• Nenhum resultado encontrado

Procedimentos para análise dos resultados

1 INTRODUÇÃO

4.7 Procedimentos para análise dos resultados

Os dados foram analisados baseados no Processo de Enfermagem, ação privativa e obrigatória do profissional de enfermagem. Fundamentando-se nos livros de diagnóstico, NANDA Internacional (2012), Nursing Outcomes Classification (NOC, 2010) e Nursing Intervention Classification (NIC, 2010).

Para a identificação dos diagnósticos de enfermagem e, consequentemente, fatores relacionados ou de risco e as características definidoras, foi utilizado o processo diagnóstico proposto por Helland (1995), o qual se constitui em duas etapas: análise (categorização dos dados e identificação das lacunas) e síntese (agrupamento, comparação, identificação e relação dos fatores causadores).

A inferência diagnóstica foi composta por categorização dos sinais e sintomas levantados na anamnese e exame físico, identificação de lacunas nos instrumentos de anamnese e exame físico e agrupamento dos sinais e sintomas identificados em cada paciente, comparação desses elementos com a literatura científica, sendo possível a identificação dos diagnósticos de enfermagem, características definidoras e fatores relacionados/risco de acordo com a NANDA Internacional. Destaca-se que essa inferência foi realizada

primeiramente pela mestranda e em seguida por processo de revisão de forma pareada com o orientador para assegurar um julgamento consensual, objetivando, assim, maior precisão.

Posteriormente, construíram-se duas planilhas utilizando o software Microsoft Excel®, nas quais foram registrados os dados da anamnese, exame físico, diagnósticos de enfermagem e suas características definidoras e fatores relacionados ou de risco identificados.

A primeira referia-se aos dados socioeconômicos e clínicos, e a segunda constituiu-se dos diagnósticos de enfermagem e suas características definidoras, fatores relacionados e de risco para cada paciente.

Os dados nas planilhas foram dispostos da seguinte forma: apresentação do paciente quanto aos dados sociodemográficos e clínicos, a listagem dos diagnósticos de enfermagem investigados, com a relação dos seus respectivos componentes do diagnóstico.

Os dados foram exportados para o software estatístico IBM SPSS Statistic® versão 20.0 for Windows para tratamento dos resultados, tendo como tipo de análise a estatística descritiva e inferencial.

A análise descritiva se consistiu em frequências absolutas e percentuais para as variáveis sociodemográficas e clínicas, diagnósticos de enfermagem, características definidoras e fatores relacionados ou de risco.

As variáveis numéricas relacionadas aos aspectos sociodemográficos e clínicos e diagnósticos de enfermagem receberam tratamento estatístico de medidas de tendência central.

Para verificar a normalidade da distribuição dos diagnósticos de enfermagem, utilizou-se o teste estatístico de Shapiro Wilk a um nível de significância de 5%, por ser recomendado para amostras maiores, em virtude de possibilitar maior precisão, conforme Torman, Coster, Riboldi (2012).

Para analisar a associação dos dados nominais, aplicaram-se testes estatísticos para testar a hipótese, a saber: qui-quadrado de Pearson e o teste exato de Fisher, este último quando as frequências esperadas eram inferiores a 5 (VIEIRA, 2010). Os testes de associação foram aplicados para os diagnósticos de enfermagem que apresentaram frequência acima de 50% (variável dependente) e suas características definidoras e fatores relacionados. Realizou-se associação também desses diagnósticos com as variáveis

sociodemográficas e clínicas (faixa etária, sexo, situação conjugal, local de moradia, nível de escolaridade, renda familiar, forma de exposição ao HIV, existência de outras doenças, infecção oportunista atual, abandono de tratamento, dificuldade de acesso ao serviço, tabagista, usuário de álcool e usuário de drogas ilícitas).

A análise se baseou na leitura das estatísticas descritivas, bem como na análise do valor p encontrado, com seus respectivos comentários. Para significância estatística adotou-se um nível de 5%.

A estatística inferencial se deu também por meio de regressão logística pelo método stepwise para identificar os fatores preditores dos diagnósticos de enfermagem que influenciam no processo de estabelecimento das respostas humanas apresentadas por pacientes com a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, e considerou-se um nível de significância de 10%.

A regressão logística é utilizada para variável dependente com característica dicotômica. Nesta pesquisa, utilizaram-se alguns testes para verificar a adequação do modelo, os quais são conhecidos como pseudos r2, destacando-se o teste de Cox&Snell r2 e o de Nagelkerk r2. O valor máximo de um coeficiente de Cox&Snell r2 é igual a 1 e, quanto mais próximo de 1 este índice, melhor é a qualidade do modelo. O coeficiente de Nagelkerk r2 representa uma correção do coeficiente de Cox&Snell r2 e segue a mesma interpretação (HAIR et al., 2005).

Realizou-se a regressão logística para os diagnósticos mais prevalentes neste estudo com as variáveis sociodemográficas e clínicas contidas no instrumento da pesquisa (sexo, faixa etária, situação conjugal, procedência, crença religiosa, nível de escolaridade, renda familiar, situação ocupacional, coinfecção com HIV atual, infecção oportunista atual, existência de outras doenças, uso de antirretrovirais, reações adversas aos antirretrovirais nas primeiras semanas, motivo da internação atual, abandono de tratamento, dificuldade de acesso ao serviço, tabagista, usuário de álcool, usuário de drogas ilícitas, dificuldade para aprender coisas novas, existência de dúvida sobre o tratamento, participação no tratamento, satisfação com aparência e estilo de vida, modificação corporal relacionada à doença, vida sexual ativa, frequência diminuída da prática sexual, uso de preservativo atualmente), como

também com as características definidoras e fatores relacionados que apresentaram uma prevalência a partir de 15%.

Salienta-se que não houve possibilidade de realizar testes estatísticos envolvendo o diagnóstico de enfermagem Proteção ineficaz, tendo em vista sua frequência ter se apresentado em 100% dos pacientes.

Delinearam-se resultados e intervenções de enfermagem, por meio da utilização da NOC (2010) e NIC (2010) para aqueles diagnósticos de enfermagem que atingiram frequência acima de 50%. Esse levantamento foi realizado primeiramente pela mestranda e em seguida de maneira pareada com o orientador. Os dados foram apresentados em quadro.

Destaca-se que os dados resultantes desta pesquisa estão apresentados no formato de artigos, os quais serão submetidos a periódicos.

5 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Esta secção será composta da apresentação dos dados oriundos da pesquisa no formato de artigo e que serão submetidos à avaliação de periódicos qualificados e de impacto científico.

 Artigo 1, ―Prevalência dos diagnósticos de enfermagem em pessoas com AIDS‖, com o objetivo de sintetizar o conhecimento produzido na literatura científica acerca dos diagnósticos de enfermagem mais frequentes em pessoas com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, está editado de acordo com as normas da Revista Cuidado é Fundamental (Anexo B).

 Artigo 2, ―Associação dos diagnósticos de enfermagem em pacientes com a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida‖, com o objetivo de analisar a associação entre os diagnósticos de enfermagem e as características definidoras, fatores relacionados ou de risco em pacientes com a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, está formatado de acordo com as normas da Revista Acta Paulista de Enfermagem (Anexo C).

 Artigo 3, ―Associação dos diagnósticos de enfermagem com as características sociodemográficas e clínicas em pacientes com a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida‖, com o objetivo de analisar a associação entre os diagnósticos de enfermagem e as características definidoras, fatores relacionados ou de risco em pacientes com a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, está editado de acordo com as normas da Revista Brasileira de Enfermagem (Anexo D).

 Artigo 4, ―Fatores preditores dos diagnósticos de enfermagem em pacientes com a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida‖, com o objetivo de identificar fatores preditores para diagnósticos de enfermagem em pacientes com a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, está editado de acordo com as normas da Revista Eletrônica de Enfermagem (Anexo E).

 Artigo 5, ―Diagnósticos, resultados e intervenções de enfermagem para pessoas com a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida‖, com o intuito de identificar os diagnósticos de enfermagem mais prevalentes e propor os resultados e intervenções de enfermagem para pacientes internados com a

Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, está editado de acordo com as normas da Revista Texto e Contexto em Enfermagem (Anexo F).

PREVALÊNCIA DE DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM EM PESSOAS COM AIDS

PREVALENCE OF NURSING DIAGNOSIS IN PEOPLE WITH AIDS

Resumo

Objetivo: Sintetizar o conhecimento produzido na literatura científica acerca dos diagnósticos de enfermagem mais prevalentes em pessoas com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada nas bases de dados SCOPUS, PUBMED, LILACS e BDENF. Resultados: Foram identificados sete diagnósticos de enfermagem mais citados entre os artigos. A prevalência mínima e máxima dos DEs encontrados pelos estudos foram, respectivamente: conhecimento deficiente (19,6-100%), medo (1,9 a 96%), nutrição desequilibrada: menos do que as necessidades corporais (7,8-76,9%), risco de infecção (60-100%), ansiedade (1,9-90%), controle ineficaz do regime terapêutico (27,4-96%) e diarreia (4-46,1%). Conclusão: Há lacunas nos estudos analisados, pois os enfermeiros não descrevem em alguns diagnósticos elaborados quais as características definidoras e os fatores relacionados dos DEs por eles estabelecidos. Descritores: Síndrome da Imunodeficiência Adquirida; Diagnóstico de Enfermagem, Processos de Enfermagem.

Abstract

Objective: To summarize the knowledge produced in the scientific literature about nursing diagnoses that are more prevalent in people with Acquired Immunodeficiency Syndrome. Method: This is an integrative literature review conducted in the databases SCOPUS, PubMed, LILACS and BDENF. Results: 07 nursing diagnoses among the most cited articles were identified. The maximum and minimum prevalence found by the DE studies were: lack of knowledge (19.6 to 100%), fear (1,9 96%), imbalanced nutrition: less than body requirements (7.8 to 76 , 9%), risk of infection (60-100%), anxiety (1.9 to 90%), ineffective therapeutic regime (27.4 to 96%) and diarrhea (4 to 46.1%). Conclusion: There are gaps in the studies analyzed, because the nurses did not describe in some developed which diagnoses the defining characteristics and related factors of DE established by them.

Descriptors: Acquired Immunodeficiency Syndrome; Nursing Diagnosis; Nursing Process.

Resumen

Objetivo: Resumir el conocimiento producido en la literatura científica sobre diagnósticos de enfermería que son más frecuentes en las personas con Síndrome de Inmunodeficiencia Adquirida. Método: Se trata de una revisión integradora de la literatura realizada en las bases de datos SCOPUS, PubMed, LILACS y BDENF.

Resultados: Fueron identificados 07 diagnósticos de enfermería más citados entre los artículos. La prevalencia máxima y mínima encontrado por los estudios DE fueron: la falta de conocimiento (19,6 a 100%), miedo (1,9 al 96%), la nutrición desequilibrada: menos que las necesidades corporales (7,8-76 , 9%), riesgo de infección (60-100%), ansiedad (1,9 a 90%), regimén ineficaces terapéutico (27,4 a 96%) y diarrea (4 a 46,1%). Conclusión: Hay lagunas en los estudios analizados, debido a que las enfermeras no describieron en algunos países desarrollados que diagnostica las características definitorias y factores relacionados de DE establecidas por ellos. Descriptores: Síndrome de Inmunodeficiencia Adquirida; Diagnóstico de Enfermería; Procesos de Enfermería.

Introdução

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é uma doença causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), que fragiliza o sistema imunológico e debilita seu portador, favorecendo a ocorrência de infecções oportunistas.1

Apesar de todos os avanços no diagnóstico e na terapia, a infecção pelo vírus HIV e a AIDS ainda são consideradas problemas de saúde pública.1-2

No Brasil, desde o início da epidemia em 1980 até dezembro de 2013, foram notificados 734 mil casos de AIDS.3

Com a produção e a distribuição gratuita dos antirretrovirais (ARV) houve uma significativa contribuição no aumento da expectativa de vida das pessoas com HIV/AIDS, por exemplo, na década de 80 a média de sobrevida das pessoas que viviam com HIV/AIDS era de cinco meses, em 1996 era de cinquenta e oito meses e, em 2002, constataram-se sete anos de sobrevida. Dessa forma, a infecção passa a adquirir perspectivas de cronicidade.4 Diante do exposto, as ações de cuidado no

âmbito da saúde desses indivíduos também devem ser redirecionadas e os profissionais precisam saber lidar com essa realidade cada vez mais presente nos serviços de saúde.

São evidentes os progressos feitos no tratamento da infecção por HIV e da AIDS, porém o vírus persiste como uma questão crítica de saúde. Prevenção, detecção precoce e tratamento permanecem como importantes aspectos do cuidado de pessoas com infecção por este vírus. O enfermeiro, na prestação do cuidado ao paciente com AIDS, precisa compreender o distúrbio, aperfeiçoar as condutas rotineiras, ter o conhecimento sobre as consequências físicas e psicológicas associadas a seu diagnóstico e possuir habilidades quanto ao histórico e tratamento

clínico a fim de proporcionar um cuidado eficaz para as pessoas com infecção por HIV e AIDS.4-5

Durante décadas, a enfermagem tem buscado conhecimentos próprios para sistematizar e organizar sua prática e seu processo de cuidar, de modo a favorecer uma assistência baseada não somente na dimensão biológica do ser humano, mas essencialmente na compreensão do homem como sujeito social e o seu processo saúde/doenca, seja no âmbito hospitalar ou na saúde coletiva, oferecendo um cuidado holístico.6

Dessa forma, com o objetivo de melhorar a qualidade e o processo de cuidar, o Processo de Enfermagem (PE), nos últimos anos, vem sendo utilizado em algumas instituições de saúde como uma metodologia assistencial.

Uma das fases do processo de enfermagem que merece destaque devido à sua complexidade de elaboração é o Diagnóstico de Enfermagem (DE), a qual se configura pela tomada de decisões, e se norteia pelo julgamento clínico mediante embasamento científico e experiência do enfermeiro.

A utilização do DE na assistência de enfermagem é importante, uma vez que individualiza o cuidado prestado ao paciente, facilita o estabelecimento de metas, a adoção de condutas de enfermagem, subsidia a execução e a avaliação da assistência com base em um raciocínio clínico registrado de forma organizada.4,8

Diante da complexidade e morbidade da AIDS e, tendo em vista a importância da identificação dos diagnósticos de enfermagem para direcionar os cuidados de acordo com as necessidades do paciente, os quais proporcionam subsídios para tomada de decisão do enfermeiro de forma adequada, teve-se como objeto de estudo a identificação dos diagnósticos de enfermagem direcionados aos pacientes com AIDS na literatura.

Partindo do exposto, o estudo tem como objetivo sintetizar o conhecimento produzido, na literatura científica, acerca dos diagnósticos de enfermagem mais frequentes em pacientes com a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.

Metodologia

Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, um método de pesquisa que permite a síntese de múltiplos estudos publicados e possibilita conclusões gerais a respeito de uma particular área de estudo. Esse método inclui a análise de pesquisas relevantes que dão suporte para a tomada de decisão e a melhoria da prática clínica, possibilitando a síntese do estado do conhecimento de um

determinado assunto, além de apontar lacunas do conhecimento que precisam ser preenchidas com a realização de novos estudos.9

Foram utilizadas as seguintes etapas para a construção desta revisão: identificação do tema; seleção da questão de pesquisa; coleta de dados pela busca na literatura nas bases de dados eletrônicas, com estabelecimento de critérios de inclusão e exclusão para selecionar a amostra; elaboração de um instrumento de coleta de dados com as informações a serem extraídas; avaliação dos estudos incluídos na revisão integrativa; interpretação dos resultados e apresentação dos resultados evidenciados.9

A questão norteadora da pesquisa foi: Quais os diagnósticos de enfermagem mais frequentes em pacientes portadores de HIV/AIDS?

Para responder tal questionamento, foi executada uma busca no mês de setembro de 2013 e atualizada em outubro de 2014, nas seguintes bases de dados, por ordem de consulta: SCOPUS, PUBMED (National Library of Medicine and National Institutes of Health), LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e BDENF (Base de Dados de Enfermagem).

Cada base de dados foi acessada e sua verificação esgotada por duas pesquisadoras, simultaneamente, em computadores diferentes, a fim de garantir cegamento e a seleção do maior número de artigos relevantes para a pesquisa.

Os critérios de inclusão dos estudos foram: artigos disponíveis gratuitamente em texto completo; estudos publicados nos idiomas português, inglês e espanhol. Não houve restrição na data de publicação. Foram excluídos artigos disponíveis apenas em resumo; estudos publicados em fontes que não estivessem disponíveis eletronicamente, como artigos, livros, monografias, dissertações e teses; comentários e cartas ao leitor.

Os descritores identificados no MeSH (Medical Subject Headings) para a busca foram: Nursing diagnosis, acquired immunodeficiency syndrome, nursing process, empregados nos seguintes cruzamentos: Nursing diagnosis AND Acquired immunodeficiency syndrome, Nursing process AND Acquired immunodeficiency syndrome.

Durante a pesquisa, mediante a aplicação dos cruzamentos dos descritores foram encontrados: Nursing diagnosis AND Acquired immunodeficiency syndrome (SCOPUS=199, PUBMED=321, LILACS=60, BDENF=26); Nursing process AND Acquired immunodeficiency syndrome (SCOPUS = 155, PUBMED= 450, LILACS= 39, BDENF= 18).

Para realizar a avaliação da amostra, utilizou-se um instrumento adaptado,10 que contemplou os seguintes aspectos: referência dos artigos, tipo de estudo e nível

de evidência11, região do estudo e sujeitos da pesquisa, diagnósticos de enfermagem estabelecidos em mais de um artigo relacionados ao número de vezes em que aparecem nos artigos.

Nível de evidência Delineamento metodológico Força de evidência I Evidências oriundas de revisões sistemáticas

ou meta-análise de relevantes ensaios clínicos

Forte II Evidências derivadas de pelo menos um

ensaio clínico randomizado controlado bem delineado

III Ensaios clínicos bem delineados sem randomização

Moderada IV Estudos de coorte e de caso-controle bem

delineados

V Revisão sistemática de estudos descritivos e qualitativos

VI Evidências derivadas de um único estudo

descritivo ou qualitativo Fraca

VII Opinião de autoridades ou relatório de comitês de especialistas

Quadro 1 – Níveis de evidência aplicados na descrição das publicações. Fonte: Melnyk e Fineout-Overholt (2005).

Os resultados foram analisados de forma descritiva e apresentados em quadros. Seguiu-se a discussão dos resultados fundamentada na literatura científica.

Resultados

Na presente revisão integrativa, analisaram-se nove artigos que atenderam aos critérios de inclusão e exclusão previamente estabelecidos. No Quadro 2, está apresentada a caracterização dos estudos.

Id* Referência Tipo de estudo/Nível de evidência/Base de Dados Local do estudo A

Sena CA, Carvalho EC,Rossi LA, Ruffino MC. Estratégias de implementação do processo de enfermagem para uma pessoa infectada pelo HIV. Rev latinoam enferm. 2001;9(1): 27-38.12

Estudo de caso/VI

(SCOPUS) Brasil

B

Vaz MJR, Barros SMO. Gestantes infectadas pelo HIV– caracterização e diagnósticos de enfermagem. Acta paul enferm.2002;15(2):7- 17.13

Estudo transversal/VI (LILACS/BDENF)

Brasil

C

Caetano JÁ, Pagliuca LMR. Autocuidado e o portador do HIV/AIDS: sistematização da assistência de enfermagem. Rev latinoam enferm. 2006; ;14(3): 1-11.14 Estudo convergente- assistencial/VI (SCOPUS/PUBMED/ BDENF) Brasil D

Silva MR, Bettencourt ARC, Diccini S, Belasco A, Barbosa DA. Diagnósticos de enfermagem em portadores da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Rev bras enferm.2009;62(I) 92-9.4 Estudo transversal/VI (SCOPUS/PUBMED/ LILACS) Brasil E

Cunha GH, Galvão MTG. Diagnósticos de enfermagem em pacientes com o vírus da imunodeficiência humana. Acta paul enferm.2010; 23(4):526-32.5

Estudo transversal/VI (SCOPUS/LILACS)

Brasil

F

Brasileiro ME, Cunha LC. Diagnósticos de enfermagem em pessoas acometidas pela Síndrome da Imunodeficiência Adquirida em terapia antirretroviral. Rev enferm UERJ;2011 19(3): 392-6. Estudo longitudinal/VI (SCOPUS/PUBMED /LILACS) Brasil G

Gomez JJ et al. Prevalencia de diagnósticos de enfermería en personas con VIH/SIDA. Enferm glob. 2013;12(32):1-10.16

Estudo transversal/VI

H

Faria JO, Silva GA. Diagnósticos de enfermagem em pessoas com HIV/aids: abordagem baseada no modelo conceitual de Horta. Rev RENE. 2013; 14(2): 290-300.17

Estudo transversal/VI

(BDENF) Brasil

I

Faria JO, Silva GA. Diagnósticos de enfermagem do domínio segurança e proteção em pessoas com HIV/Aids. Rev eletronica enferm. 2014;16(1):93-9.18

Estudo transversal/VI (LILACS)

Brasil

Quadro 2 – Distribuição dos artigos segundo a referência, o tipo de estudo e nível de evidência, região do estudo e sujeitos da pesquisa.

* = Identificação do artigo

Tendo por finalidade caracterizar o perfil diagnóstico das pessoas com a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida[,] segue-se a prevalência dos sete diagnósticos de enfermagem que foram mais citados nos artigos, conforme o Quadro 3. DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM ARTIGO A B C D E F G H I Número de participantes na pesquisa 01 25 13 60 51 15 91 30 30 Déficit de conhecimento 100% 68% - 88,3% 19,6% - - - - Medo - 96% 61,5% 83,3% 1,9% - - - - Nutrição desequilibrada: menos do que as necessidades corporais - 64% 76,9% - 7,8% 33,3% 17,6 % 76,7% - Risco de infecção - * - 60% 100% 100% 98,9% - 100% Ansiedade - - - 90% 1,9% 73,3% 4,4% 6,7% - Controle ineficaz do regime terapêutico/ Autocontrole ineficaz da saúde - 96% 76,9% - 27,4% - - - - Diarreia - 4% 46,1% - 7,8% 6,6% 9,9% 23,3% -

Quadro 3 - Distribuição da prevalência dos diagnósticos de enfermagem relacionados aos artigos em que foram citados

* Artigo não especificou as frequências absolutas e relativas do DE apenas dos fatores de risco.

Discussão

Analisando os nove artigos selecionados, em relação ao ano, observou-se que gradativamente houve um interesse por parte dos enfermeiros em pesquisar sobre a

Documentos relacionados