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3 PRODUÇÃO DE MAPAS EM DIFERENTES ESCALAS PARA SINGRA

4.5 Procedimento de teste

O grupo de 52 motoristas foi dividido em dois subgrupos similares, de 13 homens e 13 mulheres, para a aplicação do teste de usabilidade dos mapas em diferentes escalas, no simulador de direção. O primeiro grupo (grupo 1) iniciou a tarefa de navegação auxiliados por mapas na escala 1:3.000 (manobras de 1 a 6), e finalizou esta tarefa auxiliados por mapas na escala 1:6.000 (manobras de 7 a 13). O segundo grupo (grupo 2) utilizou os mesmos mapas, porém na ordem inversa, isto é, iniciou a tarefa de navegação auxiliados por mapas na escala 1:6.000 (manobras de 1 a 6) e a finalizou usando mapas na escala 1:3.000 (manobras de 7 a 13). Optou-se por variar a ordem de exibição dos mapas no intuito de eliminar influências nos resultados, em decorrência da ordem de visualização das escalas de representação.

Após a entrada do participante no laboratório de simulação, o experimentador iniciou o procedimento de teste com uma explanação breve sobre o objetivo da pesquisa e o porquê de se utilizar um simulador de direção. Na sequência, o motorista foi convidado a ler e assinar

o termo de consentimento livre e esclarecido (Apêndice K), preencher o questionário de caracterização individual (Apêndice I) e realizar os testes de habilidade espacial, o teste SBSOD (Anexo A) e o teste PT/SOT (Anexo B). Optou-se por aplicar estes dois testes para avaliar a habilidade espacial dos motoristas tanto por meio de um teste qualitativo (SBSOD), quanto por meio de um teste quantitativo (PT/SOT), e realizar a correlação desses resultados.

Posteriormente, o participante foi familiarizado com o beep e com as representações nas duas diferentes escalas, por meio da apresentação do manual de símbolos do SINGRA (Apêndice L). Para a familiarização do motorista com o veículo utilizado no simulador, o motorista foi convidado a entrar no automóvel, por o sinto de segurança, regular retrovisores e encosto do banco, assim como a manusear os controles de direção, como volante, câmbio de marchas e sinalizadores de indicação de mudança de direção. Todavia, o experimentador ressaltou que as ações nos controles do veículo não implicariam em qualquer mudança no cenário de simulação.

Na sequência, o experimentador fez a apresentação do roteiro do teste ao motorista (Apêndice J). Além de preparar o participante para a realização de uma suposta viagem por uma rota desconhecida, na qual um SINGRA apoiaria a realização das manobras, o roteiro do teste orientou o motorista a realizar duas tarefas: uma principal e uma secundária. A tarefa principal consistiu em prestar a máxima atenção no vídeo da rota, como se estivesse dirigindo o automóvel no mundo real, para evitar riscos de acidente no trânsito. A tarefa secundária esteve relacionada ao tempo de consulta ao monitor de navegação para obter as informações de direção de manobra. O motorista foi orientado a consultar o monitor de modo rápido e, preferencialmente, depois de ouvir o beep, o qual seria disparado pelo protótipo de SINGRA quando o automóvel se encontrava a 100 metros ou menos da manobra. Além dessas duas tarefas, o motorista foi solicitado a, após ouvir o beep, informar em voz alta a direção da manobra compreendida no mapa. O motorista foi orientado a corrigir a resposta fornecida, caso julgasse necessário, mas isso imediatamente após sua primeira resposta. O procedimento de solicitar que o motorista informasse a direção da manobra possibilitou a coleta dos dados de erro navegacional (Apêndice M). Após o motorista afirmar que a tarefa de navegação poderia ser iniciada, o experimentador fez a reprodução do vídeo da rota, usando o Microsoft

Windows Media Player, em sincronia com a reprodução do deslocamento do automóvel pela

rota, usando o protótipo de SINGRA. O tempo de duração da tarefa de navegação foi de aproximadamente oito minutos, e a face do motorista foi filmada durante todo esse intervalo.

Imediatamente após o término da tarefa de navegação, o motorista foi convidado a preencher o questionário de carga mental de trabalho subjetiva (Apêndice N). Pugliesi et al.

(2013) sugerem a quantificação do índice de CMT instantes depois da realização da tarefa, para que as informações que possam indicar situações de alta carga mental não sejam esquecidas pelo indivíduo. No preenchimento do questionário NASA-TLX, o motorista foi orientado a marcar uma das gradações, em cada uma das seis escalas (EM, EF, ET, NE, NS e NF) desse teste. Cada escala contém um total de 10 gradações, fracionadas de meio em meio, sem a presença de números. Para o preenchimento do questionário, o motorista leu o texto explicativo dessas escalas, o qual detalhou cada uma para o contexto da tarefa de navegação realizada. Além disso, o motorista foi orientado a tirar dúvidas com o experimentador, caso julgasse necessário. Os motoristas do grupo 1 concederam notas somente para os mapas exibidos na escala 1:6.000, pois foram as representações visualizadas por último na tarefa de navegação (manobras 7 a 13). Por esta mesma razão, os motoristas do grupo 2 utilizaram a ordem inversa, isto é, concederam notas apenas para os mapas exibidos na escala 1:3.000.

Para finalizar o processo de avaliação, o experimentador apresentou o material do teste de preferência (Apêndice P) e aplicou o teste em seguida, determinando o nível de aceitação dos motoristas pelas representações de SINGRA exibidas nas diferentes escalas. Vale ressaltar que, enquanto o motorista desenvolveu a tarefa de navegação, o experimentador permaneceu próximo ao automóvel, porém fora do campo de visão do motorista. Isto permitiu o preenchimento do formulário de coleta dos dados de erro navegacional, sem que a presença do experimentador causasse algum tipo de incômodo ao motorista. Para a aplicação do questionário de índice de CMT subjetiva e do teste de preferência, o experimentador permaneceu sentado no banco de passageiro do automóvel. A duração do teste foi 40 minutos.