Materiais: Testemunha em vídeo Tempo: 5 minutos
Propõe-se, de seguida, a visualização do testemunho de uma irmã de clausura, no qual se faz referência ao silêncio como condição para a escuta de Deus. O testemunho deve tocar os seguintes aspetos: Em que medida pode o silêncio ser fecundo, lugar de encon-tro? Em que medida os momentos de incompreensão, incapacidade, vazio ou dor nos conduzem também à salvação?
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RISE UP
RISE UP | LIVRO DO ANIMADOR | ENCONTRO #14| LIVRO DO ANIMADOR | ENCONTRO #14
INTERROGA-TE
Humana, espiritual e litúrgica
Materiais:
• Grelha “A presença de Deus na minha vida” (exemplo no final do encontro) Tempo: 30 minutos
Após o vídeo, propõe-se o preenchimento de uma grelha “A presença de Deus na minha vida” em que cada um é convidado a referenciar as experiências da ausência ou da pre-sença de Deus por si vividas, com base nos seguintes passos:
• Identifico os momentos em que me senti mais cheio/a e mais vazio/a de Deus - senti Deus mais próximo ou senti Deus mais ausente. Nos momentos mais altos, de que forma senti a presença de Deus? E nos momentos mais baixos, será que Deus esteve presente, mesmo que de uma forma diferente, e eu não percebi?
• Na coluna “Momentos da vida”, os jovens registam diversos momentos da sua vida em que sentiram a ausência ou a proximidade de Deus. Nas colunas “presença/ ausência” descrevem o que sentiram nesses momentos.
• O objetivo é fazer com que o jovem olhe para toda a sua vida e identifique os momentos em que se deparou com o vazio. Olhar para a sua própria história como um todo e tentar ver se desse vazio brotou mais vida. Tentar perceber se Deus esteve ou não presente nesses momentos. A pergunta que predomina quando nos encontramos num sofrimento é ‘Porquê?’, ‘Porquê a mim?’, ‘Porquê agora?’, ‘Porquê?’.
• Mas a pergunta que move um cristão é ‘Para quê?’. Desafiar o jovem a olhar para esses momentos e perceber se já existe resposta para a pergunta do ‘Para quê?’.
PARTILHA
Humana, espiritual e litúrgica
Tempo: 20 minutosNeste momento, os jovens são convidados a partilhar o resultado do gráfico e, se quise -rem, situações concretas das suas vidas.
No fim da partilha, o animador deve enfatizar que nenhuma história é melhor ou pior que a outra. Que são histórias conduzidas por Deus e onde Deus atua concretamente. Todas as histórias são santas e bonitas, pois é a história da salvação de cada um. Durante a nossa vida somos confrontados com vazios e sofrimentos que não têm resposta. As mulheres foram também confrontadas com o túmulo vazio, mas os anjos foram ao encon-tro delas e relembraram-lhes que aquele momento não era razão para preocupação pois,
na verdade, Jesus tinha ressuscitado. Jesus morreu na cruz para que pudesse ressusci-tar gloriosamente. A cruz é gloriosa. Assim também na nossa vida, Deus não se engana. Deus permite os vazios para se manifestar de forma gloriosa. Por vezes a compreensão desta realidade demora tempo.
Termina-se esta reflexão com a leitura do seguinte texto:
«A formação da pérola pode levar anos. E tem como origem um sofrimento da própria ostra, em que essa ferida é envolvida por uma substância cicatrizante originando a pérola. E ninguém discute a beleza desta imperfeição transformada. Às vezes, o tempo, a ora-ção perseverante, pode levar-nos a perceber, mesmo que demore. Portanto, também nós temos de ser pacientes, e perseverar no Senhor, pois Ele também envolve os nossos ‘vazios’ com a Sua matéria cicatrizante, o amor. Não devemos ter medo de testemunhar a mão de Deus na nossa própria vida, traduzida em factos concretos.» (Paolo Scquizzato, Elogio da Imperfeição)
REZA
Espiritual e litúrgica
Materiais: • Cântico: https://www.youtube.com/watch?v=lkdtYoZj_Ug Tempo: 10 minutosPropõe-se como momento de oração em silêncio diante do Santíssimo Sacramento, onde os jovens são convidados a rezar o gráfico da sua vida.
Cântico inicial: “Sim, Jesus”
Momento de silêncio para oração pessoal a partir do gráfico da própria vida.
Oração em conjunto: “Rezar o vazio”
Ensina-nos, Senhor, a rezar este vazio. O vazio transportado por um medo que não conhe-cíamos e que parece agora um inquilino da nossa alma.
O vazio dos espaços em isolamento.
O vazio da vida que se faz sentir como suspensa.
O vazio das horas que quem está na solidão conta de maneira diferente. O vazio das incertezas que se acumulam, e das quais ainda não falámos.
O vazio dos olhos daqueles que veem sofrer e os olhos dos muitos que sofrem sem que nós os vejamos.
O vazio de tudo aquilo que, de um instante para o outro, é adiado.
O vazio daquela mulher idosa que passa o dia inteiro com o rosto contra o vidro da janela. O vazio do refugiado que vê a sua esperança negada por um carimbo.
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RISE UP
RISE UP | LIVRO DO ANIMADOR | ENCONTRO #14| LIVRO DO ANIMADOR | ENCONTRO #14
O vazio do jovem diante de um futuro que escapa cada vez mais, como um pensamento distante.
O vazio que nos chega como um aviso de despejo da vida autêntica. O vazio dos encontros e das conversas de que agora precisaríamos. O vazio que os amigos notam.
O vazio dos risos.
O vazio de todos os abraços não dados. O vazio da proximidade proibida. O vazio no qual não Te vemos. Card. José Tolentino Mendonça In Avvenire
Segue-se a bênção, ou simplesmente a reposição do Santíssimo.
LEVANTA-TE
Missionária e pastoral
Tempo: 5 minutos
Os jovens são convidados a visitar alguém que esteja a viver alguma forma de vazio ou de perda, individualmente ou em grupo.
CONTINUA
Ler o livro (ou 1.º capítulo, pelo menos) “O Elogio da Imperfeição” de Paolo Scquizzato
EU CREIO
Maria Madalena e as santas mulheres, que vinham para acabar de embalsamar o corpo de Jesus, sepultado à pressa por causa do início do Sábado, no fim da tarde de Sexta-feira Santa, foram as primeiras pessoas a encontrar-se com o Ressuscitado. Assim, as mulheres
foram as primeiras mensageiras da ressurreição de Cristo para os próprios Apóstolos. Em seguida, foi a eles que Jesus apareceu: primeiro a Pedro, depois aos Doze. Pedro, incum-bido de consolidar a fé dos seus irmãos, vê, portanto, o Ressuscitado antes deles e é com base no seu testemunho que a comunidade exclama: «Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão» (Lc 24, 34.36). (Catecismo da Igreja Católica, n. 641)
Guardar para o caminho
• Diante do túmulo de Jesus vazio, descobrimos o valor do silêncio.
• Compreendemos que vale a pena fazer silêncio na nossa vida para nos encontrar-mos verdadeiramente com Deus e com a sua vontade a nosso respeito.
• Entendemos também que podemos e devemos ir ao encontro de quem se sente vazio, ajudando a encher esse vazio.
Grelha: “A presença de Deus na minha vida”
Momentos da vida Presença de Deus Ausência de Deus