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PRovA DoCuMeNTAL

No documento Livro Em PDF Provas NCPC 2016 (páginas 84-92)

das ProVas eM esPÉCie

5.7 PRovA DoCuMeNTAL

O assunto tem previsão legal nos artigos 405 a 441. Sobre a prova documental, destacamos o art. 422, §1º, trazendo a possibilidade de juntar como prova as fotografias digitais164 e as extraídas da rede mundial de com-

putadores, devendo a parte que impugnar fazer prova em sentido contrário. O mesmo artigo ainda traz que: “§ 2o Se se tratar de fotografia publicada em

jornal ou revista, será exigido um exemplar original do periódico, caso impugna- da a veracidade pela outra parte.”

O documento público ou particular poderá ser declarado falso (ação declaratória incidental), conforme texto do art. 427 a 433. Registra-se então sugestão de sempre na contestação quando não houver alegação de falsi- dade, alegar este fato para o devido prosseguimento do feito, pois o prazo é preclusivo, ou seja, o que não tiver alegação de falsidade, presume-se como verdadeiro, devendo apenas ter sua valoração com os outros contextos fáti- cos. Ao juiz não é permitido manifestar-se ex officio a respeito, sob pena de julgamento extra petita (REsp, 11.138/CE).

A ação de arguição de falsidade poderá ser incidental ou a pedido de quem alega ser julgada como questão principal (CPC/2015, art. 19, II), neste caso devendo ser julgada nos termos do art. 433. A decisão declara falso o documento ou se improcedente, declara sua autenticidade, fazendo, assim coisa julgada.

164.. Enunciado n. 297 do CJF/STJ, IV Jornada de Direito Civil, evento de outubro de 2006, :“O documento eletrônico tem valor probante, desde que seja apto a conservar a integridade de seu conteúdo e idôneo a apontar sua autoria, independentemente da tecnologia empregada”

A petição inicial ou a contestação deverá ser instruída com os docu- mentos destinados a provar suas alegações, tema este descrito no art. 434 e art. 319, este que trata sobre os requisitos da petição inicial. A possibilidade de juntar novos documentos165 consta também no art. 435, parágrafo único,

que “Admite-se também a juntada posterior de documentos formados após a petição inicial ou a contestação, bem como dos que se tornaram conhecidos, acessíveis ou disponíveis após esses atos, cabendo à parte que os produzir comprovar o motivo que a impediu de juntá-los anteriormente e incumbin- do ao juiz, em qualquer caso, avaliar a conduta da parte de acordo com o art. 5o.”166

É absolutamente justificável que antes da decisão de saneamento e or- ganização do processo, o juiz intime as partes para novamente se manifestarem sobre as provas167. Decisão em sentido contrário do STJ (REsp 840.960, “4.

Ainda acerca do direito probatório, convém ressaltar que, via de regra, a opor- tunidade adequada para que a parte autora produza seu caderno probatório é a inicial (art. 282, inc. I, do CPC). Para o réu, este momento é a contestação (art. 300 do CPC). Qualquer outro momento processual que possa eventual- mente ser destinado à produção probatória deve ser encarado como exceção.” 165.. Sobre o tema: Dia porque os tribunais têm sido condescentes com a exibição tardia da prova documen-

tal, entendendo que sua produção extemporânea somente será vedada em caso de má-fé do requer- ente, ou da ofensa ao princípio do contraditório. WAMBIER, Teresa Arruda Alvim; LINS CONCEIÇÃO, Maria Lúcia; SILVA RIBEIRO, Leonardo Ferres da; MELLHO, Rogerio Licastro Torres de. Primeiros Co- mentários ao Novo Código de Processo Civil, artigo por artigo. RT, 1º, ed. São Paulo, 2015:715.

Sobre o tema: REsp 840.960 DF “4. Ainda acerca do direito probatório, convém ressaltar que, via de regra, a oportunidade adequada para que a parte autora produza seu caderno probatório é a inicial (art. 282, inc. I, do CPC). Para o réu, este momento é a contestação (art. 300 do CPC). Qualquer outro momento processual que possa eventualmente ser destinado à produção probatória deve ser encarado como exceção.”

FPPC, Enunciado nº 139: “ (art. 287; art. 15) No processo do trabalho, é requisito da petição inicial a indicação do endereço, eletrônico ou não, do advogado, cabendo-lhe atualizá-lo, sempre que houver mudança, sob pena de se considerar válida a intimação encaminhada para o endereço informado nos autos.

FPPC, Enunciado nº 145: “ (art. 319; art. 15) No processo do trabalho, é requisito da inicial a indica- ção do número no cadastro de pessoas físicas ou no cadastro nacional de pessoas jurídicas, bem como os endereços eletrônicos do autor e do réu, aplicando-se as regras do novo Código de Processo Civil a respeito da falta de informações pertinentes ou quando elas tornarem impossível ou excessivamente oneroso o acesso à justiça.

166.. FPPC, Enunciado nº 107: “ (arts. 7º, 139, I, 218, 437, §2º) O juiz pode, de ofício, dilatar o prazo para a parte se manifestar sobre a prova documental produzida.”

167.. WAMBIER, Teresa Arruda Alvim; LINS CONCEIÇÃO, Maria Lúcia; SILVA RIBEIRO, Leonardo Ferres da; MELLHO, Rogerio Licastro Torres de. Primeiros Comentários ao Novo Código de Processo Civil, artigo por artigo. RT, 1º, ed. São Paulo, 2015:639.

Há também possibilidade de dilação do prazo para manifestação, a pedido da parte, levando em consideração a quantidade e a complexidade da documentação (CPC/2015, art. 437, §2º). O tema foi tratado também no ca- pítulo 2 quando discorremos sobre Flexibilidade Procedimental e importante apontar o Enunciado nº 107 do FPPC: “ (arts. 7º, 139, I, 218, 437, §2º) O juiz pode, de ofício, dilatar o prazo para a parte se manifestar sobre a prova documental produzida.”

Sobre prova documental, Súmula nº 132 do STJ: “A ausência de re- gistro da transferência não implica a responsabilidade do antigo proprietário por dano resultante de acidente que envolva o veiculo alienado”.

Apresentada essas principais considerações, importante destacar que (art. 406) “quando a lei exigir instrumento público como da substância do ato, nenhuma outra prova, por mais especial que seja, pode suprir-lhe a falta”. Porém o art. 415 traz que “as cartas e os registros domésticos pro- vam contra quem os escreveu quando: I - enunciam o recebimento de um crédito; II - contêm anotação que visa a suprir a falta de título em favor de quem é apontado como credor; III - expressam conhecimento de fatos para os quais não se exija determinada prova”. Assim também o art. 416, pois “a nota escrita pelo credor em qualquer parte de documento representativo de obrigação, ainda que não assinada, faz prova em benefício do devedor. Aplica-se essa regra tanto para o documento que o credor conservar em seu poder quanto para aquele que se achar em poder do devedor ou de terceiro.”

O artigo 408 por sua vez afirma que “as declarações constantes do documento particular escrito e assinado ou somente assinado presumem-se verdadeiras em relação ao signatário. Quando, todavia, contiver declaração de ciência de determinado fato, o documento particular prova a ciência, mas não o fato em si, incumbindo o ônus de prová-lo ao interessado em sua veracidade.”

A possibilidade de ampla produção de prova é também descrita no art. 409, pois “a data do documento particular, quando a seu respeito surgir dúvida ou impugnação entre os litigantes, provar-se-á por todos os meios de direito. Em relação a terceiros, considerar-se-á datado o documento par- ticular: I - no dia em que foi registrado; II - desde a morte de algum dos

signatários; III - a partir da impossibilidade física que sobreveio a qualquer dos signatários; IV - da sua apresentação em repartição pública ou em juízo; V - do ato ou do fato que estabeleça, de modo certo, a anterioridade da for- mação do documento.

A autenticidade de um documento tem sua previsão legal descrita no art. 411, pois “considera-se autêntico o documento quando: I - o tabelião re- conhecer a firma do signatário; II - a autoria estiver identificada por qualquer outro meio legal de certificação, inclusive eletrônico, nos termos da lei; III - não houver impugnação da parte contra quem foi produzido o documento. Deste modo, já argumentamos que quanto não houver arguição de falsi- dade documental, o documento será considerado válido, porém devendo apenas ter sua devida valoração dentro do contexto probatório.

Assim neste sentido também o art. 412, pois “o documento particu- lar de cuja autenticidade não se duvida prova que o seu autor fez a declaração que lhe é atribuída”. Porém “o documento particular admitido expressa ou tacitamente é indivisível, sendo vedado à parte que pretende utilizar-se dele aceitar os fatos que lhe são favoráveis e recusar os que são contrários ao seu interesse, salvo se provar que estes não ocorreram”.

Sobre livros empresariais, escrituração contábil, o CPC trata o as- sunto no art. 417 a 421, a saber: “Art. 417: Os livros empresariais provam contra seu autor, sendo lícito ao empresário, todavia, demonstrar, por todos os meios permitidos em direito, que os lançamentos não correspondem à verdade dos fatos. Art. 418: Os livros empresariais que preencham os requi- sitos exigidos por lei provam a favor de seu autor no litígio entre empresários. Art. 419: A escrituração contábil é indivisível, e, se dos fatos que resultam dos lançamentos, uns são favoráveis ao interesse de seu autor e outros lhe são contrários, ambos serão considerados em conjunto, como unidade. Art. 420: O juiz pode ordenar, a requerimento da parte, a exibição integral dos livros empresariais e dos documentos do arquivo: I - na liquidação de sociedade; II - na sucessão por morte de sócio; III - quando e como determinar a lei. Art. 421: O juiz pode, de ofício, ordenar à parte a exibição parcial dos livros e dos documentos, extraindo-se deles a suma que interessar ao litígio, bem como reproduções autenticadas.”

Acerca das reproduções mecânicas, fotográficas, cinematográficas e fonográficas, o assunto tem previsão legal nos art. 422 a 423, nestes termos: “Art. 422: Qualquer reprodução mecânica, como a fotográfica, a cinemato- gráfica, a fonográfica ou de outra espécie, tem aptidão para fazer prova dos fatos ou das coisas representadas, se a sua conformidade com o documento original não for impugnada por aquele contra quem foi produzida. § 1o As

fotografias digitais e as extraídas da rede mundial de computadores fazem prova das imagens que reproduzem, devendo, se impugnadas, ser apresenta- da a respectiva autenticação eletrônica ou, não sendo possível, realizada perí- cia. § 2o Se se tratar de fotografia publicada em jornal ou revista, será exigido

um exemplar original do periódico, caso impugnada a veracidade pela outra parte. § 3o Aplica-se o disposto neste artigo à forma impressa de mensagem

eletrônica. Art. 423. As reproduções dos documentos particulares, fotográ- ficas ou obtidas por outros processos de repetição, valem como certidões sempre que o escrivão ou o chefe de secretaria certificar sua conformidade com o original.”

Destacamos, quanto esse tema, que a prova realizada por ata notarial

(capítulo 5.3) tem grande validade e utilidade, pois certificará, sem juízo de valor, o fato ou a veracidade da informação; possuirá a prova, assim, presun- ção relativa, ou seja, iuris tantum.

O assunto também merece destaque no art. 439 a 441 ao tratar sobre

documentos eletrônicos, pois “A utilização de documentos eletrônicos no processo convencional dependerá de sua conversão à forma impressa e da verificação de sua autenticidade, na forma da lei. O juiz apreciará o valor probante do documento eletrônico não convertido, assegurado às partes o acesso ao seu teor. Serão admitidos documentos eletrônicos produzidos e conservados com a observância da legislação específica.” Assim, quanto pos- sível, a veracidade do documento eletrônico ser constatada por meio de ata pública notarial grande relevância prática.

Sobre cópia de documento particular, o tema segue com previsão legal no art. 424 a 426, assim: (art. 424) A cópia de documento particular tem o mesmo valor probante que o original, cabendo ao escrivão, intimadas as partes, proceder à conferência e certificar a conformidade entre a cópia e

o original. (art. 425) Fazem a mesma prova que os originais: I - as certidões textuais de qualquer peça dos autos, do protocolo das audiências ou de outro livro a cargo do escrivão ou do chefe de secretaria, se extraídas por ele ou sob sua vigilância e por ele subscritas; II - os traslados e as certidões extraídas por oficial público de instrumentos ou documentos lançados em suas notas; III - as reproduções dos documentos públicos, desde que autenticadas por oficial público ou conferidas em cartório com os respectivos originais; IV - as cópias reprográficas de peças do próprio processo judicial declaradas autênticas pelo advogado, sob sua responsabilidade pessoal, se não lhes for impugnada a au- tenticidade; V - os extratos digitais de bancos de dados públicos e privados, desde que atestado pelo seu emitente, sob as penas da lei, que as informações conferem com o que consta na origem; VI - as reproduções digitalizadas de qualquer documento público ou particular, quando juntadas aos autos pelos órgãos da justiça e seus auxiliares, pelo Ministério Público e seus auxiliares, pela Defensoria Pública e seus auxiliares, pelas procuradorias, pelas repar- tições públicas em geral e por advogados, ressalvada a alegação motivada e fundamentada de adulteração. § 1o Os originais dos documentos digitali-

zados mencionados no inciso VI deverão ser preservados pelo seu detentor até o final do prazo para propositura de ação rescisória. § 2o Tratando-se de

cópia digital de título executivo extrajudicial ou de documento relevante à instrução do processo, o juiz poderá determinar seu depósito em cartório ou secretaria. Conforme art. 426, o juiz apreciará fundamentadamente a fé que deva merecer o documento, quando em ponto substancial e sem ressalva contiver entrelinha, emenda, borrão ou cancelamento.

Por fim, sobre o tema, importa destacar que (art. 434) “Incumbe à parte instruir a petição inicial ou a contestação com os documentos desti- nados a provar suas alegações.” Destacamos o presente precedente do STJ: REsp 840.960/DF “4. Ainda acerca do direito probatório, convém ressaltar que, via de regra, a oportunidade adequada para que a parte autora produza seu caderno probatório é a inicial (art. 282, inc. I, do CPC). Para o réu, este momento é a contestação (art. 300 do CPC). Qualquer outro momento pro- cessual que possa eventualmente ser destinado à produção probatória deve ser encarado como exceção.”

Trataremos adiante sobre arguição de falsidade, porém desde logo importa destacar que a parte (art. 436), intimada a falar sobre documento constante dos autos, poderá impugnar sua autenticidade, suscitar sua fal- sidade, com ou sem deflagração do incidente de arguição de falsidade ou manifestar-se sobre seu conteúdo. Quando impugnar sua autenticidade ou suscitar sua falsidade, a impugnação deverá basear-se em argumentação espe- cífica, não se admitindo alegação genérica de falsidade.

O momento de manifestar sobre o documento é (art. 437), para o réu, na contestação sobre os documentos anexos à inicial, e para o autor, na réplica sobre os documentos anexados à contestação, ou, na juntada do documento novo do art. 435, o juiz ouvirá, a seu respeito, a outra parte, que disporá do prazo de 15 (quinze) dias para adotar qualquer das posturas indicadas no art. 436168.

O juiz ainda requisitará (art. 438) “às repartições públicas, em qual- quer tempo ou grau de jurisdição: I - as certidões necessárias à prova das alegações das partes; II - os procedimentos administrativos nas causas em que forem interessados a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municí- pios ou entidades da administração indireta. § 1o Recebidos os autos, o juiz

mandará extrair, no prazo máximo e improrrogável de 1 (um) mês, certidões ou reproduções fotográficas das peças que indicar e das que forem indicadas pelas partes, e, em seguida, devolverá os autos à repartição de origem. § 2o As repartições públicas poderão fornecer todos os documentos em meio

eletrônico, conforme disposto em lei, certificando, pelo mesmo meio, que se trata de extrato fiel do que consta em seu banco de dados ou no documento digitalizado.”

5.7.1 ArguiÇÃo DE FALsiDADE

Já aqui apresentamos algumas considerações sobre a arguição de falsi- dade, porém alguns pontos merecem maior destaque.

168.. Art. 436. A parte, intimada a falar sobre documento constante dos autos, poderá: I - impugnar a admis- sibilidade da prova documental; II - impugnar sua autenticidade; III - suscitar sua falsidade, com ou sem deflagração do incidente de arguição de falsidade; IV - manifestar-se sobre seu conteúdo. Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, a impugnação deverá basear-se em argumentação específica, não se admitindo alegação genérica de falsidade.

O tema sobre a autenticidade de um documento tem sua previsão legal descrita no art. 411, pois “considera-se autêntico o documento quando: I - o tabelião reconhecer a firma do signatário; II - a autoria estiver identi- ficada por qualquer outro meio legal de certificação, inclusive eletrônico, nos termos da lei; III - não houver impugnação da parte contra quem foi produzido o documento.

A parte (art. 436) que for intimada a falar sobre documento constante dos autos, poderá impugnar sua autenticidade, suscitar sua falsidade, com ou sem deflagração do incidente de arguição de falsidade ou manifestar-se sobre seu conteúdo. Quando impugnar sua autenticidade ou suscitar sua falsidade, a impugnação deverá basear-se em argumentação específica, não se admitin- do alegação genérica de falsidade.

O momento de manifestar sobre o documento é (art. 437), para o réu, na contestação sobre os documentos anexos à inicial e, para o autor, na réplica sobre os documentos anexados à contestação, ou, na juntada do documento novo do art. 435, o juiz ouvirá, a seu respeito, a outra parte, que disporá do prazo de 15 (quinze) dias para adotar qualquer das posturas indicadas no art. 436.

A falsidade, neste sentido, deve ser alegada na contestação, na réplica ou no prazo de 15 dias a contar da intimação do documento aos autos (art. 430)

O prazo é preclusivo, ou seja, o que não tiver alegação de falsida- de, presume-se como verdadeiro, devendo apenas ter sua valoração com os outros contextos fáticos. Ao juiz não é permitido manifestar-se ex officio a respeito, sob pena de julgamento extra petita (REsp, 11.138/CE).

A ação de arguição de falsidade poderá ser incidental ou a pedido de quem alega ser julgada como questão principal (CPC/2015, art. 19, II), nes- te caso devendo ser julgada nos termos do art. 433. A decisão declara falso o documento ou se improcedente, declara sua autenticidade, fazendo, assim coisa julgada. A declaração sobre a falsidade do documento, quando suscita- da como questão principal, constará da parte dispositiva da sentença e sobre ela incidirá também a autoridade da coisa julgada (art. 433).

Cessa a fé do documento público ou particular sendo-lhe declarada judicialmente a falsidade. Esta consiste em formar documento não verda- deiro ou alterar documento verdadeiro (art. 427). Cessa também a fé do documento particular quando for impugnada sua autenticidade e enquanto não se comprovar sua veracidade ou assinado em branco, for impugnado seu conteúdo, por preenchimento abusivo. Dar-se-á abuso quando aquele que recebeu documento assinado com texto não escrito no todo ou em parte formá-lo ou completá-lo por si ou por meio de outrem, violando o pacto feito com o signatário (art. 428).

O ônus da prova incumbe: se tratar de falsidade de documento ou de preenchimento abusivo, à parte que a arguir; se tratar de impugnação da autenticidade, à parte que produziu o documento (art. 429). Nos termos do art. 431 “a parte arguirá a falsidade expondo os motivos em que funda a sua pretensão e os meios com que provará o alegado. (art. 432) Depois de ouvi- da a outra parte no prazo de 15 (quinze) dias, será realizado o exame pericial. Não se procederá ao exame pericial se a parte que produziu o documento concordar em retirá-lo (parágrafo único).

No documento Livro Em PDF Provas NCPC 2016 (páginas 84-92)

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