Etapa 08 – Mobilização de Recursos Celebracão de Convênios
4.8.1.1. Principais Agentes e suas Principais Funções
Prefeitura: Coordenação e supervisão das atividades de administração elaboração de planos, diagnóstico, operação, contratação, intervenção, gerência, distribuição com atividades distribuidas nos diversos departamentos. Tem funções ainda de dirimir conflitos. Levantar necessidades e sugerir melhorias nas redes dos sistemas. Agregação de dados espaciais e atualização do cadastro, no banco de dados e cadastro técnico das informações das redes.
Departamento de Planejamento e Mobilização de Recursos: Rastrear junto à programas governamentais, governos em outras esferas, capital privado, campanhas de arrecadação, campanhas de melhorias urbanas entre outros, a possibilidade de mobilizar recursos para fins de infraestrutura. Identificar e promover as definições necessárias para viabilizar convênios e contratações dos recursos.
Departamento de Obras – Projeto: Dispor de equipe ou profissional para elaboração dos projetos e elaboração de termos de referência para contratações de assessorias técnicas para elaboração de projetos básicos e projetos executivos.
5 CONCLUSÃO
A luz dos resultados encontrados neste trabalho destacam-se como conclusões o que segue, resgatando a questão de pesquisa levantada inicialmente a qual era “Como se encontra o atendimento as demandas por redes de infraestrutura na área urbana de um município de pequeno porte e como podem ser elencadas as prioridades de investimentos, levando em consideração a oferta de infraestrutura atual e a demanda da população e a implantação integrada das redes, e como pode ser montado um sistema de análise e gerenciamento para execução dos projetos de redes de infraestrutura no município, tomando como modelo Tio Hugo/RS?
Pode-se definir através do inventário e do diagnóstico elaborados como estão executadas as redes de infraestrutura no município analisado. Pôde-se ainda avaliar a demanda através das entrevistas e comparar a demanda com a oferta, com isso, definindo como se encontra o atendimento a demanda.
O processo de diagnóstico resulta em dados que propiciam facilmente a verificação dos problemas apresentados pela rede de infraestrutura avaliada.
O diagnóstico, pelo inventário, é uma prática que pode ser atualizada pelo município periodicamente em busca de uma padronização das soluções de intervenção requeridas pelas redes avaliadas.
Com relação à condição funcional da infraestrutura, os dados obtidos fornecem um panorama abrangente da situação de avaliação atual. O apontamento da situação de serviço em níveis de severidade, abrangência, extensão mostrou-se adequada para as situações encontradas em campo, que puderam ser complementadas com os registros fotográficos e a situar as áreas de intervenção integrada nas redes.
A proposta para a definição de soluções intervenção para as redes avaliadas mostrou-se correta, mas de certo modo incompleta. É necessário um estudo complementar de modelos de desempenho para a pavimentação, que estime a vida de serviço das soluções de intervenção possíveis, assim como o desenvolvimento de análises de desempenho para as outras redes, o
aceitabilidade do estado de funcionalidade da rede, estabelecendo sua correlação com as possíveis intervenções de manutenção e construção. Esse método pode não só apontar locais de intervenção novos como também apontar locais de manutenção e reconstrução, considerando a integração dos dados.
Os modelos de análise encontrados na literatura para pavimentação raramente relacionavam a análise a outras redes, nem analisavam conjuntamente tipos diferentes de redes, como por exemplo tipos de pavimentação diferentes, pavimentação poliédrica em conjunto com asfáltica, para eleger prioridades.
A elaboração de um mapa temático com o diagnóstico obtido sobre o resultado do inventário combinado com a análise das disposições dos novos imóveis mostrou-se um importante instrumento de ilustração ao questionário aplicado. De forma prática poderia haver a apresentação deste mapa em consulta pública ou através de votação em orçamento participativo com apontamento direto da população nos locais mapeados que consideram de maior urgência.
Os mapas elaborados apontam as áreas com a situação existentes na da pavimentação e das outras redes e são visualizados por segmento e localizados geométrica ou cartograficamente, sendo um importante instrumento para análises futuras, auxiliando na localização exata dos segmentos que apresentam necessidade de intervenção. O cadastro combinado com os mapas pode ser importante para o gerenciamento das redes, visto que a estruturação do banco de dados permite atualização em qualquer instante seja para adicionar novas informações ou modificar as existentes sempre que alterações no campo tenham ocorrido.
O questionário aplicado a alguns stakeholders serviu como experiência a uma gestão participativa na eleição dos locais de intervenção e pode confirmar os dados obtidos com o levantamento e a classificação de prioridades.
As informações colhidas em campo e projetos relacionados com o tipo e as características dos materiais constituintes de cada rede de infraestrutura avaliada, bem como o
inventário de dados relacionados as condições das redes, ajudam a formar o banco de dados que pode ser muito útil não só no elenco de prioridades como também na realização de estudos planos e projetos, assim como para o Plano Municipal de Saneamento Básico Participativo que, inclusive, o município esta licitando empresa para realizar, que é pré- requisito para aporte de recursos do governo federal, e que prevê também a participação da população na escolha das áreas de intervenção.
A complementação do diagnóstico, pela avaliação da demanda com a observação da disposição dos imóveis, assim como percepção do usuário através do questionário, mostram grande proximidade nos resultados, o que mostra que a combinação das situações de análise (diagnostico subjetivo da situação das redes, avaliação da disponibilidade de infraestrutura com relação a implantação de imóveis e demanda da população avaliada no questionário) se ratificam e podem ser usadas combinadas como parâmetro de certificação.
Todos os critérios propostos para a elaboração do diagnóstico responderam de maneira adequada ao propósito de encaminhar soluções de intervenção coerentes. A aplicação da adaptação da avaliação proposta merece maiores estudos e outras aplicações para buscar métodos mais precisos. Entretanto, os valores encontrados e a combinação da análise com outras redes mostrou-se adequado para o estudo desenvolvido neste trabalho.
Quanto à última parte da questão de pesquisa levantada inicialmente dizia respeito a como pode ser montado um sistema de análise e gerenciamento para execução dos projetos de redes de infraestrutura no município, tomando como modelo Tio Hugo/RS. A proposta de uma estrutura de um sistema de gerenciamento de redes de infraestrutura para municípios de pequeno porte, com avaliação da oferta e da demanda e avaliando a execução integrada das redes foi concebida e no estudo pode-se elencar as prioridades de execução conforme foi tomado como objetivo. No entanto há limitações com relação ao resultado da pesquisa, muito fruto de falta de metodologia anterior à aplicação. Foi possível verificar quea metodologia proposta parece simplificada e de fácil aplicação podendo ser disseminada ao uso dos municípios pequenos ou a bairros menores em municípios maiores, facilitando a gerência e o planejamento das redes e como resultado ter um direcionamento racional dos estudos planos e projetos para mobilização de recursos.
São recomendações para trabalhos futuros:
• Prever o cruzamento das informações obtidas em cada rede em mapas temáticos apontando os locais onde possam ser feitas ações conjuntas e gerando um mapa de direcionamento de aporte de recursos para trabalho integrados das redes, com a utilização de Sistema de Informação Geográfica (SIG).
REFERÊNCIAS
AASHO - American Association of State Highway and Transportatin Officials. The AASHO Road Test: Report 5 – Pavement research, Special Report 61E. Washington, D.C.: 1962.
AASHTO – American Association of State Highway and Transportation Officials. Guide for Design of Pavements Structures. Washington, 1993. Setembro, ABPV.
ABIKO, A. et al. Basic Costs of Slums Upgrading in Brazil. Global Urban Development Magazine, Vol. 3, Issue 1, Washington: Nov 2007,. Disponível em:
<http://www.globalurban.org/GUDMag07Vol3Iss1/Abiko.htm>. Acesso em: mai. 2009.