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Quadro II – Conceitos (Enade e IDD) e Resultado Final (CPC)

No documento Revista Estudos nº 39 | ABMES (páginas 66-71)

Ano

Enade Subárea Nome da IES

Município/ sede do curso

Conceito

Enade IDD CPC

2008 Biologia Universidade Estadual Paulista

Júlio de Mesquita Filho Rio Claro 1 1 3

2008 História Fundação Universidaddo Estadoe

de Santa Catarina Florianópolis 1 1 3

2008 História Universidade Federal Fluminense Niterói 1 1 3

2008 Geografia Pontifícia Universidade Católica de

São Paulo São Paulo 1 1 3

2008 Engenharia Eletrônica Universidade do Vale do Paraíba Jacareí 1 2 3 2008 Engenharia Têxtil Universidade Federal do Rio

Grande do Norte Natal 1 2 3

2008 Engenharia de Alimentos Universidade Federal do Ceará Fortaleza 1 1 3

2008

Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas

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BRASILEIRO DE AVALIAÇÃO ANA MARIA COSTA DE SOUSAANA MARIA COSTA DE SOUSAANA MARIA COSTA DE SOUSAANA MARIA COSTA DE SOUSAANA MARIA COSTA DE SOUSA 67

Para os cursos de Medicina e Direito as exigências são maiores.

Conceito referencial mínimo de qualidade – Medicina. Quando, pelo menos, 60%

dos docentes do curso têm titulação obtida em programas de pós-graduação stricto

sensu – sendo que, dentre estes, 50% são doutores e 20% são contratados em tempo

integral – e os titulados têm, pelo menos, quatro (4) anos de experiência acadêmica no ensino superior. Considerar apenas as horas destinadas às atividades da Mantida à qual pertence o curso. (Conceito referencial mínimo de qualidade – Medicina)

Conceito referencial mínimo de qualidade – Direito. Quando, pelo menos, 60%

dos docentes do curso têm titulação obtida em programas de pós-graduação stricto

sensu – sendo que, dentre estes, 50% são doutores e 20% são contratados em tempo

integral – e os titulados têm, pelo menos, quatro (4) anos de experiência acadêmica no ensino superior. Considerar apenas as horas destinadas às atividades da Mantida à qual pertence o curso.

Para as universidades, tais exigências de titulação e regime estão previstas nos incisos II e III da LDB n.º 9.394/1996, isto é, um terço, pelo menos, com titulação acadêmica de mestrado ou doutorado e um terço em regime de tempo integral. Para os Centros Universitários, o regime de trabalho e a titulação dos professores estão definidos nos incisos I e II do art. 1.º do Decreto n.º 5.786/2006, isto é, um quinto do corpo docente em regime de tempo integral e um terço, pelo menos, com titulação acadêmica de mestrado ou doutorado. Para as Faculdades não existe uma definição legal para a titulação e o regime de trabalho docente.

As exigências deveriam ser compatíveis com as funções que cabem a cada organização acadêmica. Para as universidades, as atividades de ensino, pesquisa e extensão dependem de um maior número de professores com dedicação integral, bem como de titulação em pós-graduação stricto sensu, pois obrigatoriamente devem apresentar uma produção intelectual institucionalizada e promover a disseminação do conhecimento. Para os centros universitários, cuja missão é desenvolver o ensino de excelência, além de promover a extensão e a iniciação científica, é justificada a exigência de um número menor de professores com doutorado e em tempo integral.

Entretanto, as faculdades, cujas atividades e programas estão centrados no ensino, não devem ser foco das mesmas exigências; para elas, os critérios para titulação e regime de trabalho do corpo docente estão presentes apenas nos instrumentos de avaliação do Inep/MEC.

O agravante para as faculdades é que esses indicadores, quando definidos como imprescindíveis, têm trazido sérias consequências às IES, principalmente às faculdades de pequeno porte e às localizadas em regiões onde, muitas vezes, não são encontrados os profissionais com a titulação exigida.

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O conceito abaixo de 3 (três), nos respectivos indicadores, resulta na avaliação final “Sem Conceito”.

4 – Analisando os instrumentos de reconhecimento de curso e de recredenciamento institucional, é possível identificar uma grande incoerência nas exigências de titulação e regime de trabalho, podendo, no caso das faculdades, ocasionar uma situação atípica, ou seja, uma instituição poderá ser recredenciada, mas não ter seus cursos aprovados.

Conceito referencial mínimo de qualidade / universidades e centros universitários. Quando a metade do corpo docente da IES tem formação mínima em

nível de pós-graduação stricto sensu, dos quais 40% desses com título de doutor (20% do total), e experiência profissional acadêmica adequada às políticas constantes dos documentos oficiais da IES. (5.2. Formação do corpo docente. Conceito referencial mínimo de qualidade / universidades e centros universitários)

Conceito referencial mínimo de qualidade / Faculdades. Quando a maioria do

corpo docente tem, no mínimo, formação de pós-graduação lato sensu e experiência profissional e acadêmica adequada às políticas constantes dos documentos oficiais da IES. (5.2. Formação do corpo docente)

É importante afirmar que os anos de estudos e prática dos que atuam na educação superior trouxeram o consenso de que a avaliação, como processo, deve objetivar a qualidade; mas é preciso lembrar que qualidade é um conceito multidimensional, isto é, engloba um conjunto de valores que não são redutíveis uns aos outros.

As diferentes dimensões de qualidade resultam das preocupações e dos interesses dos diversos setores que participam da atividade educativa; a primeira ação de qualquer processo avaliativo é identificar essas dimensões e escolher aquelas sobre as quais esse processo será implementado. Para avaliar uma instituição é preciso compreender sua missão e suas finalidades, seu clima e as pessoas nela envolvidas, com seus anseios, conflitos, valores, crenças, princípios e cultura. Não é possível avaliar com os mesmos critérios e procedimentos uma grande universidade tradicional de pesquisa, que conta com docentes titulados e laboratórios e biblioteca adequados, e uma instituição regional, que não possui as mesmas condições, embora esta possa realizar o seu projeto de forma competente e com forte enraizamento em seu contexto social. Cada instituição deve ser avaliada por critérios que considerem a sua realidade particular.

A HORA E A VEZ DOS OLHARES CRÍTICOS SOBRE O MODELO A HORA E A VEZ DOS OLHARES CRÍTICOS SOBRE O MODELOA HORA E A VEZ DOS OLHARES CRÍTICOS SOBRE O MODELO A HORA E A VEZ DOS OLHARES CRÍTICOS SOBRE O MODELO A HORA E A VEZ DOS OLHARES CRÍTICOS SOBRE O MODELO BRASILEIRO DE AVALIAÇÃO

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BRASILEIRO DE AVALIAÇÃO ANA MARIA COSTA DE SOUSAANA MARIA COSTA DE SOUSAANA MARIA COSTA DE SOUSAANA MARIA COSTA DE SOUSAANA MARIA COSTA DE SOUSA 69

Nosso sistema educacional é amplo e diverso e merece que a avaliação tenha a mesma amplitude e diversidade para que seus resultados constituam referencial básico dos processos de regulação e supervisão, como prevê a Lei, e não meio para o controle e a exposição ao julgamento, aspectos que contrariam os princípios da autonomia e da liberdade acadêmica.

Para José Dias Sobrinho, a avaliação deve ir além de indicadores quantitativos, uma vez que esses conseguem explicar a complexa realidade da educação superior. Para ele, apenas os processos avaliativos com resultados mensuráveis, também qualitativos, e desenvolvidos numa ambiência de autoridade partilhada, poderão acarretar resultados benéficos às instituições de ensino.

Portanto, as referidas portarias que regulamentam a lei estão distantes de ser exemplares, estando aquém do modelo de avaliação que reivindicamos para a educação superior no país.

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ESTUDOS 39 DEZEMBRO DE 2010DEZEMBRO DE 2010DEZEMBRO DE 2010DEZEMBRO DE 2010DEZEMBRO DE 2010 70

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BRASILEIRO DE AVALIAÇÃO ANA MARIA COSTA DE SOUSAANA MARIA COSTA DE SOUSAANA MARIA COSTA DE SOUSAANA MARIA COSTA DE SOUSAANA MARIA COSTA DE SOUSA 71

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