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Reflexões sobre o Uso das TIC no Contexto Escolar

No documento betaniaribeirotavares (páginas 83-87)

Para Souza (2013), a tecnologia é uma importante ferramenta auxiliar para o professor, em sala de aula. A utilização das tecnologias motiva o aluno, uma vez que este já está familiarizado com seu uso. Mas, é importante ressaltar que a utilização da tecnologia por si só não garante a aprendizagem. Sendo assim, a tecnologia é

um recurso a mais disponível para o professor utilizar quando julgar necessário e/ou conveniente.

Coelho (2014, p. 14) relata que uma das funções da escola é oferecer ao aluno uma educação que desenvolva sua autonomia e cidadania, para que ele se torne um indivíduo atuante, capaz de entender e transformar a sociedade em que vive. Em um contexto de grande difusão do uso de tecnologias, trabalho com as TIC nas escolas atualmente é uma condição básica para alcançar o objetivo de formação integral do aluno. Ademais, a questão da cidadania também está expressa no Artigo 2º da LDB 9394/96:

Artigo 2º: A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho (BRASIL, 1996).

Num mundo globalizado, com as informações se processando de forma cada vez mais rápida, é importante que a escola disponibilize para alunos e professores, o acesso às diversas tecnologias de informação e comunicação. A partir daí o professor poderá utilizá-las no momento que julgar mais propício, durante as aulas, nos trabalhos extraclasse, na interação com os alunos, no compartilhamento de informações ou na orientação aos alunos.

Moura (2010) acredita que não existe fundamento para a não utilização dos celulares e dispositivos móveis pelos professores. O que é importante é a busca de estratégias para a utilização desses dispositivos na prática pedagógica do professor. Tablets e celulares possuem importantes aplicativos e tecnologias que podem ser utilizadas pelos professores para incentivar os alunos a aprender, de forma prazerosa, utilizando uma ferramenta que já é do conhecimento dos alunos e com a qual ele já está familiarizado e utiliza com frequência. É importante que o professor tenha em mente que celulares e tablets não substituem o seu trabalho em sala de aula, mas serve como um facilitador, um mecanismo que fará com o que professores e alunos cheguem mais rapidamente a um determinado resultado. Interessante pontuar que, ainda na atualidade, a inserção das TIC na escola continua sendo polêmica, mas nas mais distintas áreas e mercados profissionais o uso de recursos tecnológicos são frequentemente tidos como condição essencial para acompanhar os avanços.

Segundo Blanco e Silva (1993), a palavra tecnologia vem do grego technê (arte, ofício) e logos (estudo de) e está relacionada à fixação dos termos técnicos, designando os utensílios, as máquinas, suas partes e as operações dos ofícios.

O movimento mais significativo da transformação do pensamento técnico, afastando-o do caráter descritivo para se comprometer com a experimentação, a verificação e comprovação de dados e teorias, dá-se nos princípios do séc. XVIII, através do estreitamento dos laços entre o saber técnico e o saber intelectual. A partir de então, a tecnologia estuda, de forma profunda e segundo uma ordem sistemática, como encontrar os meios de atingir um objetivo final, a partir de princípios verdadeiros e de experiências seguras. Desta forma, a tecnologia passa a ser considerada como a aplicação de conhecimentos científicos na resolução de problemas. Tecnologia passa a ser sinônimo de ciência aplicada (ALVES, 2009, p. 18).

O professor não pode ficar alheio ao que acontece à sua volta, e precisa se adaptar a essa nova realidade que surgiu. A missão do professor é a de ser o mediador do conhecimento, e, para isso precisa estar apto a orientar o aluno sobre como utilizar as tecnologias de forma colaborativa, buscando o conhecimento. Para isso, é importante a disponibilização de cursos de aperfeiçoamento e capacitação de professores, que lhes apresente formas e maneiras de integrar as tecnologias às aulas. A partir desta formação espera-se que o profissional, a partir do novo conhecimento adquirido, se sinta motivado a aprender e trabalhar de forma colaborativa com seu aluno, uma vez que ele não será mais o único detentor da informação e do conhecimento. Professor e alunos precisam ser atores do processo de aprendizagem, colaborando entre si para a construção de uma sociedade mais igualitária.

Para fazer frente a essa realidade, é importante que o professor busque aliar as TIC ao conteúdo e aos objetivos a serem ministrados em sala de aula. Para isso, ele necessita criar novas formas de ensinar e aprender a partir da utilização das diversas tecnologias que estão ao seu dispor, tais como criar novas atividades utilizando aplicativos disponíveis, incentivar a pesquisa e ampliar o espaço da aula para além dos muros da escola, com a utilização de ambientes variados de aprendizagem, redes sociais, ambientes interativos. É preciso, pois incentivar o aluno a buscar e trazer para a sala de aula novas formas de resolver problemas do cotidiano da escola e da comunidade deve promover a cooperação entre

estudantes; estar aberto para ouvir seu aluno e construir com ele novas formas de ensinar e aprender. Ainda, conforme Moran:

O professor agora tem que se preocupar, não só com o aluno em sala de aula, mas em organizar as pesquisas na internet, no acompanhamento das práticas no laboratório, dos projetos que serão ou estão sendo realizados e das experiências que ligam o aluno à realidade (MORAN, 2004, p. 15).

Nesse mesmo sentido, Belloni (2012) defende que é papel da escola buscar integrar as tecnologias de informação e comunicação porque elas estão presentes e influentes em todas as esferas da vida social, cabendo à escola atuar no sentido de compensar as terríveis desigualdades sociais e regionais que o acesso desigual a estas máquinas está gerando.

Muitos recursos e aplicativos surgiram a partir da Web 2.014. A internet se popularizou, tornou-se acessível a grande parcela da população, e as ferramentas criadas para este tipo de internet compartilhada a tornaram uma grande plataforma de produção de conhecimento. A sua inclusão nos dispositivos móveis só tem aumentado ao longo do tempo (MOURA, 2008a).

O que se pode afirmar é que outras linguagens, recursos e metodologias devem ser incorporados permanentemente ao ambiente escolar, entre eles se destacam as tecnologias de m-

learning ou mobile learning. Novas formas híbridas e interativas de

uso das tecnologias digitais incorporam todos os tipos de aparelhos que tenham uma telinha e os transformam, também, em espaços virtuais de aprendizagem em rede. Por meio dessas telas, sejam de televisores ou relógios de pulso, os alunos podem interagir com professores e colegas, conversar e realizar atividades educacionais em conjunto (KENSKI, 2007, p. 120).

A Educação a Distância passou por avanços consideráveis, dentre os quais o surgimento da modalidade e-learning, ou seja, educação online. A partir desta modalidade, surgiu também o m-learning (móbile learning) ou aprendizagem móvel. No m-learning a aprendizagem utiliza dispositivos móveis para acesso, tais como

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A web 2.0 permitiu que os usuários passassem de simples expectadores para usuários interativos. É a inauguração da inteligência coletiva, do compartilhamento, da cooperação. Surgem aí os portais, os blogs, as redes sociais.

notebooks, ipods, celulares, tablets, dentre outros. Tal aprendizado se revela muito importante, pois permite ao usuário aprender onde e quando lhe for mais conveniente, mediante o uso de quaisquer dispositivos móveis, e sem ter que ficar restrito a um computador.

No documento betaniaribeirotavares (páginas 83-87)