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3. DEFINIÇÃO DE PROBLEMA E OBJECTIVOS

3.1 PROBLEMA

Tendo em conta a literatura analisada, levantamos a seguinte questão: será que existem efeitos na prática de hidroginástica em idosas, nas variáveis de qualidade de vida, satisfação corporal e percepção da auto-imagem corporal?

3.2 OBJECTIVOS

3.2.1 OBJECTIVO GERAL

Foi necessário, depois de definirmos o problema central do estudo, dar resposta a essa problemática, surgindo o objectivo geral que serve como guia-base à estruturação do trabalho.

É objectivo geral do nosso estudo averiguar se existem efeitos na prática de hidroginástica na qualidade de vida e na satisfação e percepção da auto-imagem corporal dos seus praticantes idosos.

3.2.2 OBJECTIVOS ESPECÍFICOS

Tendo em conta o objectivo geral transcrito acima, foram definidos os seguintes objectivos específicos para o nosso estudo:

- Avaliar se um programa de hidroginástica aumenta os níveis de qualidade de vida dos praticantes.

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- Relacionar a satisfação com a imagem corporal sendo praticante ou não de hidroginástica.

- Relacionar a satisfação com a imagem corporal com os índices de IMC.

- Relacionar o parâmetro auto-conceito corporal com a prática da hidroginástica em idosas.

3.3 HIPÓTESES

As hipóteses não são mais que a antecipação de possíveis respostas, tendo em conta o problema que foi definido anteriormente. Então, e segundo Duarte (2009), se o problema é exposto sob forma de questão, o conjunto de hipóteses formuladas terá que ser constituído sob a forma de afirmação. Às hipóteses formuladas, a investigação virá, confirmá-las, ou, pelo contrário, refutá-las.

São apresentadas as hipóteses do nosso estudo no quadro abaixo:

Quadro 2 – Hipóteses do estudo

H01 Existem melhorias na qualidade de vida e na satisfação e percepção da

imagem corporal com a prática de hidroginástica em idosos.

H02 Existem melhorias na qualidade de vida com este tipo de programa de

actividade física em idosos.

H03 Existem melhorias na satisfação corporal com a prática de hidroginástica

em indivíduos em idosos.

H04 Existência de melhoria na percepção da imagem corporal com este tipo

de programa de actividade física em idosos.

H05

Não existem diferenças na qualidade de vida e/ou na satisfação corporal e/ou na percepção da imagem corporal de praticantes de hidroginástica e os do grupo controlo (sedentários).

H06

Os indivíduos que se sentem mais satisfeitos com a sua imagem corporal e percepcionam-se com valores de peso ideal tendem apresentar valores de IMC mais baixos.

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4. METODOLOGIA

Neste capítulo, será apresentada a metodologia que serviu de base a todo o nosso processo de investigação.

O capítulo da metodologia encontra-se dividido em cinco subcapítulos. O primeiro capítulo descreve a amostra, o segundo define as variáveis em estudo, o terceiro, os instrumentos utilizados na investigação. No quarto capítulo apresentam-se os procedimentos amostrais e estatísticos e, por último, o quinto capítulo expõe as limitações decorridas no estudo.

4.1 AMOSTRA

A amostra para a realização deste estudo foi constituída por sessenta (60) indivíduos do sexo feminino, pertencentes a classes de hidroginástica das Piscinas Municipais do Concelho de Paredes. Os indivíduos foram considerados válidos para pertencerem à amostra, se apresentassem as seguintes condições:

- Sexo feminino;

- Terem mais de 65 anos;

- Serem praticantes de hidroginástica há pelo menos seis meses.

Relativamente ao grupo controlo, este foi constituído por trinta (30) indivíduos do sexo feminino, sedentários e com mais 65 anos.

Quadro 3 – Idade dos Constituintes da Amostra (Med,Dp)

Idade Média±DP

Praticante 73,30±6,83 Não Praticante 74,75±8,49

Total 73,77±7,39

4.2 VARIÁVEIS

Tendo em conta o papel que desempenham as variáveis neste estudo, definimos como variáveis independentes o praticante de hidroginástica e o não

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praticante. Como variáveis dependentes determinamos o índice de massa gorda, imagem percepcionada, imagem ideal e a qualidade de vida.

4.3 INSTRUMENTOS

Para possibilitar a realização do estudo, utilizamos diferentes instrumentos, tendo em conta a variável em estudo.

4.3.1SILHOUETTE MATCHING TASK (SMT) – ESCALA DE SILHUETAS

A escala de silhuetas proposta por Stunkard et al (1983) é um conjunto de nove imagens figurativas do corpo humano, numeradas de 1 a 9, em que o número 1 representa o indivíduo mais magro e, o 9 representa o indivíduo mais gordo (Anexo I).

Através desta escala o indivíduo opta pelo índice (1 a 9) de silhueta que considera semelhante ao seu, optando também, por aquele que acha ser o do peso ideal para si. Teremos acesso através destas opções, à informação da percepção do indivíduo relativamente à sua auto-imagem e à satisfação em relação ao seu corpo.

Aquando da recolha de dados foi apresentada a escala de silhuetas à amostra, colocando as seguintes questões:

- Qual a silhueta que considera ser semelhante à sua?

- Qual a silhueta que pensa ser a ideal?

Quadro 4- Cálculo do Nível de Satisfação da Imagem Corporal (NSIC)

NSIC = IC Actual – IC Desejada

Para avaliação da satisfação corporal, subtraímos a aparência corporal ideal pela aparência percepcionada (Quadro 4).Esse valor pode variar do -8 até ao 8. Para variação igual a zero, a idosa foi classificada como satisfeita com sua aparência e, para variação diferente de zero, foi classificada como insatisfeita. Caso a diferença

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seja positiva, observamos insatisfação pelo excesso de peso; quando negativa, uma insatisfação pela magreza.

4.3.2 QUESTIONÁRIO DE QUALIDADE DE VIDA – WORLD HEALTH

ORGANIZATION OF LIFE - WHOQOL-BREF

Foi aplicado o questionário abreviado do WHOQOL-100 da Organização Mundial de Saúde, o WHOQOL-BREF, versão portuguesa (Canavarro, et al., 2007).

A escolha deste instrumento prendeu-se essencialmente com o facto de o questionário permitir uma avaliação genérica da qualidade de vida e de rápida aplicação, sem grande complexidade para a amostra.

Este questionário é constituído por um conjunto de 26 questões, duas de carácter geral, fornecendo um indicador global da qualidade de vida do indivíduo. As restantes vinte e quatro, representam as facetas do WHOQOL-100 (Canavarro, et al., 2007; Whoqol Group, 1998). Estas facetas são avaliadas apenas numa questão, originando somente quatro domínios: físico, psicológico, relações sociais e meio ambiente.

As questões gerais que reflectem os níveis de qualidade de vida e do estado de saúde, não são contabilizadas nos resultados dos domínios (Paúl, Fonseca, Martin, & Amado, 2005)

.

As respostas ao questionário são efectivadas através de uma escala do tipo Likert, onde o participante tem a possibilidade de indicar os seus níveis de concordância/discordância numa escala pontuada de 1 a 5.

Os resultados de cada domínio são calculados através da média aritmética de todas as questões que compõem esse domínio. A esse resultado, e de forma a o podermos comparar com o WHOQOL-100, multiplicamos por 100, variando os resultados de 0 a 100. As pontuações com valor mais elevado determinam uma melhor qualidade de vida. Em três das facetas apresentadas no WHOQOL-BREF, os resultados encontram-se expostos em sentido negativo, tendo sido necessário recodificar esses valores tornando-os adequados à cotação final do domínio.

O questionário utilizado revelou valores concordáveis de confiabilidade e validade para a aplicação do instrumento genérico numa população específica como os idosos (Lai, Tzeng, Wang, Lee, Amidon, & Kao, 2005).

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4.3.3 PESO/ESTATURA

As participantes foram solicitadas a realizarem uma pesagem, descalças, com o mínimo de roupa possível, numa balança, com determinação de peso, até ao 0,1 quilograma (kg) mais próximo.

Relativamente à avaliação da estatura, recorremos ao estadiómetro 2030 – Sanny. Os indivíduos mantiveram-se de pé, descalços, com calcanhares unidos, mantendo a atitude antropométrica estável. A leitura foi efectuada em centímetros (cm), aproximando ao milímetro (mm).

4.3.4 IMC – ÍNDICE DE MASSA CORPORAL

As categorias usadas e o intervalo de escalas do IMC em idosos ainda são um ponto que suscita algum debate a nível científico.

No nosso estudo optamos pelo uso da classificação adoptada pelo Colégio Americano de Medicina Desportiva (ACSM, 2006). Foi utilizada a equação para calcular o peso (kg) em relação à altura (em metros, ao quadrado). É um método rápido e comparativo do estado corporal dos indivíduos. Foi essencial ter conhecimento do IMC da amostra para o compararmos relativamente as escolhas de silhueta.

Quadro 5- Cálculo do IMC (ACSM, 2006)

IMC(kg/m2) = _Peso (Kg)__

Estatura (m)

Usamos a classificação corporal segundo a ACSM (2006) que divide o resultado obtido pelo IMC, em diferentes categorias:

Quadro 6- Classificação do IMC (ACSM, 2006)

Classificação IMC (kg/m2) Peso Insuficiente < 18,5 Normal 18,5-24,9 Sobrepeso 25,0-29,9 Obesidade – Grau I 30,0-34,9 Obesidade – Grau II 35,0-39,9 Obesidade – Grau III ≥40,0

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4.3.5 QUESTIONÁRIO DE PREVALÊNCIA DE ACTIVIDADE FÍSICA –

INTERNATIONAL PHYSICAL ACTIVITY QUESTIONNAIRE (IPAQ)

É um questionário aplicável, somente à população adulta. Contém duas versões (longa e curta); no nosso estudo optamos pela aplicação da versão curta do IPAQ (Anexo III). Através deste questionário tivemos acesso as informações sobre o gasto temporal em actividades como caminhar, em actividades de intensidade moderada e vigorosa, e, também o tempo despendido em inactividade física. Este questionário está validado em 12 países, incluindo Portugal Craig et al., 2003). Foram calculados os minutos totais de actividade física e, seguindo as normas do Cólegio Americano de Medicina Desportiva, ACSM (2006) , todas as participantes que totalizavam menos de 150min/semana em actividades moderadas e/ou vigorosas, foram agrupadas em insuficientemente activas.

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