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The popularization of science and school in papers QNESc and Science & Education

Eliane Souza dos Reis Hipólito (PG)*, Claudia Almeida Fioresi (PG), Mônica Beatriz Layter (PG), Marcia Borin da Cunha (PQ)

Universidade Estadual do Oeste do Paraná/Unioeste. E-mail: [email protected]

Palavras-Chave: artigos DC, química, escola.

Resumo

Situar as pessoas com novos avanços científicos e tecnológicos de modo que elas possam participar dos debates travados na sociedade é um dos papéis da divulgação científica. Neste sentido a escola pode trazer para sala de aula discussões que envolvem a divulgação da ciência como forma de integrar o ensino formal com o ensino informal. Mas as pesquisas em ensino de ciências têm contribuído para essa discussão? Esta foi a preocupação da investigação que trazemos aqui, a qual realizou um levantamento de artigos publicados sobre divulgação da ciência em duas revistas da área no período de 2002 a 2012. O foco de análise foi artigos voltados ao ensino de química. Os dados demonstram uma fragilidade na área no que tange a publicações que envolvem a divulgação da ciência e a escola, especialmente pelo reduzido número de publicações, a escassez de propostas para educação básica e a inexistência de discussões da DC realizada por jornais, revistas e televisão.

Introdução:

Atualmente, com as novas propostas educacionais, tem se privilegiado a inserção da Mídia no interior da sala de aula com vistas a permitir um contato maior dos estudantes com aquilo que vem sendo produzido pelos pesquisadores e que permeiam as notícias de jornal, TV e as mídias digitais no que tange à divulgação da ciência.

De acordo com Krasilchik e Marandino (2007):

A escola possui papel fundamental para instrumentalizar os indivíduos sobre os conhecimentos científicos básicos. No entanto, nem ela nem nenhuma instituição tem condições de proporcionar e acompanhar a evolução de todas as informações científicas necessárias para a compreensão do mundo. A ação conjunta de diferentes atores sociais e instituições promove a alfabetização científica na sociedade, reforçando-a e colaborando com a escola (KRASILCHIK & MARANDINO, 2007, p. 31).

Considerando a importância da divulgação da ciência na escola, este estudo teve como objetivo analisar os artigos sobre divulgação científica, vinculados ao ensino de química, publicados em duas revistas da área de ensino de ciências, entre 2002 e 2012, considerando os seguintes critérios: 1. Qual é a função da divulgação científica na escola proposta pelos autores dos trabalhos analisados; e 2. Quais foram os instrumentos/materiais utilizados para a realização do trabalho.

Metodologia:

Para esta análise, foram selecionados dois periódicos de circulação nacional: a revista Química Nova na Escola e a revista Ciência & Educação, no período de 2002 a 2012. É importante ressaltar que a revista Ciência & Educação envolve outras áreas da Ciência e não apenas o ensino de Química, como é o caso da revista Química Nova na Escola. Dessa forma,

Química. Para que o levantamento fosse realizado, utilizamos a mídia digital. A busca foi realizada por meio das palavras chave: popularização da ciência, vulgarização da ciência, divulgação da ciência ou divulgação científica e dos títulos dos artigos.

Resultados e Discussões:

A seguir, apresentamos um quadro com os dois periódicos analisados e os respectivos artigos encontrados por ano publicado.

Periódico Título Ano Ordem

Análise Química Nova na

Escola

Popularização da Ciência e Mídia Digital no Ensino de Química

2002 Artigo 1 Química Nova na

Escola

Michael Faraday e A História Química de Uma Vela: Um Estudo de Caso Sobre a Didática da Ciência

2008 Artigo 2

Ciência & Educação

Percepções de professores de ensino superior sobre a literatura de divulgação científica.

2009 Artigo 3 Ciência &

Educação

Autoria no ensino de química: análise de textos escritos por alunos de graduação.

2011 Artigo 4 Quadro 1: Artigos encontrados por ano nos periódicos Química Nova na Escola e Ciência & Educação.

Fonte: Os autores

Resumo dos artigos:

1. Eichler e Del Pino (2002) no artigo intitulado “Popularização da Ciência e Mídia Digital

no Ensino de Química” trazem no artigo um estado da arte no qual apresentam sítios da rede

que possuem reportagens com temas de interesse científico e tecnológico. Os autores apresentam uma discussão sobre a popularização da ciência e os diferentes modos de abordagem em um veículo de cunho comercial, como o Portal Terra e em uma revista eletrônica universitária “ComCiência”. Para análise, os autores delimitam o tema “energia nuclear”, de modo a facilitar a comparação dos sítios, e possibilitar um eventual trabalho de ensino-aprendizagem escolar. A principal característica desse trabalho é o levantamento de dois endereços eletrônicos que podem servir para propostas em sala de aula.

2. Os autores Baldinato e Porto (2008), no texto “Michael Faraday e a História Química de

uma Vela: Um estudo de caso sobre a didática da ciência” procuram reconhecer e classificar

algumas das estratégias utilizadas por Michael Faraday para tornar efetiva a divulgação da ciência, como se propunha a fazer em suas palestras para a juventude. Nesse artigo foi realizado um estudo de caso a partir da primeira conferência (de seis) que constitui a série transcrita e publicada sob o titulo “A hist ria química de uma vela”. Com o estudo realizado, os autores destacaram a diferença entre os papéis de aluno e professor na época, principalmente em relação ao ensino. Assim, este trabalho pretendeu mostrar que o estudo e a interpretação de textos de grandes cientistas podem contribuir para a manutenção do diálogo necessário à melhoria e formulação das estratégias de ensino e divulgação da ciência em âmbito geral.

3. O artigo “Percepções de professores de ensino superior sobre a literatura de divulgação

científica”, os autores Strack Loguércio e Del Pino (2009) abordam o uso da divulgação

científica como instrumento didático. Os autores buscam compreender como a produção

textual da divulgação da ciência é entendida, analisada e comentada pelos professores

universitários de cursos de formação de professores.

4. Os autores Ferreira e Queiroz (2011) no artigo “Autoria no Ensino de Química; Análise de

textos escritos por alunos de graduação” discutem o potencial da leitura de textos de

estudantes universitários. Os instrumentos e materiais utilizados na proposta foram dois capítulos do Livro Tio Tungstênio: memórias de uma infância química, de Oliver Sacks (2002), a saber: Luz Brilhante e O Jardim de Mendeleiev. Na proposta foi solicitado que os estudantes produzissem textos a partir dos capítulos dos livros. Os textos foram lidos de forma criteriosa e classificados quanto à repetição histórica, formal e empírica. Foi adotado o referencial teórico da análise do discurso de linha francesa, em especial, a noção de autoria.

Discussão: Como estes artigos se relacionam com a escola?

Sobre a categoria 1: Função da divulgação científica na escola proposta pelo autor.

Evidenciamos que a preocupação dos autores de três dos artigos analisados está voltada para a percepção de professores de química no ensino superior sobre a possibilidade de inserção de TDCs em sua prática docente, a fim de apresentar aos futuros professores o conhecimento deste recurso didático que pode ser uma alternativa ao livro-texto em sua futura prática docente nas escolas. Um artigo faz referência à educação básica e procura alertar os professores e alunos quanto à necessidade do debate para compreender o que se diz e o que se apresenta na internet, apontando para o reducionismo e à propaganda das notícias.

Sobre a categoria 2: Instrumentos/materiais utilizados na proposta.

Os autores utilizaram como materiais para difusão do discurso da divulgação da ciência textos provenientes da literatura como: A história química de uma vela, O mágico dos Quarks, O átomo, O sonho de Mendeleiev, Tio Tungstênio: memórias de uma infância química; e sítios da internet que tem a função de divulgar a ciência, como o Portal Terra e ComCiência.

Considerações Finais:

Em nossa análise foi possível observar uma reduzida quantidade de artigos no período especificado e especialmente não há propostas para o desenvolvimento de atividades com textos voltados ao trabalho com a educação básica. As propostas e pesquisas estão centradas no ensino superior. A partir destas análises, abre-se um campo promissor para pesquisas futuras nesta área. Além disso, não encontramos nenhum artigo que fizesse referência à leitura de textos de divulgação da ciência publicados em jornais em revistas ou da divulgação da ciência realizada na televisão brasileira. Veículos estes de fácil acesso e disponíveis à grande parte da população.

Referências

BALDINATO, J. O.; PORTO, P. A. Michael Faraday e a História Química de Uma Vela: um estudo de caso obre a didática da ciência. Química Nova na Escola, n. 30, p. 16-23, 2008. Disponível em: < http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc30/04-HQ-5308.pdf > Acesso em: 06 abr. 2014.

EICHLER, M.; PINO, J. C. Del. Popularização da Ciência e Mídia Digital no Ensino de Química. Química Nova na Escola, n. 15, p. 24-27, 2002. . Disponível em: < http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc15/v15a05.pdf > Acesso em: 08 abr. 2014.

FERREIRA, L. N. A. D.; QUEIROZ, S. L. Autoria no Ensino de Química: análise de textos escritos por alunos de graduação. Ciência & Educação, v. 17, n. 3, p. 541-558, 2011. Disponível em: < http://educa.fcc.org.br/pdf/ciedu/v17n03/v17n03a03.pdf > Acesso em: 08 abr. 2014.

KRASILCHIK, M.; MARANDINO, M. Ensino de ciências e cidadania. 2 ed. São Paulo: Moderna, 2007.

STRACK, R.; LOGUERCIO, R.; PINO, J. C. Del. Percepções de professores de ensino superior sobre a literatura de divulgação científica. Ciência & Educação, v. 15, n. 2, p. 425-442, 2009. Disponível em: < http://educa.fcc.org.br/pdf/ciedu/v15n02/v15n02a12.pdf > Acesso em: 06 abr. 2014.

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