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Projecto Aprender Acompanhado (P.A.A.), surge em 2006 e deriva do projecto Sala de Integração Tem como objectivo o sucesso educativo e a prevenção de

problemas de absentismo e comportamentos de indisciplina graves, através do reforço das competências dos alunos em algumas áreas curriculares mais frágeis; conta com um grupo de professores e abrange alunos com dificuldades de aprendizagem significativas, principalmente ao nível da leitura e escrita.

Apesar do PAA não se enquadrar em todas as premissas de escolha dos projectos, foi possível inclui-lo uma vez que uma das coordenadoras da sala de integração é igualmente coordenadora deste projecto. Logo, foi-nos fácil incluir na mesma entrevista ambos os projectos.

Após esta decisão sustentada pela base teórica, entrevista exploratória e análise dos diferentes documentos, foram elaborados os guiões de entrevista que posteriormente foram referencia para a condução das respectivas entrevistas aos actores seleccionados. Estas entrevistas foram realizadas no espaço escolar garantindo um lugar tranquilo e conhecido dos entrevistados.

No entanto, não nos foi possível implementar as entrevistas em grupo (focus

group interviews) uma vez que a oportunidade de conseguir juntar os grupos de trabalho

em tempo útil era pouca, tendo em conta a carga horária recentemente atribuída aos docentes. Pelo que se optou por realizar entrevistas, individuais e estruturadas, aos coordenadores dos referidos projectos.

Estabelecido o quadro teórico e o conjunto de referências importava como referem Ghiglione, R e Matalon, B (2001:83):

“ O conjunto do quadro de referências é definido (estrutura do campo e categorias estruturantes) e o entrevistado deve situar-se relativamente a esse quadro, entrar nele, a fim de poder responder de forma correcta.”

Cumulativamente à informação já recolhida, faltava uma visão ao nível institucional, de forma a representar uma opinião global, “descendente” e conceptual sobre os tópicos já abordados pelos outros actores, pelo que considerámos importante a visão da Presidente do C.E., mas também uma visão exterior à escola com participação na mesma, o Presidente da Associação de Pais, pelo que foi feita com uma entrevista individual e estruturada a cada um dos sujeitos referidos.

Presidente do C.E.

Presidente Associação de Pais (E6) (E5)

→ visão Institucional

→ visão Exterior (nível macro)

Coordenadora de Projectos

(E1) → visão Geral dos Projectos (nível meso) Grupo que implementa os

Projectos da: SI e PAA BE/CRE GAAF (E2) (E3) (E4)

→ visão Particular de Projecto (nível micro)

Para melhor contextualização dos conteúdos das entrevistas importa conhecer, embora de uma forma ligeira, a que características profissionais correspondem.

A Presidente do Conselho Executivo é professora efectiva do quadro da escola e desempenha as funções de presidente, desde o ano lectivo de 2002/2003, tendo integrado a equipa anterior mas com outras funções.

O Presidente da Associação de Pais exerce o cargo desde 2003, já integrava a anterior direcção e é Encarregado de Educação de uma aluna da escola a fazer o seu percurso escolar.

As Coordenadoras da SI são ambas professoras efectivas na escola, no topo da carreira e com décadas de dedicação à escola. A Coordenadora responsável pela parte disciplinar é igualmente Coordenadora do Departamento de E.F e tem assento no Conselho Pedagógico. A Coordenadora da parte educativa da SI é também a responsável pelo Projecto Aprender Acompanhado.

A Coordenadora do BE/CRE é professora do quadro de escola, há muitos anos e desde 2003 representa o projecto no CP.

A Coordenadora do GAAF é Técnica de Acção Social e trabalha no projecto desde 1998, no seu segundo ano de existência.

Com base no material recolhido elaboraram-se as matrizes de projecto nas tabelas 10 e anexo 1.

A análise de conteúdo, possibilitada pelo conjunto de técnicas realizadas e leitura dos dados nas diferentes fases, permitiu, mediante um quadro de referências teórico e objectivos definidos, concretizar respostas ao conjunto de categorias e perguntas de investigação.

Essas categorias foram estabelecidas, de acordo com as problemáticas, e obedecendo às etapas já referidas.

Esquema de apresentação do Plano de Investigação Dados e Questões de

Pesquisa Técnicas de Investigação Utilizadas

Caracterização da escola. Caracterização dos diferentes Projectos Conversa informal com os coordenadores sobre os seus projectos. Com se articulam os

vários projectos que se desenvolvem na escola e se ajudam o PEE na concretização dos seus objectivos? Análise de documentação produzida pela escola. Que dinâmicas de

participação dos diferentes actores escolares se conseguem com a implementação dos diferentes projectos?

Que tipos e dimensões da avaliação são utilizadas para os diferentes projectos?

Que benefícios são percepcionados da dinâmica de projectos? 1. Entrevista Exploratória com a Coordenadora de Projectos (E1) Entrevista Estruturadas com: 2. Presidente do C.E. (E6); 3. Presidente da Associação de Pais (E5); 4. Coord. BE/CRE (E3); 5. Coord. S.I. e PAA (E2); 6. Coordenadora GAAF (E4);

Depois de recolhidas e transcritas, as entrevistas foram analisadas através de sucessivas leituras, procurando as frases mais significativas do discurso do entrevistado bem como as ideias principais, os conceitos e as categorias consideradas relevantes.

Segundo Carmo, H. e Ferreira, M. (1998:254) este conjunto de dados deve ser o mais completo possível, representativo, homogéneo e pertinente de forma a permitir uma base rica e sólida de trabalho.

A interpretação desses dados teve em conta os objectivos estabelecidos, a base teórica de suporte ao estudo e os resultados obtidos.

Os guiões das diferentes entrevistas, assim como, as grelhas de tratamento das mesmas constam em anexo.

6.4. Práticas que favoreceram a garantia de validade e fiabilidade do estudo

A validação é, no processo de investigação, um aspecto de grande importância que deve ser assegurado de forma a garantir a máxima exactidão na recolha de dados para que estes espelhem, de facto, a realidade existente.

A possibilidade de se proceder a uma triangulação, tornou o plano de investigação, deste ponto de vista, mais consistente, assim como a sua validade interna; permitiu a avaliação da recolha assim como da sua plausibilidade através das diferentes estratégias e procedimentos de cruzamento de informação. Como refere Patton (Carmo, H. e Ferreira, M., 1998:183)

“(…)uma forma de tornar um plano de investigação mais “sólido” é através da triangulação, isto é, da combinação de metodologias no estudo dos mesmos fenómenos ou programas.”

Os dados foram recolhidos no próprio contexto, o investigador foi o instrumento principal de pesquisa e foram usadas fontes directas. A multiplicação dos modos de produção de dados (entrevista individuais e pequeno grupo, pesquisa documental), de diferentes actores e diferentes fontes de dados garantem a análise.

Concomitantemente, a fiabilidade é outro aspecto a garantir que pode ser salvaguardado através do relato pormenorizado dos métodos e processos de investigação, controlando as variáveis que possam influenciar os resultados.

No final, se a investigação for fiável, deve denotar validade e fiabilidade, podendo esperar-se que uma nova implementação do estudo dê resultados próximos aos já obtidos.

6.5. Limitações do estudo

Inicialmente o plano de investigação previa a realização de entrevistas de grupo o que se constatou ser difícil de conseguir uma vez que a carga lectiva dos professores, acrescida das enumeras tarefas e reuniões a que estão sujeitos, tornava a nossa opção inviável no espaço de tempo de que dispúnhamos.

Limitações de tempo foram o maior obstáculo, uma vez que não possibilitou a realização de entrevistas de grupo nem um número maior de entrevistas.

Por fim, outra limitação decorrente é o facto de todos os professores inquiridos terem um perfil profissional semelhante, mais de dez anos na escola e vinculados à instituição.