O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) elaborou, de acordo com a Resolução 24/15 do Conselho de Direitos Humanos, no primeiro trimestre de 2014 o esboço de um plano de ação para a terceira fase (2015-2019)
do (PMEDH), alicerçando-se em importantes documentos das Nações Unidas, como os planos de ação da primeira (2005- 2009) e da segunda (2010-2014) fases do PMEDH, além de outros materiais publicados pelo ACNUDH e pelas Nações Unidas.
O PMEDH- 3 se se constituiu da seguinte forma:
O esboço de plano de ação foi submetido à análise dos Estados, organizações intergovernamentais relevantes, incluindo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), instituições nacionais de Direitos Humanos e sociedade civil. Em 4 de julho, o ACNUDH recebeu 30 respostas com os comentários, os quais foram levados em consideração no texto final e que constituem as Seções de II a V do presente relatório. (BRASIL, 2015, p. 03).
Foi por meio da Resolução 24/15, que o Conselho pediu ao Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) que elaborasse a ação para a terceira fase (2015-2019) do Programa Mundial, com a função de reforçar a implementação das duas primeiras fases, com a finalidade de promover a formação em Direitos Humanos de profissionais de mídia e jornalistas. Este documento visa estratégias de educação e formação em Direitos Humanos na adoção de uma política de formação em Direitos Humanos, além da introdução dos Direitos Humanos e dos princípios e padrões da Educação nesses Direitos no currículo de formação, utilização e a promoção de metodologias, métodos de avaliação e desenvolvimento de recursos relacionados.
Não obstante, procura promover o diálogo, a cooperação, a rede de contatos e o compartilhamento de informações entre as partes interessadas. Sendo que a Educação em Direitos Humanos requer estreitar a cooperação e parcerias, com isso, é reforçado por um conjunto de ações que estreita relações entre as partes interessadas na Educação em Direitos Humanos como, por exemplo, campanhas de conscientização, reuniões locais e nacionais, boletins informativos, sites e outras plataformas eletrônicas, onde podem ser constituídos grupos de profissionais, afim de promover intercâmbios científicos.
No que se refere ao processo de implementação nacional, a Educação em Direitos Humanos nos sistemas de educação requer uma estratégia ampla que se baseie no contexto nacional. Para tanto, são os Estados membros que precisam criar estratégias, como a criação de uma aliança nacional, dentro e fora das estruturas governamentais, para facilitar a maximização de recursos com o intuito de evitar a duplicação de esforços. Sob tal
pressuposto, propõem-se três etapas 3 para o processo nacional de planejamento, implementação e avaliação do Plano de Ação, que esteja em conformidade com as estratégias propostas nos planos de ação da primeira e da segunda fase do Programa Mundial de Educação em Direitos Humanos.
Quadro 5 – Cinco componentes determinantes ressaltadas pelo PMEDH
1. Políticas educativas. Consideradas declarações de compromisso dos governos, as políticas educativas, incluindo as leis, os planos de ação, planos de estudo, políticas de capacitação e outros elementos, devem promover claramente um enfoque da educação embasado no gozo de direitos. Prestando atenção a estas declarações, os Direitos Humanos passam a ser parte de todo o sistema educativo. As políticas são elaboradas de maneira participativa, em cooperação com todas as partes interessadas, e deverão ter como objetivo o cumprimento da obrigação de oferecer e promover uma educação de qualidade, assumida pelos países ao subscreverem os diversos tratados internacionais, como a Convenção sobre os Direitos da Criança.
2. Aplicação de políticas. Para que as políticas sejam eficazes, é necessária uma estratégia coerente de aplicação, que compreenda, em particular, medidas tais como a designação de recursos suficientes e o estabelecimento de mecanismos de coordenação, e que observe a coerência, a supervisão e a prestação de contas. Deve ser levado em conta nessa estratégia o grande número de interessados, tanto em nível nacional (por exemplo, o ministério de educação, os institutos de capacitação de professores, os órgãos de pesquisa, as organizações não governamentais (ONG’s)), como em nível local (por exemplo, as autoridades locais, os diretores de escola e seu pessoal, os pais e os estudantes), e conseguir que participem na colocação em prática da política educativa.
3. Ambiente de aprendizagem. A educação em diretos humanos inclui criar um ambiente em que os Direitos Humanos possam ser exercidos e respeitados na atividade diária de toda a escola. Da mesma forma que o aprendizado cognitivo, a educação em Direitos Humanos compreende o desenvolvimento social e emocional de todos os que participam no processo de ensino e aprendizagem. Em todo o ambiente com base no gozo de direitos devem ser respeitados e promovidos os Direitos Humanos de todos os agentes do sistema escolar; este ambiente, também, deve ter como características principais a compreensão, o respeito e a responsabilidade mútuos. Nele deve ser proporcionada às crianças a possibilidade de expressarem suas opiniões com liberdade e de participarem na vida escolar, bem como oferecer a elas oportunidades apropriadas de interagir permanentemente com a comunidade em geral.
4. Ensino e aprendizagem. Implantar o aperfeiçoamento da educação em Direitos Humanos abrange adotar um enfoque holístico do ensino e da aprendizagem que reflita valores de Direitos Humanos. Os conceitos e práticas dos Direitos Humanos devem ser integrados o quanto antes em todos os aspectos da educação. Por exemplo, o conteúdo e os objetivos dos planos de estudo devem ser embasados nos Direitos Humanos, os métodos devem ser democráticos e participativos e todos os materiais e livros de texto devem ser compatíveis com os valores dos Direitos Humanos.
3Passo 1 - Realizar um estudo avaliativo de impacto sobre os progressos realizados na primeira11 e na segunda fases do Programa Mundial, bem como um diagnóstico nacional sobre a formação em Direitos Humanos para profissionais de mídia e jornalistas.
Passo 2 - desenvolver uma estratégia nacional para aperfeiçoar a implementação da primeira e da segunda fase do Programa Mundial e para promover a formação em Direitos Humanos de profissionais de mídia e jornalistas. Passo 3 - implementar, acompanhar e avaliar a estratégia nacional.
5. Formação e aperfeiçoamento profissional do pessoal docente. Para que a escola seja um modelo de aprendizagem e prática dos Direitos Humanos, é necessário que todos os professores e os demais docentes possam transmitir os valores dos Direitos Humanos e serem modelos da sua prática. A formação e o aperfeiçoamento profissional dos educadores devem fomentar seus conhecimentos dos Direitos Humanos e sua firme adesão a eles, bem como motivá-los para que os promovam. Além disso, no exercício de seus próprios direitos, o pessoal docente deve trabalhar e aprender em um contexto em que sejam respeitados sua dignidade e seus direitos.
Fonte: UNESCO
Diante da cooperação e apoio internacional são direcionadas para o fortalecimento das capacidades nacionais de educação e formação em Direitos Humanos a estratégia nacional. Para isso, os órgãos de tratados das Nações Unidas, quando analisam os relatórios de um Estado-parte, revisam e aconselham no que diz respeito a implementação das disposições do tratado à educação em Direitos Humanos.
Por fim, o teor da produção da Terceira Fase (2015-2019) do Programa Mundial para Educação em Direitos Humanos, é de se obter um plano de ação para fortalecer a implementação das duas primeiras fases. Desta maneira, visa promover a formação em Direitos Humanos para profissionais de mídia e jornalistas.