82 Ver os conceitos e dimensões e objetivos do questionário em análise online em: http://bit.ly/1dHsQ2w (Acedido em 2014-03-30)
Tabela 26 – Avaliação das políticas de informação e atividade desenvolvida nas experiências preliminares
Dimensão # Pergunta
Políticas e Informação 11 Tendo em conta os objetivos do projeto, ordene por importância cada uma das seguintes interações: A in- formação obtida nas aulas com o professor (presencialmente); A informação obtida nas aulas com os cole- gas (presencialmente); Os comentários online dos professores; Os comentários online dos colegas 12 Indique se utilizou outras ferramentas de comunicação para a realização do projeto
Adequação das atividades e
ferramentas 13 Considera o Fontstruct uma ferramenta adequada para o tipo de projecto proposto? 14 Justifique a sua resposta
Uma vez que houve a oportunidade, fizeram-se duas iterações deste
workshop no DeCA entre 2010 e 2011, apesar do modelo deste workshop ainda ser utilizado, só foi possível avaliar uma edição na ESAP em 2010. Mesmo assim, isto permitiu aperfeiçoar as técnicas de observação e confirmar os dados recolhidos nos questionários, uma vez que os grupos, apesar de ligeiramente diferentes, se apresentam relativamente homogéneos na sua caraterização e resultados.
Etapa 4: Recolha de dados exploratórios junto dos docentes de tipografia
Os resultados da primeira iteração do Workshop foram apresentados no âmbito do I Encontro Nacional de Tipografia, na Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha em Maio de 2010. Durante este evento foi planeado um painel de discus- são sobre os métodos e técnicas utilizados em sala de aula. Aproveitou-se esta mesa redonda para auscultar esta amostra de docentes nacionais sobre as princi- pais metodologias e ferramentas de CMC utilizadas no âmbito das atividades práti- cas, através de um guião de entrevista semi-estruturado (Tabela 27), com o objetivo de conhecer e relacionar que tipo de suporte, ou plataformas digitais esta- vam a ser utilizadas na aprendizagem, nos diferentes contextos, as diferentes moti- vações dos docentes e alunos, e os diferentes usos que fazem destas.
Tabela 27 – Guião de entrevistas exploratórias semiestruturada aos docentes de Tipografia do ESP
Dimensão # Pergunta
Caracterização Ge- ral/Contexto da ativi- dade na UC
1 Onde a disciplina está inserida curricularmente 2 Pré-requisitos?
3 Grau de conhecimentos sobre TD:
4 Quando ingressam? Quantos esperados no final? 5 Número e caracterização de alunos/colaboradores Grau de conhecimentos
(alunos) inicial e final 6 Como acompanham o trabalho futuro ou individual do aluno?
7 Que conhecimentos são adquiridos ao nível de produtores e produtos nacionais e internacionais (cont.)
(cont.)
Dimensão # Pergunta
Utilização de platafor- mas online (contexto da UC)
8 Possuem ferramentas de colaboração e participação online? 9 Participam nas principais?
10 Quais conhecem? Uso de ferramentas ou
serviços de CMC para a prática de TD
11 Métodos de ensino de TD?
12 Que recursos usam essencialmente? *
13 Consideram a Web como um apoio fundamental para o ensino de TD e porquê? Motivação dos alunos 14 Os alunos procuram a disciplina, ou são incentivados a ingressar?
15 Que tipo de assuntos são abordados e com que profundidade? 16 Qual o grau de autonomia que os alunos atingem?
Etapa 5: Identificação e caraterização das CO deTD
Partindo da lista total das comunidades identificadas, repetindo de certa forma a etapa 2, procedeu-se à identificação das CO que apresentavam características de VCOP e fatores que podemos avaliar, segundo os critérios de identificação de uma VCOP de Hara et al.(2009), segundo os padrões sociais implementados de Crumlish e Malone (2009) e que apresentavam características de VCOP e fatores que pode- mos avaliar como a língua utilizada, ou o facto de se encontraram abertas à inscri- ção e participação do público. Tinha por objetivo afinar a identificação de caraterísticas e funcionalidades para o desenvolvimento do protótipo.
Etapa 6: Estado da arte, requisitos de utilizador, funcionais e técnicos
Tendo decorrido as primeiras experiências preliminares, e a identificação das VCOP de TD online, trabalhamos com um equipa de 4 alunos da disciplina de Projeto do 3º Ano da licenciatura de Novas Tecnologias de Comunicação (NTC) do Departa- mento de Comunicação e Arte (DeCA). Foi estudado um briefing, identificou-se e fez-se uma análise SWOT do estado da arte—as comunidades online identificadas previamente, as ferramentas e plataformas online de CMC e software de desenho online. Caraterizaram-se os utilizadores baseados nas experiências preliminares e
na listagem do universo de Designers nacionais conhecido à data83. Isto permitiu
identificar os requisitos de utilizador, funcionais e técnicos (como os aspetos soci- ais da CO), desenhar o mapa da aplicação e a arquitetura do sistema (em comple- mento ao modelo concetual inicial do investigador). De seguida, passaram ao desenvolvimento de um protótipo funcional e especificação gráfica do protótipo para a posterior fase de integração, teste e avaliação com utilizadores finais.
Este foi desenvolvido segundo as etapas de modelo waterfall do ciclo de vida do desenvolvimento de software em HCI (Figura 27).
83 O universo conhecido aumentou em número e em pormenor de informação à medida que a observação e os contac- tos foram efetuados.
Figura 27 – Etapas do modelo waterfall do protótipo
Fonte: Adaptado de Dix et al. (2004, p. 228), Sharp et al. (2007, p. 449)
O processo de desenvolvimento do protótipo foi documentado num blogue
de desenvolvimento e compiladas num relatório disponíveis online84.
Etapa 7: Design, implementação e avaliação do protótipo
No final da disciplina de projeto, a equipa procedeu ao teste e avaliação heurística da plataforma por especialistas (docentes) e de usabilidade (6 alunos e 1 docente), recorrendo a um guião de tarefas, segundo as recomendações da bibliografia de desenvolvimento de produtos e sistemas (Cooper et al., 2007; Dix et al., 2004; ISO, 1998; Nielsen, 1995a, 1995b, 1995c, 2012; Sharp et al., 2007; Rubin & Chisnell, 2008; U.S. Department of Health & Human Services, 2014a, 2014b, 2013; UsabilityNet, 2006). Desta avaliação surgiu a primeira versão do protótipo da CO weDraw.pt. Dada a natureza dos utilizadores, o teste da CO focou principalmente o desenho e a ilustração.
Esta fase permitiu perceber as vantagens e limitações técnicas dos softwares selecionados e verificar se as funcionalidades técnicas da CO se encontravam pron- tas para avançar com um estudo piloto.
Etapa 8: Identificação do universo e seleção da amostra de Type Designers
Após realizadas as experiências preliminares com alunos do ensino superior (Etapa 3) e auscultada uma amostra de docentes (Etapa 4) apercebemo-nos que, por um lado, apesar de haver uma apetência para o uso de ferramentas de CMC, o acompa- nhamento presencial síncrono ainda é o método preferido dos docentes de tipo- grafia. Por outro lado, à medida que a investigação decorreu, apercebemo-nos que a lista inicial do universo de Type Designers em Portugal era maior do que inicial- mente identificado (Capítulo 4) (Tabela 16). Apesar de ser mais difícil de identificar,
84 Consultar o blogue de desenvolvimento em: http://wikigrafica.blogs.ua.sapo.pt/ e o relatório final da equipa em: http://bit.ly/1h9P4EM (Acedido em 2014-03-30)
uma vez que o número de potenciais sujeitos o permitia, decidimos focar
a aplicação e teste do protótipo apenas junto de uma população de Type Designers profissionais portugueses. Por uma questão lógica e operativa relativa a este traba- lho de investigação, definiu-se como critério de identificação e seleção os Desig- ners profissionais em atividade, de origem nacional, que tivessem uma presença online, ou que demonstrassem competência no uso das TIC, com trabalho de TD publicado (fontes digitais disponíveis em venda, distribuição, ou feitas por enco- menda—custom fonts), e que fosse possível de confirmar na primeira pessoa.
Foram identificados 186 indivíduos portugueses que desenham, ou que já de- senharam um tipo de letra digital (fonte digital de outline, bitmap, ou fontstruction). Deste universo identificaram-se 57 profissionais, dos quais só 38 confirmaram as
informações recolhidas por email85. As informações recolhidas resumem-se a 31
homens (82%) e 7 mulheres (18%), com uma idade média de 32 anos, dispersos ge- ograficamente no território nacional e internacional com uma média de 4 tipos de
letra publicados, ou em uso e 24 (63%) com perfil numa ou mais CO de TD86.
A identificação foi efetuada através do cruzamento das informações obtidas
nos sites das principais fundidoras e revendedoras87, nos sites das escolas que ofe-
recem formação superior específica em Type Design na Europa88, na base de dados
de Luc Devroye89, no recém criado Dizer · Demografia90, e nas próprias comunida-
des online como o Fontstruct, Typophile91, Typedrawers92, Fontlab Forum93, ou
Glyphs App Forum94. Do universo foi recolhida e confirmada a informação dos auto-
res nos seus sites e portfólios pessoais. Foi confirmada especialmente a informação da publicação dos seus tipos de letra (fontes digitais). Isto porque, se nos limitásse- mos às bases de dados das foundries excluíamos a auto-publicação na Web 2.0 (por exemplo, de micro foundries). Este cruzamento e verificação foi imperativo, uma vez que muito do trabalho académico não se encontra publicado (por exemplo de alunos dos cursos de mestrado e pós-graduação em TD da KABK, ou de Reading). Ou mesmo trabalho publicado nos sites de autores que não está disponível, que não são tipos de letra funcionais (tratando-se de mockups), de aplicações únicas de lettering, de trabalho académico ou profissional mal identificado, ou outras situa- ções cuja informação não foi possível confirmar.
85 Ver o modelo de email de contacto no Anexo 8: Emails de Contacto com Type Designers e a identificação do Universo