4. MODELO CONCEITUAL
4.3 Processamento Do Terreno Com O Civil 3d E O Hec-Geo Hms
HEC-GEO HMS
Este capítulo descreve como executar uma análise de drenagem em um modelo
digital do terreno para o desenvolvimento de um modelo HEC-HMS.
Para o pré-processamento e caracterização das bacias hidrográficas foi utilizado
o software autocad civil 3d, e o Hec-Geo-Hms. Posteriormente os dados gerados
foram exportados para o modelo HEC-HMS.
A Geospatial Hidrológico Modeling Extension (HEC-GeoHMS), é uma extensão
do ArcGIS, disponibilizada gratuitamente pelos seus desenvolvedores, o Hydrologic
Engineering Center CEIWR-HEC do U. S. Army Corps of Engineers (USACE), no sítio
C411 0,36 V411 0,64 H411 0,20 C422 0,76 V422 0,85 H422 0,53 C433 1,20 V433 1,20 H433 1,20 C1011 0,23 V1011 0,41 H1011 0,13 C1022 0,48 V1022 0,54 H1022 0,33 C1033 0,76 V1033 0,76 H1033 0,76 C5011 0,10 V5011 0,18 H5011 0,06 C5022 0,22 V5022 0,24 H5022 0,15 C5033 0,34 V5033 0,34 H5033 0,34 Dd CIRCULAR 50km² Dd VERTICAL 50km² Dd HORIZONTAL 50km² Dd VERTICAL 10km² Dd HORIZONTAL 10km² Dd CIRCULAR 4km² Dd VERTICAL 4km² Dd HORIZONTAL 4km² Dd CIRCULAR 10km²
características das bacias hidrográficas, delimitar sub bacias, rios e ainda exporta
esses dados para o HEC HMS. A relação entre SIG (Sistema de Informações
Geográficas), HEC-GeoHMS, e HEC-HMS está ilustrado na FIG. 4.9.
FIG. 4.9 - Visão geral do SIG e Programas de modelagem Hidrológica Fonte: adaptado de USACE, 2010
Para a delimitação de bacias hidrográficas a partir de um MDE no formato raster
são geradas informações como: a direção de fluxo e o fluxo acumulado. A direção de
fluxo consiste em indicar a partir de uma célula principal para onde o fluxo deverá
seguir, de acordo com a declividade das células vizinhas. Por isso, o fluxo acumulado
indica a quantidade de células uma célula estudada passa a receber.
Neste estudo é utilizado o módulo Hec HeoHMS versão 5.0 no programa ArcGIS
9.3 para o preparo do modelo digital de elevações (MDE) e posterior delimitação das
bacias e sub- bacias hidrográficas.
A metodologia para o preparo do MDE e delimitação segue a ordem, a qual será
discriminada na sequência:
a) Geração do modelo digital de elevação em formato TIN (triangulação) com os
dados de referência: curvas de nível, pontos cotados e linhas dos rios e
córregos;
c) Utilização do módulo ArcHydro para pré-processamento da base em formato
grid, inclusão de sistema hidrológico no grid e delimitação das bacias
hidrográficas no MDE.
1 etapa - Geração do modelo digital de elevação em formato TIN
A geração do MDE no formato TIN no ArcGIS é realizada através da extensão 3D
Analyst. Em seguida, é realizada uma análise crítica do modelo, verificando se os
dados são paradoxos, como, por exemplo, pontos cotados e curvas de nível com
valores contraditórios. A FIG. 4.10 demonstra o MDE em formato TIN com os dados
já corrigidos para a bacia hidrográfica V422.
FIG. 4.10 - Modelo digital de elevações em formato TIN
2 etapa - Conversão do MDE em formato TIN para o formato grid
Essa etapa converte o formato do MDE de TIN para o formato grid, uma vez que
o algoritmo para geração de direção de fluxo só trabalha com MDE neste formato.
Para a geração do MDE em formato grid deve-se fixar o tamanho da célula em um
valor que obedeça a precisão prevista do modelo. Neste estudo, foi fixado o valor de
10 metros para a célula do grid.
3 etapa - Utilização do módulo ArcHydro
O módulo ArcHydro possui um conjunto de ferramentas para análises
hidrológicas, com isso é possível desenvolver um sistema de drenagem para uma
bacia, proporcionando a análise de um modelo digital de terreno em formato grid onde
drenagem (rio). O módulo ArcHydro é utilizado em duas etapas, sendo a primeira o
pré-processamento do terreno, e a segunda a delimitação da bacia hidrográfica.
No pré-processamento é disposto o MDE para a inclusão do sistema de
drenagem. Esse item é subdividido em 11 etapas, devendo as mesmas serem
executadas na sequência.
a) Recondicionamento do MDE
Esse procedimento modifica o MDE, pois nem sempre os canais coincidem com
as depressões, por isso é necessário forçar uma depressão nas áreas de
correspondentes aos cursos d’água, dessa maneira permite que a água seja mantida
no rio.
b) Preenchimento de depressões e picos
Na geração do MDE, mesmo com os dados corrigidos, pode transcorrer erros
de células com elevações pequenas e células com alta elevação em relação as
suas células vizinhas, eventos estes ocasionados pelo algoritmo que calcula o
MDE. Portanto nesta etapa são corrigidos esses tipos de erros com preenchimento
de regiões mais baixas que a sua vizinhança.
c) Direção do fluxo
O cálculo das direções de fluxo utiliza a ferramenta Terrain Processing/ Flow
Direction no menu do Hec GeoHMS. Este processo define o sentido do escoamento
considerando a inclinação mais acentuada para cada célula do terreno. A partir
dessas direções são calculados outras variáveis ou parâmetros de importância
hidrológica, como a área de drenagem a montante de cada célula, delimitação de
sub bacias, definição da rede de drenagem, determinação de comprimentos e
declividades dos cursos d’água, etc.
d) Definição das áreas acumuladas
Essa etapa é executada a partir da área de cada célula definida na direção do
fluxo. O resultado é a soma das áreas de drenagem representado em quantidade
de células.
e) Definição do rio (fluxo)
Esta etapa tem como função reclassificar cada área acumulada do rio com um
código, de maneira que todas as áreas acumuladas tenham a mesma classificação
conforme sua rede de drenagem.
f) Divisão dos rios
Nesta etapa é feita a segmentação da rede de drenagem em trechos
individuais localizados entre duas confluências sucessivas ou entre o início da rede
de drenagem e a próxima junção Todas as células para esse mesmo trecho possui
a mesma classificação. Nesse processo é utilizada a função Terrain Preprocessing
/ Stream Segmentation no menu do Hec GeoHMS.
g) Delimitação da bacia hidrográfica por trecho de rios
A partir da divisão dos rios é delimitado as sub bacias hidrográficas de cada
trecho de rio. Para obter as sub bacias é necessário selecionar a função Terrain
Preprocessing/ Catchment Grid Delineation.
h) Definição dos arquivos em formato vetorial
Esta etapa tem como objetivo converter o formato grid das etapas anteriores
para o formato vetorial. Para obter o mapa das sub bacias, rede de drenagem e sub
bacias acumuladas, é necessário selecionar, respectivamente, as funções
Catchment Polygon Processing / Drainage Line Processing / Adjoint Catchment
Processing no menu Terrain Processing do Hec GeoHMS. A FIG. 4.11 apresenta o
resultado da transformação do arquivo de bacias raster e rede de drenagem raster
em arquivos vetoriais.
FIG. 4.11 – Resultados da geração de arquivos vetoriais em arquivos raster
ferramenta Basin Characteristics, nesse passo são inseridos a área em estudo, os
comprimentos e declividades de cada trecho de rio, as declividades das sub bacias,
as informações sobre o centroide das sub bacias e caminho das águas em cada
sub bacia.
A outra etapa é encarregada por informar as metodologias que serão usadas
no modelo a ser criado. Esse procedimento acelera o processo de modelagem no
HEC-HMS. Podem ser inseridos alguns parâmetros necessários ao processo de
modelagem hidrológica. É possível selecionar o método de perdas, o método de
transformação, o método de escoamento de base e o método de amortecimento da
onda de cheia. Além disso, existe também a possibilidade de inserir na tabela de
atributos das sub bacias, informações sobre o CN, a abstração inicial da chuva,
percentual de impermeabilização da bacia e nome de todos os elementos que
compõem as bacias.
O último procedimento realizado no Hec-Geo HMS é criar um projeto no menu
HMS Create HEC-HMS Project e, em seguida, importar o modelo de bacia e arquivo
de fundo. A ferramenta HMS Project Setup cria um subdiretório e copia todos os
arquivos de projeto HEC-HMS que foram criados por HEC-Geo HMS para este
subdiretório e também cria o arquivo de extensão HMS que contém as informações
do projeto HEC-HMS.
No documento
CURSO DE MESTRADO EM ENGENHARIA DE TRANSPORTES
(páginas 89-94)