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Programa de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação para o

No documento Cooperação internacional (páginas 51-79)

4.3 ESTÁGIO DE DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO DO ACORDO DE

4.3.3 Programa de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação para o

Concomitante as ações desenvolvidas em conjunto às de cooperação, onde o Brasil coopera também desembolsando valores financeiros em contrapartida aos oferecidos pelos programas da UE, o governo brasileiro, através do Ministério de Ciência e Tecnologia veio a criar seu programa interno de desenvolvimento para setor.

O Programa de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional (PACTI) tem como objetivo principal abranger um conjunto de ações, de iniciativas e de programas que permitam que o papel da ciência, da tecnologia e da inovação sejam mais decisivos para o desenvolvimento sustentável do país. As prioridades são a expansão e consolidação do sistema nacional de CT&I, promoção da inovação tecnológica nas empresas, pesquisa, desenvolvimento e inovação em áreas estratégicas e CT&I para o desenvolvimento social e estão relacionadas diretamente aos quatro eixos que norteiam a atual Política Nacional de CT&I. (BEZERRA, 2009).

O PACTI tem a duração de quatro anos, teve início no ano de 2007 e seu término neste ano de 2010. Teve, orçado, um investimento de R$ 41,2 bilhões e, de acordo com o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Machado Resende, já foram executados 99,5% do valor previsto para o período. Ainda, de acordo com o ministro, o MCT tem no ano de 2010 um orçamento de R$ 7,9 bilhões, equivalente a mais de 49,5% de incremento em comparação ao ano de 2006, com um orçamento de R$ 4 bilhões, destaca também a ampliação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) passando de R$ 1,1 bilhão em 2006 para R$ 3,1bilhões em 2010 e ressalta também, que o número de bolsas oferecidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e pela

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) dobrou entre 2000 e 2009. (AMAZONAS, 2010).

O PACTI é parte do que o Brasil necessita para o desenvolvimento de uma estrutura de pesquisa e desenvolvimento nas áreas de ciência e tecnologia, compatíveis com a posição de um agente internacional do tamanho de sua economia e com o seu potencial de crescimento, que tem se destacado, cada vez mais, entre os outros atores globais.

Este capítulo, sob o título de cooperação científica e tecnológica, abordou o que é e quais são os objetivos da cooperação internacional, apresentou, nesse interim, a ABC que tem por atribuições, negociar, coordenar, implementar e acompanhar toda a cooperação existente entre o Brasil e terceiros. O referido capítulo expôs, ainda, o objetivo, as áreas de atuação e as modalidades de cooperação e financiamento do Acordo de Cooperação Científica e Tecnológica entre o Brasil e a UE. Na sequência, o seu estágio de desenvolvimento do foi apresentado tomando, por exemplo, a aplicação e os resultados do FP7, o principal meio para o financiamento de atividades de pesquisa e desenvolvimento, projeto que está sob a tutela do BBICE. Por fim, uma breve abordagem sobre os objetivos, ações e iniciativas do Programa de Ação de CT&I para o Desenvolvimento Nacional.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Aplicados os meios para o desenvolvimento dessa monografia, concluímos esta pesquisa, retratando as observações das especificidades e das particularidades na interpretação do conteúdo analisado e abordado em cada capítulo através do objetivo geral da mesma, que foi o de verificar o estágio de desenvolvimento e aplicação do acordo de cooperação científica e tecnológica entre o Brasil e a UE. Respondendo, em que estágio de desenvolvimento e aplicação se encontra o referido acordo firmado entre o os dois.

Respondendo ao primeiro objetivo específico que foi: descrever os processos de integração regional e apresentar alguns dos principais acontecimentos do histórico de criação da UE desde a sua fundação. Foram expostas e caracterizadas as etapas de um processo de integração e em seguida, apresentados alguns acontecimentos da história da UE julgados relevantes.

Através da criação da UE temos presente um modelo de integração a ser replicado e aperfeiçoado por novos postulantes à interação com terceiros países, por meio da criação de Zonas de Livre Comércio, de União Aduaneira, Mercado Comum, União Monetária e União Política. Com a integração da UE criou-se um novo agente das relações internacionais. As relações, antes bilaterais, existentes entre o Brasil e os países que passaram a integrar a UE, passam a ser também multilaterais. Assim, Brasil e UE dão início ao seu histórico de aproximação através dos anos.

Quanto ao segundo objetivo especifico: Apresentar um histórico de aproximação e o Acordo Quadro de Cooperação entre o Brasil e a UE. Foram abordados, obedecendo a uma linha de tempo, os eventos, tanto diplomáticos, quanto, de cooperação e comerciais, estabelecidos através dos anos e, que significaram grandes oportunidades para o Brasil. Ainda, por meio de dados obtidos através da imprensa, foi demonstrado o interesse que a UE tem para com o Brasil ou mesmo com o MERCOSUL, do qual o Brasil faz parte. Esse interesse se reflete nas tratativas, negociações e na consolidação de acordos de cooperação, de comércio e investimentos, na parceria estratégica e também política.

O Acordo-Quadro de Cooperação entre o Brasil e a UE, assinado em 1992, que abrange diversas áreas, traz, em si, alguns artigos que abordam o

interesse e o objetivo econômico das partes em cooperar no desenvolvimento científico e tecnológico. Este acordo, mais tarde, veio a impulsionar, juntamente com o que propôs o Tratado de Maastricht, do mesmo ano, uma cooperação mais restrita neste assunto.

E, em resposta ao o último objetivo específico: Apresentar o acordo de cooperação Científica e Tecnológica entre o Brasil e a UE e seu estágio de desenvolvimento e aplicação principalmente através do FP7.

O Acordo de Cooperação Científica e Tecnológica entre o Brasil e a UE é resultado de uma cooperação internacional cada vez mais presente para o desenvolvimento, através do mútuo esforço, de alternativas para a manutenção de padrões econômicos e financeiros, por parte dos países desenvolvidos, e para o acesso e oportunidades aos países em desenvolvimento. O acordo tem por objetivo incentivar, desenvolver, e facilitar as atividades de cooperação em áreas de comum interesse em que realizem ou apoiem atividades de investigação e desenvolvimento científico e tecnológico. ABC tem por atribuição negociar, coordenar, implementar e acompanhar os programas e projetos brasileiros de cooperação.

O seu estágio de desenvolvimento e aplicação é aqui abordado com base no que BBICE tem conseguido desenvolver através do FP7. As ações desempenhadas pelo BBICE, que tem como objetivo promover e melhorar a cooperação em CT&I entre o Brasil e a UE, tem tornado os objetivos do FP7 conhecidos e, principalmente, dado acesso a ele. Dessa forma o BBICE tem correspondido efetivamente aos seus objetivos.

O FP7 é o principal meio para o financiamento de atividades de pesquisa e desenvolvimento da UE, que tem, através dele, uma ferramenta de resposta às necessidades de emprego e competitividade, assim como é o desejo do Brasil, demonstrando, também, por intermédio dos investimentos através do PACTI, o seu papel decisivo no desenvolvimento sustentável do país.

Os resultados do Brasil junto ao do FP7 tem sido progressivos. O Brasil tem conseguido elencar um bom número de instituições à projetos de pesquisa. Tanto o número de projetos, quanto o de instituições participantes, eram pequenos em 2007, o primeiro ano do FP7. Com o início do novo projeto do BBICE, em 2008, o número de projetos e de instituições participantes mais que dobrou, e o Brasil conseguiu, também, aumentar o número de propostas de projetos aprovados.

Chegando aos mesmos níveis de países como a Argentina, o Chile e o México, que também se valem desse programa.

Ao se verificar o estágio de desenvolvimento e aplicação do acordo de cooperação científica e tecnológica entre o Brasil e a UE, objetivo geral dessa pesquisa. Conclui-se, quanto ao seu estágio de aplicação, que os seus objetivos, incentivar, desenvolver, e facilitar as atividades de cooperação, vêm sendo atingidos de forma satisfatória e, concomitantemente a isso, ele tem se desenvolvido de forma suficiente através de suas ferramentas de aplicação, coordenação e financiamento.

Esta pesquisa serve às instituições de ensino que são também instituições de pesquisa, para o seu conhecimento, entendimento e compreensão. Ainda, recomenda-se a realização de novas pesquisas, aprofundando o assunto, no sentido de contribuir para um conhecimento mais amplo dos mecanismos de apoio existentes à pesquisa em ciência e tecnologia, tanto nacionais quanto internacionais.

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ANEXO A – Acordo-quadro de cooperação, entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Conselho das Comunidades Europeias.

ANEXO B – Acordo de Cooperação Científica e Tecnológica entre o governo da República Federativa do Brasil e a Comunidade Europeia

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