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Programas de Assistência

No documento Relatório de Gestão 2007 (páginas 79-86)

4 APOIO AO ESTUDANTE

4.1 Programas de Assistência

O Plano de Expansão da Universidade Federal de Sergipe – alicerçado na ampliação do número de vagas e opções de curso, implantação dos Campi de Itabaiana e de Laranjeiras e do Programa de Educação Semipresencial – posto em prática nos últimos três anos trouxe um triplo desafio para a Coordenação de Assistência e Integração do Estudante (CODAE): a) manter, com qualidade, os programas que já vinham sendo desenvolvidos; b) ampliá-los, sem perder de vista a qualidade: c) administrá-los com recursos financeiros e humanos limitados.

A UFS tem se preocupado com a assistência ao estudante, em especial, com aqueles provenientes de famílias de baixa renda. Tal posicionamento político-administrativo se reflete na destinação de um percentual significativo dos recursos de custeio da instituição

para a assistência a esse segmento. Com tal posicionamento, a instituição tem conseguido

respeitar a constituição Federal de 1988, tratando a Assistência como uma política pública e a Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS), traçando um perfil dos estudantes e integrando-os aos diversos programas de assistência existentes, visando à permanência dos mesmos na instituição e avançando no processo de desenvolvimento e consolidação da cidadania.

A expectativa da UFS é que, ao expandir, ela poderá, em um futuro não tão distante, responder “in totum” aos anseios da classe trabalhadora, ou seja, a inserção e a permanência em um curso universitário, recebendo uma educação de qualidade. Em isto acontecendo, ela inverterá um processo histórico assimilado pela sociedade, isto é, que as universidades, e em especial as universidades públicas, estão destinadas às elites brasileiras.

A UFS tem, na formação acadêmica dos alunos, o seu principal objetivo. Ao incluir alunos oriundos de vários segmentos da classe trabalhadora, notadamente os vulneráveis socialmente, revestiu-se de cuidados para criar mecanismos e manter esses estudantes na instituição. Sem o apoio da assistência estudantil eles não teriam como concluir seus cursos em tempo hábil. Nesta direção, os resultados da pesquisa sobre a imagem da PROEST (2005) auxiliaram, sobremaneira, a CODAE a repensar os seus programas e aprimorá-los em de 2007.

São apresentados, no presente relatório, dados estatísticos referentes aos programas da CODAE/PROEST desenvolvidos nesse ano. A Coordenação de Assistência e Integração do Estudante tem sob a sua responsabilidade os seguintes programas: Plantão Social, Residência Universitária, Isenção de Taxas Acadêmicas, Isenção do PSS, Bolsa de Trabalho, Acompanhamento Acadêmico, Bolsa Alimentação, Bolsa Viagem e Apoio Psicológico. Todos eles estão focados nos alunos matriculados que comprovadamente tenham renda baixa, ou seja, renda familiar per capita de até 90% do salário mínimo vigente. Esses programas funcionam de forma sincronizada e articulada.

a) Plantão social

A demanda pelos programas de assistência vem aumentando gradativamente a cada semestre, principalmente a solicitação da Bolsa de Trabalho. Isto porque a expansão de cursos na UFS e a criação dos novos campi possibilitaram o ingresso de estudantes de baixa renda ou vulneráveis socialmente, provenientes de escolas públicas ou bolsistas de escolas particulares, que são os usuários dos Programas de Assistência.

A partir da tabela 4.1 podemos perceber as demandas atendidas pelo Plantão Social.

Tabela 4.1 – Atividades desenvolvidas pelo Plantão Social 2007

ATIVIDADES 2007

Isenção de taxas acadêmicas 286

Entrevista Bolsa-Trabalho 210

Encaminhamento de bolsista 102 Entrevista Bolsa Alimentação 11 Recadastramento Bolsa-Trabalho 19

Solicitações indeferidas 60

Atendimento a bolsistas de trabalho 80

Total de Atendimentos 778

Fonte: Plantão Social, CODAE/PROEST, 2007.

A demanda dos alunos matriculados na UFS pelos programas de assistência estudantil já era esperada pelos gestores da instituição, uma vez que os Pró-Reitores de Assistência Estudantil e Comunitária que compõem o FONAPRACE, em documento apresentado aos reitores, no mês de Julho de 2007, assinalaram que 83% de todos os alunos matriculados nas Instituições de Ensino Superior públicas necessitam de um dos tipos de assistência oferecidos por estas instituições.

Nesta direção, os Gestores das IES e em especial os da UFS têm-se manifestado publicamente sobre a importância da expansão da universidade, a garantia de acesso e permanência dos alunos até que eles concluam os seus cursos de graduação.

A preocupação dos gestores da UFS com os alunos de baixa renda ou vulneráveis socialmente pode ser percebida através da ampliação das atividades acadêmicas em todas as dimensões: ensino, pesquisa e extensão. Por essa razão, alunos assistidos pela CODAE/PROEST estão também inseridos nos vários programas de extensão e pesquisa da instituição, sendo remunerados ou desenvolvendo atividades de forma voluntária.

Esta preocupação coaduna-se com a do governo Federal, cujo foco é a inclusão social, sendo imprescindíveis as ações que reduzam as desigualdades sociais, interfiram

b) Residência universitária

O ano de 2007 pode ser considerado como atípico. Isto porque a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e a equipe da CODAE previam a ampliação de 22 para 28 unidades residenciais. Aumentar-se-ia, portanto, quatro núcleos para atender às demandas do Campus de São Cristóvão e dois Núcleos no Campus Prof. Alberto Carvalho, em Itabaiana. No entanto, a nova realidade trazida pela expansão impôs a abertura imediata de dois outros núcleos residenciais no Campus de Laranjeiras.

Outros fatos atípicos ocorridos em 2007 foram: a) o adiamento da implantação dos dois Núcleos Residenciais do Campus Prof. Alberto Carvalho, devido à abertura dos núcleos de Laranjeiras; b) a postergação da abertura dos quatro núcleos Residenciais do Campus de São Cristóvão, devido ao ajustamento do Programa de Residência, com o desligamento de alunos residentes cujas situações eram incompatíveis com a Resolução 25/2006/CONSU; c) inclusão de todos os alunos inscritos no Programa Residência Universitária do Campus de São Cristóvão, eliminando-se a figura do aluno excedente.

A implantação do Programa de Residência Universitária nos novos campi da UFS reafirmou os seus objetivos, atendendo aos estudantes vulneráveis socialmente, procedentes do interior do estado, bem como de outros estados do país. Esse serviço tem um valor social imprescindível, quando se considera o sacrifício dos estudantes vindos do interior e de suas famílias, cuja perspectiva é a melhoria de suas condições de vida.

Os Núcleos Residenciais em que vivem os alunos assistidos pelo Programa de Residência são apartamentos e casas alugadas com recursos da UFS, em Aracaju, Itabaiana e Laranjeiras. Em cada um desses municípios o programa apresenta uma realidade específica.

Os alunos residentes matriculados no Campus de São Cristóvão habitam em vinte e dois núcleos residenciais, distribuídos por bairros da cidade de Aracaju, sendo onze masculinos e onze femininos. Como esse programa foi implantado em 1975, a CODAE o vê consolidado e os ajustes a serem efetuados devido ao programa de expansão da UFS são de simples execução.

Diferentemente da realidade de São Cristóvão, os alunos residentes matriculados no Campus de Itabaiana são todos oriundos de municípios sergipanos. Neste campus foram criados dois núcleos residenciais, sendo um masculino e um feminino. Em Laranjeiras foram também criados dois núcleos residenciais, um masculino e um feminino.

A prestação de serviços técnico-administrativos do Programa de Residência Universitária é efetuada pela equipe da CODAE, composta por quatro assistentes sociais, uma pedagoga, uma psicóloga e seis bolsistas de trabalho.

A recomposição da equipe técnica da CODAE confirmou a qualidade da assistência aos alunos residentes, porque as ações desativadas ou desarticuladas foram recuperadas, possibilitando um acompanhamento mais próximo e de melhor qualidade.

A implantação das residências do Campus Prof. Alberto Carvalho foi considerada pela equipe técnica como um ícone do Programa Residência, visto que foi possível efetuar todo o processo de seleção, inclusive as visitas de confrontação dos dados oferecidos pelos alunos candidatos. As visitas familiares estavam desativadas e provocavam problemas incompatíveis com a Resolução nº 25/2006/CONSU, por exemplo, admissão de alunos de médio poder aquisitivo.

O acompanhamento mais amiudado do programa de residência pela equipe técnica continuou refletindo no desligamento de alunos que estavam irregulares em relação àquela resolução. Apesar do desconforto inicial, devido ao elevado número de

considerada como um dos fatores responsáveis pela inexistência de excedentes no ano de 2007.

A presença de alunos componentes do Conselho de Residentes em variadas atividades da CODAE também contribuiu para o avanço da qualidade do Programa de Residência. Opositores contumazes da política de expansão da UFS, eles tiveram que, democraticamente, fazer opções entre utopias e realidades.

Quadro 4.1 – Atividades do Programa de Residência Universitária 2007

ATIVIDADES 2007

Atendimento individual a residentes por assistentes sociais 380

Visitas aos Núcleos Residenciais 5

Visitas domiciliares 30

Reunião com residentes 15

Reunião com diretorias das residências 2

Reunião com o Conselho de Residentes 8

Convocações 115

Análise de prestação de contas 78

Eleição de diretoria das residências 18

Posse das diretorias 18

Elaboração de plano de trabalho (reuniões) 4

Elaboração de relatórios (reuniões) 2

Reuniões para elaboração de projetos 5

Reunião com coordenadores CODAE 15

Reunião com a Pró-Reitoria 5

Fonte: Programa de Residência Universitária, CODAE/PROEST, 2007.

Tabela 4.2 – Solicitação de Residência (Campi de Itabaiana e Laranjeiras)

2007

Masculino Feminino Total

Deferidos 11 8 19

Indeferidos 5 2 7

Desistência 0 0 0

Total 16 10 26

Fonte: Programa Residência Universitária, CODAE/PROEST, 2007.

Tabela 4.3 – Solicitação de Residência (Campus de São Cristóvão) 2007

Tabela 4.4 – Destinação de recursos para residência 2007 Destinação dos equipamentos Núcleos A rm ár io G el ad ei ra G ua rd a- R ou pa C om pu ta do r Te le vi so r D V D C on ju nt o de E st of ad os C am as Fo o M es a de C oz in ha M es a do C om pu ta do r NRF – 1 - - - 1 1 - - - NRF – 2 - - - - 1 1 - - - - - NRF – 3 - 1 - - - - NRF – 10 - - - 2 - - - NRM – 7 - 1 - - - - NRM – 8 - - - 1 4 - 1 - NRM – 9 - - 1 - 1 - 1 - 1 1 - NRM – 10 - 1 2 - - - - NRM – 14 - - 2 - - - - NRM – 15 - - - 1 - - - 1 - NRF – 1 L 1 1 1 - - - 1 1 1 - NRM – 1 L - 1 - - 1 1 - - - - - NRF – 1 I - 1 2 - - - - 6 1 1 - NRM – 1 I - 1 - - - 8 1 2 -

Fonte: Programa de Residência Universitária, CODAE/PROEST, 2007.

O acompanhamento acadêmico dos residentes é realizado pelo setor de apoio pedagógico da CODAE, que avalia, ao final de cada período letivo, o seu aproveitamento acadêmico. O objetivo do acompanhamento acadêmico é orientar os residentes, buscando solução para as dificuldades encontradas durante o decorrer do curso, tornando possível a sua permanência no programa até a conclusão do curso.

Tabela 4.5 – Atividades de acompanhamento acadêmico 2007

ATIVIDADE ANO/2007

Solicitação de Histórico/CPD 2

Análise do histórico escolar 172

Convocação dos residentes com dificuldades acadêmicas 35

Reunião com a Comissão Auxiliar de Gestão 2

Total 211

Fonte: Programa de Residência Universitária, CODAE/PROEST, 2007.

c) Isenção de taxas do PSS

O Programa de Isenção da Taxa de Inscrição no Processo Seletivo Seriado – 2008 teve início no dia 26 de fevereiro de 2007, com a distribuição dos manuais dos candidatos e os formulários socioeconômicos, no pavimento superior do Restaurante Universitário (RESUN), para os candidatos que disputariam uma vaga nos Campus de São

Social e dois bolsistas da própria CODAE, coordenada e supervisionada pela Assistente Social da PROEST.

A retirada do manual/formulário pôde ser feita pelo próprio candidato ou por seu representante legal munido dos documentos originais de identidade do solicitante e de seu representante.

Fato interessante ocorrido em 2007 foi a participação de professores da rede pública do interior do Estado, que se responsabilizaram pela retirada e devolução dos manuais distribuídos pela equipe de trabalho da UFS. Assim foram evitados transtornos financeiros e de tempo para os alunos, que não precisaram vir a Aracaju para fazê-lo.

No Programa de Isenção da Taxa de Inscrição no PSS-2008 foram distribuídos 22.400 formulários – 6.000 a mais que 2006 – aos candidatos dos campi de São Cristóvão, Laranjeiras e Itabaiana, dos quais somente 9.613 foram devolvidos juntamente com a documentação exigida para a avaliação.

Tabela 4.6 – Estatísticas do PSS (Campus de Itabaiana) 2007

Série entregues Manuais Formulários devolvidos Solicitações indeferidas Solicitações deferidas

451 205 129 76

202 124 62 62

59 24 5 19

Geral 2.813 1.044 598 446

Total 3.525 1.397 794 603

Fonte: Plantão Social CODAE/PROEST, 2007.

Tabela 4.7 – Estatísticas do PSS (Campi de São Cristóvão e Laranjeiras)

2007

Série entregues Manuais Formulários devolvidos Solicitações indeferidas Solicitações deferidas

4.395 1.966 1.383 583

1.513 484 275 209

929 318 172 146

Geral 12.040 5.448 3.452 1.996

Total 18.877 8.216 5.282 2.934

Fonte: Plantão Social CODAE/PROEST, 2007

Gráfico 4.1 – Motivos de indeferimento

A criação, no ano de 2007, da Universidade Aberta do Brasil (UAB) provocou um segundo processo de isenção de taxas do vestibular. Apesar do pouco tempo destinado à retirada e devolução dos manuais, a resposta por parte dos municípios-sede da UAB foi bastante significativa porque, em sendo as inscrições efetuadas no Campus de São Cristóvão, vários funcionários das prefeituras municipais e professores se envolveram no processo.

No processo seletivo para isenção da taxa do vestibular para a Universidade Aberta do Brasil foram distribuídos 2.546 manuais e formulários, sendo que apenas 1433 foram devolvidos e analisados. Dos questionários devolvidos, 418 tiveram suas solicitações deferidas, 13 foram indeferidos por renda alta e 1002 por problemas com a documentação.

d) Bolsa trabalho

Nos últimos anos, a procura dos alunos da UFS pela Bolsa Trabalho tem aumentado consideravelmente. Esse programa apresenta duas características que o distinguem dos demais: ele contribui para a permanência, na UFS, dos alunos de baixa renda oriundos da capital do Estado e da grande Aracaju e tem servido de apoio a vários setores da própria instituição.

O aluno bolsista de trabalho, ao ser selecionado, garante automaticamente acesso gratuito ao RESUN e à isenção de taxas acadêmicas.

O retorno do Programa Bolsa de Trabalho, no mês de Dezembro de 2007 já se inicia com a perspectiva de um amplo estudo sobre a sua natureza, bem como a sua ampliação.

e) Programa Bolsa-Viagem

O principal objetivo desse programa é oferecer auxílio monetário a alunos da

- 500 1.000 1.500 2.000 2.500 1 Comprovante de renda Comprovante familiar Comprovante de despesas Declaraçãoda escola RG Formulário Todos

No ano de 2007 o Programa Bolsa Viagem teve um acréscimo significativo devido ao processo de expansão da UFS. A ampliação do número de solicitações ocorreu em todos os centros de ensino, inclusive nos campi de Itabaiana e Laranjeiras. O Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) continuou apresentando o maior número de solicitações de Bolsa Viagem.

Tabela 4.8 – Distribuição de bolsas viagem por centro 2007

CECH CCSA CCET CCBS Outros

33 15 61 107 13

Fonte: CODAE/PROEST, 2007.

No documento Relatório de Gestão 2007 (páginas 79-86)

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