13ª Vara Cível Expediente
PROCESSOS COM SENTENÇA
57470 - 2001 \ 341.
AÇÃO: ORDINÁRIA EM GERAL
REQUERENTE: WILSON GARCIA SALLES
ADVOGADO: HOMERO HUMBERTO MARCHEZAN AUZANI ADVOGADO: WILLIAM KHALIL
ADVOGADO: JOSÉ ANDRÉ TRECHAUD E CURVO REQUERIDO(A): BANCO BANDEIRANTES S/A ADVOGADO: USSIEL TAVARES DA SILVA FILHO ADVOGADO: MARIO CARDI FILHO
S E N T E N Ç A C O M R E S O L U Ç Ã O D E M É R I T O P R Ó P R I A – N Ã O PADRONIZÁVEL PROFERIDA FORA DE AUDIÊNCIA: AUTOS Nº: 341/01 VISTOS ETC...
WILSON GARCIA SALLES AJUIZOU AÇÃO INDENIZATÓRIA POR DANOS MORAIS CONTRA BANCO BANDEIRANTES S/A, ADUZINDO, EM SÍNTESE: “QUE FOI CLIENTE DO BANCO REQUERIDO E QUE ENCERROU A SUA CONTA-CORRENTE NO FINAL DE 1.995, TENDO ESTE PROPOSTO AÇÃO EXECUTIVA NO IMPORTE DE R$ 78.500,97 (SETENTA E OITO MIL QUINHENTOS REAIS E NOVENTA E SETE CENTAVOS), INSERINDO O NOME DO REQUERENTE NO SERASA. SUSTENTA QUE FOI DECLARADA NULA A REFERIDA EXECUÇÃO PELO JUÍZO DA 5ª VARA CÍVEL DESTA COMARCA EM 18/06/2.001. PLEITEIA: A REVISÃO E NULIDADE DE VÁRIAS CLÁUSU L A S C O N T R A T U A I S C O N T I D A S N O C O N T R A T O ENTABULADO ENTRE AS PARTES À ÉPOCA DA RELAÇÃO JURÍDICA, REPETIÇÃO DO INDÉBITO, INVERSÃO DOS ÍNDICES APLICADOS PELO BANCO REQUERIDO E INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.”
JUNTOU DOCUMENTOS ÀS 27/97.
CONTESTAÇÃO ÀS FLS. 105/166, COM DOCUMENTOS, E RESPECTIVA IMPUGNAÇÃO ÀS FLS. 168/170.
AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO REALIZADA ÀS FLS. 177. DESPACHO SANEADOR PROFERIDO ÀS FLS. 178/179.
INTERPOSIÇÃO DE RECURSO DE AGRAVO RETIDO ÀS FLS. 184/197, COM CONTRA-MINUTA ÀS FLS. 202/209, E DECISÃO ÀS FLS. 211.
É O RELATO. DECIDO.
AÇÃO ORDINÁRIA PROMOVIDA POR WILSON GARCIA SALLES, EM FACE DO BANCO BANDEIRANTES S/A, PRETENDENDO REVISÃO E NULIDADE DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS, REPETIÇÃO DE INDÉBITO, INVERSÃO DOS ÍNDICES APLICADOS NO CASO E INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.
SUSTENTA O REQUERENTE QUE FOI CLIENTE DO BANCO REQUERIDO E A P Ó S T E R E N C E R R A D O A S U A C O N T A - C O R R E N T E , O B A N C O REQUERIDO PROPÔS AÇÃO EXECUTIVA NO IMPORTE DE R$ 78.500,97 (SETENTA E OITO MIL QUINHENTOS REAIS E NOVENTA E SETE CENTAVOS) CONTRA O REQUERENTE E INSERIU O SEU NOME JUNTO AO SERASA.
SUSTENTA AINDA QUE O FEITO EXECUTIVO FOI DECLARADO NULO E QUE O FATO DE INCLUSÃO DE SEU NOME JUNTO AO SERASA TROUXE DANOS MORAIS.
AS PRELIMINARES SUSCITADAS PELO BANCO REQUERIDO FORAM DECIDIDAS NA FASE DE SANEAMENTO DO PROCESSO, TENDO HAVIDO INCLUSIVO, A INTERPOSIÇÃO DE RECURSO DE AGRAVO RETIDO.
ASSIM, NÃO HAVENDO MAIS PRELIMINARES A SEREM DECIDIDAS, PASSO AO EXAME DA MATÉRIA DE FUNDO DA PRESENTE LIDE.
ANALISANDO CUIDADOSAMENTE OS AUTOS, BEM COMO TODO O CONJUNTO PROBATÓRIO, CHEGA-SE À CONCLUSÃO DE QUE ASSISTE RAZÃO AO REQUERENTE, AO MENOS EM PARTE, PELOS SEGUINTES MOTIVOS.
PRIMEIRAMENTE, FAÇO CONSIGNAR QUE SOBRE O CASO ORA APRESENTADO, A LEGISLAÇÃO A SER APLICÁVEL É A LEI Nº 8.078/90 ( C Ó D I G O D E D E F E S A D O C O N S U M I D O R ) , H A J A V I S T A Q U E O REQUERENTE É O DESTINATÁRIO FINAL DOS SERVIÇOS PRESTADO PELO BANCO REQUERIDO E ESTE É FORNECEDOR DE SERVIÇOS UTILIZADOS PELO REQUERENTE MEDIANTE PAGAMENTO.
ASSIM, CONFIGURADA ESTÁ A RELAÇÃO DE CONSUMO EXISTENTE ENTRE OS LITIGANTES DO PRESENTE FEITO, CONFORME PRECEITUA OS ARTS. 2º E 3º DO CDC.
- DA REVISÃO E DECLARAÇÃO DE NULIDADE D E C L Á U S U L A S CONTRATUAIS
O REQUERENTE PLEITEIA A NULIDADE DE VÁRIAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS, SENDO ELAS: CLÁUSULAS, 3ª, §4º, 7ª, 9ª, 14ª E 19ª.
REQUER TAMBÉM, A REVISÃO DAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS: 15ª E 19ª.
CLÁUSULAS CONTRATUAIS: 4ª, 5ª E 6ª.
IMPORTANTE CONSIGNAR INICIALMENTE QUE O REQUERENTE PLEITEIA A REVISÃO E DECLARAÇÃO DE NULIDADE DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS ACIMA DESCRITAS, APENAS E TÃO SOMENTE EM VIRTUDE DO VALOR EXECUTADO PELO BANCO REQUERIDO, CUJO PROCESSO TRAMITOU PERANTE A 5ª VARA CÍVEL DESTA COMARCA, TENDO SIDO MESMO DECLARADO NULO POR ÀQUELE JUÍZO.
ASSIM, AS DISCUSSÕES TRAVADAS NESTA AÇÃO DE CONHECIMENTO ENVOLVENDO JUROS, MULTA CONTRATUAL, ETC..., SERÃO APENAS COM RELAÇÃO AO MONTANTE DESCRITO NAQUELE FEITO EXECUTIVO, QUAL SEJA, R$ 78.500,97 (SETENTA E OITO MIL QUINHENTOS REAIS E NOVENTA E SETE CENTAVOS), NÃO RELATANDO O REQUERENTE EM M O M E N T O A L G U M , T A I S P R Á T I C A S C O M R E L A Ç Ã O À O U T R A S MOVIMENTAÇÕES FINANCEIRAS.
DESTA FORMA, ESTE JUÍZO TERÁ COMO BASE PARA FUNDAMENTAR A S U A D E C I S Ã O , O S F A T O S E V A L O R E S D E S C R I T O S N O F E I T O EXECUTIVO.
ANALISANDO AS ARGUMENTAÇÕES EXPOSTAS NA EXORDIAL, VERIFICA-SE QUE OS PEDIDOS ACIMA DESCRITOS SE MOSTRAM COMPLETAMENTE INÓCUOS E SEM QUALQUER RESULTADO PRÁTICO AO REQUERENTE PELOS SEGUINTES MOTIVOS.
PRIMEIRAMENTE, O PRÓPRIO REQUERENTE AFIRMA QUE A SUA CONTA-CORRENTE E, POR CONSEQÜÊNCIA LÓGICA, A SUA RELAÇÃO CONTRATUAL COM O BANCO REQUERIDO ENCERROU-SE NO FINAL DE 1.995.
DIANTE DO FATO ACIMA EXPOSTO, PERGUNTA-SE:
QUAL A FINALIDADE E O RESULTADO PRÁTICO DO JUÍZO REVER AS CLÁUSULAS, TAIS COMO ELEIÇÃO DE FORO, MULTA CONTRATUAL, PRAZO MÍNIMO DE 24 HORAS PARA ENCERRAMENTO DE CONTA, RESPONSABILIDADE PELO DÉBITO MESMO APÓS A COMUNICAÇÃO DE EXTRAVIO DE CARTÃO, ETC... DE UM CONTRATO JÁ ENCERRADO? A RESPOSTA É DESENGANADORAMENTE NEGATIVA, OU SEJA, NENHUMA FINALIDADE HÁ DE SER ALCANÇADA COM A DECISÃO JUDICIAL.
COM RELAÇÃO AO FORO DE ELEIÇÃO, TOTALMENTE INÓCUA É A DECISÃO DO JUÍZO, POIS NÃO HÁ QUALQUER DISCUSSÃO JURÍDICA ACERCA DA COMPETÊNCIA PARA PROCESSAR E JULGAR FEITOS ENVOLVENDO O CONTRATO ENTABULADO ENTRE AS PARTES QUE, D I G A - S E D E P A S S A G E M , E S T Á E N C E R R A D O N Ã O R E S T A N D O QUALQUER DE SEUS EFEITOS.
IMPORTANTE RESSALTAR QUE A COMPETÊNCIA TERRITORIAL É RELATIVA. ASSIM, NÃO SE OPONDO A PARTE REQUERIDA PELA VIA A D E Q U A D A , Q U A L S E J A , E X C E Ç Ã O D E I N C O M P E T Ê N C I A , A COMPETÊNCIA SE PRORROGA.
É O CASO DOS AUTOS, NÃO HOUVE EM MOMENTO ALGUM, SEJA NA PRESENTE AÇÃO OU AINDA NO FEITO EXECUTIVO JÁ EXTINTO, QUALQUER DISCUSSÃO ACERCA DA COMPETÊNCIA PARA PROCESSAR E JULGAR AÇÕES ENVOLVENDO A RELAÇÃO JURÍDICA ENTRE OS LITIGNATES.
ADEMAIS, COMO JÁ AFIRMADO ANTERIORMENTE, A RELAÇÃO CONTRATUAL HAVIDA ENTRE AS PARTES JÁ SE EXTINGUIU HÁ MUITO TEMPO.
NO QUE TANGE À RESPONSABILIZAÇÃO DO REQUERENTE QUANTO AOS DÉBITOS OCASIONADOS APÓS A COMUNICAÇÃO DE EXTRAVIO DE DOCUMENTOS, INEFICAZ SERÁ QUALQUER DECISÃO DO JUÍZO ACERCA DE TAL CLÁUSULA CONTRATUAL, POR DOIS MOTIVOS:
EM PRIMEIRO LUGAR, NÃO HOUVE QUALQUER FATO RELATADO NOS AUTOS DE QUE OS DOCUMENTOS DO REQUERENTE TENHAM SIDO EXTRAVIADOS, FURTADOS, ROUBADOS OU DESAPARECIDOS.
EM SEGUNDO LUGAR, NÃO HÁ QUALQUER FATO RELATADO PELAS PARTES DE QUE O BANCO REQUERIDO TENHA COBRADO VALORES DO REQUERENTE ADVINDOS DE ATOS QUE NÃO O PRÓPRIO REQUERENTE. EM TERCEIRO LUGAR E, POR ÚLTIMO, IMPOSSÍVEL É A OCORRÊNCIA DE D É B I T O S A P Ó S T E R O R E Q U E R E N T E E N C E R R A D O A S U A C O N T A - C O R R E N T E , B E M C O M O A R E L A Ç Ã O C O N T R A T U A L ENTABULADA ENTRE AS PARTES.
NO QUE CONCERNE ÀS CLÁUSULAS CONTRATUAIS QUE ESTABELECEM ENCARGOS FINANCEIROS, TAIS COMO, JUROS, MULTA DE 10% (DEZ POR CENTO), ANATOCISMO, ETC..., QUALQUER DECISÃO DO JUÍZO SE MOSTRA INÓCUA E SEM QUALQUER RESULTADO PRÁTICO AO REQUERENTE, POIS O VALOR QUE O REQUERENTE DIZ TER OCORRIDO TAIS ABUSOS CONTRATUAIS FOI DECLARADO NULO PELO JUÍZO DA 5ª
VARA CÍVEL QUE ACOLHEU A EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE, EXTINGUINDO O FEITO EXECUTIVO, CONFORME SE PODE OBSERVAR NA DECISÃO DE FLS. 93/97 DOS AUTOS.
COM EFEITO, O REQUERENTE NÃO PAGOU NENHUM CENTAVO EXIGIDO PELO BANCO AQUI REQUERIDO.
AINDA QUE OS FATOS ALEGADOS PELO REQUERENTE FOSSEM RELATIVOS A PERÍODO ANTERIOR AO DO FEITO EXECUTIVO, PARA ESTE JUÍZO JULGAR COM SEGURANÇA E VERIFICAR SE REALMENTE HOUVE C O B R A N Ç A D E V A L O R E S A B U S I V O S , N E C E S S Á R I A S E R I A A REALIZAÇÃO DE PROVA PERICIAL, O QUE NÃO OCORREU NO PRESENTE FEITO.
NESSE SENTIDO A JURISPRUDÊNCIA:
“EMENTA: PROVA – CONTRATO – CONFISSÃO DE DÍVIDA – ABERTURA DE CRÉDITO EM CONTA CORRENTE – ALEGAÇÃO DE UNICIDADE DE OPERAÇÕES FINANCEIRAS – NECESSIDADE DA AVERIGUAÇÃO DA CORREÇÃO MONETÁRIA. TAXA DE JUROS INCIDENTE, BEM COMO O MODO DE CÁLCULO DO ENCARGO E EVENTUAL OCORRÊNCIA DE ANATOCISMO. APURAÇÃO DAS QUESTÕES POR PERÍCIA, PO R E N V O L V E R A S P E C T O S D E M A T E M Á T I C A F I N A N C E I R A , A S E R ACLARADOS POR PROFISSIONAL QUE TENHA CONHECIMENTO DO ASSUNTO. DISPENSA DA REALIZAÇÃO DA PROVA. INVALIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA CARACTERIZADO. NECESSIDADE DA P R O L A Ç Ã O D E O U T R A S E N T E N Ç A S E J A P R O F E R I D A , A P Ó S A PRODUÇÃO DA PERÍCIA. RECURSO PROVIDO.” (1º TACSP – AP 0843248-0 – (47414) – SANTA CRUZ DO RIO PARDO – 5ª C. – REL. JUIZ ÁLVARO TORRES JÚNIOR – J. 11.12.2002)
A ELABORAÇÃO DE TRABALHO PERICIAL SE FAZ NECESSÁRIA PARA O DESLINDE DA CAUSA, HAJA VISTA QUE NÃO HOUVE EXPRESSA ESTIPULAÇÃO CONTRATUAL QUANTO AOS JUROS E FORMA DE INCIDÊNCIA DOS JUROS (ANATOCISMO).
D E S T A F O R M A , N Ã O R E S T A Q U A L Q U E R D Ú V I D A Q U A N T O À I N C E R T E Z A D E T A L P R Á T I C A P E L O B A N C O R E Q U E R I D O , JUSTIFICANDO-SE ASSIM A NECESSIDADE DE TRABALHO PERICIAL, AUSENTE NO PRESENTE FEITO.
DIANTE DA FUNDAMENTAÇÃO ACIMA EXPOSTA, AUSENTE ESTÁ UMA DAS CONDIÇÕES DA AÇÃO, QUAL SEJA, O INTERESSE PROCESSUAL. O INTERESSE PROCESSUAL SE MOSTRA EVIDENTE QUANDO PRESENTE O BINÔMIO UTILIDADE/NECESSIDADE DO PROVIMENTO JURISDICIONAL PARA ALCANÇAR A PRETENSÃO DO REQUERENTE.
A PRESENTE AÇÃO NÃO SE MOSTRA ÚTIL E NECESSÁRIA AO REQUERENTE, POIS QUALQUER DECISÃO QUE ESTE JUÍZO PROFIRA COM RELAÇÃO ÀS CLÁUSULAS CONTRATUAIS ACIMA DESCRITAS NÃO T R A R Á Q U A L Q U E R R E S U L T A D O P R Á T I C O , H A J A V I S T A O E N C E R R A M E N T O D A R E L A Ç Ã O J U R Í D I C A E N T R E A S P A R T E S LITIGANTES.
I M P O R T A N T E R E S S A L T A R A I N D A Q U E O F I M D A R E L A Ç ÃO CONTRATUAL NÃO SIGNIFICA QUE OS SEUS EFEITOS OU REFLEXOS EXTINGUIRAM-SE, COMO ACONTECE NO CASO DA EVICÇÃO E VÍCIOS REDIBITÓRIOS.
EM UM CONTRATO DE COMPRA E VENDA DE UM BEM MÓVEL, POR EXEMPLO, O CONTRATO APERFEIÇOA-SE COM A TRADIÇÃO DO BEM E O SEU RESPECTIVO PAGAMENTO.
ENTRETANTO, CASO O COMPRADOR, FUTURAMENTE, VENHA PERDER O BEM ADQUIRIDO POR DECISÃO JUDICIAL OU ADMINISTRATIVA POR FATO OCORRIDO ANTES DA RELAÇÃO CONTRATUAL, O COMPRADOR PODE EXIGIR DO VENDEDOR O REEMBOLSO DO VALOR PAGO, MESMO ESTANDO FINDO O CONTRATO DE COMPRA E VENDA.
O MESMO OCORRE COM OS VÍCIOS REDIBITÓRIOS, POIS SE O BEM ADQUIRIDO APRESENTAR DEFEITOS CUJAS CAUSAS SEJAM ADVINDAS DA ÉPOCA EM QUE SE ENCONTRAVA NAS MÃOS DO VENDEDOR, DEVIDO É AO COMPRADOR EXIGIR O REEMBOLSO DO VALOR PAGO OU ABATIMENTO DO MESMO.
N O C A S O E M T E S T I L H A , N Ã O S O B R E V I V E N A S I T U A Ç Ã O FÁTICO-JURÍDICA NEM O CONTRATO E NEM OS SEUS EFEITOS.
NÃO HAVENDO A CONJUGAÇÃO DO BINÔMIO UTILIDADE/NECESSIDADE, AUSENTE ESTÁ INTERESSE PROCESSUAL.
NESSE SENTIDO A JURISPRUDÊNCIA:
“EMENTA: CONDOMÍNIO - DANOS HAVIDOS EM PARTES COMUNS E NAS UNIDADES AUTÔNOMAS - LEGITIMIDADE DO SÍNDICO – INTERESSE P R O C E S S U A L - N E C E S S I D A D E D E T U T E L A J U R I S D I C I O N A L - D E M O N S T R A Ç Ã O - R E C U R S O I M P R O V I D O . O C O N D O M Í N I O , REPRESENTADO PELO SÍNDICO, É PARTE LEGÍTIMA PARA PLEITEAR A
REPARAÇÃO DOS VÍCIOS NA CONSTRUÇÃO QUE CAUSAM DANOS NAS PARTES COMUNS E N A S U N I D A D E S A U T Ô N O M A S D O I M Ó V E L , INTELIGÊNCIA DO ART. 22, § 1º, "A", DA LEI Nº 4.591, DE 16.12.64. EXISTE INTERESSE PROCESSUAL QUANDO A PARTE TEM NECESSIDADE DE IR A JUÍZO PARA ALCANÇAR A TUTELA PRETENDIDA E, AINDA, QUANDO ESSA TUTELA JURISDICIONAL PODE TRAZER-LHE ALGUMA UTILIDADE DO PONTO DE VISTA PRÁTICO.” (TJ/MT – 1º CÂMARA CÍVEL – RAI Nº 36502/05 – REL. DES. JOSÉ TADEU CURY – DATA JULGAMENTO: 24/10/05)
“EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO – MEDIDA CAUTELAR DE A R R E S T O – C O N T R A T O D E H O N O R Á R I O S A D V O C A T Í C I O S – APREENSÃO DE BENS DO CONTRATANTE – PROPOSITURA DA AÇÃO DE EXECUÇÃO – ARRESTO TRANSFORMADO EM PENHORA – PRELIMINAR DE CONVERSÃO DE INSTRUMENTO PARA FORMA RETIDA – ALEGAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE DANO IRREPARÁVEL – ARGUIÇÃO REJEITADA – ALEGAÇÃO DE PERDA SUPERVENIENTE DO INTERESSE RECURSAL – NÃO ACOLHIDA – PROVIMENTO INICIAL - LIMINAR – REQUISITO DO PERICULUM IN MORA – NÃO COMPROVADO – RECURSO PROVIDO. A CONVERSÃO DO AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RETIDO SÓ SE J U S T I F I C A Q U A N D O I N E X I S T E U R G Ê N C I A N O P R O V I M E N T O JURISDICIONAL A SER DEFERIDO E ESTEJA AUSENTE A POSSIBILIDADE DE OCORRER LESÃO GRAVE E DE DIFÍCIL, OU INCERTA, REPARAÇÃO AO DIREITODO RECORRENTE. O INTERESSE PROCESSUAL EXISTE QUANDO HÁ, PARA O RECORRENTE, UTILIDADE E NECESSIDADE DO PROVIMENTO JURISDICIONAL INVOCADO, PARA ASSIM OBTER A SATISFAÇÃO DE SEU INTERESSE. NÃO HÁ FALAR NA CONCESSÃO DA MEDIDA EXTREMA, QUANDO NÃO EXISTE PROVA SATISFATÓRIA DE POSSIBILIDADE DE DANO E DE ENCONTRAR O DEVEDOR NAS CONDIÇÕES ALARDEADAS AOS INCISOS DO ARTIGO 813 CPC.” (TJ/MT – 4º CÂMARA CÍVEL – RAI Nº 30540/06 – REL. DES. MÁRCIO VIDAL – DATA JULGAMENTO: 07/08/06) ESTANDO AUSENTE UMA DAS CONDIÇÕES DA AÇÃO, QUAL SEJA, O INTERESSE PROCESSUAL OS PEDIDOS ACIMA DESCRITOS DEVEM SER EXTINTOS SEM RESOLUÇÃO DO MÉRITO.
- DA REPETIÇÃO DO INDÉBITO
PERSEGUE O REQUERENTE AINDA A REPETIÇÃO DO INDÉBITO DAQUILO QUE FOI COBRADO INDEVIDAMENTE.
A MEU VER, ESTE PEDIDO DEVE SER JULGADO IMPROCEDENTE PELOS SEGUINTES MOTIVOS.
EM PRIMEIRO LUGAR, PARA HAVER A PROCEDÊNCIA DO PEDIDO DE REPETIÇÃO DO INDÉBITO, NECESSÁRIO SE FAZ ASSEGURAR O EXATO VALOR COBRADO INDEVIDAMENTE PELA PARTE CONTRÁRIA, O QUE NÃO RESTOU PROVADO NOS AUTOS, ANTE À AUSÊNCIA DE PROVA PERICIAL.
COM EFEITO, OUTRO REQUISITO NECESSÁRIO PARA SER DEVIDA A REPETIÇÃO É A PROVA DO SEU PAGAMENTO, DE FORMA INDEVIDA, PELO REQUERENTE, HAJA VISTA QUE O INSTITUTO DA REPETIÇÃO DE INDÉBITO SE JUSTIFICA PARA EVITAR E REPUDIAR O ENRIQUECIMENTO ILÍCITO DA PARTE CONTRÁRIA.
NESSE SENTIDO A JURISPRUDÊNCIA:
“EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. ADMISSÃO PARCIAL DO RECURSO ESPECIAL PELO TRIBUNAL A QUO. DEVOLUÇÃO DE TODA A MATÉRIA AO ÓRGÃO AD QUEM. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL NA INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PRECLUSÃO. JUROS REMUNERATÓRIOS. LIMITAÇÃO AFASTADA. REPETIÇÃO DO INDÉBITO. FORMA SIMPLES. AGRAVO IMPROVIDO. 1. O RECURSO ESPECIAL ESTÁ SUJEITO AO DUPLO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE, DE MODO QUE O EXAME DOS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE REALIZADO PELO TRIBUNAL A QUO NÃO VINCULA ESTE SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, A QUEM COMPETE PROCESSAR E JULGAR O ESPECIAL, CABENDO-LHE, POR CONSEGUINTE, O JUÍZO DEFINITIVO DE ADMISSIBILIDADE. 2. A SEGUNDA SEÇÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, NO RESP 407.097/RS, PUBLICADO NO DJ 29.09.2003, PROCLAMOU QUE A ALTERAÇÃO DA TAXA DE JUROS P A C T U A D A D E P E N D E D A D E M O N S T R A Ç Ã O C A B A L D A S U A ABUSIVIDADE, EM RELAÇÃO À TAXA MÉDIA DE NO MERCADO, O QUE NÃO OCORRE NO CASO VERTENTE. 3. A COMPENSAÇÃO DE VALORES E A REPETIÇÃO DE INDÉBITO, NA FORMA SIMPLES, E NÃO EM DOBRO, SÃO CABÍVEIS SEMPRE QUE VERIFICADO O PAGAMENTO INDEVIDO, EM REPÚDIO AO ENRIQUECIMENTO ILÍCITO DE QUEM O RECEBER, INDEPENDENTEMENTE DA COMPROVAÇÃO DO ERRO. 4. AGRAVO IMPROVIDO.” (STJ - AGRG NO RESP 895.541/MT, REL. MINISTRO HÉLIO QUAGLIA BARBOSA, QUARTA TURMA, JULGADO EM 22.05.2007, DJ
04.06.2007 P. 373)
“EMENTA: MANDADO DE SEGURANÇA - TRIBUTÁRIO - 1. PRELIMINARES - 1 . 1 . I L E G I T I M I D A D E A T I V A A D C A U S A M - I N A C O L H I M E N T O - IMPETRANTE RESPONSÁVEL DIRETO PELO PAGAMENTO DO IMPOSTO QUESTIONADO - 1.2. IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA - REJEIÇÃO - OBSERVÂNCIA À SÚMULA N.º 213 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - 1.3. REPETIÇÃO DE INDÉBITO - PRESCRIÇÃO - TEMA VINCULADO AO MÉRITO DA DEMANDA - REJEIÇÃO - 1.4. ILEGITIMIDADE PASSIVA DA CONCESSIONÁRIA DE ENERGIA ELÉTRICA - REJEIÇÃO – EMPRESA PARTICIPANTE DA RELAÇÃO JURÍDICA GERADORA DO TRIBUTO COMBATIDO - 1.5. INCOMPETÊNCIA JURISDICIONAL DA JUSTIÇA ESTADUAL - INACOLHIMENTO - AUSÊNCIA DE INTERESSE DE ENTE FEDERAL - 2. MÉRITO - 2.1. ICMS - COBRANÇA SOBRE RESERVA DE POTÊNCIA - FATO GERADOR - MERA EXPECTATIVA EM CONTRATO DE RESERVA DE POTÊNCIA - INCIDÊNCIA DO TRIBUTO SOMENTE SOBRE DEMANDA CONSUMIDA - EXEGESE DO CAPUT DO ART. 1º E DO INC. VI DO ART. 2º, AMBOS DO CONVÊNIO Nº 66/88 - 2.2. RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO - REJEIÇÃO - AUSÊNCIA DE PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA - ORDEM C O N C E D I D A P A R C I A L M E N T E . O R E S P O N S Á V E L D I R E T O P E L O PAGAMENTO DE TRIBUTO JUDICIALMENTE É PARTE LEGÍTIMA PARA O S E U Q U E S T I O N A M E N T O J U D I C I A L E M S E D E D E M A N D A D O D E S E G U R A N Ç A . É P O S S Í V E L A D E C L A R A Ç Ã O D E D I R E I T O À COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA ATRAVÉS DA VIA MANDAMENTAL. É A OBSERVAÇÃO FEITA AO CONTEÚDO DA SÚMULA N.º 213 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NÃO SE ACOLHE PRELIMINAR DE PRESCRIÇÃO EM RELAÇÃO À REPETIÇÃO DE INDÉBITO, ANTES DE SE DECIDIR ACERCA DO PLEITO RESTITUITÓRIO, PENA DE JULGAMENTO ANTECIPADO DA QUESTÃO JURÍDICA PRINCIPAL. TENDO A CONCESSIONÁRIA DE ENERGIA ELÉTRICA FIGURADO NA RELAÇÃO JURÍDICA GERADORA DO TRIBUTO COMBATIDO JUDICIALMENTE, TEM ELA LEGITIMIDADE PARA RESPONDER AOS TERMOS DA DEMANDA. PORÉM, SEM QUE SE DEMONSTRE O INTERESSE DE ENTE FEDERAL NA CAUSA, NÃO SE JUSTIFICA O DESLOCAMENTO DA COMPETÊNCIA JURISDICIONAL PARA A ESFERA FEDERAL. NA DICÇÃO DO QUE DISPÕE O CAPUT DO ART. 1º, BEM COMO, DO INC. VI DO ART. 2º, AMBOS DO CONVÊNIO TRIBUTÁRIO N.º 66/88, O ICMS SOMENTE INCIDE SOBRE A ENERGIA ELÉTRICA EFETIVAMENTE CONSUMIDA PELO SEU ADQUIRENTE E NÃO SOBRE A DEMANDA RESERVADA, ISTO PORQUE, NESTA HIPÓTESE, NÃO HÁ A OCORRÊNCIA DAQUELE FATO GERADOR DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA. NÃO SE PODE DEFERIR O PLEITO DE RESTITUIÇÃO DE VALORES SUPOSTAMENTE PAGOS INDEVIDAMENTE POR TRIBUTO COBRADO, QUANDO NÃO HÁ EFETIVA COMPROVAÇÃO DA EXISTÊNCIA DESSE PAGAMENTO E DO SEU EXATO MONTANTE.” (TJ/MT – 2ª TURMA DE CÂMARA CÍVEIS REUNIDAS – MSI Nº 56.816/06 – REL. DR. SEBASTIÃO DE ARRUDA ALMEIDA – DATA JULGAMENTO: 19/12/2006)
“EMENTA: AÇÃO R E V I S I O N A L – C O N T R A T O D E C O N F I S S Ã O E COMPOSIÇÃO DE DÍVIDA E ESCRITURA PÚBLICA DE CONFISSÃO DE DÍVIDA. POSSIBILIDADE DE REVISÃO COM BASE NO CDC E NO CCB. IMPOSSIBILIDADE DE REVISÃO DE CONTRATOS FINDOS EM FACE DE TRANSAÇÃO. JUROS REMUNERATÓRIOS COMO CONTRATADOS. CAPITALIZAÇÃO MENSAL DE JUROS INADMITIDA ANTE A AUSÊNCIA DE SUBSTRATO LEGAL ESPECÍFICO. MULTA DE 2%. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA AFASTADA, POIS CUMULADA COM OUTROS ENCARGOS CONTRATUAIS. TBF NÃO É ÍNDICE DE CORREÇÃO MONETÁRIA, IMPONDO-SE A APLICAÇÃO DO IGP-M. POSSIBILIDADE DE COBRANÇA DE ENCARGOS MORATÓRIOS EM FACE DA INADIMPLÊNCIA DO DEVEDOR. R E P E T I Ç Ã O D E I N D É B I T O A F A S T A D A , A N T E A A U S Ê N C I A D E PAGAMENTO DOS CONTRATOS EM ABERTO E INADMISSÃO DE REVISÃO DOS CONTRATOS ANTERIORES. SUCUMBÊNCIA ALTERADA, COM ACOLHIMENTO DA COMPENSAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA. RECURSO DO REQUERIDO PARCIALMENTE PROVIDO E APELO DO REQUERENTE DESPROVIDO.” (TJ/RS – APC 70007257629 – 15ª C.CÍV. – REL. DES. RICARDO RAUPP RUSCHEL – J. 03.12.2003)
NO CASO EM TELA, O REQUERENTE NÃO REALIZOU O PAGAMENTO, UMA VEZ QUE O JUÍZO DA 5ª VARA CÍVEL ACOLHEU A EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE OPOSTA PELO REQUERENTE, DECLARANDO NULA A EXECUÇÃO PROPOSTA PELO BANCO REQUERIDO.
AINDA QUE O REQUERENTE TIVESSE FEITO O PAGAMENTO DOS VALORES DESCRITOS NA AÇÃO EXECUTIVA, A REPETIÇÃO DE INDÉBITO DO VALOR EM DOBRO, CONFORME DETERMINA O ART. 42, PARÁGRAFO ÚNICO DO CDC, SOMENTE É POSSÍVEL CASO SEJA DEMONSTRADA A MÁ-FÉ DA PARTE CONTRÁRIA (BANCO REQUERIDO).
NESSE SENTIDO A JURISPRUDÊNCIA:
“EMENTA: CONTRATO BANCÁRIO. JUROS REMUNERATÓRIOS. NÃO LIMITAÇÃO. SÚMULA 596/STF. REPETIÇÃO SIMPLES DO INDÉBITO. AUSÊNCIA DE MÁ-FÉ. - OS JUROS REMUNERATÓRIOS NÃO SOFREM AS LIMITAÇÕES DA LEI DA USURA. - QUEM RECEBE PAGAMENTO INDEVIDO DEVE RESTITUÍ-LO PARA OBVIAR O ENRIQUECIMENTO INDEVIDO. - NÃO INCIDE A SANÇÃO DO ART. 42, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CDC, QUANDO O ENCARGO CONSIDERADO INDEVIDO É OBJETO DE CONTROVÉRSIA JURISPRUDENCIAL E NÃO ESTÁ CONFIGURADA A MÁ-FÉ DO CREDOR.” (STJ - AGRG NO RESP 856.486/RS, REL. MINISTRO HUMBERTO GOMES DE BARROS, TERCEIRA TURMA, JULGADO EM 25.09.2006, DJ 09.10.2006 P. 305)
“EMENTA: RECURSO DE APELAÇÃO CÍVEL - RESCISÃO CONTRATUAL - REDUÇÃO DE JUROS PACTUADOS - FINANCIAMENTO ENQUADRADO NA CARTEIRA HIPOTECÁRIA - CAPTAÇÃO PELA CADERNETA DE POUPANÇA - APLICAÇÃO DA TR COMO FATOR DE ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA - IMPOSSIBILIDADE - CONTRATO FIRMADO ANTERIOR À SUA CRIAÇÃO PELA LEI Nº 8.177/91 - ADOTADO O INPC - PACTA SUNT SERVANDA - CORREÇÃO DE DISTORÇÕES - APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR - TABELA PRICE - CONFIGURAÇÃO DE ANATOCISMO - ADOÇÃO DO MÉTODO DE JUROS SIMPLES – REPETIÇÃO DE INDÉBITO - NÃO CABIMENTO - INOCORRÊNCIA DE MÁ-FÉ - REPETIÇÃO DO INDÉBITO NA FORMA SIMPLES - COMISSÃO DE CONCESSÃO DE CRÉDITO - NÃO APLICADA - CONSIDERADA ABUSIVA - SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA - R E C U R S O P A R C I A L M E N T E P R O V I D O . 1 . S E A O P E R A Ç Ã O D E FINANCIAMENTO FOI ENQUADRADA NA CARTEIRA HIPOTECÁRIA, NÃO SE ESTÁ DIANTE DOS CONTRATOS FIRMADOS SOB A ÉGIDE DA LEI Nº 4.380/64, QUE INSTITUIU O SISTEMA FINANCEIRO DE HABITAÇÃO, DEVENDO PREVALECER A TAXA DE JUROS QUE FOI PACTUADA. 2. NÃO HÁ IMPEDIMENTO À UTILIZAÇÃO DA TR, NOS CONTRATOS VINCULADOS AO SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO, DESDE QUE FIRMADOS APÓS E D I Ç Ã O D A L E I N º 8 . 1 7 7 / 9 1 , Q U E A C R I O U , R E S S A L V A N D O A ILEGALIDADE DA UTILIZAÇÃO DO ÍNDICE NOS
CONTRATOS AVENÇADOS ANTERIORMENTE À SUA VIGÊNCIA, AOS QUAIS DEVE SER APLICADO O
INPC. 3. A LEGISLAÇÃO PÁTRIA PERMITE A REVISÃO CONTRATUAL, MORMENTE SOB OS DITAMES DO CÓDIGO CIVIL E CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR, COM A FINALIDADE DE CORRIGIR DISTORÇÕES E DESEQUILÍBRIOS, NÃO SENDO A PROVIDÊNCIA OFENSIVA AO PACTA SUNT SERVANDA. 4. É PACÍFICO O ENTENDIMENTO DOS TRIBUNAIS SUPERIORES E DESTA EGRÉGIA CORTE, QUANTO À INCIDÊNCIA DO CDC AOS CONTRATOS BANCÁRIOS, POIS HÁ RELAÇÃO DE
CONSUMO ENTRE O AGENTE FINANCEIRO QUE CONCEDE O EMPRÉSTIMO PARA AQUISIÇÃO DE CASA PRÓPRIA E O MUTUÁRIO. 5. A UTILIZAÇÃO DA TABELA PRICE GERA A CAPITALIZAÇÃO DE JUROS, CONFIGURANDO ABUSIVIDADE E ONEROSIDADE EXCESSIVA PARA O MUTUÁRIO, DEVENDO SER ADOTADO O MÉTODO DE CÁLCULO DE JUROS SIMPLES, COM A FINALIDADE DE EVITAR O ANATOCISMO. 6. SE NÃO FOI COMPROVADA A MÁ-FÉ DO LITIGANTE, NÃO HÁ QUE SE FALAR EM REPETIÇÃO DO INDÉBITO EM DOBRO. 7. A TAXA DE COMISSÃO DE CRÉDITO, SE APLICADA, CONFIGURA-SE ABUSIVA E ILEGAL, DEVENDO SER ELIMINADA. 8. HAVENDO SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA, APLICA-SE O ART. 21 DO CPC, POSTO QUE, CADA PARTE DEVE SUPORTAR A VERBA ADVOCATÍCIA NA PROPORÇÃO DE SUA DERROTA.” (TJ/MT – 6ª CÂMARA CÍVEL – RAC Nº 53.875/06 – REL. DR. MARCELO SOUZA DE BARROS – DATA JULGAMENTO: 20/09/06)
“EMENTA: CARTÃO DE CRÉDITO – AÇÃO DE REVISÃO DE CONTRATO – JUROS REMUNERATÓRIOS – O CDC APLICA-SE AOS CONTRATOS DE C A R T Ã O D E C R É D I T O N Ã O S Ó P O R S E T R A T A R D E R E L A Ç ÃO TIPICAMENTE DE CONSUMO, MAS POR EXPRESSA DISPOSIÇÃO LEGAL, CONSOANTE O ART. 3º, § 2º, DA LEI Nº 8.078/90. CAPITALIZAÇÃO. É A F A S T A D A A C A P I T A L I Z A Ç Ã O M E N S A L , P E R M I T I D A A A N U A L. REPETIÇÃO DE INDÉBITO E/OU COMPENSAÇÃO. O PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 42 DO CDC NÃO EXIGE A PROVA DO PAGAMENTO COM ERRO, BASTANDO A COBRANÇA DE QUANTIA INDEVIDA PARA POSSIBILITAR A DEVOLUÇÃO DO EXCESSO, QUE DEVERÁ SER IGUAL AO PAGO A MAIOR E NÃO EM DOBRO, UMA VEZ AUSENTE A MÁ-FÉ DO APELANTE, QUE APENAS REPASSOU OS ENCARGOS. APELAÇÃO DESPROVIDA.” (TJRS – APC 70007532013 – 16ª C.CÍV. – REL. DES. PAULO AUGUSTO MONTE LOPES – J. 10.12.2003)
COMPULSANDO OS AUTOS, NÃO SE VERIFICA QUALQUER CONDUTA QUE DEMONSTRE A PRÁTICA DE ATOS DE MÁ-FÉ PELO BANCO
REQUERIDO.
NÃO HAVENDO QUALQUER PAGAMENTO PELO REQUERENTE DO VALOR PERSEGUIDO, BEM COMO AUSENTE A COMPROVAÇÃO DE MÁ-FÉ DO BANCO REQUERIDO, IMPROCEDE O PEDIDO ACIMA DESCRITO. - DOS DANOS MORAIS
COMO SALIENTADO EM LINHAS OUTRAS, HÁ A INCIDÊNCIA DA LEGISLAÇÃO CONSUMERISTA SOBRE O CASO EM APREÇO E, HAVENDO RELAÇÃO DE CONSUMO ENTRE AS PARTES, A RESPONSABILIDADE CIVIL DO FORNECEDOR É NA MODALIDADE OBJETIVA, OU SEJA, PARA HAVER O DEVER DE INDENIZAR, BASTA A COMPROVAÇÃO DE ATO OU OMISSÃO ILÍCITO, DANO OU PREJUÍZO CAUSADO E O NEXO CAUSAL. DESTA FORMA, NÃO SE APURA O DOLO, CONFORME PRECEITUA O ART. 14 DO CDC.
NESSE SENTIDO A JURISPRUDÊNCIA:
“EMENTA: É OBJETIVA A RESPONSABILIDADE DA EMPRESA DE TELEFONIA PELOS DANOS DECORRENTES DA UTILIZAÇÃO DE DADOS DO CONSUMIDOR POR PESSOA DIVERSA, SENDO IRRELEVANTE O A R G U M E N T O D E Q U E T A M B É M S U P O R T A R A P R E J U Í Z O P E L A PRESTAÇÃO EFETIVA DO SERVIÇO SEM A DEVIDA CONTRAPRESTAÇÃO – 2 – A FORMALIZAÇÃO DE CONTRATO PARA AQUISIÇÃO DE TERMINAL TELEFÔNICO COM TERCEIRA PESSOA QUE UTILIZA OS DADOS DO CONSUMIDOR TORNA INDEVIDA A INSCRIÇÃO DE SEU NOME EM BANCO DE DADOS DE RESTRIÇÃO CADASTRAL, IMPONDO À EMPRESA RESPONSÁVEL PELO REGISTRO O DEVER DE INDENIZAR.” (TJ/DF – ACJ 20030110667094 – DF – 1ª T.R.J.E. – REL. DES. JOSÉ DE AQUINO PERPÉTUO – DJU 22.03.2004 – P. 50)
SENDO OBJETIVA A RESPONSABILIDADE DA EMPRESA FORNECEDORA D E S E R V I Ç O S ( B A N C O ) , P A S S O A A N A L I S A R C A D A U M D O S REQUISITOS DESTA MODALIDADE DE RESPONSABILIDADE CIVIL, QUAIS SEJAM: ATO OU OMISSÃO ILÍCITO, DANO CAUSADO E NEXO CAUSAL. COM RELAÇÃO AO ATO OU OMISSÃO ILÍCITO, ENTENDO QUE ESTE RESTOU DEMONSTRADO, PELOS MOTIVOS ABAIXO EXPOSTOS.
SUSTENTA O REQUERENTE QUE O S E U N O M E F O I I N S E R I D O INDEVIDAMENTE NO SERASA PELO FATO DO BANCO REQUERIDO TER