4 CAMINHO METODOLÓGICO
4.3 Procedimentos: Conhecendo as Instituições
O primeiro contato foi com as instituições hospitalares, compreendendo que cada organização tinha seus procedimentos para liberar a Carta de Anuência. No HGCC e HIAS, o primeiro contato com a organização hospitalar ocorreu por intermédio das próprias psicólogas do Serviço de Psicologia. Pelas suas contribuições, tornou-se possível cumprir com os procedimentos destes locais.
O HIAS vinculou sua aceitação em participar da investigação proposta se a instituição fosse incluída como coparticipante, de acordo com o procedimento da Plataforma Brasil. O HGCC licenciou a pesquisa com autorização do diretor do Comitê de Ética da Instituição, abrindo um espaço independente da vinculação da instituição como coparticipante na pesquisa.
No HM, o primeiro contato foi com a Secretária do Comitê de Ética do hospital. Ela informou que, no momento, o procedimento competia a cada chefia, à
responsabilidade e interesse pela pesquisa, no caso, a liberação seria competência da Coordenação do Serviço de Psicologia.
No HSJ, o contato das primeiras informações deu-se pela Secretária do Comitê de Ética, ao orientar que o procedimento adotado para a liberar a investigação cabia à diretoria técnica, estando estes responsável pela autorização da pesquisa.
No HGF foi negada a autorização para investigar sob alegação desta não ter sido anteriormente vinculada como instituição coparticipante. O HSMM foi retirado da pesquisa por apresentar possibilidades mínimas se acompanhamentos de processos de morte sob a perspectiva da pesquisa proposta.
Após a aprovação de cada hospital, foi realizada a captação da amostra de sujeitos, sendo conveniente ressaltar que, a principio, a indicação das psicólogas deu-se por conversas informais com colegas nossas exercem suas profissões em ambiente hospitalar. Este foi o passo inicial para chegar à amostragem de participantes.
Desta forma, foram selecionados seis profissionais, dos quais três participantes realizando atividades com crianças e adolescentes, e três outras participantes prestando assistência a adultos. Estas atividades estavam abrangendo atendimentos entre enfermarias e UTIs.
Posteriormente, foi feito o primeiro contato com as psicólogas, por telefone, no caso das participantes 02, 04, 06, e pessoalmente com as participantes 01, 03, e 05. Todos os sujeitos se mostraram dispostos a contribuir, inclusive, como afirmado antes, algumas psicólogas facilitaram o acesso à instituição no que concerne às questões burocráticas e éticas, como no caso do HGCC e HIAS.
O procedimento quanto à aplicação dos instrumentos foi na sua maioria na instituição onde a participante trabalhava, por preferencia dos sujeitos; exceto pela participante 02, que sugeriu a aplicação na sua residência, todas as outras manifestaram sua disponibilidade para o ambiente hospitalar, notadamente no decorrer dos seus horários de trabalho.
A implicação de este fato quanto à aplicação deter-se na sua maioria nos ambientes de trabalho não impediu a realização da coleta dos dados. Trouxe, porém, peculiaridades na concretização da aplicação, como algumas interrupções, ambientes
que tinham uma acústica deficitária com sons externos interferindo e, por fim, para uma das profissionais, havia o cansaço pelo dia de trabalho.
A aplicação dos instrumentos nos ambientes hospitalares oportunizou, entretanto, o conhecimento das estruturas físicas e acomodações destinadas aos serviços de Psicologia.
Desta forma, foi possível identificar o fato de que, na sua maioria, as condições são precárias para atendimentos em Psicologia, inclusive sendo apontado o corredor da instituição como ponto de acompanhamento de pacientes. Este fato torna-se mais significativo quando abordamos sobre a condição de morte. Importar referir o fato de que não há uma estrutura física mínima que ampare o paciente ou familiar.
A exceção foi no HIAS, que tem condições físicas adequadas do ponto de vista de uma estrutura física favorável ao sigilo, possibilitando que a aplicação transcorresse sem nenhuma interrupção.
Quanto à aplicação dos instrumentos para cada uma das participantes podemos inferir que:
Participante (01)- aplicação dos instrumentos realizada no HGCC numa sala de atendimento ambulatorial com uma acústica relativamente deficitária, embora transcorrida toda a aplicação dos instrumentos com tranquilidade. O sujeito afirmou ter gostado muito de contribuir, além de ter sido prazeroso falar sobre o ambiente e o seu trabalho;
Participante (02)- aplicação dos instrumentos foi realizada na residência da psicóloga, sem interrupções, e com disponibilidade de tempo para sua participação. Esta verbalizou ter tido uma experiência com os mapas afetivos. Isto, como sujeito desta forma, mostrou familiaridade com o instrumento;
Participante (03)- a aplicação dos instrumentos aconteceu no HM num dia em que a psicóloga estava de plantão, uma escolha da participante, por compreender que nesta ocasião não haveria interrupções, fato que realmente ocorreu e toda a aplicação dos instrumentos deu-se de forma tranquila, com disponibilidade de tempo;
Participante (04)- a aplicação dos instrumentos deu-se no HIAS em uma sexta-feira, no fim da tarde, na sala de atendimento da Coordenação da Psicologia, um
ambiente reservado e propicio para atendimentos dadas as condições da referida sala. No inicio da aplicação, a psicóloga expôs cansaço pelo fato de, naquele dia, ter participado de uma banca examinadora, mas, ao final da aplicação, revelou que tinha sido relaxante e agradável a atividade realizada;
Participante (05)- a aplicação dos instrumentos realizou-se no HM em um dia de rotina de trabalho numa área externa verde do hospital, condição esta que favoreceu interrupções e uma mudança de local por duas vezes. Mesmo assim, porém, o sujeito foi cooperativo e, disponível e ao final, revelou alegria por participar da pesquisa;
Participante (06)- a aplicação dos instrumentos foi realizada no HSJ, em um horário de expediente de trabalho, numa sala destinada a atendimento em Psicologia, com uma acústica um pouco deficitária, mas possível de ser desenvolvido e sem nenhuma interrupção.