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4.2. Risco de Mercado

4.2.1. Fator de Risco: Taxa de juros

4.2.1.2. Projeto PROSUB

Das simulações de fluxo de caixa com taxas fixas e variáveis, obtiveram-se os seguintes Custos do Financiamento (% a.a.):

Quadro 10 - Exposição do custo do projeto PROSUB à variação da taxa de juros. Contrato

Assinado

Alternativa para os

juros Cenários

Projeto Taxa Fixa Taxa variável esperada (ETTJ + Spread) Choque de Tendência de Alta Choque de Tendência de Baixa PROSUB 7,069% 5,051% 5,775% 4,515%

Fonte: Elaboração própria.

Nota: O quadro mostra os valores do Custo do Financiamento (CF), em percentual ao ano, e permite comparar o custo do fluxo de caixa contratado com o custo do fluxo de caixa alternativo à taxa de juros variável. Apresenta, também, a suscetibilidade do financiamento à variação da taxa de juros, por meio dos CF obtidos nos testes de estresse de cenários, para um cenário com choque de tendência de subida gradual da Euribor 6m e para outro cenário com choque de tendência de queda gradual da Euribor 6m.

À semelhança do que foi identificado na análise do COFACE Credit Agreement, pode-se verificar que o Custo do Financiamento contratado, à taxa fixa, é maior que o custo da decisão de financiar-se à taxa variável, no atual contexto de evolução da Euribor. O mesmo se verificou nos cenários de choque de tendência criados. Cabe mencionar que mesmo o cenário de choque de tendência de alta da Euribor apresentou-se como uma opção melhor em relação ao financiamento à taxa fixa.

Calculado o valor em risco do contrato, no momento do repagamento de 15 de dezembro de 2012, obteve-se:

Quadro 11 - Valor em Risco do financiamento do projeto PROSUB, calculado a partir

da diferença das saídas de caixa previstas, à taxa de juros fixa e à taxa de juros variável. (em EUR) Saídas de caixa (taxa fixa) Saídas de Caixa (taxa variável) Valor em Risco (diferença) Valor Atual 3.179.883.987,80 3.031.728.759,46 148.155.228,34 Fonte: Elaboração própria.

Nota: O quadro mostra os valores atuais das saídas de caixa futuras, em 15 de dezembro de 2012, estimadas para o fluxo de caixa contratado e para o fluxo de caixa com uma taxa de juros variável. O valor em risco do financiamento é a diferença entre estes dois valores, e representa o possível ganho ou perda pela utilização de um financiamento com taxa de juros variável.

Em relação ao valor das saídas de caixa, atualizado pelo custo do fluxo de caixa nas condições de assinatura do contrato, verifica-se que à data de 15 de dezembro de 2012 existia um valor em risco de 148.155.228,34 EUR, o que expressa o

50 montante que o mutuário poderia estar pagando a mais em razão do risco de taxa de juros, por ter contraído um financiamento à taxa fixa.

Diante do mesmo procedimento para os cenários de choque de tendência, foi possível identificar o valor em risco na melhor e na pior perspectiva:

Quadro 12 - Comparação dos Valores em Risco do financiamento do projeto

PROSUB, calculados para a taxa de juros variável esperada e para os cenários de choque de tendência de alta e de baixa.

(em EUR) Valor em Risco (taxa variável esperada) Valor em Risco (choque de tendência de alta) Valor em Risco (choque de tendência de baixa) Valor Atual 148.155.228,34 88.618.414,99 190.704.257,32 Fonte: Elaboração própria.

Nota: O valor em risco apresentado na primeira coluna foi calculado entre o valor atual das saídas de caixa futuras à taxa fixa contratada e o valor atual das saídas de caixa futuras à taxa de juros variável. O valor em risco da segunda coluna é a diferença entre o valor atual das saídas de caixa futuras à taxa de juros fixa e o valor atual das saídas de caixa futuras à taxa variável, sob choque de tendência de alta. O último valor em risco é a diferença entre o valor atual das saídas de caixa futuras à taxa de juros fixa e o valor atual das saídas de caixa futuras à taxa variável, sob choque de tendência de queda da taxa de juros.

Assim como foi mencionado na análise do COFACE Credit Agreement, os montantes do valor em risco obtidos, com a aplicação dos choques de tendência, foram coerentes com o que se esperava intuitivamente. No caso do PROSUB, o valor em risco calculado sob o cenário de tendência de aumento das taxas de juros, é cerca de 40,18% menor que o valor em risco do cenário esperado. Já o valor em risco, resultante do cenário de tendência de redução das taxas de juros, é aproximadamente 28,72% maior que aquele calculado para o cenário esperado.

Por serem de grande porte e de longo prazo de maturidade, os financiamentos internacionais a projetos de Defesa geram um impacto expressivo no Orçamento do país. Por este motivo, é natural que o governo opte por garantir a constância das saídas de caixa, optando geralmente por financiamentos a taxa de juros fixa. As instituições financeiras comumente cobram uma compensação por ficarem com o risco de variação da taxa de juros, ao oferecerem crédito a juros fixos. A análise dos casos é compatível com este raciocínio quando apresenta um custo menor para a opção de financiamento à taxa variável, ao compará-la à opção de financiamento à taxa fixa. Pode-se afirmar que o diferencial do custo de ambas as opções de financiamento é o que a Administração Pública paga para obter um fluxo previsível de saídas de caixa.

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