• Nenhum resultado encontrado

3. A DINÂMICA E OS PROCESSOS ESPACIAIS

3.2 Processos espaciais

Harvey (2005, p.69) afirma que no momento pós-modernista, portanto atual, o tecido urbano é necessariamente fragmentado, semelhante a um “palimpsesto de formas passadas superpostas umas às outras e uma colagem de usos correntes, muitos dos quais podem ser efêmeros”. Ou seja, apesar dos novos processos da produção do espaço, a cidade constitui-se continuamente em forma de camadas espaciais (cristalizadas) somadas no tempo. “Na verdade, paisagem e espaço são sempre uma espécie de palimpsesto onde, mediante acumulações e substituições, a ação das diferentes gerações se sobrepõe” (SANTOS, 1999, p. 103).

Corrêa inicia seu texto sobre processos espaciais influenciado pela afirmativa de Harvey de que a cidade pode ser considerada como expressão concreta de processos sociais na forma de um ambiente físico construído sobre o espaço geográfico. “Tais processos sociais produzem forma, movimento e conteúdo sobre o espaço urbano, organizando a

63

organização espacial da metrópole” (CORREIA, 2005), organização que se caracteriza por usos da terra extremamente diferenciados. Assim se estabelece o processo espacial, como elemento mediador entre a organização espacial e os processos sociais: tornando exequíveis a forma, o movimento e o conteúdo sobre o espaço através de um pool11 de forças atuantes nas localizações, relocalizações e permanência das atividades e população sobre o espaço urbano. O autor segmenta esses processos em seis: centralização, descentralização, coesão, segregação, invasão – sucessão e inércia.

Para alargar o conhecimento teórico sobre o tema, a partir da sólida introdução de Corrêa, somamos os conhecimentos de Castells e Villaça. Mas seguiremos, por pertinência didática, a divisão sugerida por Corrêa, apenas acrescentando um sétimo processo, o de gentrificação/enobrecimento.

• Centralização

Partindo do pressuposto de que a centralidade é um tema que conota questões-chave da estrutura urbana, Castells (1983) afirma que

[...] o termo de centro urbano designa ao mesmo tempo um local geográfico e um conteúdo social. [...] Para o urbanista médio, o centro é a partida da cidade que, delimitada espacialmente, por exemplo situada na confluência de um esquema radial das vias de comunicação, desempenha um papel ao mesmo tempo integrador e simbólico. (CASTELLS 1983, p. 311).

11 Proprietários dos meios de produção, proprietários de terras, empresas imobiliárias e de

64

Nas palavras de Corrêa (2005), “uma das características comuns da metrópole moderna é a existência de uma área onde se concentram as principais atividades comerciais e de serviços, bem como os terminais de transportes”. A partir da revolução industrial, a emergência da centralidade é uma das resultantes das mudanças espaciais da época. Outro marco importante para a centralidade seriam as ferrovias, que, a partir da segunda metade do século XIX, garantem a fluidez das trocas da produção. A partir desse momento, forma-se uma grande oferta no mercado de trabalho, fazendo com que, assim, as áreas centrais colham os frutos dessa dinâmica e da acessibilidade dentro do espaço urbano, acessibilidade responsável pelos altos valores da terra urbana. Para Villaça (2005), não é possível prescindir de um centro, pois, sem a atração do centro, a cidade se evaporaria.

Para esse autor (VILLAÇA, 2005, p. 330), “Nossas cidades foram se estruturando sob o impacto de forças poderosas atuantes sobre a estrutura urbana: o domínio, pelas burguesias, das condições de deslocamento espacial do ser humano enquanto consumidor”. Em suas próprias palavras:

Os requisitos locacionais da residência, do secundário e do terciário12

disputam proximidade ao centro urbano pela acessibilidade. A luta pela localização entre as classes sociais é uma luta em torno de condições de consumo, não em torno de condições de produção. O espaço intra-urbano, no entanto, é estruturado sob a dominação dos interesses do consumo. (VILLAÇA, 2005, p. 329).

65

• Descentralização

Corrêa (2005) aborda o tema da descentralização, afirmando que esse processo é mais recente do que o da centralização, aparecendo em decorrência de ajustes às deseconomias de aglomeração. Sobre a controvérsia do desaparecimento dos centros, constata Castells:

É verdade que a concentração de certas atividades de troca num espaço em relação simétrica com as diversas zonas urbanas está cedendo o lugar a uma estrutura multinuclear ou uma espécie de difusão urbana. [...] em resumo, esta nova centralidade pode operar através de outras formas espaciais. (CASTELLS, 1983, p. 315).

As metrópoles tendem a desenvolver o que popularmente se chama de um “centro novo”; e o centro tradicional vem sendo tomado pelas camadas populares. Villaça entende este centro novo como:

[...] parte de um movimento que é fruto da interação de forças, o centro principal se deslocou e se transformou, os subcentros se formaram em função da inacessibilidade socioeconômica das camas populares ao centro principal; certas regiões das metrópoles se tornaram maciçamente populares, o centro principal “decaiu”; o sistema viário se aprimorou em determinada região (...) Enfim, foi-se formando e transformando o sistema de localizações que define o que é “bom ponto” e o que é “fora de mão”(...) As burguesias revolucionam o centro principal, produzem “centros expandidos”, o “seu” centro e o centro “dos outros”. A pulverização dos novos centros é a manifestação de expedientes das camadas de mais alta renda para trazer para mais próximo delas os equipamentos de

66 centros mais adaptados a seu meio predominante de locomoção: automóvel [...] Surgem daí os centros novos espacialmente atomizados. (VILLAÇA, 2005, p. )

Esse processo se dá também devido ao próprio crescimento da cidade tanto demográfica como geograficamente. Segundo Colby13 (apud Corrêa, 2005),para a descentralização ocorrer, é necessário que haja um novo fator atrativo a essas áreas, que se apresentam com características quase opostas às da centralidade, tais como: valor baixo da terra, amenidades espaciais e sociais e o threshold (mercado mínimo) capaz de suportar a localização de uma atividade descentralizada.

• Coesão

De acordo com Corrêa (2005, p.60), a coesão foi descrita por Hurd14 em 1903, que considerava ter o comércio a tendência à aglomeração como garantia de atração maciça de consumidores: “O processo de coesão ou economias de aglomeração tende, em realidade, a gerar conjuntos de atividades espacialmente coesas [...]”. Para Corrêa, a aglomeração gera alternativas de escolha, complementaridade de atividades, áreas especializadas, entre outros benefícios.

“É preciso, portanto, notar que o processo de coesão pode-se verificar simultaneamente com os processos de centralização e

13

C.C. Colby – Centripetal and centrifugal forces in urban geography.

67 descentralização, gerando o aparecimento de áreas especializadas dentro do espaço urbano, tornando assim sua organização espacial mais complexa. Como modo através do qual a relação custo-benifício tende a favorecer a reprodução do capital, o processo de coesão insere-se na linha de acumulação (CORRÊA, 2005, p. 60).

• Segregação

O termo segregação surge nos estudos acadêmicos da Escola de Chicago, por intermédio de seu maior representante, Robert Ezra Park, em artigo publicado em 1916, integrante os estudos norte-americanos sobre conflitos étnicos e sociais.

[...] o isolamento das colônias raciais e de imigrantes nos assim chamados guetos e as áreas de segregação populacional tendem a preservar e, onde existia preconceito racial, a intensificar a intimidade e a solidariedade dos grupos locais e de vizinhança. Onde indivíduos da mesma raça ou da mesma vocação vivem juntos em grupos segregados, o sentimento de vizinhança tende a se fundir com antagonismos de raça e interesses de classe. (PARK apud VELHO, 1967, p. 34).

Para Castells:

A distribuição dos locais residenciais segue as leis gerais da distribuição dos produtos e, por conseguinte, opera os reagrupamentos em função da capacidade social dos indivíduos, isto é, no sistema capitalista, em função de suas rendas, de seus status profissionais, de nível de instrução, de filiação étnica, da fase do ciclo de vida etc. (CASTELLS, 1993, p. 249).

68

Castells compreende que, na composição do espaço residencial, existe uma interação entre economia, política e ideologia. Sob sua perspectiva, segregação urbana constitui parte de uma estratificação urbana na qual a distância social tem uma expressão espacial forte, na qual existe

[...] a tendência à organização do espaço em zonas de forte homogeneidade social interna e com intensa disparidade social entre elas, sendo esta disparidade compreendida não só em termos de diferença, como também de hierarquia. (CASTELLS, 1983, p. 250).

Discorrendo sobre a segregação, Villaça a define como

[...] um processo segundo o qual, diferentes classes ou camadas sociais tendem a se concentrar cada vez mais em diferentes regiões gerais ou conjuntos de bairros da metrópole [...] o que determina, em uma região, a segregação de uma classe é a concentração significativa dessa classe mais do que em qualquer outra região da metrópole. (VILLAÇA, 2005, p.142 ).

De acordo com Villaça (2005), a segregação urbana é um processo que está longe de ser uma particularidade das décadas recentes e de uma eventual atuação do capital imobiliário ou das leis de zoneamento contemporâneo. Ele vem se constituindo no Brasil há mais de um século.

Como explicita Corrêa (2005, p. 132), “[...] a segregação parece constituir-se em uma projeção espacial do processo de estruturação de classes, sua reprodução, e a produção de residências na sociedade capitalista”.

69

Harvey denomina segregação de diferenciação residencial:

[...] a diferenciação residencial deve ser interpretada em termos de reprodução das relações sociais dentro da sociedade capitalista; significa acesso diferenciado a recursos escassos necessários para se adquirir oportunidades de ascensão social e significa diferencial de renda real. Proximidade às facilidades da vida urbana como água, esgoto, áreas verdes, melhores serviços educacionais, e ausência da proximidade aos custos da cidade [...] (HARVEY apud CORRÊA, 2005, p. 134). [esse recorte final está meio solto]

Para Villaça (2005), as camadas de alta renda nem sempre moram em terra cara, e, além disso, não é rigorosamente verdadeiro que o preço da terra determine a distribuição espacial das classes sociais. Lojkine apud Villaça (2005) distingue três tipos de segregação urbana: 1. uma

oposição entre o centro, onde o preço do solo é alto, e a periferia; 2. uma separação crescente entre as zonas e moradias reservadas as camadas sociais mais privilegiadas e as zonas de moradia popular; 3. um esfacelamento generalizado das funções urbanas disseminadas em zonas geograficamente distintas.

E complementa o autor (VILLAÇA, 2005, p.350): “[...] a segregação é um processo dialético, em que a segregação de uns provoca, ao mesmo tempo e pelo mesmo processo, a segregação de outros [...]”. Para ele, portanto, a segregação é um processo necessário para as dominações social, econômica e política por meio do espaço, compreende que os preços do solo

70

são frutos da segregação e acredita na relação entre a segregação e a possibilidade de apropriação de vantagens econômicas. Nesse sentido, acorda que a distribuição espacial das classes determina a distribuição espacial dos serviços tanto privados como públicos. Fundamentando a hipótese de que a disputa pelas localizações urbanas mais convenientes, Villaça (2005) defende a ideia de que a tendência a otimizar tempo de deslocamento e energia é uma característica inata dos seres humanos, ou seja, existe em todas as formações sociais.

Sendo a disputa pelas localizações uma disputa pela otimização dos gastos de tempo e energia, ela determina a estrutura intraurbana em qualquer modo de produção. Villaça cita as investigações de Homes Hoyt, em 1959, nas quais este expõe as tendências das camadas de alta renda nas cidades americanas. Hoyt considera nove tendências, das quais Villaça destaca três, que podem ser aplicadas às metrópoles brasileiras: 1. as cidades progredirem em direção a terrenos altos, livres de riscos de inundações e se espalhar ao longo das bordas dos lagos, baías, rios ou oceanos, nos locais onde tais bordas não são ocupadas por indústrias; 2. o crescimento das áreas residenciais de alta renda permanecer numa mesma direção por um longo período de tempo; 3. as áreas de apartamentos de luxo estabelecerem-se próximas ao centro, em antigas áreas residenciais.

71

Nas palavras de Villaça, o termo dominação é o processo segundo o qual a classe dominante comanda a apropriação diferenciada dos frutos, das vantagens e dos recursos do espaço urbano. Dentre essas vantagens, a mais decisiva é a otimização dos gastos de tempo despendido nos deslocamentos dos seres humanos, a acessibilidade às diversas localizações urbanas, especialmente ao centro urbano.

Na visão do autor, o padrão espacial dominante da segregação é segundo setores de círculo. Isso ocorre porque o padrão por setores possibilita melhor controle, pela classe dominante, do espaço urbano do que o de círculos concêntricos, uma vez que permite controlar com mais eficiência os deslocamentos espaciais, o mercado imobiliário, o Estado e a ideologia sobre o espaço urbano. As camadas de mais alta renda controlam a produção do espaço urbano por meio do controle de três mecanismos: um, de natureza econômica – o mercado imobiliário; outro, de natureza política ─ o controle do Estado, e, finalmente, o da ideologia.

Para Castells (1983), a estrutura do espaço residencial sofre as seguintes condicionantes: nível econômico, nível político-institucional, nível ideológico e nível da luta de classes.

A segregação social no espaço é, portanto, a expressão específica dos processos que visam à reprodução simples da força de trabalho, mas estes processos estão sempre inseparavelmente articulados com o conjunto das instâncias da estrutura social. (CASTELLS, 1983, p. ).

72

Sobre o mercado imobiliário, as burguesias interagem com o centro principal, fazendo com que este se transforme e, simultaneamente, se desloque no sentido em que o fazem aquelas classes, revolucionando-o segundo seus interesses e produzindo os centros expandidos ou os novos centros.

No controle sobre o Estado, suas localizações se comportam exatamente como se estivessem sujeitas às leis do mercado, o que, supostamente, não deveria ocorrer. O segundo mecanismo é a produção da infraestrutura. A burguesia exerce controle sobre o Estado na implantação de infraestrutura urbana. O Estado atua por intermédio da legislação urbanística, que é feita pela e para as burguesias.

Neste segmento do estudo, Villaça (2005) faz um levantamento das muitas conceituações da palavra “ideologia”, abalizado por autores como Chauí, Marx e Engels e Gramsci. Abordando a ideologia como uma versão da realidade social dada pela classe dominante com vistas a facilitar a dominação, apresenta como exemplo de dominação ideológica mecanismos de naturalização dos processos sociais. Palavras como “deterioração” e blight 15 são claramente colocadas para formar a ideia do natural e manter a visão da

73

população de camadas de baixa renda de que a burguesia não tem responsabilidade sobre as “causas naturais”.

Nesse sentido, “[...] a ideologia inculca nas mentes da maioria a idéia de que a cidade é aquela parte construída por onde estão os dominantes. Essa ideologia facilita a ação do Estado, que privilegia essa parte” (VILLAÇA, 2005, p.350). E complementa o autor:

Há um conflito de tempos: um que se quer reduzir e outro que se quer ampliar. O tempo do desgaste, o tempo perdido (em deslocamentos) deve ser reduzido, mas o tempo de lazer e o tempo de repouso devem ser ampliados. Mais um fator que faz predominar o tempo de deslocamento do ser humano sobre os demais. [...]

O setor imobiliário, representando os interesses das burguesias, escolhe uma determinada localização para um empreendimento, ele pesa os vários prós e contras envolvidos nessa escolha. Dentre os primeiros, destaca-se o meio ambiente e, dentre os segundos, os deslocamentos envolvidos. A infra-estrutura vem depois; ela é trazida pelas burguesias. (VILLAÇA, 2005, p. 354-355).

Por fim, Villaça conclui:

Segregação é uma determinada geografia, produzida pela classe dominante, e com a qual essa classe exerce sua dominação através do espaço urbano. Trata-se, portanto, de um caso de efeito do espaço sobre o social. Evidentemente esse espaço produzido é ele próprio, social. Só o social pode constranger ou condicionar o social. (VILLAÇA, 2005, p.360 , grifos nossos).

74

A implicação do processo invasão-sucessão reside no caráter mutável do conteúdo social das áreas residenciais que constituem a cidade. Corrêa (2005) assim enfatiza o surgimento do processo espacial:

Entretanto a segregação nem sempre é rígida, e, por meio da imagem que certos bairros projetam e da especulação imobiliária, é possível que não apresentem forte caráter de segregação. Mas é possível que esta reduzida segregação já esteja indicando a ação de outro processo, o de invasão – sucessão”. [...]

“Foi verificado empiricamente que, no espaço urbano, há bairros que são habitados, durante um certo período de tempo, por uma classe social, e que a partir de um certo momento verifica-se a [invasão] de pessoas de outra classe social, via de regra, de classe inferior àquela que ocupa o bairro. Inicia-se então a saída da população preexistente e a chegada de novo contingente, ou o processo de invasão- sucessão. (CORRÊA, 2005, p.134-136).

• Inércia

Eis um processo espacial que nos leva a pensar em uma outra lógica, fora da econômica. “A implicação do processo de inércia sobre a organização do espaço intra-urbano é a de cristalização de certos usos da terra que aparecem como não-racionais” (CORRÊA, 2005, p.137). Seria então a preservação simultânea da forma e do conteúdo espacial. Corrêa (2005) lista algumas razões para o processo de inércia, mas a que consideramos de maior importância para o estudo é a força de sentimentos e simbolismos que se

75

atribui as forma espaciais e ao seu conteúdo. Com base em estudos de Firey16 sobre a área central da cidade de Boston, o autor argumenta que

símbolos e sentimentos são variáveis que afetam o uso da terra, e que o espaço não tem apenas atributos econômicos como acessibilidade e amenidades, mas que possui um outro atributo, o de ser em certas circunstâncias, símbolo de determinados valores culturais que ali se acham associados. (CORRÊA apud FYREI, 1974, p77)

De acordo com os estudos de Firey, realizados na década de 40, o impacto de sentimentos estéticos, históricos e familiares aparece na sua preservação através de três modos: retenção – um bairro se diferencia dos outros quando o aumento do número de habitantes de alto status é substancial em somente um bairro central em comparação com o baixo status e a degradação dos outros; atração – moradores do bairro compram casas do mesmo bairro, com intenção de reforma (interior) e revenda para famílias de alto status; e resistência – criam-se organizações ou associações com o intuito de impedir a mudança de uso do solo (como para prédios de apartamentos ou de uso comercial). Nos estudos de Firey, observamos a forte influência desse processo de inércia pelo sentimento de representação de poder das classes dominantes em manterem seus símbolos do passado.

76

• Gentrificação e enobrecimento

Entendemos a palavra gentrificação como em um primeiro sentido espacial de enobrecimento de um espaço, mas para ser gentrificado, terá de ter passado por um processo de substituição de classes. O que não acontece no processo de enobrecimento pura e simples. Essa é a diferença.

Como diz Cavalcante (2006. p. 62), “A origem do termo gentrificação é associada à redefinição espacial pela “expulsão” de moradores de menor poder aquisitivo que pode ser por remoção ou operada através do mercado, no processo de compra e venda, em benefício daqueles que possuem uma renda maior”.

Documentos relacionados