novembro/1994 e dezembro/1998.
- Exclusão do ICMS na base de cálculo do Programa de Integração Social (“PIS”) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (“COFINS”).
Em 2007, nós e nossa controlada Natura Indústria impetramos mandado de segurança visando a não inclusão do ICMS na base de cálculo das contribuições do PIS e da COFINS em relação as nossas operações de fabricação, importação e comercialização de produtos e o valor total envolvido no processo, em 31 de dezembro de 2009, era de R$ 323,1 milhões. Parte desse valor, R$ 57,8 milhões, em função da medida liminar concedida à Natura Indústria, está com a sua exigibilidade suspensa. O restante discutido nesse processo está suspenso por meio de depósito judicial que era de R$ 2,6 milhões em 31 de dezembro de 2009. Segundo avaliação dos nossos advogados, o risco de perda de tal demanda é remoto, porém em virtude de normas contábeis está provisionado em nosso balanço.
- Compensação de créditos de Imposto Sobre Lucro Líquido
Em decorrência da declaração de inconstitucionalidade da cobrança do Imposto Sobre Lucro Líquido, apresentamos diversos pedidos de restituição dos valores indevidamente recolhidos a este título, e posteriormente, pedidos de compensação dos aludidos créditos com débitos referentes a outros tributos administrados pela Receita Federal do Brasil. Contudo, sob a alegação de ter transcorrido o prazo legal para pleitearmos tal restituição dos valores indevidamente recolhidos, os pedidos de restituição foram indeferidos pela Receita Federal do Brasil e, consequentemente, os pedidos de compensação apresentados em conjunto restaram prejudicados. Em 31 de dezembro de 2009, os pedidos de compensação formulados correspondiam a um valor atualizado de R$ 12,2 milhões. Segundo avaliação dos nossos advogados, o risco de perda é remoto, razão pela qual não foi constituída provisão contábil.
4.3.4. Regulatório
Possuímos, atualmente, doze processos administrativos resultantes de infrações sanitárias relativas às normas da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária (“ANVISA”), bem como outros cinco processos administrativos perante o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - INMETRO por descumprimento das regras de rotulagem. Há também outros dois processos administrativos perante a ANVISA, relativos a alimentos.
De acordo com a Lei n.º 6.437, de 20 de agosto de 1977, caso os processos administrativos instaurados contra nós sejam julgados procedentes, poderão ser aplicadas, entre outras penalidades, multa, no valor mínimo de R$ 2,0 mil e máximo de R$ 1,5 milhão por infração cometida, interdição do produto, suspensão de vendas e/ou fabricação de produto, cancelamento de registro de produto, interdição parcial ou total do estabelecimento, cancelamento do alvará do estabelecimento e cancelamento de autorização para funcionamento da empresa.
A autoridade sanitária levará em conta as circunstâncias atenuantes e agravantes, a gravidade do fato, tendo em vista as suas consequências para a saúde pública e os antecedentes do infrator quanto às normas sanitárias.
Até 31 de dezembro de 2009, haviam ocorrido duas condenações que resultaram no pagamento de R$ 14.000,00 a título de multa, sem efeitos adversos significativos para as nossas operações.
4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes
4.3.5. Processos judiciais ou administrativos envolvendo os membros da Administração da Companhia
A controlada Natura Inovação e Tecnologia de Produtos Ltda. (“Natura Inovação”) foi autuada pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, por alegada falta de recolhimento de contribuições previdenciárias. Os processos administrativos fiscais ainda estão em andamento na primeira fase da esfera administrativa que montam R$ 0,3 milhões. Em decorrência da lavratura dos autos de infração, o Sr. Pedro Luiz Barreiros Passos, bem como alguns de nossos antigos administradores, são investigados pela suposta prática de crime de sonegação fiscal de contribuições previdenciárias. Atualmente, o procedimento administrativo investigatório se encontra trancado, em virtude de ordem judicial concedida nos autos de Habeas Corpus impetrado pelos referidos administradores.
Adicionalmente, no termo de verificação fiscal apresentado juntamente com Auto de Infração lavrado contra a Companhia com relação à Amortização de Ágio (conforme descrito no item 4.3.3 - Processos Tributários deste Formulário de Referência), a autoridade fiscal menciona, dentre as razões que ensejam a atuação, que em decorrência da exigência fiscal foi formalizada a representação criminal para fins penais sob o n.º 16561.000060/2009-53. Até 31 de dezembro de 2009, a Companhia não havia sido intimada sobre esta representação criminal ou qualquer outro procedimento criminal relativo à Amortização de Ágio, portanto não temos conhecimento das partes envolvidas, bem como do inteiro teor desta representação. Ademais, os Srs. Antônio Luiz da Cunha Seabra e Pedro Luiz Barreiros Passos, além de alguns de nossos antigos administradores, são parte em processos administrativos fiscais movidos pelo Estado de Goiás em virtude do suposto recolhimento incorreto de ICMS que montam aproximadamente R$ 1,01 milhões em 31 de dezembro de 2009.
Nossos advogados estimam que os riscos de perda nos processos envolvendo nossos administradores são remotos.
4.4 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos cujas partes contrárias
sejam administradores, ex-administradores, controladores, ex-controladores ou investidores
4.4 Procedimentos Judiciais, Administrativos e Arbitrais, que não estejam sob sigilo, em que a Companhia ou suas Controladas são Parte e as Partes Contrárias são seus Administradores ou Ex-Administradores, Controladores ou Ex-Controladores, Investidores ou Investidores da Companhia ou de suas Controladas
Em 31 de dezembro de 2009, não havia nenhum procedimento judicial, administrativo ou arbitral em que nossa Companhia ou nossas controladas eram parte, tendo como partes contrárias administradores ou ex- administradores, controladores ou ex-controladores, investidores ou investidores da nossa Companhia ou de nossas controladas.