Foto 10 Arruamento Rua 10
2.5.4 Projetos para a Sociedade da Informação: frustração e/ou
2.5.4.3 O FUST e seus programas: projetos x acumulação de recurso
2.5.4.3.3 O programa bibliotecas
Este programa visa ampliar o alcance das bibliotecas brasileiras, pois trata da universalização de serviços de telecomunicações para permitir o acesso a informações digitalizadas de bibliotecas públicas federais, estaduais e municipais, de centros de difusão cultural e científica e de organizações da sociedade civil; a implantação de acessos para utilização de serviços de redes digitais de informação, destinadas ao acesso público, inclusive internet, nas bibliotecas de entidades públicas federais, estaduais e municipais, de centros de difusão cultural e científica e de organizações da sociedade civil de interesse público21.
Este programa teve sua execução iniciada, chegando a ser noticiado como um dos principais resultados do SocInfo, no portal do Avança Brasil, o qual divulgou22 que, em andamento, o Programa Bibliotecas do FUST visa informatizar e conectar à internet, bibliotecas públicas (municipais, estaduais e federais), bibliotecas do terceiro setor e centros de difusão cultural. Trata-se de parceria do Programa Comunidade Solidária, Ministério da Ciência e Tecnologia, Ministério da Cultura e Ministério das Comunicações, através do FUST.
O Programa SocInfo, que executaria o Programa Bibliotecas, chegou a ser incluído no Plano Plurianual do Governo Federal, como mostra a reportagem intitulada Governo se
compromete a democratizar a internet, veiculada em 10/04/2002 na revista eletrônica de
jornalismo científico intitulada Comciência.
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Segundo o art. 1º da Portaria nº245/2001. Segundo o art. 3º da Portaria nº 245/2001, o Programa Bibliotecas deverá abranger as bibliotecas de entidades públicas federais, estaduais e municipais, de centros de difusão cultural e científica e de organizações da sociedade civil de interesse público, em todo o país, ampliando e aprimorando as formas de acesso ao conhecimento, disponíveis para a população, em consonância com os objetivos estabelecidos nos incisos IV, VI, VII e VIII do art. 5º da Lei nº 9.998/2001, por meio dos seguintes projetos: I Bibliotecas Públicas Federais, Estaduais e Municipais; II Bibliotecas de Centros de Difusão Cultural e Científica; e, III Bibliotecas de Organizações do terceiro setor.
22 Disponível em:<http://www.abrasil.gov.br/nivel3/index.asp?cod=NOTIC&id=202>. Acesso em: 17 jul.
O SocInfo começou a ser executado em 2001. Essa fase de execução, que deve ir até 2003, compreende ações iniciais como contratações, lançamento de editais, parcerias, início de novas ações e acompanhamento daquelas que já estavam em curso. Em 2003, deverá ser feita uma avaliação geral do progresso e elaborado um conjunto de propostas para o período de 2004 em diante, à luz dos resultados alcançados até o momento.
Para colocar em ação essas propostas, o SocInfo foi incluído no Plano Plurianual do Governo Federal de 2000-2003, com orçamento de cerca de R$ 3,4 bilhões. No entanto, para o ano de 2002, o MCT conseguiu aprovar no orçamento apenas R$ 69,818 milhões - ao invés dos R$ 850 milhões por ano previstos no Plano Plurianual.
Além dessa verba, o Programa deve contar também com recursos oriundos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) e do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funtel).
Tudo ocorria de forma bastante dinâmica, como foi mostrado no portal Fust.socinfo, ao registrar que como resultado, ao término do período da Chamada Complementar ( em 2 de agosto de 2002) cerca de 98% dos candidatos confirmaram o interesse no Programa, além da inclusão de quase três centenas de novos interessados do terceiro setor e duas centenas de bibliotecas públicas, totalizando cerca de 11 mil candidatos. O envolvimento da Comissão de Ciência e Tecnologia, da Comissão de Informática da Câmara dos Deputados nessa fase do processo permitiu a legitimação política de candidaturas as mais diversas. A experiência de mapeamento das bibliotecas de atendimento público permite ampliar o conhecimento parcial até então existente, fruto das iniciativas pioneiras da Biblioteca Nacional através do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas e da Secretaria do Livro e da Leitura e incluir, pela primeira vez, um setor praticamente desconhecido do país: as bibliotecas do terceiro setor23.
Entretanto, apesar da importância e alcance do Programa Bibliotecas, ele não se concretizou. Todo esforço e planejamento dedicados não foram suficientes para fazê-lo sair das etapas iniciais.
Programa que deveria ter um importante significado para as políticas de inclusão digital, principalmente quando se propõe a levar a Internet para as regiões mais distantes, e não apenas isso. O número dessas Bibliotecas não é nada desprezível, um total de 12.417. Quase metade delas são públicas e a outra metade pertence a instituições do Terceiro Setor ou são Centros de Difusão Cultural. Em 2002, todas essas bibliotecas foram cadastradas pelo Programa Sociedade da Informação (Socinfo) e mapeadas a partir desses dois grandes segmentos.
[...] Todo este esforço foi desenvolvido em busca de algum planejamento para a universalização do acesso, que se obtém pela expansão do número de computadores e a sua conexão à Internet.
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[...] Apesar de todo o planejamento elaborado, a implantação do Programa não foi iniciada. Com todas essas possibilidades, o Programa FUST- Bibliotecas buscou estabelecer uma forma planejada, articulada e que pode ser eficaz para uma política de estender o acesso à Internet pelo país com o apoio das instituições já existentes do sistema público e do Terceiro Setor. (RONDELLI, 2003)
A biblioteca, importante fonte de acesso à informação, não pode ampliar sua atuação e contribuir para a universalização do acesso à informação no Brasil. A efetiva implantação de um programa como este seria revolucionário pelo potencial de alcance que foi projetado, pela modernização que proporcionaria para as bibliotecas e pela qualidade do serviço que estaria à disposição do cidadão. Seria a ampliação da oferta pública do acesso à informação por centros que depositam diversas fontes de informação, multiplicando suas opções de acesso.