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5. CONDICIONANTES PROJETUAIS

6.3 Processo de concepção e projeto resultante

O processo de concepção do projeto partiu dos condicionantes já especificados. Principalmente com relação à orientação das edificações ao sol e ventos e à definição do modelo de unidade habitacional. A partir da definição de volumes construídos dispostos na orientação Leste-Oeste, partimos para a proposta de um apartamento tipo que deveria ser repetido, formando os blocos e o empreendimento como um todo. O apartamento seria o gerador de todo o projeto. Um aspecto importante a se destacar é que, incialmente a proposta foi pensada para ser desenvolvida em um lote menor, em escala de quadra. Contudo, no processo de escolha do lote, já descrito anteriormente, a melhor opção foi um lote bem maior, o que demandou uma relação urbana um pouco mais complexa do que a pensada inicialmente.

O primeiro passo foi elaborar um arranjo de apartamento com 02 dormitórios, e ambientes básicos de uma moradia como sala, cozinha, banheiro e serviço (Figura 79). Optamos também por não seguir as áreas mínimas praticadas para o PMCMV e sim respeitar as estabelecidas no Código de Obras do Município de Parnamirim. Isto devido ao fato de que, diminuir ainda mais o que já foi estabelecido como mínimo não contribui para a satisfação dos usuários, como mostra a avaliação do empreendimento no item 5.5 desta dissertação. Como aponta Ferreira (2012) sobre a experiência portuguesa em habitação, a legislação deste país:

(...) define que a unidade habitacional deve ter, no mínimo, 38m2, acrescidos de 10m2 para cada pessoa que nela habitará. Assim, uma unidade projetada para quatro pessoas teria área total de 78m², cerca de 19m²/pessoa. Vale destacar que a área mínima só é permitida nos casos de reabilitação de edifícios. Nos demais casos, são aceitas apenas unidades com níveis preferenciais de qualidade, ou seja, área 25% maior que a área mínima. (FERREIRA, 2012, p. 96).

Desta forma, partimos da consideração de que a área das unidades se configura em um item de grande importância para a qualidade do projeto e conseguinte satisfação dos usuários.

Também, como vimos em alguns estudos de referência e, devido às especificidades do clima local, consideramos mais adequado que a área de ampliação fosse acrescida no

102 sentido Leste-Oeste, entre as unidades, de forma que, como o restante da unidade, tivesse as fachadas norte e sul livres para a ventilação cruzada.

A primeira proposta configurou-se então em um bloco alongado com 08 unidades por pavimento (Figura 80), com a finalidade de se ter apenas um acesso de escadas, minimizando o custo de produção. A unidade foi incluída em duas modulações: uma de 5,30m para a parte íntima e de serviços, e outra para o setor social e área de ampliação, com 5,55m. A área de ampliação seria dividida entre as duas unidades limitantes, como pode ser observado na Figura 81, com o objetivo de facilitar a setorização da ampliação.

Figura 79 - Croquis do processo de elaboração da Unidade Habitacional.

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Figura 80 - Modelo de arranjo das unidades em bloco com 08 apartamentos por pavimento, com

comprimento de 89,60m. Acima, planta baixa. Em seguida, fachadas sul e norte.

Fonte: Autor.

Figura 81 - As áreas de ampliação (em cores) foram inicialmente dispostas de forma cruzada em

relação à unidade básica (em cinza). As setas em vermelho indicam a unidade a que estas áreas estão vinculadas.

104 A primeira experiência foi repetir este padrão com quatro unidades para cada lado da circulação vertical. Este arranjo mais regular resultou em um bloco com extensão de 89,60m e 8,90m de largura (ver Figura 82, Figura 83 e Figura 84). Porém, com a divisão da área de ampliação entre unidades de forma cruzada, um problema foi gerado, pois nas extremidades do bloco, sobrava área para uma unidade e faltava para a outra. Com isto, decidimos utilizar toda a área de expansão para um único apartamento.

Figura 82 - Modelo geométrico da proposta de bloco com oito unidades por pavimento. Fachada sul.

Fonte: Autor.

Figura 83 - Modelo geométrico da proposta de bloco com oito unidades por pavimento. Fachadas

norte e oeste.

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Figura 84 - Modelo geométrico da proposta de bloco com 08 unidades por pavimento. Fachada sul

(acima) e norte.

Fonte: Autor.

Definido o bloco padrão inicial, buscamos implantá-lo no lote. Com a orientação pré- definida, utilizamos o conceito de esteira de ventos como parâmetro de distanciamento dos blocos. Como optamos por uma implantação não paralela às divisas do lote, o bloco muito alongado provocou algumas dificuldades de se aproveitar o potencial construtivo, considerando os afastamentos necessários para se garantir uma boa ventilação para todas as edificações (Figura 85). Para uma maior flexibilidade no arranjo dos blocos no lote, decidimos edificações com apenas 04 unidades por pavimento, e uma única circulação vertical, conectando dois blocos.

Na primeira tentativa de implantação dos blocos menores, optamos por alinhá-los no sentido Leste-Oeste. A aproximação dos blocos possibilitou um melhor aproveitamento do lote, porém com grande interferência das esteiras de vento. Nesta proposta, tentamos manter uma faixa de integração urbana ao longo da Av. Paulo Afonso, onde poderiam ser dispostos equipamentos urbanos que promovessem uma integração entre as habitações e o entorno urbano. No limite norte, reconheceríamos a área da rua “informal”, atualmente utilizada pelas pessoas que trafegam no bairro (Figura 86). A interferência das esteiras de vento e a monotonia deste arranjo levaram a se buscar uma disposição mais aleatória das edificações. Devido à necessidade de afastar ao máximo os blocos entre si, para que a ventilação fosse favorecida, estudamos a possibilidade de se localizar a área comum no centro do lote, conforme Figura 87 e Figura 88. Nesta última, as manchas em azul indicam

106 possibilidades de fluxo público de pedestres entre a Av. Paulo Afonso e a Rua José Augusto Nunes.

Figura 85 - Estudo de implantação do bloco com oito unidades por pavimento, considerando as

esteiras de vento, representadas pelas manchas em cor.

Fonte: Autor.

Figura 86 - Estudo de implantação do bloco com quatro unidades por pavimento, considerando as

esteiras de vento, representadas pelas manchas em cor amarela.

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Figura 87 - Evolução do estudo de implantação do bloco com quatro unidades por pavimento,

considerando as esteiras de vento, representadas pelas manchas em cor amarela. Em verde, ao centro, área pensada para equipamentos públicos. Em cinza, via pública.

Fonte: Autor.

Figura 88 - Evolução do estudo de implantação do bloco com quatro unidades por pavimento.

Fonte: Autor.

Como visto nas características urbanas do lote e seu entorno, existiu uma preocupação em promover uma maior integração entre a Av. Paulo Afonso e a Rua José Augusto Nunes. Desta forma, localizar a área comum no centro do lote poderia ser uma possibilidade de favorecer esta integração. A questão que se impôs é a de que trataríamos o

108 empreendimento como um grande condomínio fechado? Ou um conjunto habitacional? A primeira não é desejável, como vimos nas críticas ao PMCMV. O modelo de condomínio fechado certamente resultaria em pouca dinâmica urbana, segregando justamente as áreas que se julga necessário integrar. A possibilidade de se criar um elemento urbano integrador que permeasse o lote se mostrou uma possibilidade que merecia ser explorada.

Optamos então por propor uma rua mais para o centro do lote, ao invés do limite norte. Esta rua seria de acesso público, dividindo a gleba em duas áreas. No centro, localizaríamos uma área púbica onde seria construído um equipamento de integração cultural e comunitária. A partir desta via proposta, os veículos de moradores teriam acesso às áreas de estacionamento do residencial. A parte norte teria oito blocos enquanto a parte sul, seis (Figura 89).

Figura 89 - Evolução do estudo de implantação do bloco com 04 unidades por pavimento. Foi criada

uma via de acesso público mais ao centro do lote.

109 Voltando aos blocos, com o intuito de se obter uma variação formal, buscamos alternar a disposição das unidades por pavimento. Cada pavimento teria uma configuração diferente com algumas unidades espelhadas. Desta forma, criou-se uma alternância de cheios e vazios variando entre os pavimentos, que poderia ser alterada a cada bloco, sem modificar sua estrutura geral. Uma das possibilidades deste modelo foi executada em maquete na escala 1:200, confeccionada em folhas de PVC, no desenvolvimento da disciplina de Atelier Integrado II (Figura 90).

Figura 90 - Fotos da maquete física elaborada na disciplina de Atelier integrado II, em escala 1:200.

Neste estudo, propomos a alternância de unidades entre os pavimentos.

Fonte: Autor.

Para que esta variação com espelhamento das unidades fosse possível, foi necessária a adoção de uma modulação única, que passou a ser de 5,60 m (cada unidade abrange dois módulos, incluindo a área de ampliação). Na proposta a ser desenvolvida, as paredes estruturais seriam as demarcadas pelos eixos verticais, enquanto as demais poderiam ser paredes leves, possibilitando assim flexibilidade interna da unidade (Figura 91 e Figura 92).

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Figura 91 - Planta baixa de pavimento genérico, sendo 04 unidades por pavimento.

Fonte: Autor.

Figura 92 - Detalhe da unidade proposta com área para ampliação.

Fonte: Autor.

Como desenvolvimento da proposta, ainda se buscando possibilidades de variação formal a partir do mesmo modelo, elaboramos uma variação do bloco onde uma das prumadas de apartamento fosse deslocada 80 cm para frente, em relação às demais. Esta variação pode ser executada para cada uma das quatro prumadas de unidades, que vão

111 seccionar a moldura do bloco, criando assim possibilidades de diferenciação entre as edificações. Este deslocamento poderia até ser feito não por prumadas, mas por unidades isoladas. Contudo, merece uma atenção para as implicações da estrutura e execução da alvenaria estrutural.

Propomos também uma cobertura com variação de águas, em contraponto à cobertura de um único plano da proposta inicial. Uma cobertura mais alta e com inclinação única arremata a prumada que foi deslocada, evidenciando o jogo volumétrico (Figura 93).

Figura 93 - Modelo geométrico da proposta de bloco com 04 unidades por pavimento, com uma das

prumadas de apartamentos avançada. Acima, fachada sul, abaixo, fachada norte.

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Figura 94 – Modelo geométrico com vistas dos blocos implantados no lote, a partir da Av. Paulo

Afonso.

Fonte: Autor.

Figura 95 – Modelo geométrico com vistas dos blocos implantados no lote, a partir da Rua José

Augusto Nunes.

Fonte: Autor.

Até aqui, temos a fase de desenvolvimento do projeto apresentado na qualificação desta pesquisa. Para o projeto final, algumas reflexões conduziram a uma proposta mais ajustada aos objetivos de promover uma implantação que privilegiasse uma orientação adequada, bem como o projeto de unidades habitacionais que valorizassem os usuários e não apenas a produção numérica de moradias, mas buscando-se um bom aproveitamento do potencial do lote de forma a viabilizar economicamente o empreendimento.

Uma primeira consideração é que a proposta apresentada à qualificação - que adotou uma via central - não integrava as duas vias que são descontinuadas pelo lote, em sua divisa norte. Para promover uma melhor adequação ao sistema viário existente, optamos por retornar à ideia inicial de locar a via projetada na parte norte do lote, conectando estas duas

113 ruas existentes com a Av. Paulo Afonso e a Rua José Augusto Nunes. A via projetada também serviu para destacar do lote remanescente os 5% de área que deve ser doada à prefeitura para instalação de equipamentos públicos e área verde, como se vê na Figura 96.

Outra questão verificada é que a proposta de 14 blocos com 16 unidades cada uma, não utilizava todo o potencial construtivo do lote, chegando a cerca de 70% do permitido em lei. Isto, sem dúvidas seria um problema quanto à viabilidade econômica do empreendimento. Desta forma, com a contribuição dos estudos de referência, optou-se por adotar uma unidade tipo duplex no último pavimento, fazendo com que cada bloco passasse a ter cinco pavimentos, mantendo a estrutura de circulação vertical igual ao bloco de quatro pavimentos. Esta opção permitiu chegar bem próximo do potencial máximo do lote, além de contribuir com a variação tipológica também pretendida.

Outra mudança diz respeito ao arranjo dos blocos no lote. Optamos por uma disposição dos blocos em fitas paralelas, com o objetivo de promover um afastamento maior entre os blocos com vistas a permitir uma melhor ventilação das unidades, e também criar uma organização mais legível do conjunto edificado. As circulações verticais foram locadas entre os blocos de forma a eliminar os recuos obrigatórios entre blocos, que deveriam ser de oito metros. Com este novo arranjo, cada fita teria todos os blocos conectados, permitindo aos usuários acessá-los sem ter que sair do bloco (Figura 96).

Para encaixar os blocos de apartamentos no lote remanescente, foi necessária uma variação de ângulo entre estes. Esta variação promoveu certo decréscimo na qualidade de sombreamento, porém, permitiu um bom aproveitamento do lote, mantendo-se 14 blocos com um afastamento razoável. Para tanto, precisamos rotacionar um dos blocos, que ficou paralelo à Av. Paulo Afonso, saindo consideravelmente do eixo Leste-Oeste (Figura 96 e Figura 97). Esta dificuldade de sombreamento foi minimizada com a disposição do bloco com as circulações horizontais voltadas para o lado noroeste, funcionando assim como protetores solares. A fachada sudeste, embora receba maior insolação pela manhã, conta com uma boa orientação com relação aos ventos, o que possibilita a remoção da carga térmica absorvida no período em que recebe sol.

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Figura 96 – Implantação geral final.

Fonte: Autor.

Figura 97 – Modelo geométrico da vista geral do conjunto.

115 Mais uma evolução adotada contemplou a variação de unidades habitacionais visando adequar este tipo de empreendimento a diferentes arranjos familiares. Desta forma, além do apartamento com dois quartos (Figura 98), propomos uma unidade com apenas um quarto e cozinha integrada à sala - para um casal ou pessoa solteira - e uma unidade tipo

Studio (área social, cozinha e dormir em um espaço único) também para solteiros (Figura

99), porém com área bem menor, além do apartamento tipo duplex com dois dormitórios e dois banheiros (Figura 100). Todos estes tipos dispõem de um modulo de ampliação que permite o acréscimo de um dormitório, área social, ou ainda áreas molhadas como cozinha serviço e banheiros, ao formato básico da unidade. No projeto de arquitetura estão disponibilizadas algumas hipóteses de alteração das unidades agregando estas áreas de ampliação.

Figura 98 – Proposta final da unidade de dois quartos com área de ampliação.

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Figura 99 – Proposta final das unidades de um quarto e Studio com área de ampliação.

Fonte: Autor.

Figura 100 – Proposta final das unidades tipo Duplex.

117 Nesta etapa, optamos por aumentar a modulação do edifício de 5,60m para 6,00m. Isto se deve ao fato de que, cada módulo pudesse abrigar a largura de duas salas. Como o código de obras do município estabelece que a largura mínima da sala deva ser de 2,85m, a metade desta modulação (3,00m + 3,00m) possibilita diversos arranjos dos tipos habitacionais, permitindo que as áreas de ampliação também possam ser utilizadas como salas, sem ferir a legislação local. Na Figura 101 temos um esquema da modulação da alvenaria estrutural para a unidade padrão de dois quartos.

Figura 101 – Modulação da estrutura na unidade padrão de dois quartos. Em laranja, a alvenaria

estrutural. Em transparência as alvenarias de fechamento. As lajes estão em cinza.

Fonte: Autor.

As áreas comuns foram distribuídas entre as fitas de forma que todo o espaço pudesse ser aproveitado para atividades sociais e de convívio dos moradores e da vizinhança, além de promover uma integração visual do plano do solo com os pavimentos das edificações. São disponibilizadas áreas pavimentadas com bancos em concreto, alternadas com áreas permeáveis, arborizadas, promovendo sombreamento durante todo o dia (Figura 102). Nos volumes de escadas o acesso no térreo é livre conectando as faixas entre blocos na escala do pedestre. Ciclo faixas percorrem o conjunto (Figura 105) conectando-se às vias do entorno. Propomos um centro social, onde poderão ser realizados diversos eventos relacionados à comunidade, inclusive podendo funcionar como salão de festas, tanto comunitárias, como festas privadas dos moradores do residencial (Figura 106 e Figura 107). As áreas de circulação e estacionamento de veículos também são tratadas como

118 extensão das áreas comuns, onde o pedestre deverá ter sempre a preferência. O empreendimento também dispõe de uma quadra esportiva, um apoio com churrasqueiras e quatro espaços multiuso, onde podem ser realizadas atividades de recreação, ensino, socialização, etc. Por fim, duas academias ao ar livre (Figura 105) e dois parques infantis (Figura 102 e Figura 105) estão distribuídos no conjunto podendo ser utilizados pelos moradores do conjunto e também pela vizinhança.

Figura 102 – Modelo geométrico da proposta mostrando a fachada sul dos blocos E e F, parque

infantil e quadra.

Fonte: Autor.

A ideia é que todo o empreendimento seja tratado como um grande equipamento urbano, permeável e integrador do entorno, e não como um condomínio fechado que dá as costas para a cidade. É claro que nosso país tem sérios problemas de violência e segurança, contudo, como já discutido anteriormente, o modelo de condomínio fechado não resolve o problema, pelo contrário, tende a gerar mais insegurança. Por isto não haverá muros nos limites do lote. O acesso dos moradores será controlado nos térreos de cada bloco e nas

119 escadas de acesso aos pavimentos superiores, através de portões, onde cada morador terá o controle de abertura.

O modelo de edificação alongada com blocos dispostos em fita possibilitou a disposição de circulações aéreas contínuas, tendo como referência projetos do escritório Vigliecca & Associados, sobretudo o Projeto Parque Santo Amaro V, apresentado no Capítulo 4 desta dissertação. O projeto apresenta pontos de acesso às unidades do térreo, que tem a circulação fechada por cobogós para resguardar as moradias do entorno aberto. Cada bloco possui duas entradas no térreo além do acesso em cada hall das circulações verticais (Volume II, Prancha 03/14). Ainda no térreo, no hall das escadas, um portão selecionará o acesso aos pavimentos superiores. No primeiro, segundo e terceiro pavimentos acima do térreo, temos uma grande circulação horizontal que conecta os blocos que compõem cada fita, promovendo maior integração entre as unidades. Neste terceiro pavimento temos as unidades duplex que, internamente, dão acesso ao quarto e último pavimento (Figura 103 e Figura 104).

Figura 103 – Croqui da implantação geral indicando o esquema de acessos e circulações das

edificações.

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Figura 104 – Croqui de dois cortes longitudinais do bloco padrão indicando esquemas de acessos e

circulações das edificações.

Fonte: Autor.

Figura 105 – Modelo geométrico da proposta mostrando áreas de convívio com academia e ciclo

faixa.

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Figura 106 – Modelo geométrico da proposta mostrando áreas de convívio com centro social do

conjunto e ciclo faixa. Ao fundo, a fachada sul dos blocos B, C e D.

Fonte: Autor.

Figura 107 – Modelo geométrico da proposta mostrando a fachada norte do Centro social do

empreendimento.

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Figura 108 – Modelo geométrico da proposta mostrando áreas de convívio com Espaço multiuso e

fachada sul dos blocos M e N.

Fonte: Autor.

Com o objetivo de contribuir com a dinâmica urbana do entorno, propomos também agregar o uso misto ao empreendimento. Ferreira (2012, p. 37) nos diz “que o uso misto

pode ser garantia de qualidade de vida e segurança.” Desta forma, pretende-se dinamizar as

relações urbanas da área. Para isto, os térreos de dois blocos foram revertidos em galerias comerciais que podem ser exploradas pelos moradores ou associação deles. O primeiro bloco é o Bloco A (Figura 109), paralelo à Av. Paulo Afonso, aproveitando o movimento da via e também as linhas de transporte coletivo, criando um ponto de atração nos acessos ao conjunto, inclusive na esquina desta avenida com a rua projetada. O outro bloco com galeria comercial no térreo – Bloco L – foi locado no lado oposto, na esquina da rua projetada com a Rua José Augusto Nunes (Figura 110), justamente a área com menos dinâmica urbana do entorno do lote, justamente por apresentar ruas não pavimentadas, e lotes sem ou com pouca ocupação. Com estas galerias comerciais como pontos focais, associadas à fluidez urbana na escala do pedestre, pretende-se reforçar a dinâmica urbana e o controle social da área, tanto pelos moradores como pela vizinhança.

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Figura 109 – Modelo geométrico do bloco A com galeria comercial no térreo. Vista a partir da Av.

Paulo Afonso.

Fonte: Autor.

Figura 110 – Modelo geométrico da proposta mostrando a fachada sul dos blocos J, K e L. No térreo

do Bloco L, temos a galeria comercial. Vista a partir da Rua José Augusto Nunes.

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Figura 111 – Modelo geométrico da proposta mostrando a fachada norte dos blocos B, C e D. Nesta

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