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2 – REVISÃO DA LITERATURA

PROGRAMA/ANO DISTRIBUIÇÃO QUANTIDADE VALORES

(Acervos) 1999 20.000 17.447.760,00 (Acervos) 2000 36.000 23.422.678,99 (Obras) 2001 577.400 15.179.101,00 (Coleções) 2002 12.184.787 50.302.864,88 (Coleções) 2003 4.216.576 19.523.388,68 (Coleções) 2003 8.169.082 36.208.019,30 (Acervos – Casa da Leitura) 2004 41.608 6.246.212,00 (Acervos – Biblioteca Escolar) 2004 22.219 44.619.529,00 (Obras – Para Professores) 2004 1.448.475 13.769.873,00 TOTAL DO PERÍODO - - 226.719.426,85

O PNBE, em 2003, contou com recursos financeiros da ordem de R$ 110 milhões, que foram utilizados na aquisição de livros, distribuídos nos anos de 2003 e 2004, em ações de

incentivo a leituras diferenciadas, beneficiando: a) 3,4 milhões de alunos de 4.ª série pela ação Literatura em Minha Casa; b) 2,9 milhões de alunos de 8.ª série pela ação Literatura em Minha Casa; c)463 mil alunos jovens e adultos pela ação Palavra da Gente – Educação de Jovens e Adultos; d) 724 mil professores pela ação Biblioteca do Professor; e) 20 mil escolas de 5.ª a 8.ª série com a ação Biblioteca Escolar; f) 3,6 mil municípios com a ação Casa da Leitura. No total, foram 258 títulos, separados em coleções e acervos, de acordo com o beneficiário.

2.5.2.4 – Programa Nacional do Livro Didático (PNLD)

O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), objetiva atender às escolas do ensino fundamental da rede pública com livros didáticos que são escolhidos pelos professores, a partir de catálogos distribuídos às escolas com os livros selecionados por especialistas da Secretaria do Ensino Fundamental do MEC. Os livros são classificados por estrelas, os que possuem três estrelas são expressamente recomendados, os de duas estrelas são recomendados, os de uma estrela são recomendados com ressalva. O FNDE centraliza os procedimentos necessários à edição dos livros, por uma questão de economia de escala, e, em seguida, os distribui aos estados. São Paulo e Minas Gerais são os únicos que editam seus livros.

Quadro 10 – Atuação do PNLD nos anos de 2003, 2004 e 2005

Ano Beneficiários e tipo de publicações 2003 2004 2005 Alunos E. Fundamental 31.966.753 31.911.098 30.837.947 E. Especial 118.378 E. Médio 1.304.477 Escolas E. Fundamental 159.228 149.968 E. Especial 3.932 E. Médio 5.392 Livros E. Fundamental 52.496.832 116.030.521 109.529.316 E.Especial 1.113.797 E. Médio 2.705.048 Dicionários 4.528.041 3.349.920

Analisando os dados da atuação do PNLD, observa-se que nos anos de 2003 e 2004, este fixou-se no apoio ao ensino fundamental, através do fornecimento de livros e dicionários. O ano de 2005 registra uma diversificação no atendimento do Programa com a inclusão do

atendimento aos alunos da educação especial (livros em braille) e do ensino médio. A diversificação registrada não significou o abandono de seu público-alvo preferencial, o alunado do ensino fundamental, que no curto período de três anos teve duplicado o número de livros a ele destinado.

2.5.2.5 – O Programa Nacional de Saúde Escolar (PNSE)

Este programa consiste no repasse de recursos aos municípios inscritos no então programa Comunidade Solidária, com o intuito de dar apoio à promoção da saúde nas escolas do ensino fundamental. Segundo dados das Organizações Mundiais de Saúde, 10% dos alunos da 1. série do ensino fundamental público apresentam deficiências visuais, necessitando de medidas corretivas. Participam do programa alunos do ensino fundamental, estadual e municipal, dos Programas Federais de Erradicação do Trabalho Infantil e dos assentamentos criados pelo Instituto Nacional de Colonização de Reforma Agrária. As ações deste programa incluem testes para detectar problemas visuais, auditivos e outros que venham a interferir na aprendizagem. Para receber o recurso do programa, as prefeituras municipais devem firmar convênio com o FNDE.

Em 2004, foram formalizados convênios com 22 prefeituras municipais e repassados recursos totalizando R$ 3.627.933,21, atendendo 69.143 alunos, com o pagamento de consultas, aquisição e distribuição de óculos.

2.6 – FUNDESCOLA

O FUNDESCOLA é programa do MEC realizado conjuntamente com as secretarias estaduais e municipais de educação em Zonas de Atendimento Prioritário (ZAP), localizados nas microrregiões definidas pelo IBGE. O objetivo central do FUNDESCOLA6 é melhorar o desempenho do ensino fundamental nas Regiões Norte, Nordeste, e Centro-Oeste, excetuado o Distrito Federal. Constituem objetivos delineados pelo FUNDESCOLA ampliar o acesso e a

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A partir de 2004, os municípios estão agrupados por prioridades, variando de G1 a G4. São utilizados dois indicadores para o enquadramento: Indicador de Disponibilidade Financeira (DF) e Índice de Capacidade Técnica (ICT). Com essa nova sistemática, o Fundescola passou a atender 2.704 municípios das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, Nesta última incluindo o Município do Novo Gama.

permanência das crianças em idade escolar, em todas as séries do ensino fundamental; aperfeiçoar a gestão das escolas, das secretarias estatuais e municipais de educação; e conduzir as escolas públicas do ensino fundamental a alcançar os padrões mínimos de funcionamento, conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação.

O programa FUNDESCOLA é financiado com recursos federais e de empréstimo internacional contraído junto ao Banco Mundial. O investimento monta em US$ 1,3 bilhão, metade proveniente de empréstimos da União junto ao Banco. É importante salientar que o projeto não prevê contrapartida dos estados e municípios.

O programa foi dividido em três etapas:

• Fundescola I, executado entre junho de 1998 a junho de 2001, investiu US$ 125 milhões,7 sendo U$ 62,5 milhões financiados pelo Banco Mundial. Essa etapa atuou na região norte e centro-oeste, em 10 estados e 181 municípios, com ênfase no desenvolvimento de iniciativas voltadas para o fortalecimento da gestão escolar e do processo de ensino aprendizagem. Envolveu ações relacionadas aos padrões mínimos de funcionamento da escola, processo de desenvolvimento da escola, planejamento e provisão de vagas e gestão e desenvolvimento dos sistemas educacionais.

• Fundescola II, foi desenvolvido no período de dezembro de 1999 a dezembro de 2005, investiu US$ 402 milhões, sendo U$ 202 milhões financiados pelo Banco Mundial. Essa etapa expande a atuação do Fundescola I para a região nordeste, totalizando 384 municípios e 19 estados da região norte, nordeste e centro-oeste. Desenvolve novas iniciativas voltadas para a escola e inicia o trabalho com o planejamento estratégico das secretarias. Entre as ações desta etapa, estão a promoção da comunicação e mobilização social.

• Fundescola III, que está sendo desenvolvido em duas etapas: A e B. O valor do projeto na etapa A é de US$ 320 milhões. O total de estados e municípios atendidos permanece o mesmo do Fundescola II. Estende-se até outubro de 2006. O valor financiado pelo Banco Mundial é de U$ 160 milhões.

Ações ofertadas pelo Fundescola

1) Planejamento estratégico da secretaria (PES)

Processo gerencial desenvolvido pela Secretaria de Educação, para o alcance de situação desejada, de maneira efetiva, com a melhor concentração de esforços e recursos. Ao realizá-lo, a Secretaria analisa seu desempenho, processos, relações internas e externas, condições de funcionamento e resultados. A partir dessa análise, projeta o futuro, define aonde quer chegar, as estratégias para alcançar os objetivos, quais os processos e as pessoas envolvidas. O PES promove o fortalecimento institucional da secretaria visando à melhoria da gestão da escola e do desempenho do aluno.

Difunde metodologias, processos e ações visando à melhoria da capacidade institucional das secretarias estaduais e municipais de educação. Atualmente, 355 secretarias do norte, nordeste e centro-oeste desenvolvem a metodologia.

Este projeto é o instrumento que possibilita o repasse de recursos direto para a escola, para o financiamento de algumas metas e ações contidas no Plano de Desenvolvimento da Escola e previstas para execução no seu primeiro ano de vigência. Sem planejamento estratégico que deixe claro as ações a serem financiadas, não há PME, e conseqüentemente, não há repasse de recursos.

2) O Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE)

Para aperfeiçoar a gestão da escola pública e melhorar a qualidade de ensino, o FUNDESCOLA estimula a elaboração do Plano de Desenvolvimento da Escola. Ao elaborar o PDE, a escola realiza diagnóstico de sua situação, identificando, a partir dessa análise, seus valores e definindo sua visão de futuro e missão, bem como traçando objetivos, estratégias, metas e planos de ação a serem alcançados a longo, médio e curto prazo, respectivamente. Recebem recursos financeiros e apoio técnico para elaborar o PDE as escolas que tenham a partir de 100 alunos, organizem unidades executoras, disponham de condições mínimas de funcionamento e possuam liderança forte. As metas e ações consideradas essenciais para a melhoria da aprendizagem dos alunos e que poderão ser financiadas pelo FUNDESCOLA deverão ser descritas no Projeto de Melhoria da Escola (PME).

O PDE está presente em 12 mil escolas públicas da região norte, nordeste e centro- oeste e tem como objetivo apoiar as escolas na melhoria de sua gestão. Para isso, capacita diretores e supervisores em procedimentos de gestão, com o objetivo de auxiliá-los a se organizarem, de forma mais eficiente e eficaz. O sucesso do PDE estimulou estados e municípios a implantar a metodologia, com recursos próprios, nas escolas das redes estaduais e municipais não-atendidas pelo PDE. Por isso, das 12 mil escolas públicas onde o PDE é desenvolvido, 7 mil recebem apoio do FUNDESCOLA e 5 mil desenvolvem o PDE contando com o apoio somente do estado ou do município. O Quadro, a seguir, registra os dados às escolas públicas que recebem recursos do FUNDESCOLA para desenvolverem o PDE, por região.

Quadro 11: Quantidade de escolas atendidas pelo PDE, por Região

Região Total de escolas

NORDESTE 4.158