• Nenhum resultado encontrado

PRANÃOESQUECER

No documento VINTE TODO DIA GABARITO COMENTADO 12 (páginas 29-34)

05 QUESTÕES INÉDITAS CERTO E ERRADO

PRANÃOESQUECER

REPRESENTANTES LEGAIS

PROCURADORIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO (MPT) SINDICATO DA CATEGORIA

MP ESTADUAL

CURADOR NOMEADO EM JUÍZO

Finalmente destacam-se os comentários de Homero Batista (2018, p. 571): “Há quem afirme que a presença do Ministério Público do Trabalho é obrigatória em 100% dos casos, dada a locução do art. 127 da CF (defesa dos interesses sociais), reforçada pelo art. 5, III, e, da LC 75/93 (defesa dos interesses da criança e do adolescente). No entanto, a regra adotada pela CLT foi priorizar a representação parental e, somente na falta desses, pelos demais órgãos legitimados. Deve- atentar para o fato de que a falta dos pais ou responsáveis não é apenas a falta física, como em caso de óbito o desaparecimento, mas a falta de diligência, a desatenção ou mesmo a possibilidade de interesses conflitantes”.

QUESTÃO 12

É inadmissível recurso firmado por advogado sem procuração juntada aos autos até o momento da sua interposição, salvo mandato tácito. Em caráter excepcional (art. 104 do CPC de 2015), admite-se que o advogado, independentemente de intimação, exiba a procuração no prazo de 5 (cinco) dias após a interposição do recurso, prorrogável por igual período mediante despacho do juiz. Caso não a exiba, considera-se ineficaz o ato praticado e não se conhece do recurso.

20 TODO DIA

GABARITO COMENTADO

É o que diz o item I da súmula 383 do TST:

Súmula nº 383 do TST. I – É inadmissível recurso firmado por advogado sem procuração juntada aos autos até o momento da sua interposição, salvo mandato tácito. Em caráter excepcional (art. 104 do CPC de 2015), admite-se que o advogado, independentemente de intimação, exiba a procuração no prazo de 5 (cinco) dias após a interposição do recurso, prorrogável por igual período mediante despacho do juiz. Caso não a exiba, considera-se ineficaz o ato praticado e não se conhece do recurso. II – Verificada a irregularidade de representação da parte em fase recursal, em procuração ou substabelecimento já constante dos autos, o relator ou o órgão competente para julgamento do recurso designará prazo de 5 (cinco) dias para que seja sanado o vício. Descumprida a determinação, o relator não conhecerá do recurso, se a providência couber ao recorrente, ou determinará o desentranhamento das contrarrazões, se a providência couber ao recorrido (art. 76, § 2º, do CPC de 2015).

Em 2016, o TST alterou o seu entendimento, passando a permitir que o advogado, em caráter excepcional, exiba a procuração no prazo de 5 dias após a interposição do recurso, prorrogável por igual período mediante despacho do juiz.

LEMBRE-SE: Antes, o TST tinha entendimento no sentido de que era inadmissível, em instância recursal, o oferecimento tardio de procuração, nos termos do art. 37 do CPC, ainda que mediante protesto por posterior juntada, já que a interposição de recurso não pode ser reputada ato urgente.

Desse modo, atualmente, é possível que o advogado junte posteriormente a procuração, na hipótese do item I da súmula 383. A não apresentação no prazo, torna o recurso ineficaz.

De acordo com Elisson Miessa (2018, p. 2018), “o C. TST interpretou sistematicamente o art. 104 c/c o art. 932, parágrafo único, ambos no Novo CPC, reduzindo o prazo para 5 dias no caso de fase recursal”.

Art. 104, CPC. O advogado não será admitido a postular em juízo sem procuração, salvo para evitar preclusão, decadência ou prescrição, ou para praticar ato considerado urgente.

§ 1º Nas hipóteses previstas no caput, o advogado deverá, independentemente de caução, exibir a procuração no prazo de 15 (quinze) dias, prorrogável por igual período por despacho do juiz.

§ 2º O ato não ratificado será considerado ineficaz relativamente àquele em cujo nome foi praticado, respondendo o advogado pelas despesas e por perdas e danos.

Art. 932, CPC. Incumbe ao relator:

Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível.

20 TODO DIA

GABARITO COMENTADO

QUESTÃO 13

Reconhece-se a legitimidade do sindicato profissional para pleitear, na qualidade de substituto processual, equiparação salarial em benefício de um único empregado, ainda que se trate de direito individual heterogêneo do substituído.

CERTO.

Nos termos do art. 8º, III, CF/88, o sindicato possui ampla legitimidade para a defesa dos interesses individuais e coletivos dos integrantes da categoria.

Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte:

III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas;

Diante da previsão constitucional, o STF e o TST tem interpretado a CF no sentido de que a legitimidade do ente sindical não se limite à defesa de direitos difusos, coletivos e individuais homogêneos, abrangendo, também, os individuais heterogêneos, inclusive quando ocorre em benefício de um único empregado.

Nesse sentido, é o informativo 102 do TST:

INFORMATIVO 102 DO TST. Sindicato. Legitimidade para atuar como substituto processual. Direito individual heterogêneo. Pedido de equiparação salarial em benefício de um único empregado. Possibilidade. Art. 8º, III, da CF. O art. 8º, III, da CF autoriza expressamente a atuação ampla dos entes sindicais na

defesa dos direitos e interesses individuais e coletivos dos integrantes da categoria respectiva, de maneira irrestrita. Assim sendo, reconhece-se a legitimidade do sindicato profissional para pleitear, na qualidade de substituto processual, equiparação salarial em benefício de um único empregado, ainda que se trate de direito individual heterogêneo do substituído. Com esse entendimento, a

SBDI-I, por unanimidade, conheceu do recurso de embargos da reclamada, por divergência jurisprudencial e, no mérito, por maioria, negou-lhe provimento. Vencido o Ministro Márcio Eurico Vitral Amaro. TSTE-RR-990-38.2010.5.03.0064, SBDI-I, rel. Min. Lelio Bentes Corrêa, 19.3.2015

Além disso, destacam-se os seguintes informativos:

INFORMATIVO 75 DO TST. Sindicato. Substituição processual de um único empregado. Legitimidade ativa. Direitos individuais homogêneos. Na hipótese em que o objeto da ação diz respeito a direitos individuais homogêneos da categoria (intervalo intrajornada, horas in itinere e diferenças salariais), há de se reconhecer, nos termos do art. 8º, III, da CF, a ampla legitimidade do sindicato para atuar na condição de

20 TODO DIA

GABARITO COMENTADO

substituto processual, ainda que o substituído seja um único empregado. A ilegitimidade ativa do sindicato ocorrerá apenas no caso em que o julgador entender necessária a oitiva do empregado substituído, situação em que restaria configurado o interesse individual. Com esse entendimento, a SBDI-I, por unanimidade, conheceu dos embargos interpostos pela reclamada, por divergência jurisprudencial, e, no mérito, negou-lhes provimento. Ressalvaram entendimento os Ministros Renato de Lacerda Paiva e Augusto César Leite de Carvalho. TST-E-RR-1204-21.2010.5.03.0099, SBDI-I, rel. Min. Aloysio Corrêa da Veiga, 13.3.2014

INFORMATIVO 112 DO TST. Sindicato. Substituição processual. Legitimidade ativa ad causam. Horas extras excedentes à sexta diária. O Supremo Tribunal Federal, em demandas originárias da Justiça do Trabalho, tem reiteradamente se manifestado no sentido da legitimidade ampla dos sindicatos, na substituição processual, seja para defesa de direitos coletivos, individuais homogêneos ou mesmo de direitos subjetivos específicos. Assim, reconhece-se a legitimidade ativa ad causam do sindicato da categoria profissional dos bancários para postular, na qualidade de substituto processual, o pagamento de horas extras excedentes à sexta diária, em virtude de suposta desobediência à norma do artigo 224, caput e § 2º da CLT. Sob esse entendimento, a SBDI-1, por unanimidade, conheceu do recurso de embargos da reclamada, por divergência jurisprudencial, e, no mérito, negou-lhe provimento. TST- ERR 1315-78.2012.5.03.0052, SBDI-I, rel. Min. João Oreste Dalazen, 25.6.2015.

QUESTÃO 14

Segundo entendimento do TST, na hipótese de dissídio individual movido por viúva e filhos menores de ex-empregado falecido em decorrência de acidente de trabalho, ainda que na defesa de direito próprio, a competência territorial é do local em que ex-empregado prestava serviços, conforme regra geral prevista no art. 651 da CLT.

ERRADO.

A SDI-1/TST já proferiu decisão no sentido de que na hipótese de julgamento de dissídio individual movido por viúva e filhos menores de ex-empregado falecido em decorrência de acidente de trabalho, na defesa de direito próprio, admite-se excepcionalmente a fixação da competência territorial pelo foro do local do domicílio dos reclamantes (informativo 123 do TST).

No caso, diante da ausência de disciplina legal específica na CLT, o TST entende aplicável o art. 147, I do ECA, segundo o qual a competência será determinada pelo domicílio dos pais ou responsável.

Art. 147, ECA. A competência será determinada: I - pelo domicílio dos pais ou responsável;

20 TODO DIA

GABARITO COMENTADO

INFORMATIVO 123 DO TST. Acidente de trabalho. Falecimento do empregado. Ação movida por viúva e filhos menores. Pretensão deduzida em nome próprio. Competência territorial. Local do domicílio dos reclamantes. Ausência de disciplina legal específica na CLT. Aplicação analógica do disposto no art. 147, I, do ECA. Na hipótese de julgamento de dissídio individual movido por viúva e filhos menores

de ex-empregado falecido em decorrência de acidente de trabalho, na defesa de direito próprio, admite-se excepcionalmente a fixação da competência territorial pelo foro do local do domicílio dos reclamantes. Aplicação analógica do disposto no art. 147, I, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), diante da ausência de disciplina legal específica na CLT. No caso,

ressaltou-se que por ressaltou-se tratar de situação excepcional, a qual refoge à regra do caput do art. 651 e parágrafos, da CLT — em que a competência territorial define-se pelo local da prestação dos serviços do empregado, e, excepcionalmente, pela localidade da contratação —, cumpre ao órgão jurisdicional colmatar a lacuna mediante a aplicação de norma compatível com o princípio da acessibilidade. Sob esse entendimento, a SBDI-I, por unanimidade, conheceu dos embargos, por divergência jurisprudencial e, no mérito, por maioria, deu-lhes provimento para reconhecer a competência da Vara do Trabalho de Manaus, local do domicílio dos reclamantes. Vencidos os Ministros Aloysio Corrêa da Veiga, relator, Guilherme Augusto Caputo Bastos e Márcio Eurico Vitral Amaro. TST-ERR- 86700-15.2009.5.11.0007, SBDI-I, rel. Min. Aloysio Corrêa da Veiga, red. p/ acórdão Min. João Oreste Dalazen, 12.11.2015

QUESTÃO 15.

As relações de trabalho decorrentes de estágio se inserem na competência da Justiça do Trabalho, exceto quando a contratação envolve entes da administração pública.

CERTO.

O contrato de estágio consubstancia uma espécie de relação de trabalho, razão pela qual faz parte da competência material da Justiça do Trabalho, conforme art. 114, I, CF.

Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar:

I- as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;

Contudo, na ADI 3395, o STF proferiu entendimento no sentido de que o art. 114, I, CF não abrange as causas instauradas entre o Poder Público e servidor que lhe seja vinculado por relação jurídico-estatutária. Nesse sentido, o TST determinou a incidência, por analogia, do entendimento proferido na ADI 3395 e decidiu que a Justiça do Trabalho não tem competência para processar e julgar as relações de trabalho decorrentes de estágio quando a contratação envolve entes da Administração Pública.

20 TODO DIA

GABARITO COMENTADO

INFORMATIVO 131 DO TST. Incompetência da Justiça do Trabalho. Contrato de estágio. Entes da administração pública. As relações de trabalho decorrentes de estágio se inserem na competência

da Justiça do Trabalho, exceto quando a contratação envolve entes da administração pública. Incidência, por analogia, do entendimento firmando na ADI nº 3395. Assim, compete à Justiça comum

processar e julgar ação civil pública que tem como objeto denúncia contra o Centro de Ensino Integrado Empresa e Escola (CIEE), em face do descumprimento do art. 37 da CF, pois não vem observando os princípios da publicidade e da impessoalidade na execução dos contratos para preenchimento de vagas destinadas a estágio em instituições públicas. Com base nessas premissas, a SBDI-I, por unanimidade, conheceu do recurso de embargos interpostos pelo Ministério Público do Trabalho, por divergência jurisprudencial, e, no mérito, por maioria, negou-lhe provimento. Vencidos os Ministros Lelio Bentes Corrêa, José Roberto Freire Pimenta e Hugo Carlos Scheuermann. TST-E-RR-5500- 47.2010.5.13.0022, SBDI-I, rel. Min. Aloysio Corrêa da Veiga, 31.3.2016

No documento VINTE TODO DIA GABARITO COMENTADO 12 (páginas 29-34)

Documentos relacionados