• Nenhum resultado encontrado

FRITURA.

Tabela 1. Composição percentual e nutricional das dietas experimentais...46

Tabela 2. Características físicas da carne de cordeiros terminados com dieta alto grão e dieta

com inclusão de óleo residual de fritura...48

Tabela 3. Composição química da carne de cordeiros terminados com dieta alto grão e dieta

com inclusão de óleo residual de fritura...49

SUMÁRIO

CAPÍTULO I - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ... 13

1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ... 14

1.1 OVINOCULTURA DE CORTE NO BRASIL ... 14

1.2 DIETA DE ALTO GRÃO... 15

1.3 ÓLEO RESIDUAL DE FRITURA NA ALIMENTAÇÃO ANIMAL ... 17

REFERÊNCIAS ... 19

2. OBJETIVOS... 22

2.1 GERAL... 22

2.2 ESPECÍFICOS ... 22

CAPÍTULO II - EFEITO DE DIETA ALTO GRÃO E DIETA COM INCLUSÃO DE

ÓLEO RESIDUAL DE FRITURA NO DESEMPENHO, CARACTERÍSTICAS DE

CARCAÇA E INDÍCES ECONÔMICOS DE CORDEIROS CONFINADOS ... 23

RESUMO ... 24

ABSTRACT ... 25

INTRODUÇÃO ... 26

MATERIAL E MÉTODOS ... 27

RESULTADOS E DISCUSSÃO ... 30

CONCLUSÃO ... 37

REFERÊNCIAS ... 38

CAPITULO III - QUALIDADE DA CARNE DE CORDEIROS ALIMENTADOS COM

DIETA ALTO GRÃO E DIETA COM INCLUSÃO DE ÓLEO RESIDUAL DE

FRITURA ... 41

RESUMO ... 42

ABSTRACT ... 43

INTRODUÇÃO ... 44

MATERIAL E MÉTODOS ... 45

RESULTADOS E DISCUSSÃO ... 48

CONCLUSÃO ... 50

REFERÊNCIAS ... 51

CAPÍTULO I

1.FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

1.1OVINOCULTURA DE CORTE NO BRASIL

A produção de carne ovina no Brasil, de acordo com dados divulgados pela FAO

referentes ao primeiro semestre de 2018, ainda é discreta, constituindo 0,45% de toda a carne

produzida em território nacional (FAO, 2018).

Da mesma forma, o consumo de carne ovina também é baixo quando comparado com

o consumo de outras carnes, em torno de 0,6 kg/habitante/ano (EMBRAPA, 2018). Contudo,

nos últimos anos o mercado interno desse produto tem crescido, o que Viana et al. (2015)

atribuem ao aumento de renda da população, ao maior número de nichos sociais que a carne

ovina tem conseguido alcançar e a utilização dessa carne como substituto de outras carnes

consumidas tradicionalmente, como a bovina e a de aves.

Apesar do baixo consumo da carne ovina, de acordo com Esturrani (2017), o Brasil

importa mais de 7.000 toneladas desse tipo de carne para atender a demanda interna do

produto. O mesmo autor aponta que a preferência dada pelo consumidor brasileiro à carne

oriunda de importação se deve a melhor qualidade do produto, bem como pela oferta em

diversos pontos de venda, facilitando o acesso ao produto.

No ano de 2017 foi registrado aumento de 10,1% no volume de importações de

produtos da ovinocaprinocultura, e na mesma proporção diminuíram-se as exportações desses

produtos, com destaque para a carne ovina não desossada congelada, que representou 58,2%

das importações (BRASIL, 2017).

Diante do cenário atual da carne ovina no mercado nacional, questiona-se o motivo

pelo qual os produtores ainda não conseguem atender a lacuna do mercado que consome a

carne importada de países vizinhos, atribuindo-se esse problema à fatores culturais e aspectos

organizacionais da cadeia produtiva. Alencar e Rosa (2006) destacam que dessa falta de

organização da cadeia, derivam problemas como a falta de frigoríficos, baixo consumo, alto

preço de reprodutores, abate clandestino, entre outros.

Além disso, as características do atual modelo de produção de pequenos ruminantes

adotado no Brasil, principalmente na região Nordeste, que detêm a maior parcela do rebanho

nacional, não condiz com o crescente aumento do consumo de carne ovina. Essa criação é

fundamentada na utilização de pastagens nativas, em uma região onde a irregularidade hídrica

e as variações climáticas acarretam em estagnação em um determinado período na produção

de pastagens, tanto qualitativamente como quantitativamente, resultando em baixo ganho de

peso e um longo período necessário para que os animais atinjam o peso ideal de abate

(SILVA et al., 2010).

A implantação de sistema de produção em confinamento ou semiconfinamento

tornou-se uma alternativa para contornar estornou-se problema, principalmente pela indisponibilidade de

alimento volumoso durante o período de escassez, diminuindo assim a quantidade de

volumoso fornecido e aumentando a qualidade nutricional da dieta (GOMES et al., 2018).

Assim, diante da perspectiva de crescimento da demanda da carne ovina no mercado

nacional, torna-se necessário a intensificação do processo de terminação de cordeiros, visando

obter melhores índices produtivos, diminuindo o ciclo de produção e melhorando a qualidade

da carcaça (SÓRIO et al., 2010).

Apesar do confinamento de ovinos não ser uma prática usual dos ovinocultores

brasileiros, segundo Andrade et al. (2014), o confinamento de animais para terminação,

proporcionaria um maior ganho de peso aos animais em menor tempo de engorda,

promovendo assim uma maior rotatividade do sistema produtivo, além da possibilidade de

produção em grande escala utilizando áreas menores quando comparada ao sistema extensivo

(MEDEIROS et al., 2009), e possibilitaria a produção de ovinos no período de entressafra

(LAGE et al., 2010).

O confinamento de animais para terminação exige investimentos em instalações, mão

de obra e, principalmente, alimentação, tendo em vista a necessidade de suplementação com

alimentos concentrados e o alto custo dos insumos (ANDRADE et al., 2014; BERNARDES

et al., 2015). Nesse contexto, Ortiz et al. (2005), ressaltam a importância da utilização de

dietas que possibilitem máxima eficiência na produção de carne e custo mínimo de produção

dentro dos sistemas.

Assim, o abate de animais ainda jovens através da terminação em confinamento com

dietas balanceadas e de densidade energética adequada, permite que o consumidor tenha

acesso a um produto de qualidade superior e padronizado (BORGES et al., 2011).

1.2DIETA DE ALTO GRÃO

Dietas com pouca participação ou isentas de volumoso tem sido adotadas nos últimos

anos nos sistemas de terminação de animais para a produção de carne visando, entre outros

aspectos, diminuir o tempo de confinamento dos animais e substituir o volumoso

(BELTRAME; UENO, 2011). Nesse sentindo, ao avaliar dietas com diferentes níveis de

concentrado (20, 40, 60 e 80%), Medeiros et al. (2009) relataram que houve redução no

período de confinamento, favorecendo ainda as características de carcaça e proporcionando

maior rotatividade de animais em confinamento durante o ano.

Nesse contexto, levando em consideração as vantagens de dietas ricas em grãos, surgiu

o conceito de dietas de alto grão, usada na terminação de bovinos, e em menor escala

empregada na terminação de ovinos.

Dietas como estas, além de proporcionar a redução na idade de abate permite ao

produtor elevar o ganho de peso dos seus animais, menor custo com mão de obra, obter

carcaças de melhor qualidade sem a necessidade de grandes áreas e maquinário para produção

e armazenamento dos alimentos (CARVALHO et al., 2007; LIMA et al., 2012; VECHIATO;

ORTOLANI, 2008).

A adesão de dietas com altos teores de concentrados energéticos é vantajosa, pois

ingredientes concentrados dificilmente apresentam variações em sua composição nutricional,

devido ao seu processamento de secagem ocorrer em nível industrial (BERNARDES et al.,

2015). Leme et al. (2002), destacam ainda como vantagem do fornecimento de dietas com

elevada quantidade de concentrado para animais jovens, um acabamento de gordura na

carcaça adequado em menor tempo, sem causar danos à qualidade da carne.

Apesar das citadas vantagens de dietas com elevada quantidade de ingredientes

concentrados, o emprego de dietas com pouca ou sem a participação de volumoso na

terminação de ruminantes exige que os animais passem por um período de adaptação a nova

dieta, a fim de evitar distúrbios metabólicos, pois anterior à fase de terminação esses animais

se alimentam quase que exclusivamente de volumosos (TEIXEIRA, 2015).

A adaptação dos animais se faz necessária tendo em vista que, a flora ruminal,

responsável pela metabolização dos alimentos, necessita de faixas ótimas de pH para o seu

desenvolvimento, normalmente com limitações em condições de acidez, tendo a alimentação

forte influência sobre a concentração e distribuição dos gêneros de protozoários ruminais

(REIS, 2015).

Dentre os principais distúrbios em ruminantes associados a reduzida ingestão de fibra

em confinamentos cuja principal fonte de alimentos é o concentrado, destacam-se a acidose

ruminal, laminite e o timpanismo, que comprometem o desempenho do animal (PANIAGO,

2009).

A acidose ruminal caracteriza-se pelo acúmulo de ácido lático no rúmen, em

decorrência da ingestão de grande quantidade de dietas com alto teor de carboidratos não

fibrosos (CNF) (SABES et al. 2016). Animais com acidose ruminal lática reduzem o consumo

de matéria seca e, consequentemente, a ingestão de energia, ocorrendo queda no desempenho

do animal (SANTANA NETO et al., 2014). Além disso, a laminite, doença associada a

quadros de acidose ruminal, provocam claudicação discreta a severa e deformidades no casco,

dificultando a movimentação dos animais (SANTOS, 2006). Já o timpanismo, distúrbio

também associado à alta ingestão de alimentos concentrado, ocorre com o acúmulo de gases

no rúmen, que reduz a ação fermentativa microbiana e o fluxo de alimentos pelo sistema

digestivo, podendo, neste caso, o animal chegar à óbito (SANTANA NETO et al., 2014).

Portanto, deve-se estabelecer através da avaliação do desempenho produtivo de ovinos

com dietas com altos níveis de concentrado, aquela que irá proporcionar melhor ganho de

peso, caracteristicas de carcaça superiores e melhor retorno econômico, sem prejuízos para o

animal (MARQUES et al., 2016).

1.3ÓLEO RESIDUAL DE FRITURA NA ALIMENTAÇÃO ANIMAL

No Brasil, o óleo de cozinha residual é utilizado, principalmente, na produção de

biodiesel, sendo reutilizado em menor escala como matéria prima para produção de sabão ou

tinta (ANTUNES, 2018), ressaltando a importância pesquisas com objetivo de aproveitar esse

resíduo que se descartado de maneira incorreta pode trazer grandes prejuízos ao meio

ambiente.

Como relatado por Santos et al. (2018), quando o óleo utilizado é descartado

diretamente na pia, acarreta entupimentos na rede coletora de esgoto ao formar uma película

que retém os sólidos. Quando está película se forma em rios ou córregos, dificulta a troca de

gases e, consequentemente, diminuição dos níveis de oxigênio na água, causando a morte dos

peixes.

A utilização de óleo residual de fritura em dietas de animais de produção tem se

tornado tema recorrente de pesquisas visando a padronização de qualidade e regulamentação

específica para seu uso na alimentação animal (VAN CLEEF et al., 2016), porém, os poucos

estudos referentes ao uso desse subproduto na alimentação de ovinos não permite o

entendimento da influência exercida pela adição do óleo residual na dieta sobre a produção e a

nutrição desses (PEIXOTO et al., 2018).

Nesse aspecto, a complexidade em se empregar um subproduto na alimentação de

animais ruminantes, exige que seja realizada uma avaliação criteriosa quanto aos seus valores

nutricionais e efeitos no ambiente ruminal (SANTOS, 2016), uma vez que a quebra da

homeostase reduz o desempenho zootécnico, além de acarretar doenças (GONZÁLEZ, 2000;

SCARPINO et al., 2014).

Para identificar transtornos metabólicos em ovinos recebendo ração com inclusão de

óleo de soja residual, Scarpino et al. (2014) avaliaram os parâmetros bioquímicos séricos

desses animais e concluíram que apesar da adição de 6% de óleo residual aumentar as

concentrações de colesterol e da enzima AST (Aspartato-aminotransferase), estas não são

suficientes para causarem prejuízos à saúde do animal.

Van Cleef et al. (2016) ao estudar os efeitos da substituição parcial do milho e da

casca de soja por óleo de fritura, destacaram que a adição de 6% de óleo na dieta de cordeiros

aumentou a eficiência alimentar, porém diminui a digestibilidade da matéria seca (MS), fibra

solúvel em detergente neutro (FDN) e fibra solúvel em detergente ácido (FDA), e aumentou a

gordura intramuscular, ressaltando que a utilização desse subproduto pode ser viável

economicamente, principalmente para pequenos produtores, por minimizar o custo com

alimentação.

Vale ressaltar, que o uso de óleo residual de fritura na alimentação animal deve seguir

o que diz o artigo 1º da instrução normativa nº 8, de 25 de março de 2004, do Ministério da

Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, 2004) que proíbe o uso de alimentos de

origem animal para ruminantes, devendo o óleo residual ter sido utilizado exclusivamente no

preparo de alimentos de origem vegetal.

REFERÊNCIAS

ALENCAR, L., ROSA, F., R. T. Ovinos: Panorama e mercado. Revista O Berro. 96. Ed.

Uberaba: Agropecuária Tropical. 2006.

ANDRADE, I.R.A. et al. Desempenho produtivo e econômico do confinamento de ovinos

utilizando diferentes fontes proteicas na ração concentrada. Revista Brasileira de Saúde

Produção Animal, Salvador, v.15, n.3, p.717-730, 2014.

ANTUNES, M. C. Cadeia Reversa do Óleo de Cozinha Residual: o papel do Ponto de Entrega

Voluntária (PEV). Dignidade Re-Vista, v.3, n.5, 2018.

BELTRAME, J. M.; UENO, R. K. Dieta 100% concentrada com grão de milho inteiro

para terminação de bovinos de corte em confinamento. Monografia- Universidade Tuiuti

do Paraná, Guarapuava. 40p. 2011.

BERNARDES, G.M.C. et al. Consumo, desempenho e análise econômica da alimentação de

cordeiros terminados em confinamento com o uso de dietas de alto grão. Arquivo Brasileiro

de Medicina Veterinária e Zootecnia, v.67, n.6, p.1684-1692, 2015.

BORGES, C. A. A., et al. Substituição de milho grão inteiro por aveia preta grão no

desempenho de cordeiros confinados recebendo dietas com alto grão. Semina: Ciências

Agrárias, Londrina, v.32, suplemento 1, p.2011-2020, 2011.

BRASIL. Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Aliceweb – Consultas.

Brasília, DF, 2017.

CARVALHO, S. et al. Desempenho e avaliação econômica da alimentação de cordeiros

confinados com dietas contendo diferentes relações volumoso:concentrado. Ciência Rural,

v.37, p.1411-1417, 2007.

EMBRAPA. Boletim do Centro de Inteligência e Mercado de Caprinos e Ovinos

[recursos eletrônicos]- Dados eletrônicos. Sobral, CE Embrapa Caprinos e Ovinos. n.8,

2018.

ESTURRARI, E. F. Oferta e demanda do mercado de ovinos de corte: um panorama

nacional de perspectivas, tendências e oportunidades. Mestrado (Administração de

Negócios; MBA em Gestão do Agronegócio) – Universidade Federal do Paraná, Curitiba. 31

f. 2017.

FAO. Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação. Estatísticas

FAO, 2018. Disponível em: http://www.fao.org/3/CA0239EN/ca0239en.pdf. Acesso em:

junho de 2018.

GOMES, F.H.T., et al. Viabilidade econômico-financeira do confinamento de ovinos

alimentados com rações contendo torta de mamona. Revista de Ciências Agroveterinárias,

v. 17, n. 3, pag.383-395, 2018.

GONZÁLEZ, F.H.D. Uso de perfil metabólico para determinar o status nutricional em gado

de corte. In: González, F.H.D.; Barcellos, J.; Patiño H.O. e Ribeiro, L.A. (Eds.). Perfil

metabólico em ruminantes: seu uso em nutrição e doenças nutricionais. Gráfica da

Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre. pp. 63-74. 2000.

LAGE, J.F., et al. Glicerina bruta na dieta de cordeiros terminados em confinamento.

Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 45, p.1012- 1020, 2010.

LEME, P.R. et al. Desempenho e características de carcaça de animais Nelore, ½ Caracu x

Nelore e ¾ Caracu x Nelore confinados com dietas de alto concentrado. In: Reunião Anual

da Sociedade Brasileira de Zootecnia, Recife. Anais...Recife: [s.n.] 2002.

LIMA, M. C., et al. Características de carcaça de cordeiros nativos de Mato Grosso do Sul

terminados em confinamento. Revista Agrarian, v.5, n.18, p.384-392, 2012.

MAIA, M.R., et al. Toxicity of unsaturated fatty acids to the biohydrogenatingruminal

bacterium, Butyrivibrio fibrisolvens. BioMed Central Microbiology, n.10, p.2-10, 2010.

MAPA. Ministério de agricultura, pecuária e abastecimento. Instrução normativa nº 8, de

25 de março de 2004. Disponível em: http://www.agricultura.gov.br/. Acesso em: junho de

2019.

MARQUES, B. A. A. et al., Características quantitativas e qualitativas da carcaça de ovinos

Santa Inês em função da relação volumoso:concentrado na dieta, com e sem gordura

protegida. Revista Acadêmica ciência animal, vol. 14, pag. 93-100, 2016.

MEDEIROS, et al. Efeito dos níveis de concentrado sobra as caracteristicas de carcaça de

ovinos Morada Nova em confinamento. Revista Brasileira de Zootecnia, v.38, n.4,

p.718-727, 2009.

ORTIZ, J.S., et al. Efeito de diferentes níveis de proteína bruta na ração sobre o desempenho e

as características de carcaça de cordeiros terminados em Creep Feeding. Revista Brasileira

de Zootecnia. v.34, n.6, p.2390-2398, 2005.

PANIAGO. R. Dietas de alto grão x alto volumoso. 2009. Disponível em:

http://www.boviplan.com.br/pagina.asp?idS=2&idS2=12&idT=90. Acesso em: janeiro de

2018.

PEIXOTO, E. L. T. et al. Diets for sheeps whit levels of residual frying oil consequences on

ingestive behavior. Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 39, n. 1, p. 383-392, 2018.

REIS, C.C. ‘Protozoários ciliados no rúmen de bovinos Nelore e Cruzados Nelore x

Europeu sob diferentes sistemas de alimentação’, Dissertação de Mestrado- Universidade

Tecnológica Federal do Paraná, Dois Vizinhos, 2015.

SABES, A. F., GIRARDI, A. M., MARQUES, L. C. Acidose láctica ruminal aguda em

ovinos. Revista Investigação, 15(1), p. 80-85, 2016.

SANTANA NETO, J. A. et al. Distúrbios metabólicos em ruminantes: uma revisão. Revista

Brasileira de Higiene e Sanidade Animal, v. 8, n. 4, p. 157-186, 2014.

SANTOS, C.B. dos. Parâmetros hematológicos, bioquímicos e ruminais de cabras

lactantes alimentadas com dietas contendo resíduo lipídico oriundo da produção de

biodiesel. Dissertação- Programa de Pós-Graduação em zootecnia, Universidade Federal do

Piauí, Bom Jesus-PI, 73 f. 2016.

SANTOS, J. E. P. Distúrbios metabólicos. In: BERCHIELLE, T. T.; PIRES, A. V.;

OLIVEIRA, S. G. de (Ed.). Nutrição de ruminantes. Jaboticabal: Funep, 2006.

SANTOS, N. Q., SCHNEIDER, E. M., JUSTINA, L. A. D. Percepções de alunos do ensino

médio em relação aos impactos causados pelo descarte do óleo de cozinha no meio ambiente.

Revista Valore, vol. 3 (Edição Especial), p. 667-677, 2018.

SCARPINO, F.B.O. et al. Óleo de soja e óleo de soja residual em dietas para ovinos

confinados: parâmetros sanguíneos. Archivos de zootecnia, vol. 63, núm. 241, p. 208, 2014.

SILVA, N. V., et al. Alimentação de ovinos em regiões semiáridas do Brasil. Acta

Veterinária Brasílica, vol. 4, n. 4, p. 233-241, 2010.

SÓRIO, A., et al. Carne ovina: Sistema internacional de comercialização. Passo Fundo:

Méritos Editora, 144p. 2010.

TEIXEIRA, R. B. Dieta de alto grão com milho em confinamento de bovinos. Monorafia-

Engenharia agronômica, Universidade Federal de São João del-Rei, Sete Lagos, 25 f. 2015.

VAN CLEEF, F.O.S, et al. Feeding behavior, nutrient digestibility, feedlot performance,

carcass traits, and meat characteristics of crossbred lambs fed high levels of yellow grease or

soybean oil. Small Ruminant Research, 137 :151–156, 2016.

VECHIATO, T.A.F.; ORTOLANI, E.L. Dieta de alto grão VS urolitíase em pequenos

ruminantes. 2008. Disponível em: http://www.farmpoint.com.br/radares-tecnicos/

sanidade/dieta-de-alto-grao-vs-urolitiase-empequenos- ruminantes-49582n.aspx. Acesso em:

junho de 2018.

VIANA, J. G. A.; MORAES, M. R. E.; DORNELES, J. P. Dinâmica das importações de

carne ovina no Brasil: análise dos componentes temporais. Semina: Ciências Agrárias, v.

36, n. 3, p. 2223-2234, 2015.

2.OBJETIVOS

2.1GERAL

Comparar os efeitos de dieta de alto grão e dieta contendo óleo residual de fritura

sobre o desempenho produtivo, características de carcaça e qualidade da carne de cordeiros.

2.2ESPECÍFICOS

• Avaliar a influência das dietas propostas sobre o consumo e ganho de peso de cordeiros

confinados;

• Comparar as características da carcaça de cordeiros alimentados com dieta alto grão e

dieta com 6% de óleo residual de fritura;

• Verificar se as dietas interferem nas características físico-química da carne de cordeiros;

• Calcular a viabilidade econômica do uso de dieta alto grão e da utilização de óleo residual

CAPÍTULO II

EFEITO DE DIETA ALTO GRÃO E DIETA COM INCLUSÃO DE ÓLEO

RESIDUAL DE FRITURA NO DESEMPENHO, CARACTERÍSTICAS DE

CARCAÇA E INDÍCES ECONÔMICOS DE CORDEIROS CONFINADOS

CAPÍTULO II- EFEITO DE DIETA ALTO GRÃO E DIETA COM INCLUSÃO DE

ÓLEO RESIDUAL DE FRITURA NO DESEMPENHO, CARACTERÍSTICAS DE

CARCAÇA E INDÍCES ECONÔMICOS DE CORDEIROS CONFINADOS

RESUMO: Objetivou-se avaliar os efeitos de dieta de alto grão e dieta com inclusão de 6%

de óleo residual de fritura sobre o desempenho produtivo, características de carcaça e custos

com alimentação de cordeiros em confinamento. As dietas controle e com óleo residual de

fritura foram balanceadas para ganho de 200 gramas diários (NRC 2007), mantendo a relação

volumoso:concentrado de 40:60, e a dieta alto grão consistia em concentrado comercial

farelado utilizado na terminação de ovinos. Foram utilizados 15 cordeiros mestiços de Dorper

x Santa Inês, não castrados, com seis meses de idade, confinados e distribuídos em

delineamento inteiramente casualizado (DIC). Após 40 dias de confinamentos os animais

foram abatidos. Não houve diferença (P>0,05) entre as dietas controle e com óleo residual de

fritura para consumo diário de matéria seca (CMS), proteína bruta (CPB), matéria mineral

(CMM), fibra insolúvel em detergente neutro (CFDN) e carboidratos totais (CCT), as

menores médias para estas variáveis foram obtidas com a dieta alto grão. Os valores obtidos

para peso final (PF), ganho de peso total (GPT) e ganho de peso diário (GPD) não diferiram

(P>0,05) entre as dietas controle e com inclusão de óleo de fritura, sendo que a dieta alto grão

apresentou o menor desempenho com base nestas variáveis. Não houve efeito (P>0,05) dos

tratamentos sobre os rendimentos de carcaça. A dieta com óleo residual de fritura, quando

comparada às demais dietas, apresentou lucro adicional de 10,29 R$/animal. A dieta com

inclusão de 6% de óleo residual de fritura apresentou o melhor desempenho produtivo e

econômico, tornando-se a alternativa mais viável neste estudo.

Palavras-chave: avaliação de dietas, confinamento de cordeiros, nutrição de cordeiros,

CHAPTER II- EFFECT OF HIGH GRAIN DIET AND DIET WHIT INCLUSION OF

RESIDUAL FRYING OIL IN PERFORMANCE, CARCASS CHARACTERISTICS

AND ECONOMIC INDEXES OF LAMB CONFINED

ABSTRACT: The objective of this study was to evaluate the effects of high-grain diet and

diet with the inclusion of 6% residual frying oil on productive performance, carcass

characteristics and feed costs of feedlot lambs. Control and with with residual frying oil diets

were balanced for gain of 200g daily (NRC 2007), maintaining the bulky:concentrated in the

ratio 40:60, and the high grain diet consisted of commercial bran concentrate used on

finishing in sheep. Fifteen crossbreed Dorper x Santa Inês lambs from were used,

six-month-old, confined and distributed in a completely randomized design (DIC). After 40 days of

Documentos relacionados