DE ÓLEO DE COCO
3. PROBLEMAS CAUSADOS A PELE PELO USO DO DETERGENTE
3. PROBLEMAS CAUSADOS A PELE PELO USO DO DETERGENTE
O contato das mãos com detergentes e sabões pode causar algumas doenças, como a dermatite de contato. Reações alérgicas como bolhas e ulcerações podem surgir logo após o primeiro contato e esses sintomas podem ser agravados após o uso prolongado de detergentes e sabões. As mãos são o local mais atingido pela dermatite de contato, normalmente é causada por muitos fatores, sendo afetado pelo ambiente úmido, e os alergénos. Existem dois tipos de dermatite, a irritativa e a alérgica (ROSMANINHO et al., 2016; MOTA, 2011).
A dermatite de contato irritativa pode ser causada por substâncias ácidas ou básicas.
Os sintomas podem aparecer no primeiro contato e são limitados a região do contato, sendo as mãos um local muito comum de ser afetado. São causadas principalmente por detergentes, sabonetes ou outras substâncias. Os principais sintomas são coceira, sensação de dor e queimação. A pele fica com uma aparência de áspera, vermelha e seca (SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA, 2017).
A dermatite de contato alérgica surge, geralmente, após várias exposições ao agente causador. São causadas principalmente por produtos do uso diário. Os principais sintomas são erupções vermelhas, que podem formar bolhas e ou mesmos crostas espessas (SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA, 2017; MOTA, 2011).
3.1. COCOS NUCIFERA
Faculdade Metropolitana de Anápolis | https://www.faculdadefama.edu.br | Cadernos de Pesquisa | v.2, n.1, 2019 | ISBN: 978-85-69676-08-9 48 Os cocos nucifera é pertecente à famlia Arecaceae, subfamília Cocoideae e conhecido popularmente como coco. No Brasil, o coco geralmente é consumido in natura, na forma de frutos verdes e secos. Pode ser consumida a água de coco, a polpa e seus derivados como o leite de coco, coco ralada, farinha de coco e óleo de coco. Além disso, a fibra também pode ser reaproveitada pela agricultura e agroindústrias (ARAGÃO, 2002).
O coqueiro pode apresentar duas variedades, a gigante e anã. O coqueiro gigante apresenta um crescimento lento e produz frutos entre 6 a 10 anos, tendo uma idade madura entre 80 a 120 anos. Já o coqueiro anão apresenta um crescimento mais acelerado produzindo frutos entre 4 a 5 anos. No entanto, são consideradas espécies menos resistentes e necessitam de adequadas condições climáticas (DEBMANDAL; MANDAL, 2010). A figura 02 apresenta a imagem do coqueiro anão (a) e o gigante (b).
Figura 02 - (a) Coqueiro anão (b) Coqueiro gigante.
Fonte: (a) Oswaldo Maricato/Ed.Globo; Ernesto de Souza; Amilton Vieira/Ed.Globo) (b) https://loja.paraisodasarvores.com.br/coqueiro-coco.html.
O gigante é empregado basicamente para uso culinário e agroindustrial da polpa. Já o anão só é utilizado para produção de água de coco, sendo que o amadurecimento do fruto demora aproximadamente um ano (DEBMANDAL; MANDAL, 2010; ARAGÃO, 2002).
Em relação às propriedades medicinais, estudos relatam a presença de atividade antioxidante, antifúngica, antibactericida, antiviral, hepatoprotetor, cardioprotetor e outras, no coco e seus derivados, como o óleo de coco (DEBMANDAL; MANDAL, 2010).
Faculdade Metropolitana de Anápolis | https://www.faculdadefama.edu.br | Cadernos de Pesquisa | v.2, n.1, 2019 | ISBN: 978-85-69676-08-9 49
3.2. ÓLEOS DE COCO
O óleo de coco virgem é considerado não-tóxico para os seres humanos e é classificado como gordura saturada. A saturação dos ácidos graxos é a responsável pelo estado físico do óleo e da gordura. O óleo de coco é considerado uma exceção, pois como ele é formado por ácidos graxos saturados, deveria ser líquido a temperatura ambiente, no entanto, é sólido. Isso ocorre devido ao fato desse óleo apresentar em torno de 70% a 80% de ácidos graxos de cadeias médias na sua composição (DEBMANDAL; MANDAL, 2010).
Na alimentação, ele pode ser utilizado como substituto de outros tipos de gorduras, gerando benefícios no perfil lipídico e diminuindo os problemas cardiovasculares. Esse produto vem sendo muito utilizado por indústria de cosméticos, alimentos e farmacêuticas (RODRIGUES, 2012).
A obtenção do óleo é realizada por prensagem a frio. A polpa seca é desintegrada em um moinho e levada à prensa hidráulica para obtenção da emulsão. Consequentemente, ocorre a separação do óleo presente na emulsão. Esse produto é comercializado e a torta é desidratada, adoçada e comercializada como coco ralado (SEIXAS et al., 1972).
Na sua composição, são documentados um alto índice de ácido láurico, ácido mirístico, ácido caprílico e outros. Em sabões, pode ser utilizada como umectantes, atuando como uma camada protetora para a pele, devido à retenção da umidade. É recomendado para o tratamento de peles irritadas, inflamadas e sensíveis (SILVA NETO et al., 2013).
Devido à sua capacidade de umectação, o óleo de coco apresenta potencial para ser adicionado em detergentes, a fim de diminuir os danos causados na pele. No entanto, para assegurar a qualidade do produto final, é necessário a realização de testes físico-químicos como pH, viscosidade, turvação e teste de espuma.
4. MATERIAL E MÉTODOS
4.1 . MATERIAL - Béquer de 1000 mL;
- pHmêtro de bancada- Marca Quimis;
Faculdade Metropolitana de Anápolis | https://www.faculdadefama.edu.br | Cadernos de Pesquisa | v.2, n.1, 2019 | ISBN: 978-85-69676-08-9 50 - Viscosímetro Copo Ford e Aro 05- Marca Gehaka;
- Tubo de ensaio de 10 mL;
- Proveta de 100 mL;
- Termômetro de bancada- Marca Quimis, Modelo Q400RS;
- Misturador-Marca Ika, Modelo RW20DZM;
- Cronômetro- Marca Poker, Modelo 08090;
- Balança de bancada semi-analítica- Marca Gehaka, Modelo BK2000II.
- Ácido sulfônico 90%;
- Água potável;
- Lauril éter sulfato de sódio 70%;
- Hidróxido de sódio líquido 50%;
- Espessante devergel;
- Óleo de coco extra virgem- Marca Copra;
- Sal comum;
- Sulfato de magnésio.
4.2. PREPARO DA FORMULAÇÃO DO DETERGENTE
Primeiramente adicionou-se 300 mL de água potável em um béquer de 1000 mL e sob agitação em um misturador por 1 minuto com rotatividade de 348 rpm foi adicionado 6,48 mL de hidróxido de sódio líquido 50% e depois 19,5 mL de ácido sulfônico 90%. Após a homogeneização foi realizado o ajuste do pH entre 7,5 à 8,0 com adição de hidróxido de sódio 50%. Em seguida, adicionou-se 6,71ml de lauril éter sulfato de sódio, 0,83 mL de espessante devergel e 0,46 mL de óleo de coco extravirgem. Homogeneizou-se novamente por mais 1 minuto com rotatividade de 348 rpm adicionou-se 2,2 g de sal comum e 3,3 g de sulfato de magnésio. Por fim, foi completado o volume para 500 mL com água potável.
Os métodos de análises foram realizados de acordo com o Manual da qualidade e boas práticas de fabricação do Centro Oeste Óleo Química (2018).
Faculdade Metropolitana de Anápolis | https://www.faculdadefama.edu.br | Cadernos de Pesquisa | v.2, n.1, 2019 | ISBN: 978-85-69676-08-9 51
4.3. ANÁLISES DE PH
Colocou-se 100 mL de detergente em um béquer de 250 mL e mediu-se o pH em um pHmêtro de bancada.
4.4. ANÁLISES DE VISCOSIDADE
De acordo com o exposto no Manual da qualidade e boas práticas de fabricação da Centro Oeste Óleo Química LTDA (2018), colocou-se o detergente em um viscosímetro Copo Ford sob temperatura ambiente de 25°C. Para a análise utilizou-se o Aro 05 e o tempo de escoamento foi cronometrado.
4.5. VERIFICAÇÕES DE TURVAÇÃO
De acordo com o exposto no Manual da qualidade e boas práticas de fabricação da Centro Oeste Óleo Química LTDA (2018), em um tubo de ensaio de 10 mL adicionou-se 0,5 mL de detergente e o mesmo foi deixado em repouso um banho de gelo. Em seguida foi observada a temperatura em que ocorreu a turvação.
4.6. TESTES DE ESPUMA
De acordo com o exposto no Manual da qualidade e boas práticas de fabricação da Centro Oeste Óleo Química LTDA (2018), em uma proveta de 100 mL adicionou-se 0,93 mL de detergente e 50 mL de água potável. Agitou-se por 1 minuto e em seguida foi observado à formação da espuma.