Para avaliar questões sobre o objeto de aprendizagem aqui exposto, realizamos um questionário que foi aplicado com 26 alunos da disciplina Teorias Linguísticas II (manhã e noite) do curso de Letras da UFPB. O questionário foi disponibilizado para os alunos pela plataforma virtual, e se baseou no método avaliativo de objetos de aprendizagem da CINTED/UFRGS, do MERLOT e do EDUCAUSE (2001). No questionário estavam envolvidas perguntas sobre a qualidade do conteúdo, qualidade da aprendizagem e usabilidade do OA.
As questões deveriam ser respondidas após a utilização do objeto de aprendizagem. Os alunos deram sua avaliação seguindo uma escala entre 0 (muito ruim) e 5 (excelente). A fig. 30 nos mostra os quesitos avaliativos:
Após responder os quesitos, os alunos submetiam as respostas do questionário para o professor que ministrou a disciplina. Ao receber as respostas através do Google Docs, o professor Márcio Leitão catalogou os dados. Obtivemos os seguintes gráficos representativos como resultado:
Gráfico 1- Respostas relacionadas com a aprendizagem.
Como podemos perceber através do Gráfico 1, os alunos responderam, geralmente, na escala da avaliação da aprendizagem, entre 4 e 5: identifica os objetivos de aprendizagem; identifica e explora conceitos prévios, reforça conceitos progressivamente; é eficiente no aprendizado; facilitou seu aprendizado em relação ao princípio da Aposição Local da Teoria do Labirinto. Essa avaliação nos faz supor que o objeto de aprendizagem aqui apresentado foi eficiente para a aprendizagem dos alunos.
O Gráfico 2 apresenta a outra sessão de perguntas, dessa vez, referentes à avaliação da usabilidade do OA:
Gráfico 2- Respostas relacionadas com a usabilidade
Os alunos que responderam o questionário na sessão de avaliação da usabilidade do OA deram nota em média entre 4 e 5 na escala avaliativa. Os quesitos avaliativos foram: é fácil de usar; tem instruções claras; é interativo; avaliação geral da usabilidade.
O Gráfico 3 apresenta a média sobre a avaliação do conteúdo do OA:
A escala de avaliação sobre o conteúdo apresentado no objeto de aprendizagem também ficou com média entre 4 e 5. As perguntas foram: o conteúdo é claro e conciso; apresenta informações precisas; tem bom conteúdo de apoio (exercícios, textos etc.); explora bem o princípio da aposição local; e avaliação geral do conteúdo.
Resumidamente, os resultados da avaliação sobre o objeto de aprendizagem foram positivos, já que, na média, os alunos que responderam deram notas entre 4 e 5 na escala proposta no questionário.
É interessante perceber anda que disponibilizamos no questionário uma última pergunta: “Você gostaria de aprender outros conteúdos usando objetos de aprendizagem como esse?”. Dentre os 26 alunos, 23 responderam que sim, e só 2 responderam não. Um aluno não respondeu a pergunta. Dentre outras questões, podemos supor que, os alunos que responderam negativamente podem não gostar de utilizar ferramentas digitais ou sentem dificuldade no uso do computador. O gráfico abaixo apresenta a resposta para essa pergunta:
Gráfico 4- Você gostaria de aprender outros conteúdos usando objetos de aprendizagem como esse?
Dentre outras questões, podemos supor que os alunos que responderam a pergunta negativamente podem não gostar de utilizar ferramentas digitais ou sentem dificuldade no uso do computador.
CONCLUSÕES
Existem muitas ferramentas digitais que podem proporcionar interação entre o professor e aluno ou auxiliar no processo de ensino/aprendizagem. Podemos perceber esse fato observando o avanço das tecnologias, pois através disso houve um grande aumento na produção dos objetos de aprendizagem. É bastante importante que as instituições de ensino e educadores utilizem e aconselhem o uso desses recursos para proporcionar educação mais divertida e dinâmica. Assim, as instituições poderão acompanhar as mudanças que ocorrem na sociedade digital e nas mentes dos novos aprendizes.
Nosso trabalho se dividiu em duas sessões principais. A primeira explicou em linhas gerais o que a psicolinguística experimental investiga: analisa como as pessoas produzem e compreendem linguagem verbal focalizando o processamento linguístico. Procuramos entender como ocorre o funcionamento do parser, uma espécie de processador sintático. Falamos também sobre os experimentos on-line e off-line, que são usados nas pesquisas realizadas pela psicolinguística. Vimos o que a teoria do labirinto (garden-path) postula e seus dois princípios, o princípio da aposição local e o princípio da aposição mínima. Focalizamos as explicações sobre o princípio da aposição local por ser o conteúdo trabalhado no objeto de aprendizagem.
A segunda sessão procurou estabelecer o que é um objeto de aprendizagem: qualquer recurso digital reutilizável que ajude na educação. Falamos brevemente sobre sua função na educação e sobre os principais conceitos utilizados pela área que estuda essas ferramentas.
Depois de mostrar brevemente a teoria dos OAs, procuramos descrever todos os passos de utilização do objeto de aprendizagem construído para ensino do princípio da aposição local. Para apresentar os detalhes, fizemos recortes das principais imagens existentes no recurso digital. Descrevemos a animação inicial, a animação interativa, os exercícios e a árvore conceitual. É importante salientar que o texto complementar está em fase de desenvolvimento, por isso julgamos melhor não apresentá-lo aqui.
No último capítulo, apresentamos a aplicação do questionário com alunos da disciplina Teoria Linguística II (manhã e noite) do curso de Letras da UFPB. Como parte desse processo, identificamos anteriormente que os alunos de Teoria Linguística II têm muita dificuldade na compreensão e no aprendizado do princípio da aposição local da Teoria do Garden-Path, que diz respeito subárea da Psicolinguística Experimental. Verificamos ainda que não existem objetos de aprendizagem que focalizem o ensino das teorias linguísticas, muito menos de teorias relacionadas à Psicolinguística. Dessa forma, este trabalho tem um
caráter pioneiro e pode apontar novos caminhos pedagógicos que se fundamentem na interseção entre educação e tecnologia voltada para o ensino de Linguística.
Com as respostas dos alunos que responderam o questionário, pudemos verificar que o resultado foi positivo no que se refere a questões sobre conteúdo, usabilidade e aprendizagem, pois as notas atribuídas ficaram entre 4 e 5 na escala que ia de 0 (muito ruim) a 5 (excelente).
Os OAs não substituem o professor nem as aulas, mas são recursos que podem melhorar os conhecimentos adquiridos, pois, através disso, os alunos poderão observar na prática a atuação dos princípios da teoria do garden-path. Acreditamos que conhecimento será mais válido, pois o aluno praticará seus conhecimentos através de uma situação/problema disponibilizada na animação e poderá interagir para tentar resolver os desafios.
Além do mais, percebemos que há um crescimento significativo dos cursos à distância (EAD). Por isso, tanto os alunos quanto os professores necessitam de ferramentas digitais que auxiliem no processo de ensino/aprendizagem.
Dessa forma, cremos que a produção de objeto de aprendizagem aqui proposta será um grande passo para o uso de ferramentas digitais na área da Linguística, já que em nossas pesquisas, há uma escassez desses recursos para ensino de teorias da língua para ensino superior.
Sendo assim, concluímos que o objeto de aprendizagem construído ajudará a complementar e a reforçar a aprendizagem da Teoria do Garden-Path, especificamente, o princípio da aposição local.
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