decorrer do projeto.

3.2 COLETA DE DADOS

A coleta de dados foi realizada perante observação, estudo de caso, documental e entrevistas informais, também foram feitas visitas, análise de relatórios contábeis, demonstrativos de caixa, planilhas de preços de venda e de produtos vendidos.

Foram realizadas entrevistas com o gerente na empresa, referente à forma de formação de preço de venda, suas maiores dificuldades, entre outros.

3.2.1 Instrumentos de coleta de dados

Os instrumentos de coleta de dados são vários, mas ressalta-se algumas técnicas as quais foram usadas para elaboração da pesquisa.

A observação é uma técnica para obtenção de informações, através da captação de dados sobre a realidade da vida da empresa.

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Para Oliveira (2008) observar baseia-se em aproveitar os sentidos da aquisição de informações sobre determinado objeto, procurando conhecê-lo, sendo de grande influência para as ciências, uma vez que permite ao pesquisador analisar a realidade e as suas leis, sem se vincular somente em adivinhações.

De acordo com Zamberlan et al (2014, p.119):

(...) a observação é uma técnica freqüentemente empregada em estudos descritivos e também exploratórios. A observação envolve o registro sistemático de padrões de comportamento das pessoas, objetos e eventos, a fim de obter informações sobre o fenômeno de interesse.

Para Oliveira (2008, p.67) "a observação sistemática é planejada, estruturada; o observador sabe o que procura em condições controladas, como elaborar o fluxograma da linha de produção para constituição de um sistema de custos."

Seguindo a linha de pensamento de Oliveira (2008, p.68):

A observação individual é efetuada de forma individual, por um único pesquisador. Pode não haver total imparcialidade na observação, visto a possibilidade de interferência do observador quanto ao campo de observação ou atividade é muito amplo (...) a observação na vida real é bastante importante, pois as observações ocorrem sobre fatos e acontecimento reais, sem simulações (...)

A entrevista consiste em um procedimento no qual se formula perguntas oralmente a uma determinada pessoa, a com propósito de coletar dados adicionais a observação da pesquisa.

Segundo Zamberlan et al (2014, p.121) a pesquisa não estruturada define-se por sendo direta e pessoal, onde existe uma única pessoa que responde e é entrevistado por um entrevistador habilitado, para desvendar incentivos, crenças, atitudes e sensações que tenham relação com alguma questão.

Para Oliveira (2008, p.69) "(...) na entrevista não estruturada, há grande liberdade, ausência de padrões ou perguntas fechadas e os interlocutores têm total liberdade de perguntas e respostas (...)".

Os instrumentos de coleta de dados auxiliam e contribuem para a formulação e abordagem do estudo.

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3.3 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE DADOS

Inicialmente o estudo apresenta a sistematização dos conteúdos pesquisados na teoria seguidos das entrevistas e do levantamento dos dados por meio dos documentos disponibilizados que foram transformados em planilhas, relatórios e gráficos.

De acordo com Beuren et al (2004, p.136):

O processo de análise dos dados deve ocorre de forma sistematizada. Inicialmente é recomendado que o pesquisador encontre meios de organizar o material coletado durante a pesquisa e a posteriori analise-os com maior profundidade á luz das teorias da metodologia cientifica (...) A análise de dados está presente em vários estágios da investigação científica, tornando-se mais formal após o encerramento do processo de coleta de dados. Os processos analíticos acompanham todo o transcorrer do estudo, desde o momento em que se verifica a pertinência das questões selecionadas ao objeto de pesquisa até as considerações finais.

Segundo Zambertal et al (2014, p.147):

Os processos de análise e interpretação variam significativamente em razão dos diferentes delineamentos de pesquisa, enquanto que nos delineamentos experimentais ou quase experimentais, bem como os levantamentos, constitui tarefas simples identificar e ordenar os passos a serem seguidos, nos estudos de caso não se pode falar num esquema rígido de análise e interpretação.

No entendimento de Kerlinger (1980 apud BEUREN et al, 2004, p.136) define o processo de análise como:

(...) a categorização, ordenação, manipulação e sumarização de dados (...) o objetivo substancia-se em reduzir grandes quantidades de dados brutos, passando-os para uma forma interpretável e mensurável, de maneira que características de situações, acontecimentos e de pessoas possam ser descritas sucintamente e as relações entre as variáveis estudadas e interpretadas.

Marconi, Lakatos (2003, p.168) destacam que:

Na análise o pesquisador entra em maiores detalhes sobre os dados decorrentes do trabalho estatístico, a fim de conseguir respostas a suas indagações, e procura estabelecer as relações necessárias entre os dados obtidos e as hipóteses formuladas (...) interpretação é a atividade intelectual que procura dar um significado mais amplo às respostas, vinculando-as a outros conhecimentos. Em geral, a interpretação significa a exposição do

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verdadeiro significado do material apresentado, em relação aos objetivos propostos e ao tema (...).

Dessa forma a análise dos dados refere-se ao material coletado durante todo o estudo, justificando o porquê de tal tratamento buscando corresponder aos propósitos estabelecidos na coleta dos dados e estabelecendo a ligação entre os objetivos e a forma de alcançá-lo.

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4 SISTEMA DE CUSTOS E ANÁLISE DE RESULTADOS PARA UM POSTO DE COMBUSTÍVEIS.

Este capítulo aborda toda a aplicação do estudo de caso no posto de combustíveis, tendo como foco principal o sistema de custos e a partir deste a análise de resultados dos meses de janeiro, fevereiro e março de 2015. Foram feitos levantamentos dos custos de aquisição dos produtos revendidos, a formação de preços de venda, apuração das despesas mensais, a apuração margem de contribuição unitária e total, o ponto de equilíbrio, margem de segurança operacional e os resultados.

4.1 DESCRIÇÃO DA EMPRESA

O posto de combustíveis possui quatro funcionários sendo um gerente, um caixa e dois atendentes com uma jornada de trabalho entre os horários das 06:30 ás 20:00 horas. A borracharia e a lavagem são terceirizadas. O posto possui 2.500 m² de área total contado com prédio, rampa de troca de óleo e lubrificantes, cobertura, pista de abastecimento, borracharia e lavagem e tanques de combustíveis, localizado no inicio da cidade sendo este um ponto estratégico para quem chega e para quem sai para viajar. Destaca-se que neste estudo não foi contemplado a apuração dos custos dos serviços de borracharia e lavagem.

Mensalmente o posto compra em média de 20.000 litros de Gasolina Comum, 15.000 litros de Gasolina Aditivada, 5.000 litros de Álcool e 20.000 litros de Diesel; totalizando uma média mensal de faturamento no valor de aproximadamente R$ 200.000,00.

Gráfico 01 - Faturamento por Produto

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Quadro 08 – Número da média de venda três meses

Faturamento dos produtos em estudo

Produto Preço de Venda Quant. Média Total de Venda %

R$ posto Venda R$ Gasolina Aditivada 3,55 11.185 39.705,37 24,25% Gasolina Comum 3,50 17.502 61.256,72 37,41% Álcool 2,72 3.923 10.669,28 6,52% Óleo Diesel 2,84 18.346 52.102,55 31,82% Faturamento total 163.733,92 100%

Fonte: Elaborado pela autora (2015)

A média de faturamento nos meses de Janeiro a Março foi de R$ 163.733,92, correspondendo a 88,09% do faturamento da venda do produto. Deste faturamento por produto 37,41% corresponde á venda de gasolina comum, 24,25% gasolina aditivada, 6,52% de álcool e 31,82% de diesel.

O produto mais comercializado em volume financeiro no período foi á gasolina comum, onde foram vendidos 17.502 litros, com um faturamento de R$ 61.256,72, já álcool foi produto com menor saída de 3.923 litros correspondendo a um faturamento de R$ 10.669,28.

4.2 APURAÇÃO DO CUSTO E AQUISIÇÃO DAS MERCADORIAS

O custo de aquisição dos combustíveis ocorre desde a compra até a chegada do produto no posto de combustíveis. Sendo que este produto são transportados por caminhões terceirizados da distribuidora onde o valor do frete esta incluso no valor da nota juntamente com o produto.

Segundo Wernke (2011, p. 27) “custo deve ser classificado apenas os valores diretamente ligados ao custo de aquisição da mercadoria a ser revendida (...) os gastos relacionados com o valor para ao fornecedor e demais fatores que estejam intrinsecamente vinculados á compra daquela mercadoria (...)”.

O posto enquadra-se no regime de Substituição Tributária, tendo por tanto, o valor do ICMS tributado pela refinaria e são repassado para o posto juntamente com o valor da nota fiscal dos produtos. O IPI não é tributado na compra e venda do combustível.

No quadro 09 pode-se observar o custo médio de cada combustível adquiridos no período de Janeiro a Março de 2015:

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Quadro 09 - Custo médio de aquisição dos combustíveis de Janeiro a Março.

Custo Médio de Aquisição dos Produtos

por mês

MESES Gasolina Aditivada Gasolina Comum Álcool Diesel

Janeiro R$ 2,6828 R$ 2,7109 R$ 2,2465 R$ 2,3157

Fevereiro R$ 3,0015 R$ 3,0108 R$ 2,2877 R$ 2,4944

Março R$ 3,0218 R$ 3,0132 R$ 2,3438 R$ 2,5178

Media 3 meses R$2,9020 R$ 2,9116 R$ 2,2927 R$ 2,4426

Fonte: Dados fornecidos pela empresa (2015)

Os custos de aquisição foram calculados com base na quantidade de litros adquirida de cada produto e o preço de compra da nota fiscal, adicionado impostos não recuperáveis e o frete.

Gráfico 02 - Custo Médio de Aquisição dos Combustíveis nos meses de janeiro, fevereiro e março.

Fonte: Elaborado pela autora (2015)

Pode-se observar que o custo de aquisição mais alto foi no mês de Fevereiro para a gasolina aditivada, gasolina comum e álcool, para o diesel os meses de Fevereiro e Março tiveram os preços iguais.

4.3 APURAÇÃO DAS DESPESAS COM PESSOAL

Os custos com pessoal ou mão-de-obra, são todos os gastos incluídos nas ocupações dos funcionários junto á empresa. Nestes gastos são incluídos os salários, encargos sociais trabalhistas e as previsões.

Referências

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