4 APOIO AO ESTUDANTE
4.2 Programas de orientação
a) Aulas particulares
O programa de aulas particulares ministradas por graduandos da UFS a pessoas da comunidade constitui uma alternativa de trabalho para estudante interessado em ter renda e visa contribuir para o seu desempenho acadêmico.
É através desse programa que a CODAE oportuniza uma prestação de serviço remunerada a universitários potencialmente preparados para o desempenho das tarefas de professor particular. O técnico responsável pela execução do programa encaminha os universitários aos requerentes da comunidade externa.
b) Alternativa de moradia
Promovido e executado pelo setor de apoio pedagógico da CODAE, o Programa Alternativa de Moradia atende a estudantes provenientes do interior do estado de Sergipe e de outros estados à procura de moradia.
A CODAE cadastra estabelecimentos e residências que oferecem vagas, promove o intercâmbio de informações, auxilia os contatos entre locador e locatário e divulga esse programa, tanto na própria UFS como na comunidade externa.
Tabela 4.9 – Alternativa de moradia
c) Núcleo de Orientação e Acompanhamento Psicossocial (NOAPS)
O apoio psicossocial aos alunos residentes está incluso no Capítulo I, Art. 1º da Resolução 25/2006/CONSU, que dispõe sobre a normatização e funcionamento do Programa Residência. Este serviço foi reativado em setembro do corrente ano, quando uma psicóloga foi contratada para esse fim.
O projeto elaborado por essa profissional tem por objetivo assistir os que fazem parte do Programa Residência Universitária para que se sintam amparados psicologicamente e desenvolvam seu potencial de resiliência para lidar com situações novas e superar desafios impostos, naturalmente, pelo convívio diário. Ela visa também reforçar a consciência do investimento da universidade no processo de formação acadêmica dos alunos, para que todos os recursos utilizados sejam bem aproveitados e aferidos através de um melhor desempenho acadêmico.
O primeiro passo da execução desse projeto foi uma série de visitas às residências, com reuniões em que esteve presente o maior número de residentes. As visitas foram realizadas aos sábados pela manhã e à tarde, das segundas às sextas-feiras, no período noturno.
Nesse período foram visitados: oito núcleos residenciais masculinos, sendo sete em Aracaju e um na cidade de Laranjeiras; onze núcleos residenciais femininos, sendo dez em Aracaju e um em Laranjeiras, totalizando dezenove casas visitadas.
Durante as visitas foram constatadas condições precárias de algumas casas, onde foram encontrados móveis sem condição de uso. Os residentes sugeriram um redimensionamento do número de habitantes por casa para garantir o mínimo de condições de habitação, o aumento do valor da bolsa, do limite de energia e água consumidas, para ter um pouco mais de tranqüilidade no tocante à prestação de contas.
Os problemas mais comuns relatados pelos alunos estão relacionados: aos cuidados de higiene e organização da casa, a visitas de pessoas estranhas nos finais de semana, ao barulho de alguns, que atrapalham os outros; à dificuldade na troca de aparelhos eletro-eletrônicos e móveis quando estes se ficam sem condição de uso, à dificuldade para conseguir um avalista para o contrato de aluguel, ao comportamento de alguns moradores que não têm habilidade social para uma convivência harmônica e saudável (como deseja o programa), à falta de assistência psicológica.
Algumas solicitações foram feitas e constituem desafios para o Programa de Residência em 2008: 1. criação de um mecanismo através do qual a UFS seja a responsável pelos contratos de aluguel das casas, pela dificuldade que os alunos têm em encontrar um fiador; 2. liberação para reposição ou compra de móveis novos mais flexível, visto que eles não dispõem de tempo para fazer pesquisa de preço; 3. fornecimento, pela UFS, de bolsa alimentação para os alunos que ficam em casa nos finais de semana e para atender àqueles que têm aulas apenas à noite, não compensando pagar transporte para que façam suas refeições no RESUN durante a semana; 4. encaminhamento de residentes para estágios fora da UFS como meio de sobrevivência, visto que a maioria dos alunos tem uma condição financeira precária e alguns se esforçam para ajudar a seus familiares, além de precisarem de transporte, alimentação, vestuário, remédios, livros e xerox de material para estudo; 5. Programa de inclusão digital para fornecer direito a uma impressora e acesso à internet; 6. Retirada dos móveis em desuso, em tempo hábil, dos núcleos residenciais, pela DITRAN; 7. Programa para os alunos egressos de escolas públicas e que têm dificuldade para acompanhar o ritmo da universidade, devido à base deficiente do ensino público; 8. Atendimento médico mais eficiente e encaminhamentos para o Hospital Universitário com certa prioridade; 9. Treinamento sobre como administrar serviços domésticos, para aqueles
possibilitaram entrosamento, tanto entre os moradores da casa quanto entre estes e o psicólogo. Os encontros foram bastante agradáveis, com recomendações, esclarecimentos e orientações básicas.
Tabela 4.10 – Número de visitas realizadas X número de alunos presentes no momento
Núcleos Número de núcleos visitados (%) Considerando o número total de núcleos Número de alunos presentes no momento da visita (%) Considerando o número de alunos do programa Femininos 12 100,00 45 45,83 Masculinos 8 66,66 35 36,45 Total 20 83,33 80 82,28
Fonte: Relatórios de vistas realizadas em set/out/nov/2007.
A análise dos dados mostra que, em apenas três meses de atuação, foram visitados 20 núcleos residenciais (83,3% do total de núcleos) com a presença de 80 moradores (82,28% do total de moradores). Isso significa que o projeto está prestes a alcançar o seu objetivo, que é visitar 100% dos núcleos residenciais.
Gráfico 4.2 – Núcleos visitados
Fonte: relatórios de visitas realizadas em set/out/nov/2007.
Série 1 - Quantidade de núcleos visitados Série 2 - Percentual 0 20 40 60 80 100 Femininos Masculinos Núcleos visitados Série1 Série2 Série3 Série4