PRINCIPAIS FATOS ADMINISTRATIVOS
15.01 PROBLEMAS AMBIENTAIS
Meio Ambiente
Nossas atividades estão sujeitas à abrangente legislação ambiental brasileira nas esferas federal, estadual e municipal.
O cumprimento desta legislação é fiscalizado por órgãos e agências governamentais, que podem impor sanções administrativas contra a Companhia por eventual inobservância da legislação – a exemplo da ausência de licença ambiental para operação de atividade potencialmente poluidora - tais como a aplicação de multas de até R$50 milhões (aplicáveis em dobro ou no seu triplo, em caso de reincidência) e suspensão temporária ou definitiva de atividades..
Violações à Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98) podem, ainda, caracterizar crime ambiental, resultando na aplicação de sanções penais, tais como: a suspensão ou interdição de atividades do respectivo empreendimento; a perda de benefícios, tais como suspensão de financiamentos e não habilitação para certificação e concorrência, e incentivos fiscais.
Os diretores, administradores e outras pessoas físicas que atuem como prepostos ou mandatários da Companhia, e que concorram para a prática de crimes ambientais atribuídos a ela, estão também sujeitos, na medida de sua culpabilidade, a penas restritivas de direitos e privativas de liberdade.
Adicionalmente, a Lei de Crimes Ambientais prevê a possibilidade de desconsideração da personalidade jurídica, relativamente à pessoa jurídica causadora da infração ambiental, sempre que essa for obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados à qualidade do meio ambiente.
Ressalte-se que as sanções administrativas e penais serão aplicadas independentemente da obrigação de reparar a degradação causada ao meio ambiente e a terceiros afetados, haja vista que as três esferas de responsabilidade ambiental – administrativa, criminal e civil - são diversas e independentes.
Na esfera civil, os danos ambientais podem implicar responsabilidade solidária e objetiva, direta e indireta. Isto significa que a obrigação de reparar a degradação causada poderá afetar a todos os direta ou indiretamente envolvidos, independentemente da comprovação de culpa dos agentes. Como consequência, a contratação de terceiros para proceder a qualquer intervenção em nossas operações, como, por exemplo, a disposição final de resíduos, não exime nossa responsabilidade por eventuais danos ambientais causados pela contratada.
A legislação ambiental brasileira determina que o regular funcionamento de atividades consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, ou que, de qualquer forma, causem degradação do meio ambiente, está condicionado ao prévio licenciamento ambiental. Este procedimento é necessário tanto para a instalação inicial e operação do empreendimento quanto para as ampliações nele procedidas, sendo que as licenças emitidas precisam ser renovadas periodicamente.
O licenciamento ambiental de atividades cujos impactos ambientais são considerados significativos está sujeito ao Estudo Prévio de Impacto Ambiental e seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), ou outros estudos ambientais, assim como a implementação de medidas mitigadoras e compensatórias dos impactos ambientais causados pelo empreendimento. O processo de licenciamento ambiental dessas atividades está sujeito, ainda, ao pagamento de compensação ambiental, correspondente a 0,5% do custo total previsto para a implantação do empreendimento, conforme o impacto ambiental causado pelo empreendimento e identificado no EIA/RIMA, para a criação e manutenção de uma Unidade de Conservação.
15.01 - PROBLEMAS AMBIENTAIS
O processo de licenciamento ambiental, de acordo com a legislação aplicável, é trifásico e compreende, basicamente, a emissão de três licenças, todas com prazo determinado de validade: Licença Prévia (“LP”), Licença de Instalação (“LI”) e Licença de Operação (“LO”). Cada uma dessas licenças é emitida conforme a fase em que se encontra a implantação do empreendimento e a manutenção de sua validade depende do cumprimento das condicionantes estabelecidas pelo órgão ambiental licenciador.
A ausência de licença ambiental, independentemente de a atividade estar ou não causando danos efetivos ao meio ambiente, caracteriza a prática de crime ambiental, além de sujeitar o infrator a penalidades administrativas tais como multas que, no âmbito federal, podem chegar a R$10 milhões (aplicáveis em dobro ou no seu triplo, em caso de reincidência) e interdição de atividades.
Ademais, é importante ressaltar que a Resolução nº 237/97 do CONAMA prevê que a solicitação de renovação de uma LO deve ser realizada em até 120 (cento e vinte) dias antes do prazo de validade, para que a validade da licença seja prorrogada automaticamente até que o órgão ambiental manifeste-se acerca da renovação.
As demoras ou indeferimentos, por parte dos órgãos ambientais licenciadores, na emissão ou renovação dessas licenças, assim como a nossa eventual impossibilidade de atender às exigências estabelecidas por tais órgãos ambientais no curso do processo de licenciamento ambiental, poderão prejudicar, ou mesmo impedir, conforme o caso, a instalação e a operação dos nossos empreendimentos.
No desenvolvimento e na execução de nossas atividades industriais ao longo de nossos quase 60 anos, buscamos adotar as melhores práticas de gestão ambiental disponíveis.
A preservação do meio ambiente sempre esteve presente em nossa filosofia empresarial, direcionando muitas de nossas ações, especialmente na tentativa de equilibrar o crescimento sócio-econômico com a preservação ambiental, com vista à materialização de um efetivo desenvolvimento sustentável.
Procuramos executar todas nossas atividades com a observância da legislação ambiental vigente, incluindo a obtenção das licenças e autorizações ambientais exigidas pelos órgãos competentes. Todas as nossas unidades operacionais foram submetidas a processo de licenciamento ambiental e encontram-se em operação com as devidas licenças ambientais em vigor ou em processo de renovação. Em alguns casos, contudo, o prazo de 120 (cento e vinte) dias para renovação de nossas licenças ambientais não foi atendido, o que significa que estamos sujeitos à aplicação de penalidades administrativas em razão da ausência de licença ambiental válida para realização de nossas atividades.
No caso da unidade industrial de São Caetano do Sul,SP, a renovação da respectiva LO foi requerida perante a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (“CETESB”) em 2007. No entanto, em razão de termos sido atuados administrativamente pela emissão de ruídos em níveis acima do permitido, a emissão da LO renovada está condicionada à conclusão de uma série de medidas de melhoria ambiental, prevista para 2010.
Não somos parte em qualquer acordo ou contrato que nos sujeitem a padrões internacionais relativos à proteção ambiental.
Recursos hídricos
A Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei 9.433/97) determina que o uso de corpos d’água para fins de captação ou lançamento de efluentes deverá ser previamente autorizado pelas autoridades competentes, por meio de documento de outorga de direito de uso.
15.01 - PROBLEMAS AMBIENTAIS
Em nossas atividades, utilizamos recursos hídricos provenientes de captação superficial, subterrânea ou, ainda, de abastecimento público por empresas concessionárias. Procuramos obter outorga de direito de uso de recursos hídricos para todas as captações de água superficial e subterrânea que realizamos em nossos empreendimentos.
Os efluentes gerados em nosso processo industrial são previamente tratados em estações próprias de tratamento de efluentes para posteriormente serem lançados na rede pública coletora de esgotos ou em cursos d’água. Buscamos, com isso, observar os padrões de emissão estabelecidos na legislação aplicável.
Resíduos sólidos
O transporte, tratamento e destinação final adequados de um resíduo dependem da classe a que ele pertence e os projetos nesse sentido estão sujeitos à prévia aprovação do órgão ambiental competente. Vale observar que a atividade de tratamento de resíduos é passível de licenciamento, de maneira que as empresas contratadas para realizar essa atividade devem demonstrar sua regularidade quanto ao licenciamento ambiental, sob pena de, inclusive, o gerador de resíduos ser responsabilizado administrativamente, caso não destine os resíduos para entidade devidamente licenciada.
A disposição inadequada, bem como os acidentes decorrentes do transporte de resíduos sólidos, pode ser um fator de contaminação de solo e águas subterrâneas e, portanto, ensejar a aplicação de sanções nas esferas administrativa e penal, e a responsabilidade pela reparação do dano causado na esfera cível. As penalidades administrativas aplicáveis incluem: advertência, multa, embargo, suspensão de financiamentos e benefícios fiscais, dentre outras.
Nossas atividades industriais geram resíduos sólidos que devem ser gerenciados, segundo a legislação ambiental aplicável, desde seu armazenamento temporário, até sua destinação final. Tais resíduos incluem lodos de estações de tratamento de efluentes, produtos fora de nossos padrões de qualidade ou com prazo de validade vencido e embalagens vazias.
Dependendo do tipo de resíduo, promovemos seu tratamento, sua reciclagem ou envio a fabricantes de ração animal ou para aterros sanitários devidamente licenciados. Apesar de essa ser uma exigência no processo de contratação, algumas das empresas que recebem nossos resíduos sólidos não se encontram licenciadas, o que significa que podemos ser responsabilizados administrativamente pela não-observância da legislação ambiental aplicável.
Ademais, apesar de remota, não descartamos a eventual possibilidade de a Companhia ser responsabilizada solidariamente por danos ocasionados pelas empresas terceirizadas para gerenciamento de nossos resíduos sólidos.
Produtos controlados
Em nossas atividades industriais, utilizamos produtos controlados pela Polícia Federal, como amônia, hidróxido de sódio, entre outros, que são empregados no processo de tratamento de nossos efluentes. Para o uso de tais produtos, mantemos as licenças exigidas pela legislação aplicável e protocolamos mensalmente a demanda utilizada.
15.01 - PROBLEMAS AMBIENTAIS
Vigilância Sanitária
A Companhia e suas subsidiárias procuram atender a todos os requisitos do licenciamento sanitário para suas unidades industriais, depósitos, veículos, unidades comerciais e demais filiais que desenvolvem atividades diretamente relacionadas à produção de alimentos como uma de suas principais premissas para sua atuação no setor alimentício.
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA
A linha de margarinas e gorduras vegetais produzidas pela Companhia na unidade de Fortaleza está sujeita ao registro e fiscalização do MAPA/SIF (Serviço de Inspeção Federal). A Companhia procura observar a regulamentação aplicável, em especial no tocante ao registro perante o DIPOA do MAPA de seus produtos e unidades industriais.