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outro teste. A relação entre o teste de flashes e o de acompanhamento foi próxima, mostrando que há evidências de que pode servir adequadamente ao fim proposto. Antes, não foi possível estabelecer uma escala adequada e sim uma maneira de atribuir corrigir as respostas em níveis. A utilização de um sistema em meios-tempos ajudou a visualizar e referenciar as marcações dos participantes em uma relação temporal na peça. Essa correção foi posteriormente escalonada e colocada nesse trabalho, observe a Tabela 3.2. Outra coisa importante nesse teste foi observar que quanto mais movida a música ficava mais erros eram cometidos. Com isso utilizei duas peças para cada teste, uma com andamento mais lento e outra com andamento mais rápido.

3.9 Preparo do material para envio aos juízes

3.9.1 Os registros videográficos

Foram separadas e preparadas seis performances de cada sujeito para envio aos juízes atra- vés de editores de vídeo. Três delas correspondem ao primeiro teste de leitura e as outras três ao segundo teste. Ao todo foram enviadas 42 (quarenta e duas) performances registradas em vídeos. As 42 performances foram gravadas em dois discos DVDs.

O primeiro, rotulado DVD1, continha as performances capturadas pela câmera 3 (veja Fi- gura 3.15), que correspondem aos vídeos gerais25, como um filme em DVD. O menu desse

disco pode ser observado na Figura 3.14. O menu foi organizado em duas colunas de botões. Cada coluna apresentava três performances de cada sujeito que deveriam ser avaliadas juntas, através de um mesmo Formulário de Avaliação e Classificação. As numerações atribuídas aos botões no menu do DVD1 não correspondiam à ordem em que os testes foram realizados e os juízes foram comunicados disso.

O segundo disco, rotulado DVD2, continha os vídeos compostos (veja Figura 3.16), formu- lários de avaliação, decodificadores (codecs) de vídeo para a plataforma Windows c° Microsoft (caso algum juíz tivesse dificuldade para visualizar os vídeos no computador), um documento

25A partir de agora utilizarei a expressão vídeos gerais para os arquivos de vídeo que apresentaram uma visão

total do sujeito e vídeos compostos para os arquivos de vídeo que apresentaram os três focos capturados pelas três câmeras em uma mesma imagem.

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com orientações e as partituras dos excertos utilizados nas leituras. Os vídeos compostos es- tavam nomeados de acordo com as faixas do DVD1. Para facilitar ainda mais o trabalho dos juízes, separei os leitores por pasta.

Figura 3.14: Menu do DVD1 enviado aos juízes

3.9.2 Formulários de Avaliação e Classificação

Ao se avaliar a performance o professor se depara com uma situação bastante comum e constrangedora que é a falta de instrumentos adequados para a realização de uma avaliação mais objetiva. Talvez existam aqueles que não considerem necessário estabelecer esses instru- mentos de avaliação, mas acredito que o desenvolvimento e a compreensão dos fenômenos da performance não podem permanecer obscuros para a ciência. Gordon (2002) sugere Rating Scales26 para auxiliar professores durante a avaliação da performance musical. Cada Escala de Avaliação e Classificação é composta de cinco critérios que são agrupados em Dimensões. Oli- veira e Tourinho (2003, p. 23) ao comentar sobre as dificuldade de medir a performance musical argumentam

Se avaliar é muito mais do que dar uma nota, na perspectiva do professor, avaliar envolve não somente uma mensuração objetiva das técnicas e avan- ços musicais adquiridos durante um período de tempo, mas uma identificação

26Estou utilizando a tradução Escalas de Avaliação e Classificação conforme conversas com a Profa. Diana

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Figura 3.15: Visão proporcionada pela câmera geral.

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apropriada dos problemas e do desenvolvimento musical do estudante para o planejamento futuro das atividades.

Mais adiante acrescentam que:

Outro problema apontado pela literatura é a elaboração de critérios válidos e confiáveis para avaliar. É tarefa quase impossível estabelecer uma lista do que deve (ou não) ser avaliado em uma performance, porque o resultado a ser mensurado está ligado aos objetivos propostos inicialmente.

Gordon (2002) inicia a discussão sobre como avaliar a performance com duas expressões que estão associadas a qualquer processo de avaliação: objetivo e subjetivo. Ao se pensar nes- sas expressões, pode-se imaginar que existe um elo entre o objetivo e o subjetivo que os tornam contínuos. “Nada é perfeitamente objetivo; isto é, tudo em algum grau é subjetivo, a extensão vai de muito pouco ao absoluto.”27 (GORDON, 2002, p. 5). De acordo com Gordon (2002) a

avaliação realizada por um professor a partir de uma performance gravada, embora seja calcada no conhecimento e na experiência, possui um certo grau de subjetividade. Quando dois profes- sores avaliam o mesmo material o grau de subjetividade tende a diminuir, embora permaneça. Assim, a “objetividade torna-se mais abundante quando dois ou mais professores compartilham as mesmas conclusões através de julgamentos relativos da performance em música.”28 (GOR- DON, 2002, p. 5).

Para reduzir a subjetividade e, conseqüentemente, aumentar a objetividade, resolvi com base no material de Gordon (2002) estabelecer três Escalas de Avaliação e Classificação, em três dimensões. As dimensões foram: 1) Dimensão Técnica; 2) Dimensão Melódica; e 3) Dimensão Rítmica.

Em cada uma das dimensões foram associados cinco critérios com referência ao material utilizado nos testes de leitura musical à primeira vista e às performances oferecidas pelos sujei- tos. As escalas estão apresentadas abaixo.

Dimensão Técnica

5) Realiza translados da mão esquerda com precisão

27Nothing is perfectly objective; that is, everything is to some degree subjective, the range being from very little

to absolute.

28Objectivity abounds when two or more teachers come to the same conclusions concerning relative judgments