CINESIOLOGIA APLICADA:
14) Postura e Desvios:
14.1) Definições:
“É um estado de equilíbrio muscular e esquelético que protege as estruturas do corpo contra lesões ou deformidades, tanto em atividade quanto em repouso. Sob tais
condições os músculos funcionam de forma mais eficiente e posições ideais são proporcionadas para os órgãos torácicos e abdominais.” American Academy of Orthopedic Surgeons (1947)
“Capacidade de manter uma relação adequada entre os segmentos do corpo e entre o corpo e o ambiente para realizar uma determinada tarefa.” (WOOLACOTT, 2003) 14.2) Postura ideal:
Pontos de alinhamento (KENDALL) Vista Lateral
1. Levemente anterior ao maléolo lateral 2. Eixo da articulação do joelho
3. Levemente posterior ao eixo da articulação do quadril 4. Corpos das vértebras lombares
5. Articulação do ombro
6. Corpos da maioria das vértebras cervicais 7. Meato auditivo externo
8. Levemente posterior ao ápice da sutura coronal Vista Posterior
1. Ponto equidistante dos maléolos mediais 2. Ponto equidistante da articulação do joelho 3. Prega interglútea
4. Processos espinhosos da maioria das vértebras 5. Protuberância occiptal
14.3) Centro de gravidade:
O centro de gravidade do corpo pode ser definido como:
3) o ponto de interseção dos três planos cardinais do corpo: o sagital, o frontal e o transverso.
O centro de gravidade do corpo está:
• Mais ou menos a 4 centímetros da frente da primeira vértebra sacral, quando o indivíduo está na posição de sentido.
• O homem adulto, em posição ereta, tem o centro de gravidade a 56 a 57% do total de sua altura a partir do solo; na mulher é de 55% de sua altura.
• Quanto mais jovem for a criança, mais alto e menos estável será o centro devido ao tamanho desproporcional da cabeça e do tórax.
14.4) Causas da má postura: -Trauma -Doença -Hábito Postural -Debilidade Muscular -Atitude Mental -Idiopática
14.5) Quanto à etiologia (origem) DOS DESVIOS
Estruturais: é aquela que não se corrige nas radiografias de lateralização forçada na posição deitada, portanto, sem flexibilidade, sendo o oposto para as curvas não estruturadas.
Não estruturais: seria aquela causada pela assimetria de comprimento dos membros inferiores, que se corrige totalmente ao se compensar com um salto o encurtamento. 14.6) Quanto à faixa etária
Podem ser classificadas com relação à época em que foram diagnosticadas e não necessariamente a época em que iniciou, em:
- Infantil: idiopática com o diagnóstico entre o nascimento e os 3 anos de idade. - Juvenil: idiopática com o diagnóstico entre os 3 e 10 anos.
- Adolescente - idiopática com o diagnóstico entre 10 anos até o final do crescimento esquelético.
-Adulta - idiopática de início após o término do crescimento esquelético 14.7) Quanto à morfologia (forma)
Podem ser classificadas como:
- Simples: apresentam uma única curvatura em uma das regiões da coluna vertebral causada pela hipertrofia da musculatura lateral da respectiva região.
- Total: apresentam uma única curvatura ocupando mais de uma região da coluna vertebral causada pela hipertrofia da musculatura lateral da coluna.
-Dupla e Tripla: apresentam respectivamente duas ou três curvaturas, uma em cada região da coluna vertebral, com as suas respectivas curvas opostas entre si. Causada pela compensação de uma escoliose simples, que geralmente se localiza na região inferior. Na sua correção, devemos atuar inicialmente no desvio primário.
14.8) Desvios;
HIPERLORDOSE CERVICAL: Acentuação da concavidade da coluna cervical, colocando o ponto trago para trás da linha de gravidade
HIPERCIFOSE: Acentuação da convexidade da coluna torácica, colocando o ponto acromial à frente da linha de gravidade.
HIPERLORDOSE LOMBAR: Acentuação da concavidade lombar, colocando o ponto trocantérico para trás da linha de gravidade.
COSTA PLANA: É a inexistência ou a inversão de qualquer das curvaturas da coluna vertebral.
ESCOLIOSES: São deformações ou desvios laterais da coluna vertebral, fazendo com que a linha espondilea não fique reta.
ESCOLIOSE EM “C” ESCOLIOSE EM “S”
GIBOSIDADE: A escoliose estrutural é caracterizada pela presença de um
proeminência rotacional no lado convexo da curva. Nesta, as vértebras são rodadas no sentido da convexidade, que é melhor visualizada quando o paciente realiza uma flexão anterior de tronco, produzindo uma gibosidade.
GENO VALGO: É a projeção do joelho para a parte interna do corpo. GENO VARO: É a projeção do joelho para a parte externa do corpo.
GENO RECURVADO: É a projeção do joelho para trás, fazendo com que a linha de gravidade passe bem à frente dos joelhos.
GENO FLEXO: Projeção dos joelhos para frente, fazendo com que a linha de gravidade passe por cima ou por trás dos joelhos.
PÉ PLANO: Perda total ou parcial da curvatura do pé. PÉ CAVO: Aumento da curvatura plantar do pé.
PÉ ABDUTO: Quando o indivíduo anda com os pés voltados para fora da linha do corpo.
PÉ ADUTO: Quando o indivíduo anda com os pés voltados para dentro da linha média do corpo.
PÉ CALCÂNEO: Causado pelo encurtamento do tendão do músculo Tibial Anterior. PÉ EQÜINO: Causado pelo encurtamento do tendão de Aquile
14.8) Metodologias de avaliação
• Metodologia objetiva: uso de radiografia (solicitada pelo médico que acompanha o programa).
• Metodologia subjetiva: uso do tato e da visão, observando o aluno de costas, perfil direito, perfil esquerdo, frente e ântero-flexão, à frente do simetrógrafo. 14.9) Metodologia Subjetiva
• Utilizar um formulário, visando coletar informações como: nome, idade, sexo, peso, altura, profissão, lateralidade, prática de atividade física, atividades diárias de trabalho.
• O aluno(a) deverá vestir traje de banho, de maneira a favorecer a visão do observador para uma melhor visualização das alterações posturais.
• Realizar marcação de pontos anatômicos, utilizando-se fita adesiva amarela ou branca em pedaços cortados nas dimensões de 1x1 cm.
• Fotografar ou realizar uma lista de checagem, com o auxílio do simetrógrafo com as quadrículas nas dimensões de 10 x 5cm colocamos o indivíduo a uma distância de aproximadamente 3 metros do avaliador em quatro posições
• Realizar testes de avaliação de flexibilidade articular (da cintura escapular e do quadril).
14.10) Técnica de correção dos desvios 1. Prática psicomotora;
1. Alongamento;
1. Fortalecimento muscular (exercícios isométricos)