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RESULTADOS E DISCUSSÃO

SEGUNDO TRATAMENTO

A amostra foi tratada com dois coagulantes de natureza inorgânica e diferentes teores de concentração.

Dispondo da melhor eficiência do sulfato de alumínio o coagulante inorgânico combinado com íons férrico, fez-se uma batelada de análises, tratando a amostra com dois

Faculdade Metropolitana de Anápolis | https://www.faculdadefama.edu.br | Cadernos de Pesquisa | v.2, n.1, 2019 | ISBN: 978-85-69676-08-9 38 coagulantes, de natureza inorgânica e diferentes teores dos mesmos, conforme figura 4. A remoção é mais efetiva independente dos teores adicionados para o FeCl3.

Isto acontece devido o sulfato de alumínio ser mais eficiente na faixa de pH entre 5 e 8, sendo que nossa amostra continha um pH em torno de 9 a 11, e o cloreto férrico ter uma ampla faixa de pH em torno de 5 a 11, ele obteve uma melhor eficacia neste tratamento de redução da turbidez.

Percebe-se que em concentrações acima de 30mg/L a remoção de turbidez torna-se praticamente constante para ambos os coagulantes.

Figura 4: Remoção de Turbidez com sulfato de alumínio e FeCl3

Outro parâmetro importante no estudo de coagulação química é o pH, pois se o meio se encontrar alcalino, com valores acima de 11 pode formar hidróxidos e precipitação química das formas de hidróxido de alumínio e hidróxido de ferro. Este monitoramento foi feito durante o estudo e é mostrado na Figura 5.

0 20 40 60 80 100 120 140 160 180

0 20 40 60 80 100 120 140 160

Turbidez NTU

mg/L

Al2(SO4)3 FeCl3

Faculdade Metropolitana de Anápolis | https://www.faculdadefama.edu.br | Cadernos de Pesquisa | v.2, n.1, 2019 | ISBN: 978-85-69676-08-9 39 Figura 5: Variação de pH em relação à dosagem de coagulantes inorgânicos: Sulfato de

alumínio e Cloreto férrico.

As amostras são alcalinas antes do tratamento, devido sua composição química, a partir da adição dos coagulantes, em baixa dosagem, 30 mg/L, há uma redução de uma unidade deste pH, mas ainda mantendo alcalino, próximo do valor de 9,4. No entanto, se mantém mais alcalino os tratamentos com sulfato de alumínio e em maiores dosagens provoca pouca variação neste parâmetro em relação ao FeCl3.

ELETROCOAGULAÇÃO

Como técnica de tratamento alternativa à coagulação química foi utilizada a eletrocoagulação com alumínio. Os resultados obtidos durante o processo de tratamento, neste caso, do efluente bruto, são apresentados na tabela 2:

Faculdade Metropolitana de Anápolis | https://www.faculdadefama.edu.br | Cadernos de Pesquisa | v.2, n.1, 2019 | ISBN: 978-85-69676-08-9 40 Tabela 02- Tempo da eletrocoagulação e os resultados dos parâmetros de qualidade da água.

Como pode ser observado, existe um decaimento significativo da turbidez nos primeiros 15 minutos de operação do processo de Eletrocoagulação, depois deste tempo ela permaneceu constante no valor aproximadamente de 30 NTU demonstrando que este tempo é suficiente para uma remoção da turbidez do efluente inicial.

Possivelmente não houve mais alterações durante os 45 minutos restantes da operação devido à solução ter entrado em equilíbrio, pois durante o processo não alteramos possíveis variáveis como temperatura, pressão, concentração do reagente entre outros.

A condutividade teve um aumento significativo, pois a eletrocoagulação faz com que a condutividade da água aumento por causa de seus eletrodos.

Uma das vantagens de utilizar esta técnica foi que o pH da nossa amostra se tornou neutro em torno de 7,6.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Tanto o processo de coagulação química, quanto à eletrocoagulação com alumínio dissolvido dos eletrodos, mostram-se eficientes para a remoção da turbidez no tratamento de águas cinza.

O objetivo do projeto foi alcançado, que era reduzir a turbidez da água para reutilizá-la em lavagens de garagens, carros, casas, jardins entre outros, pois em todos os tratamentos feitos conseguimos reduzir esta turbidez, sendo alguns mais eficazes que outros.

A comparação dos coagulantes químicos no primeiro tratamento revela uma remoção superior da turbidez com o coagulante Sulfato de Alumínio Ferroso.

PARÂMETROS DE QUALIDADE DA ÁGUA

ELETROCOAGULAÇÃO TURBIIDEZ CONDUTIVIDADE pH

Sem Tratamento 168 NTU 2,39 MS/C MA 10,23

Eletrocoagulação 15 min 29 NTU 1737 MS/C MA 7,66 Eletrocoagulação 30 min 30 NTU 1739 MS/C MA 7,66 Eletrocoagulação 45 min 30 NTU 1748 MS/C MA 7,74 Eletrocoagulação 60 min 30 NTU 1759 MS/C MA 7,79

Faculdade Metropolitana de Anápolis | https://www.faculdadefama.edu.br | Cadernos de Pesquisa | v.2, n.1, 2019 | ISBN: 978-85-69676-08-9 41 Ressalta-se, ainda, que a sedimentação das amostras foi muito lenta, devido à baixa velocidade de sedimentação das partículas. Para o ponto de melhor resultado alcançado na remoção da turbidez, demorou cerca de 72 horas para estabilizar o regime de sedimentação.

No segundo tratamento o FeCl3 foi mais eficaz devido sua ampla faixa de ph ser maior que a do sulfato de alumínio. O pH da amostra continuou alcalino com um baixo decaimento durante o processo de tratamento.

A eletrocoagulação também se mostrou eficiente para a remoção dos coloides do efluente com apenas 15 minutos.

Além disto, esta técnica possui a vantagem da não necessidade de ajuste do pH e a quase inexistente variação da condutividade comparado à coagulação química, postulando-se como uma alternativa vantajosa para o tratamento de efluentes com alta carga coloidal.

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Os detergentes são substâncias químicas formadas por uma mistura de compostos orgânicos capazes de emulsionar óleos e manter a sujeira em suspensão. É um agente de limpeza que atua em diversas superfícies sem danificá-las. A pele é um órgão constituído por três camadas: a epiderme, a derme e o tecido subcutâneo ou hipoderme, que em contato direto com produtos de limpeza, tende a ficar ressecada podendo atuar como agente agressor, levando a alergias. Uma alterantiva seria o uso do óleo de coco virgem em formulações de sabões com a função de umectante, atuando como uma camada protetora para a pele, devido à retenção da umidade.

Sendo recomendado para o tratamento de peles irritadas, inflamadas e sensíveis. Foi realizada a formulação de um detergente com adição de óleo de coco. Essa formulação atendeu todos os padrões exigidos pela legislação, mantendo os parâmetros necessários para sua funcionalidade de limpeza e espumação. O produto final foi capaz de diminuir a irritação e ressecamento da pele das mãos como proposto.

Palavras-chave: Detergente. Óleo de Coco. Substâncias Químicas.

ABSTRACT

Detergents are chemicals made up of a mixture of organic compounds capable of emulsifying oils and keeping dirt in suspension. It is a cleaning agent that acts on several surfaces without damaging them. The detergents have an apolar region, formed by a long sequence of carbons and hydrogens (hydrocarbon), and a polar region. The skin is an organ made up of three layers:

the epidermis (outer layer where the cornea is composed of dead cells protecting against the entry of aggressive agents), the dermis (the middle layer where the blood vessels are located, the sebaceous glands, nerve endings and hair follicles) and the subcutaneous tissue or

11 Estudante do Curso de Tecnologia em Processos Químicos na Faculdade Metropolitana de Anápolis - FAMA.

12 Estudante do Curso de Tecnologia em Processos Químicos na Faculdade Metropolitana de Anápolis - FAMA.

13 Mestre em Ciência e Tecnologia de Alimentos pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Professora do Curso de Tecnologia em Processos Químicos na Faculdade Metropolitana de Anápolis – FAMA.

14 Especialista em Tratamento e Disposição Final de Resíduos Sólidos e Líquidos pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Coordenador de Desenvolvimento Analítico - Validação de Métodos pelo Laboratório Brainfarma - Hypera Pharma (Anápolis - GO). Professor do Curso de Tecnologia em Processos Químicos na Faculdade Metropolitana de Anápolis – FAMA.

15 Mestre em Ciências Aplicadas a Produtos para Saúde pela Universidade Estadual de Goiás (UEG). Professor do Curso de Tecnologia em Processos Químicos na Faculdade Metropolitana de Anápolis – FAMA.