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PROGRAMAÇÃO DAS AULAS

Tópico 6: “Que desvantagens podem ser apontadas?”

Seu objetivo foi procurar saber, junto aos estudantes, as dificuldades que eles encontraram no sistema. Foram apontadas as seguintes desvantagens:

• um pouco difícil para guardar conceitos; • exercícios repetidos;

• lentidão de processamento de máquina; • problemas de ‘travamento’ de máquina;

• em alguns momentos faltam elementos atrativos; • alguns termos importantes não estão no glossário.

Com as respostas dadas a essa questão, pode-se perceber que os pontos insatisfatórios assinalados com referência ao ambiente propriamente dito se restringem à repetição, à falta de atratividade, a insuficiências no glossário e a dificuldades para entendimento de conceitos. São problemas que merecerão uma análise mais cuidadosa em projetos posteriores para que possam ser sanados, visando a otimização do Visual GD. Outras desvantagens apontadas se referem à capacidade das máquinas para tornar viável trabalhar-se com o ambiente.

4.3.1. Conclusões encontradas na aplicação do Visual GD na turma EGR 5201 - 233

Após o término da experiência na turma EGR 5201 233, pode ser verificado:

• diferentemente das aulas ‘tradicionais’7, nas sessões em que os estudantes utilizaram o Visual GD, observou-se que muitos deles mostraram-se mais autônomos, pois não esperavam o professor chegar e iniciar formalmente o estudo, para dar partida às suas atividades. Assim que a sala era aberta, cada um, já sabendo onde deveria sentar-se, ligava seu computador e começava a cumprir as tarefas ali propostas.

• por estarem sentados em dupla (em função de o número de microcomputadores ser menor que o de estudantes), trocavam idéias referentes ao conteúdo e desta forma cada um auxiliava o outro em suas atividades; isso permitia que a interação não acontecesse somente entre máquina e aluno, mas também entre os próprios alunos com a vantagem de que essas trocas não tumultuavam as aulas;

7Quando se fala em aulas tradicionais não se está referindo à “Pedagogia Tradicional”, tão conhecida

no meio educacional, mas à forma como as aulas de geometria normalmente acontecem, ou seja, sem o uso de computadores ou recursos mais avançados que o giz, a cartolina e o diedro de madeira.

• a resolução dos módulos de exercícios em que o Visual GD foi uma fonte de pesquisa aconteceu rapidamente. Os estudantes recorriam ao visual GD para tirar dúvidas;

• a partir da aula 7 os pedidos de ajuda, por parte dos estudantes com dúvida, diminuíram sensivelmente. Eles se dedicavam a resolver os módulos e suas consultas ao professor se resumiam à confirmação de respostas e esclarecimentos sobre enunciados de difícil interpretação.

A partir das observações feitas ao longo do experimento, pode-se apontar algumas vantagens que validam a utilização do Visual GD nas aulas de Geometria Descritiva. São elas:

• a inclusão de animações que apresentam transposição espaço-épura (e sua inversa) é fator decisivo na capacidade de visualização espacial dos estudantes. animações;

• a utilização do Visual GD nas aulas de Geometria Descritiva faz com que os estudantes se tornem mais autônomos. Não ficam esperando os colegas para irem adiante em seu estudo, isto é, trabalham em seu próprio ritmo de aprendizagem;

• o Visual GD, quando utilizado, não obriga os estudantes a seguirem-no uniformemente. Cada usuário navega e sai à procura dos conteúdos que venham auxiliá-lo no momento em que necessita sanar suas dúvidas;

• apesar de o Visual GD utilizar como metáfora um escritório de projetos civis, isto não foi desestimulante para os alunos de Licenciatura em Matemática, que provavelmente não possuíssem motivação para desenvolver atividades de projeto de engenharia civil;

mesmo que se utilize um software, o trabalho em grupo facilita a aprendizagem, pois os estudantes trocam idéias entre si e um contribui para a construção do conhecimento do outro;

• o uso do Visual GD como auxiliar nas aulas de Geometria Descritiva minimiza o tempo necessário para a resolução dos exercícios apresentados nos módulos de aprendizagem, deixando mais tempo livre para outros conteúdos ou exercícios complementares;

• o uso do Visual GD torna a aula mais interessante. Mesmo quando este é utilizado somente como apoio na resolução de exercícios;

• os recursos apresentados no Visual GD (inclusão de mapa de navegaçao, glossário, etc.) torna mais rápido e simples o acesso às informações nele contidas.

4.4 Segunda Aplicação – Turmas EGR 5212 – 136 A e B

Para esta aplicação do Visual GD foram escolhidas duas turmas de Bacharelado em Engenharia Civil - EGR – 5212 136 A e EGR 5212 - 136 B. Para as Engenharias (Civil, Produção, Mecânica) esta discplina possui a carga-horária igual a 72 horas/aula e abrange o seguinte conteúdo:

- breve histórico;

- conceito do método projetivo de Monge; - estudo sobre ponto;

- estudo da reta; - estudo do plano;

- interseção entre retas, planos e retas com planos; - paralelismo entre reta, entre planos e de reta com plano; - métodos descritivos;

- representação, seção e planificação de sólidos; - interseção de sólidos;

- definição e representação de superfícies helicoidais.

Em contato com outros professores que ministram essa disciplina, constatou-se que estes consideram o conteúdo muito extenso quando comparado com a carga-horária a ela destinada. Com isso pode-se prever que, se o Visual GD minimizar o tempo de estudo necessário para o aprendizado dos conceitos iniciais, isso por si só já será uma excelente contribuição.

Da mesma forma que na turma EGR 5201 – 233, decidiu-se empregar o mesmo tempo para aplicação do Visual GD (28 horas/aula para a utilização do software e 44

horas/aula para os demais conteúdos previstos no programa da disciplina). Em anexo (nº 2) pode-se verificar o programa completo da turma.

Agrupando os estudantes das turmas EGR 5212 -136 A e 136 B, havia um total de 37 alunos, dos quais 6 desistiram no decorrer do semestre letivo. Dos 31 restantes, 20 optaram por participar do experimento.

A aplicação foi planejada de maneira a dividir os estudantes em 4 grupos. As atividades foram distribuídas da seguinte forma:

Turma EGR 5212 – 136 A:

grupo 1: utilizou o Visual GD somente na primeira etapa do experimento (até o

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