4. Fatores de risco
4.3. Processos judiciais, administrativos ou arbitrais em que o emissor ou suas controladas
A Companhia é parte em diversos processos administrativos e judiciais no curso normal de suas atividades. Tais processos dizem respeito principalmente a autuações fiscais, trabalhistas, fundiárias, ambientais e ações de indenização. O total de contingências classificadas como perdas prováveis, em 31 de dezembro de 2014, era equivalente a R$9.664 mil e como possíveis, em 31 de dezembro de 2014, era equivalente a R$1.592.155 mil.
A Companhia reconhece provisão para causas tributárias, cíveis, ambientais e trabalhistas. A avaliação da probabilidade de perda inclui a avaliação das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, a jurisprudência disponível, as decisões mais recentes dos tribunais, bem como a avaliação de advogados externos. As referidas provisões são revisadas e ajustadas para levar em conta alterações nas circunstâncias, tais como prazos de prescrição aplicável, exposições adicionais identificadas com base em novos assuntos ou decisões.
Para os fins deste item 4.3, foram considerados como processos individualmente relevantes aqueles cuja informação teria a capacidade de influenciar a decisão de investimento, incluindo: (i) processos que podem impactar de forma significativa o patrimônio, a capacidade financeira ou os negócios da Companhia; e (ii) processos que individualmente possam vir a impactar negativamente a imagem da Companhia e que, em geral, poderiam influenciar a decisão do público investidor.
O critério de relevância adotado pela Companhia para a definição de processos que podem gerar um impacto significativo no Patrimônio Líquido, na capacidade financeira ou nos negócios da Companhia corresponde a 1% do total do Patrimônio Líquido da Companhia (R$ R$ 6.443.915 mil), que representava, em 31 de dezembro de 2014, o valor de R$ 64.439 mil.
Desta forma, as ações ou os procedimentos que individualmente não atingiram o critério de relevância não foram descritos abaixo, exceto aqueles que, em razão de sua matéria, individualmente podem vir a impactar negativamente a imagem da Companhia e que, em geral, poderiam influenciar a decisão do público investidor.
A seguir encontra-se uma breve descrição dos processos mais relevantes em que a Companhia figura como parte, de acordo com sua natureza.
Na data deste Formulário de Referência, a Companhia não contava com qualquer sociedade controlada.
Processos Cíveis
Em 31 de março de 2015, a Companhia era parte em 1.675 processos de natureza cível. Os processos cíveis da Companhia versam, em geral, sobre ações desapropriatórias, possessórias, pesca, garimpo e indenizações decorrentes das atividades da Companhia.
Dos 1.675 processos cíveis acima mencionados, nenhum apresenta expectativa de perda classificada como provável, 246 processos versam sobre o tema pesca e 98 têm expectativa de perda classificada como remota. Em 31 de março de 2015, o montante total envolvido em processos com expectativa de perda possível era de R$ 1.234.293 mil.
A maioria das ações tem como objeto, pedidos de indenização por danos morais, materiais e lucros cessantes por parte de indivíduos que se consideram afetados pelo empreendimento da Companhia, tais como pescadores, garimpeiros, ribeirinhos e comerciantes.
Entre as demandas de natureza cível, indicamos abaixo apenas as demandas consideradas individualmente relevantes até 31 de março de 2015:
Processo nº 0012028-91.2012.822.0001
Juízo 4ª Vara Cível de Porto Velho/RO
Instância Primeira
Data de Distribuição 14 de junho de 2012
Partes no Processo Autor: M.M.M. Minas, Mineração, Madeira e valores relevantes significativamente maiores ao valor da causa. Os direitos envolvidos são:
pagamento de danos emergentes e lucros cessantes pela paralisação das atividades minerárias em virtude da instalação do empreendimento UHE Santo Antônio.
Principais Fatos Trata-se de Ação Indenizatória com pedido liminar, distribuída por dependência à Ação Cautelar nº 0015514-21.2011.822.0001, por meio da qual pretende a autora obter o pagamento de indenização pelos supostos danos emergentes e lucros cessantes que o autor julga lhe serem devidos em virtude da preexistência de título minerário, sob regime de licenciamento mineral expedido pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (“DNPM”) de Rondônia, que lhe autorizou o aproveitamento das substâncias argila, granito e laterita e que, direta ou indiretamente, será afetado pelas atividades desenvolvidas pela Companhia em razão da construção da UHE Santo Antônio.
Arguiu a empresa autora estar constituída há mais de 15 anos em Porto Velho; que desde 2002 lhe foi concedido pelo DNPM todo o polígono correspondente ao referido processo de exploração das substâncias referidas.
24/07/2012 - Distribuído por dependência aos Autos 0015514.21.2011.8.22.0001. AÇÃO CAUTELAR.
30/08/2012 - Audiência de conciliação restou
infrutífera. A autora requereu a análise de seu pedido de antecipação de tutela,o que foi deferido
“meramente para que seja dado ciência destes autos às pessoas do Ibama, Ministério Público Estadual, Federal e de Furnas, justamente para que dele tome conhecimento e, querendo, manifeste sobre seus eventuais interesse na lide.”
14/09/2012 - Contestação apresentada pela SAE, arguindo preliminar incompetência da Justiça Estadual para processar e julgar a demanda – direito minerário – bem da União – existência de autarquia federal envolvida na demanda – departamento nacional de produção mineral / DPM – competência da justiça federal, e requerida a danos a serem creditados à empresa requerida.
05/06/2013 – Despacho saneador determinando que a União seja intimada para dizer se tem interesse em ingressar no presente feito e oportunizando as partes a especificação de provas.
25/07/2013 – Pela parte autora foi requerida a realização de prova pericial e testemunhal. Pela SAE foi postulado: depoimento pessoal do representante legal da empresa autora; Prova testemunhal, com a intimação do Sr. Deolindo de Carvalho Neto, Superintendente Substituto do DNPM- Departamento Nacional de Produção Mineral, a ser ouvido no momento oportuno, como testemunha no presente caso, com a finalidade de esclarecer fatos relevantes ao correto deslinde da demanda, expungindo dúvidas acerca da outorga de título minerário pelo Órgão Fiscalizador; tipos de regime; hipóteses de cassação; procedimento do bloqueio da área de mineração colidente com empreendimento de geração e transmissão de energia elétrica. E, Expedição de ofício ao órgão Minerador, DNPM, para encaminhe a esse R. Juízo informações detalhadas do processo minerário n.º 886.057/2002 acerca: do tipo de regime; data de requerimento do registro licença; data do pedido de alteração do regime de licenciamento para autorização de pesquisa; data de cassação da licença; se houve recusa da empresa requerida para a assinatura do Termo de Renúncia em razão do bloqueio da área ocorrido em 31/01/2008 em virtude da construção da UHE Santo Antonio.
14/08/2013 – Despacho judicial determinando que se aguardasse a determinação deliberada nos autos da Ação Cautelar mencionada acima para que o perito esclareça as duvidas suscitadas pelas partes relativas ao laudo pericial produzido. Ambos aguardam remessa ao gabinete, com a juntada aos autos da manifestação da SAE em 11.01.2014 e da parte autora em 19.12.2013.
18/11/2014 – Protocolada Petição do IBAMA e do Ministério Público, informando que não tem
interesse no feito.
09/02/2015 – O perito apresentou o laudo complementar, e está concluso desde então.
Nos autos 0015514-21.2011.822.0001 (Ação Cautelar).
10/06/2013 – Oportunizada a manifestação das partes quanto ao laudo pericial. Pela SAE, considerando-se a complexidade da questão levantada, capaz de induzir o julgador a dúvida para a prolação de sentença, foi postulada a intimação do Perito para prestar esclarecimentos acerca da irresignação constante no Parecer Técnico divergente, sob forma de quesitos de esclarecimento nº 1 a nº 11, formulados tendo em vista, objetivamente, os pontos duvidosos do laudo pericial, marcando audiência de instrução para oitiva do perito oficial e do assistente técnico da requerida.
12/12/2013 - Intimado o Perito para responder às dúvidas suscitadas pelas partes nos pareceres divergentes de seus assistentes técnicos, sobreveio aos autos o Laudo Pericial Complementar.
07/01/2014 - Quanto ao laudo pericial complementar, a SAE, acostou parecer de seu assistente técnico sobre o laudo complementar, revelando-se a crítica deste suficiente para abalar os fundamentos do Sr. Perito Oficial.
Dentre os argumentos, afirmou-se que não houve esclarecimento suficiente para que pudesse subsidiar à justa solução do litígio. Outrossim, as críticas do assistente técnico da requerida ao laudo pericial de fls. e também ao laudo complementar fls.
1126 até 1461 revelam que o Sr. Perito não atendeu a contento a execução dos trabalhos.
Foi postulada, com fundamento no art. 437 do Código de Processo Civil a realização de nova perícia complementar.
Subsidiariamente, em não sendo entendimento do Magistrado a determinação de realização de nova perícia, e considerando que a prova pericial produzida deve possibilitar um grau científico muito próximo da certeza em relação ao nexo causal, o que não se vislumbra no caso em testilha, postulou-se que postulou-sejam inquiridos o Sr. Perito e o Assistente Técnico indicado para esclarecimento da prova técnica, designando-se por consequência, audiência de instrução.
09/02/2015 – O perito apresentou o laudo complementar, e está concluso desde então.
Chance de Perda Possível
Análise do impacto em caso de perda do processo
Reconhecimento no caso concreto, e eventuais casos análogos, do direito à indenização por paralisação de atividades minerárias em áreas afetadas pelo empreendimento, o que poderá afetar outros processos sobre temas semelhantes, além de impactar financeiramente a Companhia.
Valor Provisionado, se houver provisão
Não há valor provisionado.
Ação de Obrigação de Fazer nº 0006510-63.2012.4.01.4100
Juízo 5ª Vara Federal da Comarca de Porto Velho/RO
Instância Primeira
Data de Distribuição 04 de julho de 2012
Partes no Processo Autores: Associação dos Atingidos pela Barragem Santo Antônio (“Abasa”) e moradores da Vila Santo Antônio.
Réus: União Federal e Santo Antônio Energia S.A.
Valores, Bens ou Direitos Envolvidos R$ 6.723 mil Principais Fatos e Andamentos
Relevantes Trata-se de ação de obrigação de fazer para compensação de dano ambiental, com pedido de antecipação da tutela, por meio da qual pretende a ABASA: (i) obter o cumprimento do Termo de Acordo firmado com a Santo Antônio (“Termo de Acordo”), especialmente quanto ao depósito judicial de valor oferecido a título de indenização por remanejamento na modalidade “Declaração de Crédito”, da mesma forma e mesmo valor pago a outras famílias da Vila Santo Antônio; (ii) o depósito do valor de dois salários mínimos para cada uma das 45 (quarenta e cinco) famílias residentes na Vila Santo Antônio, nos termos das Cláusulas 10ª e 11ª do Termo de Acordo; (iii) o imediato remanejamento dos Autores para local apropriado de moradia, enquanto não pago o valor indenizatório; e (iv) concessão do transporte necessário para o deslocamento dos moradores da Vila Santo Antônio à escola e ao trabalho.
Ao final, requerem seja confirmada a liminar ou (i) arbitrado pelo juízo, tendo como parâmetro o valor ofertado no Termo de Acordo como “Declaração de Crédito”; (iv) seja estabelecida multa diária no valor de R$ 100,00 (cem reais) por dia de descumprimento; e (v) seja condenada a União Federal em fiscalizar a SAE na execução do empreendimento, reconhecendo sua responsabilidade subsidiária, nos termos do Contrato de Concessão.
A tutela antecipada foi parcialmente deferida pelo Juízo de 1ª instância, porém em julgamento de agravo de instrumento interposto pela SAE, a decisão foi reformada (Agravo de Instrumento nº 0076598-10.2012.4.01.0000/RO. TRF 1ª Região. j.
20.3.2013). Acórdão já transitado em julgado.
O Processo na origem teve prosseguimento normal em razão do julgamento do Agravo, e encontra-se na fase de instrução para a realização de perícia, e aguarda a vinda do laudo pericial aos Autos.
Chance de Perda Possível
Status atual Autores apresentaram réplica. Aguarda-se
determinação judicial para prosseguimento da ação.
Análise do impacto em caso de perda
do processo Impacto financeiro, pois, caso a ação seja procedente, a Santo Antônio deverá indenizar os Autores.
Valor Provisionado se houver
provisão Não há valor provisionado.
Ação Indenizatória nº 0021375-85.2011.8.22.0001
Juízo 3ª Vara Cível da Comarca de Porto Velho/RO
Instância Primeira
Data de Distribuição 27 de outubro de 2011
Partes no Processo Autor: Turqueza Geologia Mineração e Com. Ltda.
Réu: Santo Antônio Energia S.A Valores, Bens ou Direitos Envolvidos R$2.056 mil
Principais Fatos e Andamentos
Relevantes Trata-se de ação indenizatória com pedido de antecipação de tutela por meio da qual pretende a Autora obter o pagamento de R$2.055.600.00 como parte de indenização pecuniária que pretende receber ao final do processo.
05/12/2011 – Indeferimento do pedido de concessão de medida antecipatória de tutela, contra o qual não houve interposição recursal pela parte autora.
23/05/2012 - Contestação apresentada pela SAE.
11/06/2012 - Réplica apresentada pela parte Autora, requerendo seja julgada procedente a ação, bem como requer seja realizada prova pericial para apuração da área afetada.
13/09/2012 – Determinação judicial para especificação de provas.
14/09/2012- Petição da parte Autora especificando provas, com pedido de prova pericial.
24/09/2012- Petição da SAE informando que não pretende produzir outras provas além daquelas já constantes dos autos.
16/09/2013 – Despacho judicial apresentando rol de profissionais especialistas e determinando à serventia cartorária contato com os mesmos, visando verificar quais deles ainda se encontram realizando trabalhos periciais, bem como se podem realizar a perícia determinada.
Houve nomeação do perito, as partes apresentaram os quesitos e indicaram o assistente técnico, aguardando a vinda do lautdo pericial aos Autos.
Chance de Perda Possível
Status atual Aguardando nomeação de perito desde 20.11.2013 Análise do impacto em caso de perda
do processo Condenação da SAESA ao pagamento
indenizatório.
Valor Provisionado se houver
provisão Não há valor provisionado.
Processos Trabalhistas
Em 31 de março de 2015, a Companhia era parte em 84 processos de natureza trabalhista, envolvendo um valor total, em 31 de março de 2015, de R$ 10.537.202 mil, com probabilidade de perda possível.
Em 31 de março de 2015, a Companhia mantinha R$ 13 mil em depósitos judiciais relativos a uma ação trabalhista que tinha probabilidade de perda possível.
As estimativas de valor para ações de natureza trabalhista foram realizadas com base nos pedidos realizados pelos reclamantes nas ações judiciais e eventuais decisões condenatórias.
A maioria das ações de natureza trabalhista consiste em pleitos para pagamento de horas extras, concessão de intervalo intrajornada, diferenças de verbas trabalhistas e rescisórias, danos morais e materiais, acidente de trabalho, cumprimento de normas de saúde e segurança do trabalho, dentre outros.
Nenhum dos processos trabalhistas é considerado individualmente relevante para a Companhia.
Processos Tributários
Em 31 de março de 2015, a Companhia figurava em 39 processos de natureza tributária, sendo 03 processos judiciais e 36 processos administrativos.
A Companhia está envolvida em processos tributários surgidos no curso normal de seus negócios, os quais, na opinião da administração e seus assessores legais, têm expectativa de perda classificada como possível, e consequentemente, nenhuma provisão foi constituída para fazer face ao possível desfecho desfavorável destes.
De acordo com a análise dos advogados externos da Companhia, o montante total envolvido, em 31 de março de 2015, nos processos cuja probabilidade de perda possível é de R$ 505.272 mil. Em matéria tributária, a Companhia não conta com processos com perda classificada como provável.
A seguir descrevemos os processos mais relevantes cuja probabilidade de perda é possível:
Processos Administrativos nº 6527/13, 6530/13, 10.367/13, 10.375/13, 10.374/13 e 10.310/13
Juízo Departamento de Administração Tributária da Secretaria Municipal da Fazenda da Prefeitura Municipal de Porto Velho
Instância 1ª Instância Administrativa
Data de Instauração Autos de Infração nº 005134 e nº 005135 – 26 de junho de 2013
Autos de Infração nº 005136, 005137, 005138, 005139 – 24 de setembro de 2013.
Partes no Processo Autor: Prefeitura Municipal de Porto Velho Réu: Santo Antônio Energia S.A.
Valores, Bens ou Direitos Envolvidos R$ 347.324 mil.
Principais Fatos Trata-se de Autos de Infração relativos à cobrança do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (“ISSQN”) incidente nos serviços de construção civil (utilização do percentual de 40% do valor da Nota Fiscal como base de cálculo do ISSQN).
26/06/2013 – Notificação da empresa da lavratura dos Autos de Infração nº 005134 (Processo Administrativo nº 6527/13) e 005135 (Processo Administrativo nº 6530/13).
24/07/2013 – Apresentação de Impugnações aos Autos de Infração nº 005134 (Processo Administrativo nº 6527/13) e 005135 (Processo Administrativo nº 6530/13).
24/09/2013 – Notificação da empresa da lavratura dos Autos de Infração nº 005136 (Processo Administrativo nº 10.367/13), 005137 (Processo Administrativo nº 10.375/13), 005138 (Processo Administrativo nº 10.374/13) e 005139 (Processo Administrativo nº 10.310/13).
24/10/2013 – Apresentação de Impugnações aos Autos de Infração nº 005136 (Processo Administrativo nº 10.367/13), 005137 (Processo Administrativo nº 10.375/13), 005138 (Processo Administrativo nº 10.374/13) e 005139 (Processo Administrativo nº 10.310/13).
09/06/2014 – Foi proferida decisão indeferindo as Impugnações apresentadas pela SAE e mantendo o Auto de Infração.
12/08/2014 – Interposto Recurso Voluntário.
31/03/2015 – Aguarda-se julgamento do Recurso Voluntário.
Chance de Perda Possível
Análise do impacto em caso de perda do processo
Em caso de decisão administrativa desfavorável, a decisão ainda estará sujeita à apreciação na esfera judicial e, em caso de perda, haverá dispêndio financeiro no montante do valor envolvido.
Valor Provisionado, se houver provisão
Não há valor provisionado
Processos Administrativos nº 10.449/13, 10.364/13, 10.365/13, 10.359/13, 10.370/13, 10.309/13
Juízo Departamento de Administração Tributária da Secretaria Municipal da Fazenda da Prefeitura Municipal de Porto Velho
Instância 1ª Instância Administrativa
Data de Instauração Autos de Infração nº 5140, 5141, 5142, 5143, 5144 e 5145 – 24 de setembro de 2013
Partes no Processo Autor: Prefeitura Municipal de Porto Velho
Réu: Santo Antônio Energia S.A.
Valores, Bens ou Direitos Envolvidos R$ 57.607 mil
Principais Fatos Tratam-se de Autos de Infração relativos ao local do pagamento do ISSQN incidente nos serviços.
24/09/2013 – Notificação da empresa da lavratura dos Autos de Infração nº 5140 (Processo Administrativo nº 10.449/13), 5141 (Processo Administrativo nº 10.364/13), 5142 (Processo Administrativo nº 10.365/13), 5143 (Processo Administrativo nº 10.359/13), 5144 (Processo Administrativo nº 10.370/13 e 5145 (Processo Administrativo nº 10.309/13).
24/10/2013 – Apresentação de Impugnações aos Autos de Infração nº 5140 (Processo Administrativo nº 10.449/13), 5141 (Processo Administrativo nº 10.364/2013), 5142 (Processo Administrativo nº 10.365/13), 5143 (Processo Administrativo nº 10.359/13), 5144 (Processo Administrativo nº 10.370/13 e 5145 (Processo Administrativo nº 10.309/13).
09/06/2014 – Foi proferida decisão indeferindo as Impugnações apresentadas pela SAE e mantendo o Auto de Infração.
12/08/2014 – Interposto Recurso Voluntário.
31/03/2015 – Aguarda-se julgamento do Recurso Voluntário.
Chance de Perda Possível
Análise do impacto em caso de perda do processo
Em caso de decisão administrativa desfavorável, a decisão ainda estará sujeita à apreciação na esfera judicial e, em caso de perda, haverá dispêndio financeiro no montante do valor envolvido.
Valor Provisionado, se houver provisão
Não há valor provisionado
Processo Administrativo nº 20130010028163
Juízo Coordenadoria da Receita Estadual da Secretaria de Estado de Finanças do Governo do Estado de Rondônia
Instância 1ª Instância Administrativa
Data de Instauração 08 de novembro de 2013 Partes no Processo Autor: Estado de Rondônia
Réu: Santo Antônio Energia S.A.
Valores, Bens ou Direitos Envolvidos R$ 38.627 mil.
Principais Fatos Trata-se de Notificação de Lançamento relativa à cobrança de suposto crédito tributário relativo ao diferencial de alíquota supostamente devido com relação à aquisição interestadual de bens destinados a seu ativo imobilizado.
19/12/2013 – Apresentada Defesa pela SAE.
07/08/2014 – Apresentado pedido de desistência da
Defesa pela SAE para inclusão do débito no parcelamento.
31/03/2015 – Aguarda-se homologação da desistência.
Chance de Perda Possível
Análise do impacto em caso de perda do processo
Em caso de decisão administrativa desfavorável, a decisão ainda estará sujeita à apreciação na esfera judicial e, em caso de perda, haverá dispêndio financeiro no montante do valor envolvido.
Valor Provisionado, se houver provisão
Não há valor provisionado
Adicionalmente a Companhia figurava, em 31 de março de 2015, em outros 03 processos cuja probabilidade de perda é classificada como remota, de acordo com os advogados externos da Companhia, sendo o montante total envolvido original de R$ 167.698 mil.
Processos Ambientais
Em 31 de março de 2015, a Companhia era parte em 39 procedimentos investigatórios (procedimentos administrativos), em sua maioria, relacionados com questões ambientais e fundiárias decorrentes do Projeto.
Adicionalmente, a Companhia está envolvida, em 14 Ações Civis Públicas e 02 Ações Populares, todas em tramitação, nas quais há o questionamento sobre a validade das licenças ambientais do empreendimento.
A Companhia é investigada em 13 inquéritos policiais (“IPs”), que inquirem acerca da ocorrência de mortandade de peixes durante a operação do empreendimento, bem como questões relacionadas à ocorrência de queimadas em área da Companhia, dentre outras.
A Companhia é parte em 01 ação penal, por supostamente ter praticado as ações previstas no art. 54 da Lei 9.605/98 – “Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora”.
A Companhia foi autuada em 12 autos de infração ambiental, todos sendo discutidos administrativamente, no valor total estimado, em 31 de março de 2015, de R$ 24.672 mil.
De acordo com a análise de advogados externos, do montante total acima mencionado, o valor de R$ 13.936 mil refere-se a um auto de infração ambiental do IBAMA, com o detalhamento abaixo, o qual está classificado como perda provável quanto ao mérito e perda possível quanto à agravante.
A seguir descrevemos os processos ambientais relativos às matérias relevantes:
Processo Administrativo nº 02024.002920/2008
Juízo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (“IBAMA”)
Instância IBAMA (Instância Administrativa) Data de Instauração 23 de dezembro de 2008
Partes no Processo Autor: IBAMA
Réu: Madeira Energia S.A. – MESA
Valores, Bens ou Direitos Envolvidos Valor envolvido atualizado de R$ 13.936 mil
Principais Fatos Trata-se de Auto de Infração lavrado contra a MESA,
Principais Fatos Trata-se de Auto de Infração lavrado contra a MESA,